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24/10/2017

Marilena Chauí não entende a Primavera Brasileira


imagemMarilena Chauí não entende a Primavera Brasileira

O que mais me apavora na política é o passado. Fascismo e comunismo são o passado. São as duas doutrinas políticas, características do século XX, que buscaram denunciar o liberalismo como também uma doutrina, e não como uma forma “natural” de vivermos, como quase chegamos a acreditar antes da II Guerra Mundial.

Essas duas doutrinas antiliberais, o fascismo e comunismo, tiveram sucesso na denúncia. Aprendemos com elas a reconhecer de modo mais efetivo o poder do estado – para o mal e para o bem – na vida social moderna. Entendemos que o liberalismo havia nos parecido natural por conta de hegemonia classista, e não por obra da sorte ou de Deus ou de nossa habilidade de sermos comerciantes. A direita e a esquerda nos deram essa clareza. Mas o preço que cobraram para que reconhecêssemos no liberalismo sua faceta ideológica, como Marx sublinhou, foi caro demais.  Ao querermos abandonar o liberalismo, perdemos a liberdade individual e, logo em seguida, a inteligência.

Entre nossos intelectuais ainda há os que não dão valor à liberdade individual, por ódio injusto e pouco inteligente ao liberalismo. Não desgostam da liberdade individual, mas não a valorizam porque não a tomam como tendo valor epistemológico e sócio-político. Nessa visão, o indivíduo liberal é visto como isolado e ainda ideologizado, não é o polo central de compreensão das coisas e não pode, por isso mesmo, ser agente ou sujeito da ação política legítima. Assim pensam os que ainda vivem com a mentalidade do passado que, de certo modo, sobreviveu até os anos sessenta. Os educados sob esse tipo de pensamento são os que hoje negam à Primavera Brasileira o seu caráter histórico. A professora Marilena Chauí puxa a fila dos filósofos que, à direita e à esquerda, temem a ideia de uma “revolução do indivíduo”. Para ela, se não há partidos e, enfim, se não há o amado PT nas manifestações de rua que acontecem hoje em todo o Brasil, elas carecem do adjetivo tão importante para os marxistas, o que eles chamam de “histórico”.

Nas palavras da filósofa:

“Não é momento histórico, é um instante politicamente importantíssimo, no qual a sociedade vem às ruas e manifesta sua vontade e sua opinião. Mas a ação política é efêmera, não tem força organizativa do ponto de vista social e política, não tem uma força de permanência, caráter dos movimentos sociais organizados, de presença organizada em todos os setores da vida democrática.” (Entrevista à Rede Brasil Atual, 19/06/2013)

Filósofos como eu fazem o oposto do seguido por Marilena Chauí. Não apenas por gosto, mas também e principalmente por análise. Caso eu queira usar o adjetivo “histórico”, para não destoar demais dos jargões da professora Chauí, eu diria que este é o momento autenticamente histórico. Na minha concepção a história não caminha em círculos ou em ziguezague ou por altos e baixos. Ou seja, na minha concepção, não há desenho na história. Em outras palavras: não tenho uma filosofia da história como Hegel, Marx e Nietzsche tiveram.  Penso que Weber vê a história como o lugar de inúmeras possibilidades – eu gosto disso. Tenho como Rorty a noção da história como o reino do contingente e o lugar da sorte e do azar. Não há gráfico que eu possa exibir para dizer como a história caminha. Portanto, esse momento é histórico exatamente porque é o momento do inusitado. Trata-se do momento em que o indivíduo vai para as ruas e, ao contrário do que Marilena Chauí diz, não precisa de vanguarda para se organizar. Isso é o inédito. Durabilidade ou não importa pouco. O que importa é que as transformações já estão ocorrendo. Nenhum setor social brasileiro será o mesmo quando as pessoas deixarem as ruas, se é que vão deixa-las. O movimento terá sim feito história.

É ridículo Marilena dizer que o as manifestações não são organizadas. Elas são. Só que a organização é horizontal, de caráter libertário, e se dá no contexto do movimento. Isso é que faz a professora da USP, militante e funcionária do PT, não conseguir compreender o que ocorre. Como que pode um movimento não se fazer em uma mesa? Burocratas só sabem pensar sentados. Precisam se olhar nos olhos e conceder hierarquias e chefias por conta de apadrinhamentos e títulos. Na rua, no calor dos acontecimentos, se a hierarquia não se colocou antes, não mais se coloca. Então, para a Marilena, não havendo hierarquia, não há movimento. No limite, ela está presa ao que o fascismo e o comunismo propuseram para a política antiliberal: regras, vanguarda, hierarquia, proibições, militarização. Marilena é antes uma militar do PT do que uma militante. Seu cérebro funciona assim. Então, para ela, o que ocorre no Brasil todo, não pode estar ocorrendo com a importância que está ocorrendo.

Ela vê assim: tudo será progressista se um partido tomar as rédeas. O partido progressista é o PT. Então, Marilena espera que ele, agora no Estado, também esteja nos movimentos sociais. Desse modo, nasce o partido único, que está em todos os lugares. Tudo vem dele: a situação e a oposição. Marilena é desse tempo, dessa época, desse regime. Ou o fascismo ou o comunismo, jamais uma vida com liberdade. Ela jamais vai compreender o que está ocorrendo conosco e com a juventude que está nas ruas nessa Primavera de Outono.

© 2013 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ

Vídeo para a Marilena Chauí: Veja momento que o mundo reproduziu.

Mais vídeo: O que é a revolução do indivíduo

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53 Responses “Marilena Chauí não entende a Primavera Brasileira”

  1. rubens
    26/07/2013 at 08:08

    Penso o seguinte: tanto a direita quanto a esquerda ficaram perplexas com as manifestações. A mensagem das ruas vai para uma esquerda institucionalizada; protegida nos seus equipamentos: sindicatos e partidos. A periferia, por exemplo, desconhece o que seja esquerda. Marilena Chaui, penso, coloca a questão da ausência dos operários nas manifestações. E a questão de fundo é que vivemos numa sociedade de mercadorias e os seus produtores, aqueles que produzem a riqueza material dessa sociedade não estavam nas ruas

    • 26/07/2013 at 16:24

      Rubens, você não foi às ruas ou então sua noção do que é um operário é pior do que a da Chauí, que está gagá.

  2. Henrique
    15/07/2013 at 19:44

    Eu imagino o Doutor desse blog, ministrando aulas apenas para uma minoria “elitizada” puramente para se encher de ego, arrogância, prepotência e orgulho de não pertencer às classes populares. Isso para mim é fruto de uma carência interior, é a famosa pessoa chata, sem amigos, dona da verdade, ao mesmo tempo que se cala para exibir uma falsa educação, outrora faz gracinhas para chamar a atenção. Um texto SIMPLES, com uma linguagem rude e agressiva, explicitamente à Marilena (que para mim, também só fala bobagem) e ao PT (partido tão cheio de erros como todos os demais). Ao meu ver, o senhor filósofo está muito revoltado, parecendo estar desesperado e descontente com a própria vida. Pois se a “sua” classe se acha tao inteligente, ops, preferem ser intitulados de “intelectuais”, por que temem tanto ideias “vermelhas”? (também sabemos que muitas não prestam e não queremos elas no Brasil); por que esse ódio mortal carregado de palavras chulas e arrogantes, palavras cheias de preconceito contra quem não pensa igual? Por que só apontam um único partido como o “câncer” do Brasil sendo que todos os outros tem representantes nas prefeituras, governos, senado, congresso e são farinha do mesmo saco ? Por que esquecem do governo burguês FHC que vendeu tudo no Brasil a preço de banana e concedeu/privatizou os mesmo serviços que hoje, todos nos temos queixas e reclamações? Vocês dizem que a esquerda é isso e aquilo mas os direitistas estão todos velhos e por serem ricos (têm apenas dinheiro, humildade e educação com o próximo ZERO), quem os seguem, são apenas seus sucessores e herdeiros filhos, nadam contra a maré para chamarem à atenção, pois idéias concretas nunca têm, apenas acham que podem instalar sob pressão no Brasil, do dia para a noite, modelinhos econômicos liberais iguais aos de tigres asiáticos e países Escandinavos, porém esquecem que antes de serem assim “países lindos, modernos e perfeitos” estes, tiveram que passar por diversas guerras, revoluções, e acima de tudo, sempre defenderam o nacionalismo, fomentaram suas empresas de base, investiram em sua própria educação para que hoje desfrutassem de uma vida moderna e de qualidade. Eles não se venderam para outros países alegando privatizar para melhorar. Eles construíram bens e serviços próprios para depois serem liberais. Acredito haver uma enorme pobreza espiritual e individualidade exacerbada para quem debate assuntos políticos, econômicos e sociais, assim como o senhor, porém só pensando em si. Ninguém aqui quer que o Brasil vire Cuba, URSS, Coréia do Norte, NÃO, queremos um país com menos corrupção, com menos “jeitinho brasileiro”, para isso devemos mudar primeiramente a nossa cultura, o nosso caráter, devemos mudar nossas ações particulares no dia-a-dia só assim poderemos almejar mudar a política de um país tão rico mundialmente e tão campeão em desigualdade, analfabetismo e rótulos entre ricos x pobres. Fiquem com DEUS e sejam mais humildes espiritualmente.

    • 15/07/2013 at 19:54

      Queridos, eu ia deletar esse lixo aí acima, desse Henrique. Mas deixei por maldade, para que vocês saibam que dá para vencer na vida, pois olha o tipo de débil mental que existe em nosso país. Prá esse tipo aí você pode vender terreno de cemitério em Plutão, ele compra.
      Reparem também que ele inaugurou uma nova forma de pontuação. Isso deve ser algum parente do Olavo de Carvalho (sim, Olavo, aquele que não passou no vestibular que era um candidato para uma vaga!)

    • Erandur of Dawnstar
      09/09/2014 at 02:46

      (Não tem nada a ver com um comentário de olavete)

      MUITO BOM COMENTÁRIO, PARABÉNS.
      Definitivamente o epcentro dos problemas está na propria cultura. A idéia de um cara vai chegar lá e fazer tudo direitinho, não passa de messianismo, uma esperança completamente oca e irracional.

  3. kátia
    06/07/2013 at 14:43

    Análise perfeita.
    Quer conhecer um divertido personagem nacional, adorador de Chauí? Conheça o Esquerdinha em:
    http://contosdapoliana.blogspot.com.br/2013/07/o-esquerdinha-esse-e-o-cara.html

  4. Renata Felpe
    04/07/2013 at 08:37

    Muito imporante e pertinenente o que profesora ressaltou. Vejo esse momento como realmente um momento de instisfação de parte da populção porém parte da pessoas que participaram e que irão prticipar não sabem nem o porquê estão lá. É simplesmente um ôba ôba de reinvidicação, embora pertinente. Peguntem a elas se querem dividir ou abrir mão do que lhe dão conforto? Se conhecem a periferia e sabem o que acontecem com quem mora lá? Se sabem o que é ir a um hopital público e não conseguir ser atendido? É muito bom pintar o rosto de verde e amarelo e dizer que acordaram!

    • 04/07/2013 at 12:23

      Renata, creio que você é daquelas que pensa que os outros são bestas, que não sabem o que querem, mas, todos sabemos, pelo que escreveu e do modo que escreveu, que a besta é você.

  5. FABIANO AQUINO
    04/07/2013 at 00:14

    Meu caro Professor, somente achei desnecessária a discussão acerca da titulação dos debatedores nos posts, coisas do tipo “o fulano pode falar pois é doutor”.
    O foco perdeu-se num embate de titulação acadêmica.
    Somente quis voltar ao cerne da questão que é a importância de extrairmos as mensagens dos manifestantes.
    Deixemos de lado nossas vaidades e tenhamos a sensibilidade de ouvir os menos abastados assim como os titulados.
    Espero que tenha esclarecido o post anterior.

    • 04/07/2013 at 01:15

      Fabiano, ah, bem, essa não é mesmo a questão.

  6. FABIANO AQUINO
    03/07/2013 at 15:48

    Penso ser tão desnecessária essa medida acerca da titulação dos analistas. O fato é que vivenciamos um movimento onde a crítica mais profunda e eloquente vem justamente dos menos abastados, que suportam as atrocidades do Estado brasileiro.
    Deixemos nossas vaidades de lado e curvemo-nos diante da mensagem deixada pelo movimento.
    Precisamos sim de uma cidadania mais ativa e, por via de consequência, de um Estado realmente democrático.
    Até mesmo opiniões contrárias são importantes para o enriquecimento do debate.

    • 03/07/2013 at 15:52

      Fabiano, sinceramente não entendi nada do que você disse? Os menos abastados criticam? Não! Não em todo lugar. Titulação? Qual titulação? Ninguém falou em titulação!

  7. Hélio
    23/06/2013 at 22:38

    Não, Dr. Ghiraldelli, vou às ruas, sim. Lá tem espaço para os pobres complexados como eu. Tem espaço também para intelectuais, porém despidos das togas. Apesar da enorme diferença intelectual estamos do mesmo lado e admiro sua inteligência. Abraço.

    • 23/06/2013 at 22:47

      Hélio, você é o único complexado que colocou barreira para mim, na manifestação. Tirar a toga. Como os outros manifestantes não falaram nada, vou de toga. Do mesmo modo que você vai com seu complexo. Mas eu não o reconhecerei.

  8. Hélio
    23/06/2013 at 22:23

    Concordo com sua visão Ghiraldelli, mas vc parece padecer da mesma arrogância de D. Chauí e de outros intelectuais que se vêem como interpretadores do mundo. Também sinto que muitos de vcs, por não terem sido convidados, estão com receio de estar perdendo o comando intelectual dos movimentos sociais,

    • 23/06/2013 at 22:25

      Hélio, você é bobinho, eu estou na rua todo dia participando, eu não preciso ser convidado. Agora, sobre arrogância, isso é complexo de inferioridade da sua parte. Eu felizmente não tenho isso. E nem quero controlar nada. Sou filósofo e cidadão. Vou nas ruas, participo e escrevo. Não sou político e para mim, como penso, o movimento está bom demais. Você não participa? Fica aí só choramingando?

  9. João Paulo
    23/06/2013 at 18:27

    Em artigo de 1995, Ética e Razão Moderna, o filósofo brasileiro Henrique C. de Lima Vaz, analisando o século XX, através do método dialético platônico-hegeliano, observou existe na história uma circularidade dialética. A razão se desenrola na história, através de uma tríade dialética de afirmação, negação e suprassunção no conceito. A meu ver, o que estamos vivendo atualmente, no universo simbólico do ethos nacional, é um momento de negação; pois, quando a esfera material do mundo da vida está “estabilizada”, surge, por necessidade dialética, a pergunta pelo sentido. Pessoas que vão e vêm pelas ruas reivindicando justiça social, educação, saúde (instâncias humanas que respondem efetivamente o “dever ser” do homem sobre a Terra). Penso ser esse um momento fundamental do espírito em direção ao Absoluto. Em seguida, como nos prova a história, a própria razão suprassumirá esse momento em uma síntese mais elevada.

    • 23/06/2013 at 19:48

      Nossa, que merda isso do Lima Vaz não? Tomara que você esteja enganado e ele não tenha falado isso. Filosofia da história, assim, é pura perda de tempo.

    • João Paulo
      23/06/2013 at 20:11

      Paulo, aproveito pra perguntar: Como você vê o Vaz no cenário da filosofia do Brasil? Aqui em BH, ao menos na FAJE e na UFMG, cada vez mais cresce o número de pessoas que fazem mestrado e doutorado no pensamento vaziano.

    • 23/06/2013 at 20:18

      Não vejo, se a coisa é como você falou, prefiro não ver. Que coisa mais velha!

  10. Marcelo Mineiro
    23/06/2013 at 10:21

    Podemos dizer que “o cara” é grosso.
    O que ninguém pode negar é que ele não aceita puxa saco.
    “Acorda Brasil”

  11. Oriva de Castro
    22/06/2013 at 20:49

    Èngraçado certas pessoas se preocuparem com o resultado dessas manifestações, “Qual vai ser o resutado prático disso tudo?” ja perguntaram. Porem o que realmente importa não é o que vai acontecer e sim o que já aconteceu.
    O Brasil não vai mudar. Já mudou. Parafraseando alguém ” Não existe caminho para a mudança, a mudança é o próprio caminho”

  12. Rafael
    22/06/2013 at 17:06

    Paulo,

    Teu artigo até que ficou legal, mas teu público, supostamente de um nível de educação bem elevado, escreve muito mal. Isso me parece preocupante e, por si só, já justifica qualquer movimento em prol da educação do nosso povo. E outra, dá para perceber que tu descambas para a agressão por qualquer bobagem. Podias dar um desconto para esse pessoal que ainda frequenta a tua página… Abraço,

    • 22/06/2013 at 19:10

      Rafael, que tal você fazer o seu blog e agir dessa maneira aí no seu blog? No meu, o filósofo sou eu.

  13. Mauro Betti
    22/06/2013 at 10:41

    Muito bom Paulo!

    Novos fenômenos exigem novas categorias de análise.

    • 22/06/2013 at 19:10

      Mauro, Mauro, talvez novos fenômenos não mereçam novas categorias, apenas mereçam continuarmos sendo gente normal.

  14. Julio
    21/06/2013 at 17:15

    Essas manifestações têm um caráter tão desburocratizado e horizontal que muitas vezes seu trajeto não é decidido previamente, ficando para ser escolhido com todos já na rua. Isso causou um problema com a polícia paulista na segunda-feira, que queria saber o percurso da marcha de antemão pra poder se planejar, sendo que este só seria determinado na rua. Acabou que uma parte dos manifestantes decidiu ir pra um lado e a outra pra outro lado.

  15. Julio
    21/06/2013 at 16:35

    Paulo, achei brilhante a sua análise.

  16. Diogo
    21/06/2013 at 13:36

    Velho, sou avesso partidos políticos, mas fico preocupado com uma revolução do individuo que anula a identidade das pessoas.
    Compreendo que é preciso se posicionar criticamente em relação aos partidos políticos que querem direcionar as manifestações atuais, mas impedir a participação dos partidos e dos movimentos sociais e não deixarem que empunhem suas bandeiras e ocupem os espaços políticos põe em xeque a democracia.

    • 21/06/2013 at 20:55

      Diogo, só a sua identidade está anulada,a dos manifestantes, com todos que vi, não está. Ao contrário.

  17. Carlos Bengio Neto
    21/06/2013 at 10:47

    O mais engraçado foi a militância do PT na paulista, sob fortes vaias, gritando – SEM FASCISMO, SEM FASCISMO, SEM FASCISMO!! Eis o “Efeito Chauí”. Agora eu pergunto: Ela realmente estudou para isso? Pois eu acho que seria melhor se ela nunca tivesse estudado. Porque pelo menos se encontraria uma justificativa para tanta idiotice da parte dela, afinal, dos militantes do PT nós sabemos que se trata de um dano irrecuperável no cérebro.

    • 21/06/2013 at 20:56

      Carlos, ela estudou. Mas aprender não se aprende sem interação com a juventude, com os outros. Ela sabe só falar, não sabe escutar.

  18. acássio
    21/06/2013 at 10:11

    O jornalista Paulo Henrique Amorim disse que as elites estão prepando um golpe contra a presidenta Dilma.

    • 21/06/2013 at 20:57

      Golpe foi o dele, sobre o governo, pegando dinheiro para falar isso.

  19. Loock'
    21/06/2013 at 03:57

    Veja esse texto Paulo, Parece mais uma alucinação de gente fraca ou uma tentativa falida do PT?

    http://www.treta.com.br/2013/06/a-primavera-brasileira-e-o-golpe-iminente.html

  20. Bruno
    20/06/2013 at 19:30

    Só haverá progresso, para a Chauí, se um partido como o PT tomar as rédeas. Mas o problema e que eu, pelo menos, não sei se o PT de fato quer progresso…

  21. Hélio
    20/06/2013 at 17:08

    É a filósofa do PT. O que esperar? Ela não entende as manifestações e parece não entender mais nada. Aquela que justificou o mensalão pelo simples fato de outros governos o terem utilizado também. Ajudo-a a entender: o povo não precisa de intelectuais para dirigí-lo. Um verso para ela: “Não põe corda no meu bloco, não vem com teu carro-chefe, não dá ordem ao pessoal. Não traz lema nem divisa que a gente não precisa que organizem nosso carnaval. Fora vc tb Chauí.

  22. Sebastian Gallino
    20/06/2013 at 15:56

    Por essas e outras é que eu acredito que um partido como o PT caminhe rapidamente para mostrar sua face mais autoritária, e com o apoio de boa parte da população.

    Uma grande parte dos indivíduos vê nos movimentos de esquerda uma espécie de santificação que permitem aos petistas transformarem o poder em sua casa. Veja, por exemplo, a dificuldade que eles tiveram em admitir a existência do “Mensalão”.

    A Hegemonia de Gramsci foi posta em prática com sucesso pelo PT. O que não significa que não teve uma mãozinha da direita brasileira (sem intenção, claro). Esta, como sempre, ficou preocupada em assegurar seus frívolos benefícios e perdeu o bonde da história.

  23. Marcos Nicolini
    20/06/2013 at 15:49

    Paulo, a guarda-heurística petista não percebeu que o ParTido deixou de ser vanguarda e tornou-se conservador. A luta do PT torna-se a da conservação do poder, pela via da conservação de uma linguagem historicista, hierarquisante. Gosto desta ideia de que este movimento é horizontal em que os manifestantes acordam com temas latentes, mas que não carregam a canga do trans-histórico. O que os guarda-heurística não querem entender é que a política se amplia indo além, sem esgotar, do Político, do Partidarismo, da civilidade expressa apenas no voto, no Partido, das organizações hierarquicamente institucionalizadas. Belo texto.

  24. Cesar Marques - RJ
    20/06/2013 at 14:48

    “Por que a Marilena, para falar, estudou. Pode errar, mas tem estudo. A Viviane não leu nada e fala não coisa ideologizada somente, fala coisa errada no sentido técnico.”

    Professor, sem querer estender esse assunto que não é o foco do texto, mas ficou uma dúvida sobre a Viviane Mosé, com esse dizer do senhor: Concordo que ela escreveu umas belas de umas merdas sobre os protestos que vem ocorrendo, mas insinuar que ela não tem estudo, não é exagero, não? Ela se apresenta como Psicóloga formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e Doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    E reitero: Já vi algumas palestras da Viviane Mosé no You Tube e não gostei, e sobre o que a escreveu sobre os protestos populares, ela realmente pareceu ter tido uma diarreia mental.

    • 20/06/2013 at 15:21

      Cesar, que tal você estudar e então ver se ela fala ou não merda? Não é melhor você mesmo descobrir?

  25. Augusto Lima
    20/06/2013 at 14:36

    A mestra e escritora Chauí também é escolada e, de uma forma ou de outra, saberá se reposicionar diante da sua clientela.

    • 20/06/2013 at 15:22

      Augusto, que tal você, e não a Marilena, acordar?

  26. Ana Lucia
    20/06/2013 at 14:16

    A Viviane Mossé é uma vagabunda. Por que a Marilena Chauí não é?

    • 20/06/2013 at 14:36

      Por que a Marilena, para falar, estudou. Pode errar, mas tem estudo. A Viviane não leu nada e fala não coisa ideologizada somente, fala coisa errada no sentido técnico.

    • Fardado
      20/06/2013 at 15:34

      Paulo, não sei se vc não sabe mais a Viviane Mosé é doutora em filosofia.

    • 20/06/2013 at 22:47

      Fardado, não sei se você sabe, mas doutorado por doutorado eu tenho dois. Tem dó vai cara, acorda.

  27. Cesar Marques - RJ
    20/06/2013 at 14:12

    O UOL noticiou ontem que o PT está querendo entrar nas manifestações da Primavera Brasileira. Caso isso se confirme, o que o senhor acha disso? Eu, tenho é medo.

    • 20/06/2013 at 14:35

      Querem tomar a vanguarda. Vão ser rechaçados. O movimento não quer vanguarda.

  28. Cesar Marques - RJ
    20/06/2013 at 13:50

    “Não é momento histórico, é um instante politicamente importantíssimo, no qual a sociedade vem às ruas e manifesta sua vontade e sua opinião. Mas a ação política é efêmera, não tem força organizativa do ponto de vista social e política, não tem uma força de permanência, caráter dos movimentos sociais organizados, de presença organizada em todos os setores da vida democrática.”

    Respeito a profª Marilena enquanto acadêmica, e também enquanto senhora de idade, mas ela foi extremamente infeliz nesses dizeres. Como se na Tunísia, no Egito e na Turquia, as manifestações tivesse sido organizadas e comandadas por movimentos sociais e/ou partidos políticos. Aqui no Brasil (mais especificamente em São Paulo) realmente quem acendeu a centelha das manifestações foi o Movimento Passe Livre devido ao repugnante aumento da tarifa das passagens de ônibus, tornando-o ainda mais escorchante, porém, as manifestações transcenderam essa questão. Eu apostaria que boa parte das adesões se deu em muito, ao asco das pessoas aos brutais e absurdos gastos públicos com a Copa do Mundo de 2014.

    Abraços Ghiraldelli.

    P.S.: Indivíduos liberais não são também ideologizados? Mas não existem até Partidos Liberais (sempre com um cariz conservador)? Com todo o respeito, me permito discordar do senhor, pois muitos liberais (conservadores), são tão ideologizados quanto comunistas e fascistas. Vide os Rodrigos Constantinos e os Eduardos Giannettis da vida.

    • 20/06/2013 at 14:34

      Cesar, quem disse que não são? Eu? Você não leu direito. Ser ideologizado não significa não poder ver as coisas. Ninguém é burro por se ideologizado. Depende do grau.

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