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19/11/2017

Wittgenstein

Tudo é uma questão de ponto de vista, mas sem banalidade.

Falamos das coisas como divididas entre “características intrínsecas” e “características meramente relacionais”. Ou seja, há atributos de algo que avaliamos como pertencentes à própria coisa, que não podem mudar, e há atributos desse algo que são mutáveis, segundo nossa visão ou posição histórica ou geográfica, e que portanto podem mudar sem que o algo analisado

Os gênios da estrada

Escoltar vocações é também trabalho do filósofo, do professor de filosofia. Explico! Salieri não era era medíocre como ele pensava. Ele era um gênio. Sim! Ele compreendia mais que todos a genialidade de Mozart, mas infelizmente para ele, isso não bastava. Ele não queria entender Mozart mais que outros, ele queria produzir algo tão grande

Derrida e a (in)segurança dos textos

A filosofia clássica e, de um modo geral, toda a filosofia até os tempos contemporâneos, sempre quis nos dar um porto seguro. Nossos tempos se distinguem de todo o passado, e por isso o reconhecemos como “uma época”, porque justamente a filosofia resolveu dizer que talvez o melhor que possamos esperar dela é a de

Meu Deus do Céu, a filosofia é grega sim!

A filósofa brasileira Marilena Chauí está correta ao dizer que a filosofia é grega (veja aqui). O professor de filosofia da UFRRJ, Renato Nogueira (entrevista no Globo) está errado ao dizer que a palavra “filosofia” não importa, que o que importa é a atividade e, sendo assim, é possível encontrar filosofia no Egito e, é

Teoria contemporânea do pecado

Nos anos sessenta as jovens espantaram o mundo e se espantaram mostrando as tetas na rua e em sala de aula. Atualmente todo mundo pode mostrar os seios, não as tetas. Ou seja, o que não se pode fazer é dizer que mulheres têm tetas, ou até mesmo seios!

Rorty e Sloterdijk

Mantendo-se na tradição holista do pragmatismo americano, o filósofo Richard Rorty desinteressa-se das dicotomias metafísicas como “espírito versus matéria”, ou as da filosofia da ciência como “mentalismo versus fisicalismo”. Também desdenha as dicotomias epistemológicas do tipo “idealismo versus realismo” e, por isso mesmo, Rorty sai do paradigma moderno, cuja principal invenção em teoria do conhecimento

Platão, inventando a filosofia

Os limites do meu mundo são os limites de minha linguagem (Wittgenstein) Daniel Motta está certo ao levantar a questão, na leitura do Híppias Maior, a respeito da palavra “belo” como tradução de kalós (kalox). Ele lembra que alguns tradutores dizem que não há uma perfeita tradução para o português, e que para entender a

Sloterdijk: novos mundos, nova noção de subjetividade

A fórmula de Wittgenstein “os limites do meu mundo são os limites da minha linguagem”, se levada a sério, nos permite entender a razão pela qual temos uma enorme dificuldade de olhar para o mundo segundo uma ótica de Richard Rorty ou de Peter Sloterdijk, filósofos não substancialistas e não essencialistas.