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30/04/2017

A revolução do indivíduo


protestorj1A revolução do indivíduo

A Primavera Brasileira tomou corpo e rosto, finalmente. Já sabemos o que ela é. Trata-se da revolução do indivíduo.

As manifestações imediatamente anteriores ao Golpe de 1964 eram antes de tudo protestos empurrados por disputas de governos estaduais contra o governo federal. Em 1968 não foi muito diferente. Os estudantes foram às ruas, mas sob a sombra da Frente Ampla, comandada pelos caciques dos novos e velhos partidos. Quando da Campanha das Diretas, o mesmo se deu. A população tinha a sua força espontânea, mas a organização dos eventos de protesto nunca saiu das mãos dos governadores, então já eleitos diretamente. No Fora Collor, o melhor palanque foi o de Jô Soares e o movimento realmente foi, inicialmente, a partir dos “cara pintadas”, mas ganhou força por meio da articulação dos partidos de oposição e dos sindicatos.

Nos protestos atuais o canal é o Facebook e o Twitter e o que ecoa online é apenas o “vamos desorganizar para ver se conseguimos reorganizar do nosso jeito”. No ponto de partida e no ponto de chegada está o indivíduo falando para outros indivíduos. O suprassumo da doutrina liberal inventada no final do Renascimento põe seu estilo na passarela paulistana e de outras capitais. Ninguém está mediando nada ou pensando em ações futuras. Porque só um doido varrido planeja a desorganização. A desorganização não é a demolição, que pode ser planejada, a desorganização é a desorganização.

Mas a desorganização tem um preço que a demolição não tem. Nela, o futuro nem mesmo a Deus pertence.

Aos poucos tudo vira motivo para se achar que alguém organiza alguma coisa, e esse tipo de pensamento surge na cabeça de cada manifestante por conta do excesso de politização que corre nas veias da juventude brasileira, sempre tomada pelos conservadores e pelas lideranças partidárias, mesmo de esquerda, como despolitizada. O excesso de politização leva alguns a acreditarem que estão em meio a uma revolução de tipo clássico, uma vez que ninguém sabe direito, de fato, o que seja uma “revolução de tipo clássico”. Então, os próprios passos de cada indivíduo participante começam a ficar suspeitos: “será que a Rede Globo passou a apoiar o movimento?” ou “A Globo apoia, então o movimento vai ser jogado contra a Dilma, como algo de direita?” ou “Mas a Record também apoia, e ela é Lula!” ou “Há manifestantes que levantam cartazes de direita no interior dos protestos, serão eles ou serão os anticapitalistas de esquerda que tentaram alguns atos mais ousados de depredação?” ou “Será que Dilma vai, no limite, chamar seus antigos algozes para reprimir o povo?”

Tudo isso é passado de indivíduo para indivíduo alimentando as minhocas que os excessivamente politizados sempre carregam em suas cacholas. No meio disso, os gastos com a Copa e outras estripulias dos governos federal, estadual e municipal, em todo o Brasil, começam a vir à tona, causando raiva e indignação até mesmo na parte da população que, em princípio, estava contra os protestos. Aumenta o número de pessoas insatisfeitas com os políticos em geral.

Ninguém suporta pagar as coisas muito caras e ao mesmo tempo sustentar a confecção de caxirolas. Ninguém suporta ver os políticos de todo tipo viajando para Paris e muito menos os desmandos que ocorrem em todos os executivos. Ou seja, os governantes fizeram o que Fernando Collor fez: cutucou a onça com a vara curta, mexeram com os brios dos brasileiros à medida que criaram a situação de desmando. Os governantes foram e são os autênticos vândalos. E o vandalismo devolvido pelos indivíduos é reduzidíssimo em comparação ao que esses descarados continuam fazendo nos governos. Dilma sabe disso. Lula sabe disso. O PSDB sabe disso. Fernando Henrique Cardoso, lá em Higienópolis no seu confortável apartamento, ri de tudo isso. Aliás, de certo modo, ela está pouco se lixando até mesmo para o futuro do PSDB.

No momento em que escrevo Dilma vai se reunir com Lula para saber o que fazer diante da revolução do indivíduo. O PT terá de cumprir o seu papel histórico, o de reprimir a Primavera Brasileira e restaurar “a ordem”. E se isso acontecer, vocês verão como eles aprenderam a fazer tal coisa, do mesmo modo que aprenderam a roubar. Tanto fumaram o cachimbo dos adversários, os homens da Ditadura Militar e de outros partidos, que acabaram de vez ficando com a boca torta. O mensalão será uma mancha pequena na história do partido.

É significativo que Lula, fundador do PT, e Dilma, herdeira de Brizola, tenham que chegar a pensar até em bater na porta dos quartéis para interromper a revolução do indivíduo, a Primavera Brasileira. Quem vier a escrever essa história, depois, saberá que os gregos deram todos os instrumentos para tal, há mais de 2.500 anos. A revolução do indivíduo poderá nos dar uma tragédia grega. Caso não, o “desorganizar para tentar reorganizar do nosso jeito” passará.  Veremos então se podemos mesmo reorganizar, e de qual jeito.

© 2013 Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ

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44 Responses “A revolução do indivíduo”

  1. Oriva de Castro
    22/06/2013 at 20:29

    Será que os moradores de rua já entenderam porque inadiram sua casa?

    • 22/06/2013 at 20:34

      Sabe, você deveria perguntar isso para eles e fazer um texto.

  2. Filandiere
    22/06/2013 at 18:23

    Professor;
    Esta revolução do indivíduo,me parece o manifesto do oprimido,estamos todos unidos nesse protesto.Não podemos esquecer que quando a sociedade civil é fraca, o Estado é forte.
    Proletários de todo Brasil,uni-vós!

    • 22/06/2013 at 19:09

      “Proletários”? Ficou maluco. Diga: pessoas de bem, vamos no unir. Diga isso.

  3. Diego Michel
    21/06/2013 at 22:02

    Paulo, você afirma ser uma revolução do indivíduo e, toma como base, por assim, que o fundamento para tal revolução reside em uma irritabilidade dos indivíduos, e não de partidos, associações etc, contra os “desmandos” do Governo em todas as suas esferas, contra a imposição de certas condições vindas dos Administradores.

    Mas é estranho notar que as situações escolhidas como objetos de uma irritabilidade individual, mais se assemelham a uma escolha prévia destas situações, as supostas situações escolhidas como objeto, aonde recai a nossa irritação, não aceitação etc, parece mais algo anteriormente determinado do que contingente, ao acaso, do que algo que realmente cause uma irritação. Porque é notável que em todas as manifestações as situações condenadas como não mais aceitas são bem similares, para não dizer idênticas?

    Mesmo que sustentássemos a ideia de que essas situações que causam irritabilidade foram previamente escolhidas, e não fruto de irritação própria, individual, ou algo assim, poderíamos, ainda, sustentar que se trata de uma revolução do individuo?

    Desde tempos remotos o conceito de “povo” varia, e muito, por sinal, isso é desnecessário de se mencionar, então o que temos diante de nós, é o povo, ou indivíduos, ou em uma visão diferenciada, uma fração de “indivíduos” pertencentes a algo indeterminado, como por exemplo, um monstro hibrido?

    As manifestações são diferentes, ao que me parece, São Paulo possui uma manifestação mais válida, contra desmandos mesmo, mas em outros locais, parece que é “Primavera dos néscios”, aonde Joaquim Barbosa é Presidente da República, o Governador é algo dispensável, a Polícia protege o Governo, e, que, no Poder Lesgilativo (em todas as esferas) só há “bandidos”.

    • 22/06/2013 at 19:12

      Diego, eu não falo a linguagem da sociologia, e sim da filosofia. Meu texto é claro em relação à razão pela qual falo em indivíduo.

  4. Ana
    21/06/2013 at 16:57

    “vamos desorganizar para ver se conseguimos reorganizar do nosso jeito”.

    Tava procurando uma frase pra botar no meu cartaz. É essa!
    Você entendeu Paulo!
    Você nos entendeu!

    • 21/06/2013 at 20:55

      Ana, o mérito do filósofo é não se desconectar. Os outros não aprendem com ninguém, não escutam, são deuses. Eu sou o que brigo com o leitor, por isso o escuto e aprendo.

  5. Renato Alves
    21/06/2013 at 02:27

    Os novos terrores da internet, já viu professor?
    Conspiração ou não, para você?

    https://medium.com/primavera-brasileira/dfa6bc73bd8a

    http://www.brasildefato.com.br/node/13304#.UcPBpyZNWB5.facebook

  6. Julio
    20/06/2013 at 11:59

    Paulo, fiquei meio desanimado com as manifestações depois que li o que a Marilena Chaui pensa a respeito delas. Mas ela é suspeita pra falar, correto?

    • 20/06/2013 at 12:13

      Não sei o que ela falou, mas depois do apoio dela ao PT-mensaleiro, quase que incondicional, eu não escuto nada mais dela seriamente. Isso sem contar os conceitos filosóficos, que a cada dia se deterioram. Acho que ela está gagá.

    • Julio
      20/06/2013 at 14:23

      Eis o que ela falou:

      “BA: Você acha que estamos vivendo um momento histórico?

      MC: Não, não acho. Acho que é um instante politicamente importantíssimo, é um instante no qual a sociedade vêm as ruas e manifesta a sua vontade e a sua opinão. Então, não há nada em uma democracia superior a isso. É um grande momento democrático. No entanto, porque que eu digo que isso é um instante , eu tomo aqui como referência o caso do Egito, porque me parece muito paradigmático, estas manifestações são uma operação feita pela internet. O Movimento Passe Livre é antigo, ele é de 2005, mas ele é um pequeno movimento, não tem uma expressão nacional e nem mesmo teve uma enorme expressão na cidade de São Paulo. É um movimento importante, mas é um pequeno movimento. A proporção que as manifestações assumiram decorrem do fato do emprego da internet . Foi o emprego da internet que decuplicou , centuplicou o número de participantes. Agora, o que caracteriza uma convocatória e uma ação política deste tipo é o fato de que ela tenha existência de um evento, ela é um evento, isto significa que ela é efêmera, ela não dura, ela não tem uma força organizativa do ponto de vista social e político. Ela é um acontecimento. Ela é um acontecimento importante, ela é uma expressão importante da vida democrática, mas não tem força de permanência, um caráter de movimento social organizado, de presença organizada em todos os setores da vida democrática. É um acontecimento. Isso ficou muito claro para mim na reunião da Prefeitura porque houve um momento em que os dois lados discutiram planilhas: o pessoal do Passe Livre provava que a tarifa poderia ser muito menor, poderia ser de R$ 2,00 até menos do que R$ 2,00 e o prefeito provava que isso não era possível e que a planilha dos manifestantes não estava sendo levado em conta a integração dos bilhetes, porque os bilhetes são integrado. Esta discussão pelos dois lados mostra que se trata de uma coisa pontual, mas a estrutura econômico política, econômico social do domínio sobre o transporte não foi objeto de discussão. Na hora que estávamos indo para a reunião eu encontrei vários conhecidos que estavam indo também e alguns deles disseram ” ah meus filhos viram na internet e disseram ah eu vou .. ” ” minha filha viu também e falou ah eu vou também..” A minha impressão é a de que poderia ser um show, poderia ser uma competição esportiva, poderia ser uma maratona ou uma manifestação política pela tarifa do transporte urbano. A participação seria a mesma. O ir para a rua a partir da sociedade de massa. Ela opera neste nível da massa, mas não da organização. Acho que ajudará a Prefeitura a pensar para valer a estrutura do sistema de transporte, acho que haverá conquistas importantes por parte do Movimento do Passe Livre, mas o acontecimento enquanto tal é um acontecimento só.”

    • 20/06/2013 at 14:33

      Marilena ficou no passado.

    • 20/06/2013 at 14:38

      A discussão não é de bilhetes e de tarifa Marilena, você quer assim, para não saber que o movimento também está protestando contra seu partido.

    • JuniN
      20/06/2013 at 14:46

      Paulo,
      Queria que você desse sua opinião sobre o que já parece está acontecendo no Brasil, digo, a respeito dos aproveitadores que começaram a dar as caras, afim de angariar votos para 2014. É cada figura que pelo amor… são os bolsonaros da vida, os evangélicos progressistas, os ultra-liberais, e a velha guarda socialista cega.

    • 20/06/2013 at 15:21

      Não cola. A juventude desta vez é completamente diferente. O espírito libertário e de construção da subjetividade via internet produziu um novo tipo de jovem.

  7. Maria Eunice
    19/06/2013 at 22:59

    Revolução do indivíduo não vinga. Falta planejamento, organização e liderança. É possível uma ordenação sem centro fora da rede? Ou teremos que deixar correr o fluxo da multidão pra ver no que dá?

    • 20/06/2013 at 00:52

      Maria Eunice,nossa doutora em Revolução. Ai meu Deus.

  8. Fardado
    19/06/2013 at 19:56

    Tem uns morador de rua muito irados nas passeatas

  9. Jones
    19/06/2013 at 17:56

    Voltando a questão do texto, ontem eu estive cara a cara com o ataque à prefeitura em São Paulo. A primeira coisa que preciso dizer é que o movimento é completamente difuso. Há uma vontade de dizer NÂO, todavia, esse não não tem um alvo só, cada pessoa ou grupo que estava na manifestação ontem tinha um alvo distinto. Eu ouvi gritos de Dilma vai tomar no c*, Haddad vai tomar no c*, Alckmin…, Feliciano…, Globo… etc.
    No meio de tudo isso, donos de padarias chineses que fica do lado da Sé mantiveram seu estabelecimento aberto – não tinha medo de pilhagem? E ganharam muito dinheiro.
    Na rua, vendedores ambulantes vendiam chocolate e souvenires diversos. No meio de tudo aquilo, acabei me empolgando e comprei de um boliviano uma cerveja com gosto de mijo passado chamada Colônia Pilsen. Havia até mesmo alguns vendedores ambulantes vendendo apitos e bandanas com a bandeira do Brasil – que eles devem vender também nos jogos do Brasil.
    O mais íncrivel, porém, foi um vendedor de churrasquinho, que instalou sua churrasqueira quase ao lado da prefeitura, eu percebi que do lado da churrasqueira havia alguns “flanadores” que, como eu, estavam lá mais pra ver no que ia dar do que participar da grita ou das depredações.
    Falando em depredações, posso dizer que só de olhar o prédio da prefeitura tremer fez o meu coração acelerar. O barulho das pedras contra as grades de proteção, dos vidros se partindo, me soou como o estalar de um chicote no lombo do governo/Estado.
    Em um momento, depois da guarda metropolitana se encerrar dentro da prefeitura, alguns individuos foram para a lateral da construção e começaram a jogar pedra nas grandes janelas que existem ali. Quase todo mundo começou a gritar “Não a Violência” e foram pra cima dos caras. Quase saiu briga, e bem do meu lado eu ouvi um dos “vândalos” dizer: “aqui é morador de rua mano!” Imagina a desforra desse cara em jogar pedra numa “bastilha” da vida hein?

    • 19/06/2013 at 19:41

      Jones, tem fotos? Faça seu texto com fotos. Isso é muito importante.

  10. Augusto Lima
    19/06/2013 at 17:52

    “Re-volver” faz todo sentido neste momento e você, Paulo, é muito corajoso ao discutir dessa forma. Quero continuar acreditando que tudo isso chegará numa mudança, mesmo que pequena. De uma coisa tenho certeza, estamos fazendo história, estamos deixando nossa marca, forte ou singela essa marca está ficando.

    • 19/06/2013 at 19:42

      Augusto, a mudança já aconteceu. Acredite. Nunca mais essa geração será a mesma. Eu sei disso, eu já vi esses filme. E isso já é mudança. Mudança de mentalidade.

  11. Jones
    19/06/2013 at 17:42

    Sem brincadeira, mas o melhor de tudo é ver os autodeclarados blogues “progressistas” quebrarem a cabeça para entender o fenômeno que explode em cada capital do país.

    No “viomundo” acabei de ler algo assim: “os manifestantes lutam contra a corrupção e contra a copa, eles lutam pelas bandeiras das direitas”. Ou, o Paulo Henrique Amorim que insiste em dizer que o movimento é restrito à classe média branca….

    Me pergunto: será que a História vai lembrar desses caras? Será que amanhã mesmo eles poderão se apropriar desse movimento e declarar que sempre o apoiaram? O Paulo Henquei Amorim vive fazendo isso, toda oposição ele tá criticando, não importa a oposição. Na época do FHC ele era anti-Lula total, hoje lambe o saco do Lula até o cu e ainda ganha quase 1mi por ano para fazer isso. É mole ou progressita?

    • 19/06/2013 at 19:42

      Nassif e Amorim não são mais jornalistas. Todos sabemos disso. Mainardi os desmascarou. Eles se desmascaramram.

  12. Eumesmopo
    19/06/2013 at 16:27

    Pra quem nasceu nos anos 80 ou 90 e não tem nenhuma relação direta com qualquer partido, sindicato, grupo estudantil, movimento social ou agremiação; estes foram os primeiros verdadeiros protestos dos quais participaram na vida. Esse foi o caso comigo e várias pessoas com as quais tenho conversado. É um época linda para estar vivo.

    • 19/06/2013 at 19:43

      Isso vai mudar vocês. E está mudando a mim, que esperava o dia de “revolução do indivíduo” desde 1992.

  13. ruberval
    19/06/2013 at 14:10

    Ghiraldelli admiro muito os seus comentarios. Ja percebeu que a midia nacional quer uma manifestacao pacifica, pode? a populacao ja esta de saco cheio de tanto desmandos. Onde ja se viu manifestacao pacifica? como vc colocou, nada e partidaria ou ideologica e sim por uma sociedade onde se pode viver de uma forma mais digna. A nossa elite em todos os sentidos e um lixo e ainda porn cima hipocrita. Um abraco.

    • 19/06/2013 at 19:44

      Pacífica como? Estão dando tapa na nossa cara direto.

    • LMC
      17/09/2014 at 13:20

      Volta pra Cuba,cara,volta
      pra Cuba,volta pra lá…….

    • 17/09/2014 at 13:29

      lmC FICOU MALUCO? Está dizendo isso porque acha queo cara é comunista? E o mandou para Cuba? Cuba?

  14. Dukatano
    19/06/2013 at 13:43

    Olá Paulo, a filósofa Viviane Mosé tem uma visão mais cética que a sua, pois para ela as manifestações brasileiras não estão plenas de significados, de propósitos, e por isso não são demandas cívicas ou de cidadania que podem ser duráveis.

    • 19/06/2013 at 19:45

      Dukatano, ela é mulher. Só isso. Isso faz você ser condescendente. Mas ela não tem visão nenhuma. É fraca e burra. E reacionária.

    • Debora
      20/06/2013 at 00:27

      Paulo, interpretei equivocadamente ou associou o fato de Viviane ser mulher à burrice?

    • 20/06/2013 at 00:50

      Eu falei que uma das pessoas que escreveu foi condescendente com ela, por ser mulher, e numa área onde não há mulher, isso é comum.

    • Debora
      20/06/2013 at 09:40

      O que, indiretamente e de uma forma ou outra, subjuga a capacidade da mulher, pelo mero fato de não ser comum a presença dela no meio? Não ser comum não significa inexistente, certo?
      E eu não sou feminista, não.

    • 20/06/2013 at 12:14

      Débora, não sei do que está falando. Não entendi. Se é sobre o assunto que eu falei, eu já expliquei.

    • Debora
      30/06/2013 at 16:22

      Uma curiosidade (com muita chance de ser ironizada, pelo que leio por aqui), percebo agressividade nas suas palavras. Ainda que tenha capacidade intelectual desenvolvida, cultura, instrução, erudição etc. Repertório rico. Ainda que o assunto demande firmeza, convicção (o que nem tem a ver com agressividade, se parecer). Principalmente sendo quem é e atuando na área que atua, pelas suas lutas, talvez queira atingir mais pessoas do que atinge (convida a sermos seus leitores, tem um blog, um canal no Youtube, participa de redes sociais, certamente busca ouvidos), acha isso realmente necessário, eficaz, adequado?

    • 30/06/2013 at 16:42

      Débora, não entendi nada do que você disse. Você está dizendo para eu escrever e guardar na gaveta, ou então escrever e não avisar ninguém? É isso? Mas se é isso, então eu deveria escrever um diário e, como uma garota adolescente dos anos 50, trancafiá-lo. Mas eu não sou uma menina dos anos 50, eu sou menino dos anos 50. Já imaginou, em plena época da comunicação, os filósofos trancados, falando com seus botões? Nunca os filósofos fizeram isso. Sartre ia para a rua com megafone, carregava Foucault. Desde Sócrates a filosofia é coisa da gritaria da rua. Não sabia Débora? Não sabe que o Sloterdijk, um grande filósofo da atualidade, na Alemanha, tem um programa de TV? Bem, temos o nosso aqui, o Hora da Coruja. Toda terça às 22 horas, a Fran, que também é filósofa, produz e apresenta o programa na Just TV. Aqui ó: http://justtv.com.br Agora, tudo isso, Débora, é livre, quem não quer ver, não precisa ver. Mas há gente que gosta. O Hora da Coruja é visto semanalmente ao vivo por algo que vai de 8 mil a 15 mil pessoas. Veja, caso não goste, não veja mais. Caso goste, recomende.

  15. Guilherme Gouvêa
    19/06/2013 at 11:43

    Muito boa a análise!

    Estive ontem na Paulista e foi gratificante constatar a presença de segmentos bem diversificados da sociedade. A molecada da geração Y predomina, é claro, mas viam-se muitas faces distintas: executivos engravatados, advogados, idosos, professores, punks, estudantes, pais e filhos trabalhadores humildes, sob diversas bandeiras, que vão desde a redução da tarifa do transporte até o mensalão. A principal reclamação era mesmo a canalização do dinheiro para a Copa em detrimento da saúde e da educação…

    Nas manifestações contra o Collor, eu tinha 10 anos e lembro de ter acompanhado meu pai no Vale do Anhangabaú. Diferente da manifestação atual, havia muitas bandeiras da CUT, da UNE e do próprio PT, que naquele tempo efetivamente coordenavam as ações dos manifestantes.

  16. Guilherme Gouvêa
    19/06/2013 at 11:34

    Acabo de ler de um manifestante em Fortaleza (onde haverá o jogo da Seleção) uma placa que diz: “Um professor vale mais que o Neymar”. Parece que hoje 30 mil irão às ruas no Ceará e o ato de protesto se dará durante a execução do hino nacional, na abertura do jogo… Muito bom!

    • JuniN
      20/06/2013 at 00:43

      No protesto de Fortaleza houve a maior covardia da PM, totalmente opressora.
      Quando mais o povo vai aguentar calado?

  17. Herasmo
    19/06/2013 at 09:41

    Juninho,

    tu é uma moleque de recados do Lula
    e um chupa
    ovo do Jô Soares.
    é somente isso que você é,absolutamente
    nada mais.

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About Paulo Ghiraldelli

Filósofo