O atraso da narrativa de “A elite do atraso”

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Paulo Ghiraldelli, 63, escrito antes do início da pandemia

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Pablo Stockel
Pablo Stockel
20 dias atrás

Brilhante artigo. Estamos entre narrativas fantásticas ao melhor estilo Alan Poe. Delírios de uma esquerda esquerda emburrecida que ainda acredita em imperialismo americano e na existência do chão de fábrica (ao melhor estilo PCO) passando pelos proletários da burguesia mais conhecida como classe média ( de “ciretes” a “luletes”). E nós estamos presos nesta distopia sem fim imersos no lodaçal da ignorância, junto com o gado que não sabe “que não sabe” e se acha inteligente.Esse roteiro deste eterno projeto de país é de um mal gosto e já tá chato.

Ideylson
Ideylson
19 dias atrás

Grande Dr. Seus texto me fez lembrar do grande Maurizio Lazaratto, na obra Revoluções do Capitalismo, tentando alertarnos para a necessidade de uma nova linguagem sobre as estratégias do neoliberalismo hoje. Parabéns pelo seu Texto.

Vanderlei Gularte Farias
Vanderlei Gularte Farias
19 dias atrás

Comungo desta narrativa/visão/concepção. Penso que precisamos muito mais de Iluminismo, razão… para a compreensão da relação sujeito – objeto. Denomino tal movimento de Alfabetização POLÍTICA e conceitual, como é a essência da Filosofia. Eis porquê estou estudando Condorcet. Abraços

Alexandre Ferreira
Alexandre Ferreira
17 dias atrás

Não sei… o senhor, professor, está tomando as pessoas da “cidade” por uma única régua, a sua. A régua de um acadêmico que habita, basicamente, o mundo das idéias, ainda que goste de citar Sartre, Nietzsche ou outro qualquer. A sua linguagem, embora seja simples, não é em nada simplória. Não serve para a maioria. E não atinge, senão, mais que uma milésima parte de uma sociedade mal educada e muito mal formada. Quando muito, atinge uma gente orgulhosa de sua formação acadêmica pouco afeita aos estudos e que gosta do orgulho de se sentir intelectualmente superior por conta de… Read more »

Alexandre Ferreira
Alexandre Ferreira
15 dias atrás
Reply to  Ghiraldelli

Me lembrei agora de Olavo de Carvalho. Como é mesmo que ele faz? Ah!… lembrei! Desqualifica os que discordam dele, não é professor? Acabo de entender seu artigo(1) e começo a conhecer seu trabalho(2). 1. Um ponto de vista de um único ponto, mas incontestável. Ou seja, aceite-o ou cale-se! É esse se modo de pensar o mundo, sozinho? 2. É fechado em si mesmo, autossuficiente. Não digo ser impossivel, mas admito que nunca entenderei essa autossuficiência e esse alheamento na forma de pensar a realidade. Como pensar essa realidade, se desprezo tudo o que ela se me apresenta, quando… Read more »

Fabiana Raslan
11 dias atrás

Professor, percebo que sua crítica à narrativa do Jessé na obra “A elite do atraso” parte de uma visão que a meu ver ignora os arranjos normativos que dão “vida” às instituições e de algum modo limitam a liberdade individual. O fato não diminui a qualidade do artigo, apenas reforça o isolamento acadêmico das Ciências Sociais e da Filosofia em relação ao Direito, típico da nossa academia, ao revés do que ocorre na Europa. Jesse tem formação em Direito e fez pós em Sociologia Alemanha em uma universidade cuja tradição inclui o Direito no campo das demais ciências sociais, como… Read more »

José Carlos Rosa Ribeiro
José Carlos Rosa Ribeiro
11 dias atrás

Concordo plenamente com o Sr, na narrativa marxista.
Mas o Jessé Souza, a meu ver, usa uma narrativa mais abrangente, no sentido popular de compreensão.
Sabemos que a maioria da população não lê nem gibi, quanto mais Marx.
Nesse sentido, o Professor Jessé, usa essa narrativa, “novelesca”, para facilitar a compreensão popular e causar comoção com termos como; “imbecil e ralé”.
Obrigado professor!