Go to ...

on YouTubeRSS Feed

09/12/2019

A história de Deus


A Bíblia possui textos que são antiquíssimos, do século XIV e XV a.C. Mas, como na cultura grega, talvez uns quatro séculos maisMoisés com a Tábua de Leis. Rembrandt nova, a versão que foi sendo conhecida e que realmente educou o povo só se organizou bem mais tarde.

Na cultura grega, o rapsodo Homero pode ter sido quem organizou o que veio de uma tradição oral de educação popular, o canto dos poemas épicos Ilíada e Odisseia. Esses poemas deram aos gregos sua identidade como “helenos”, os que participaram da Guerra de Troia, uma guerra feita em torno do rapto da princesa Helena. Ora, na cultura judaica, a necessidade de se escrever algo que, depois, iria ser o Velho Testamento, também se fez tardiamente. Jesus mesmo ensinou e pregou a partir de uma tradição oral. A base maior de nossa Bíblia, como é conhecida hoje, é fruto do consenso católico do Concílio de Niceia, ocorrido somente no século IV de nossa era. Portanto, já segundo a fusão da própria cultura helênica, ou melhor, greco-romana, com a cultura judaica e outras.

A Bíblia é um livro clássico. O livro mais vendido do mundo. A religião judaico-cristã não é a maior do Planeta em número de adeptos, mas certamente é singular em termos de organização material e intelectual. A existência do Estado do Vaticano e do Papado atesta essa força. Assim, mesmo no Oriente, não é difícil encontrarmos a Bíblia nos lugares que menos esperamos. Ela é polifônica, são inúmeras vozes falando de pontos históricos e geográficos diferentes. Sua unidade é obviamente imaginária, mas isso não significa que ela não possua um fio condutor. Levando a sério o filósofo Paul Ricoeur, penso que não seria errado dizer que um bom fio condutor que podemos seguir para ler a Bíblia é tomá-la como sendo a história de um personagem que, tudo indica, é o principal: Deus. A Bíblia é uma espécie de história de Deus.

Do ponto de vista filosófico, gosto de tomar a Bíblia segundo dois grandes acontecimentos. O primeiro é de ordem ontológica e ética, o segundo é de ordem moral. No primeiro, Deus se revela para Moisés no episódio da Sarsa Ardente, expondo quem é e ditando leis para tribos que deveriam formar uma nação coesa, mesmo que errante. No segundo Deus se apresenta como Jesus, buscando fazer uma revolução no coração das pessoas, dando novas regras de convívio, agora para uma nação que não poderia mais, sempre, contar com as regras então recebidas de Moisés.

O episódio da Sarsa Ardente é profundamente filosófico. Deus não diz seu nome, mas afirma-se estranhamente para Moisés dizendo “Eu sou aquele que sou”. É um enunciado que podemos ler da seguinte maneira: “Eu sou aquele que é”. Quem? Ora, o que é! O oposto do nada. O que não é nenhuma entidade embora esteja na base de cada uma e de todas. Tudo aquilo que é, é, portanto, funda-se como entidade porque antes de tudo é. Moisés não era nada tolo. Vendo que a formulação filosófica seria de difícil entendimento para um povo acostumado a fórmulas antropomórficas das divindades, insistiu com a voz da Sarsa Ardente no sentido de se apresentar de modo claro, e então Deus ensinou um modo de ser tratado: sugeriu que fosse apresentado também como o Deus dos antepassados do povo de Moisés, o Deus de Abrahão, de David etc. Moisés voltou com as Leis nas mãos, a famosa “Tábua”. Junto disso, trouxe essa dupla formulação na cabeça, uma filosófica e outra histórico-popular.

Aos intelectuais quem falou foi o “Eu sou”. Ao povo quem falou foi “o Deus de Abrahão, de …”. Para a vida do dia a dia isso importava menos. Valiam mais, daí em diante, as leis das “tábuas” trazidas por Moisés. Mas a lei que deveria conformar o ethos do povo de Moisés não estava de todo separada da ontologia. Ela trazia um pé popular na ontologia. O primeiro mandamento pedia amor a Deus e só a ele. Em termos filosóficos isso significava: as entidades possuem o ser, tudo no mundo só é porque é, ou seja, funda-se enquanto participante do Ser; enquanto que o próprio Ser é tudo e ao mesmo tempo independente de tudo. Amar a Deus, isto é, querer ficar junto de Deus, é simplesmente reconhecer que cada entidade não é tudo, pois o que é, o Ser, é que é sua base. A união é com o que é, não com cada coisa que existe. O que existe é contingente, alterável, mas o que é é, e permanece fundando o campo do inalterável, do que está acima do tempo e do espaço, trata-se do Ser ou, na linguagem bíblica, de Deus. Quaisquer deuses são entidades. Deus não, ele é. “Eu sou o Eu sou”, disse a Voz a Moisés diante da Sarsa Ardente.

Caso Moisés fosse um filósofo grego, talvez ele tivesse visto não a Sarsa Ardente, mas recebido as Musas que, então, lhe diriam um poema sobre a natureza, um poema sobre o ser, afirmando a imutabilidade, a perenidade e a perfeição deste. Ele seria Parmênides de Eleia. Mas Moisés tinha outra cultura, outras necessidades e, ao invés de filósofo, era líder político.

As leis do povo de Moisés não foram leis éticas no sentido banal, político do termo. Eram leis geradas pelo que é. Moisés trouxe uma organização para o ethos vinda do campo ontológico. Mas o mundo caminhou e a ética sozinha logo não bastou. Era preciso uma moral. O mundo de língua grega não tinha propriamente uma palavra para moral. Com a cultura romana se fundindo com a grega o latim deu essa palavra: mores. O que seria? Algo parecido com ethos, ou seja, costumes e regras para viver, mas não a regra para a vida da cidade, a vida pública, e sim regra para a vida particular. Ora, os Mandamentos ou as Leis de Moisés eram claramente éticas e, portanto, políticas. Faltava para os judeus um conjunto de regras mais determinado para a vida íntima, para a vida pessoal, digamos assim. Um povo que vive dominado por outros, para se preservar, não pode viver nas regras éticas, uma vez que estas são as regras dos dominantes. Precisa ter regras privadas, no que se faz em casa, no que se faz sem que o soldado romano entenda e venha colocar o dedo. Assim começa a outra parte da Bíblia, a do Novo Testamento. Deus aparece não mais com Ser e Juiz, mas como Homem, como quem tem de viver na intimidade em um mundo particular.

Todas as regras de Jesus, então, quase que subvertem os Mandamentos. Não se trata de oposição, embora também seja. Mas, é mais correto ver as regras de Jesus como uma forma de dizer para os judeus o seguinte: “dai a César o que é de César”. Ou seja: se os judeus nunca vão ter uma cidade, então as Leis de Moisés, os Mandamentos, não nos servem sempre, pois eles são para o comando da vida pública. Enquanto os judeus permanecerem como nação que pode, a qualquer momento, ser desterrada, ou nação que vive em sua própria Terra, mas dominada por outros, o que tem de valer são as regras que podem ser obedecidas enquanto leis da consciência. Leis da consciência são regras da vida íntima, justamente o lugar em que pode haver liberdade para se decidir. Foi isso que Jesus trouxe. Ele recolocou para os judeus a liberdade perdida. Ele libertou os judeus de um modo diferente da libertação que Moisés propiciou, fugindo do Egito. Ora, sabemos bem que é a tradição judaico-cristã que faz valer a vontade e a liberdade da vontade, ou seja, a própria ideia de liberdade individual moderna. Nesse sentido, Jesus deu continuidade ao Velho Testamento.

Jesus trouxe regras de convívio particular, pessoal, e organizou tais regras naquilo que o filósofo Pascal considerou como elemento superior à razão e à fé: a caridade. Nesse sentido, o episódio mais importante do Novo Testamento é o do Bom Samaritano. É nele que se dá a fusão do Velho com o Novo Testamento. Jesus reconhece a identidade política do outro, mas ensina a não reagir como o romano, mas segundo um novo comportamento, o de fé de que há sentido e bondade no mundo, e que então é possível ser atendido até por quem não esperamos. O Samaritano pode ser bom. O Samaritano, tido como horrível, cumpre a lei simples que os bons devem cumprir, isto é, a de desprezar diferenças étnicas e tudo o mais e colaborar com o outro. Dar a outra face é apenas uma radicalização teatral disso, mas não deixa também de ser metafórica e literalmente uma verdade cristã.

Essa é a história de Deus, ou parte dela. Está na Bíblia. Não é uma história para crentes e ateus, é uma história para inteligentes. Trata-se de uma história para filósofos.

© 2013 Paulo Ghiraldelli é filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ.

Tags: , , , ,

21 Responses “A história de Deus”

  1. Marcelo
    26/10/2015 at 00:23

    Sua visão sobre a bíblia me pareceu semelhante a visão esotérica, ocultista, que é preconizado por ordens como Rosa Cruz e Maçonaria, visão gnóstica presente nos primórdios do cristianismo também, principalmente quando você afirma que tem um Deus filosófico, e outro histórico popular, essa visão é bem difundida no meio esotérico.

    Quanto a visão de ética política no judaísmo e moisés como líder político, os judeu parecem que assumem isso diretamente, eu acompanho judaísmo a cerca de dez anos e é essa idéia que me vem a cabeça.

    Não estou tirando a originalidade de suas observações, porém está bem semelhante com aquilo que busco e observo em outros meios.

    Imagino que Deus para você, de acordo com o texto, é tudo que existe, o próprio universo em si é Deus, tudo que existe é Deus, porém quando você coloca história de Deus com h, me remete a idéia de acreditar em Deus como um ser, talvez até antropomórfico, e quando você o chama de personagem, me remete a idéia de ateísmo.

    Entendo o desconforto da filosofia, que diferentemente de dar respostas, acaba criando mais questionamentos, o que não impede de apresentar idéias concretas temporárias que podem ser refutadas, ou idéias mais consistentes que resistem por mais tempo…acho que não consegui encontrar o fio condutor do seu texto, apesar de ter entendido algumas partes.

    • Marcelo
      26/10/2015 at 00:30

      História com h me remeteu aquilo que expliquei, por que história com h me vem na cabeça a ciência humana, história, portanto pra ser história logo precisa de um ser real que existe, se fosse um ser que não existe, seria uma estória de ficção…

    • 26/10/2015 at 11:45

      Marcelo, tudo bem, mas as coisas são mais complicadas. Aliás, “estória” nós tiramos do dicionário.

    • 26/10/2015 at 11:46

      Marcelo você está procurando chifre na cabeça de cavalo. O Deus de que falo é o Deus que está em qualquer livro de história e de filosofia, tanto faz se é de padre ou não. É o Deus judaico-cristão de gente culta.

    • João Bosco Renna Júnior
      26/10/2015 at 13:26

      É que eu vi pouca referência a esse Deus fora do meio esotérico, talvez estivesse alienado, você me indicaria livros sobre esse assunto??

    • 26/10/2015 at 14:38

      Nenhum, os livros comuns da nossa formação em ensino médio, ou a Bíblia. Qualquer curso de história. Não entendi o que quer.

    • João Bosco Renna Júnior
      26/10/2015 at 20:04

      Algum livro que fale sobre Deus, religião, em termos próximos do que você coloca no texto, algum livro que aborde essa discussão que você propos no texto, ou algo parecido.

      Não entendi essa de livros do ensino médio, o máximo que já vi, foi um livro de história do ensino médio, falando que iavé é um nome que veio dos fenícios, esses conceitos que vc coloca encontrei em fontes esotéricas e internet. Como o documentário zeitgeist, aliás é uma boa sugestão, assista.

    • 26/10/2015 at 20:09

      João, leia a Bíblia então, a Bíblia católica, há introdução feita por padres especialistas, da Loyola. Leia os filósofos católicos. Não há nada de especial no que estou falando. É o saber comum de qualquer cristão culto.

    • João Bosco Renna Júnior
      26/10/2015 at 20:06

      O zeitgeist você pode não gostar da parte política, que é muito conspiratória, porém assista a parte religiosa que tem 26 minutos, é só colocar zeitgeist completo dublado no youtube.

    • 26/10/2015 at 20:08

      João, não tenho tempo para isso.

  2. Fernando
    15/10/2013 at 07:46

    Prezado Paulo, ao invés de ataques pessoais, tentando desqualificar o interlocutor, que tal usar argumentos bem construídos? Vou tentar respeitosamente responder a única parte que se assemelha a um argumento na sua colocação. Primeiro, quando alguém liga a TV, ele não precisa ter fé em nada – a experiência é o que importa. Saber ou não saber como ela funciona não faz a menor diferença. Segundo, se alguém me conta que a televisão funciona através de “ondas” e “canhão de átomos” (sua TV deve ser meio antiga), eu não preciso ter fé coisa nenhuma. Se a pessoa que me disse isso é um “físico”, então eu lhe dou crédito devido à formação técnica dele. Por “dar crédito” eu entendo que o físico está me dizendo que existem evidências científicas, corroboradas por experimentos replicáveis, dando suporte à hipótese de que a afirmação dele procede. Mas, ainda assim, não há a menor necessidade de ter fé no que ele diz – ele pode estar mentindo. O conhecimento técnico a que ele se refere está à disposição na literatura científica e é completamente testável e independente da “autoridade” do físico. Terceiro, é verdade que “tem um monte de coisa que não entendemos”, mas é completamente falso que tenhamos que acreditar nesse “monte de coisa”. Quando não temos conhecimento sobre determinada coisa ou não temos evidência que embase uma afirmação, a atitude “saudável” seria a de viver com a incerteza e não tentar preencher o vazio do nosso conhecimento com crenças de qualquer espécie. Onde está a necessidade de “acreditar em algo”? Eu não tenho “preconceito” algum. Se vc me mostrar argumentos bem construídos e evidências que apoiem suas afirmações, terei o prazer de apreciá-los. O que não é possível é vc adotar uma postura arrogante. Reflita que o tema abordado por nós não requer nenhum “conhecimento filosófico” especial. Como vc mesmo disse, “basta ler o texto e pensar sobre ele”. Sugiro que faça isso.

    • 15/10/2013 at 11:15

      Fernando, você não entendeu o texto, e então eu expliquei didaticamente. Aí você piorou. Mas agora sei a razão. Você é aquele tipo ofendidinho, que vai para a escola não para aprender, mas para se autoafirmar. Não dá. Em filosofia essa é a pior atitude. Com essa atitude você não chega a lugar algum. Esse blog não é para você.

  3. Fernando
    12/10/2013 at 10:04

    Prezado Paulo, li o seu texto no portal do Ig, “Fé e razão não precisam ser tomadas como inimigas uma da outra”, e gostaria de conversar um pouco sobre essa intrigante possibilidade. O fato de que, dado um conjunto de premissas, podemos obter conclusões “válidas” tanto na religião como fora dela é algo óbvio e disso poucos discordariam. Mas o que distingue a “Razão” da “Religião” não seria justamente o fato de que a Razão não “acredita” nas premissas? Para a Razão nenhum conceito é “sagrado” e os únicos conceitos admitidos “operacionalmente” são os da lógica elementar, que permitem que o pensamento seja expresso – do contrário, não poderíamos estar conversando. Achei curioso o seu comentário final “Não refletimos sem acreditar e não acreditamos sem refletir”. Perceba que essas suas proposições não podem ser deduzidas do seu próprio texto. De fato, essas proposições seriam o que vc pretendia mostrar. Respeitosamente, acho que vc não conseguiu mostrar nada além da sua preferência pessoal de tentar conciliar partes completamente distintas da sua mente. Uma parte diz respeito à Razão. A outra parte diz respeito à necessidade compreensível, mas racionalmente irrelevante, de procurar “abrigo”, seja numa caverna, no topo de uma árvore ou numa crença. Meu ponto de vista é o de que Crença é um conceito estranho à Razão e totalmente desnecessário. Pior, Crença é um viés perigoso, pois as premissas sendo falsas, as conclusões podem ser desastrosas. Gostaria muito de ouvir seus comentários.

    • 12/10/2013 at 13:23

      Fernando, o texto filosófico demanda ou conhecimento técnico ou então uma certa vontade de entender. Qual você quer seguir? Vamos pela última.(ah, nada de tentar achar “deduções e demonstrações em textos de filosofia para jornal, ok? o filósofo age assim, como você quer, às vezes, e isso em tratados).
      Diderot e os iluministas criaram essa forma de “preconceito” seu. Você é o cara que pensa que liga a TV e sabe como ela funciona. Caso você não seja físico, não entende. Não sabe como funciona. Você acredita no que lhe disseram sobre a TV: contaram para você que ela funciona por ondas e por um canhão de átomos. Você acredita. Como? Fé. Pura fé. Confiança em que lhe contou, que você acha que não está mentindo. Nós não aplicamos a razão sem confiança, sem fé – fé em alguém. Temos um monte de coisa que não entendemos e acreditamos porque damos fé. Agora, às vezes nós aplicamos a razão sobre crenças que são de confiança, de fé. A mesma coisa é o inverso. Ninguém tem confiança para tudo, muita coisa nos vem do raciocínio. Posso usar o seguinte raciocínio: não creio que a TV é isso que me disseram, mas como muita gente boa acredita, é provável que eu possa acreditar sem perder nada.
      Viu como é simples entender? Não tendo conhecimento técnico em filosofia, basta ler o texto direito e pensar sobre ele. E agora, deu?

  4. Idália
    16/04/2013 at 11:14

    Amei o texto Professor! Parabéns!

  5. Thiago Cunha
    15/04/2013 at 23:25

    Paulo,

    É possível, dentro da perspectiva cristã, o convívio com outras religiões ou mesmo há espaço para acolhimento de uma proposta ética que não tenha cerne na religião? Quero dizer, para a causa dos direitos animais, por exemplo?

    • 16/04/2013 at 08:50

      Não entendi. Os animais não poderiam ser cuidados por uma ética cristã?

    • Thiago Cunha
      16/04/2013 at 11:20

      Fui um pouco confuso.

      Na verdade, quero saber se é possível abstrair de tal forma o cristianismo, sem deixar de ser cristianismo, e pararmos de criar animais para matá-los, por exemplo (sendo que o cristianismo tem tradição de pastores, sacrifícios etc).

    • 16/04/2013 at 19:57

      Thiago, o cristianismo não é isso que você está pensando, isso é ritual maluco que só gente bárbara possui. O cristianismo pode ser uma religião de gente sofisticada.

    • Thiago Cunha
      17/04/2013 at 14:37

      Paulo, tenho tentado encontrar esse cristianismo sofisticado. Pelo menos lendo a bíblia, tenho que fazer um esforço grande para abstrair as particularidades culturais da época em foram escritas, para tentar enxergar as coisas sob outro prisma.

      Sugere alguma leitura?

    • 18/04/2013 at 18:32

      Thiago, não sei o que digo para você? Ler Pascal, Santo Agostinho? Por que quer um “criatianismo sofisticado”. Não há nada de muito sofisticado no que escrevi, é um texto simples que eu escreveria no colégio, é claro que numa outra linguagem. O que eu disse é que o cristianismo pode ser adotado por gente sofisticada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *