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14/12/2018

Weber

Joel Pinheiro e a saga dos meninos liberais

[Artigo indicado para o público em geral] Há um problema com os liberais jovens brasileiros. Eles não entendem o conflito. Ou pior, eles não suportam viver em conflito. E mais ainda, eles se acham acima de ideologias, uma vez que o liberalismo, como doutrina e ideologia hegemônica no Ocidente, se passa como o pensamento de

Contra a ideologização – o caso da coleção da Leya e o caso dos cursos sobre o “golpe”

[Artigo para o público em geral] Uma das coleções mais ideológicas que já vi ultimamente, bem pior que o material de Educação Moral e Cívica da Ditadura Militar, é aquela da Editora Leya, “Guia Politicamente Incorreto”. A cada página, especialmente nos livros de filosofia e história, os erros grosseiros se sucedem de tal maneira que

Por que Marx seduz os intelectuais? Marx e o desencantamento do mundo

Artigo indicado preferencialmente para o público acadêmico “Tudo está repleto de deuses”, disse Tales lá nas costas da Turquia, quando ali era uma praia jônica. O nosso primeiro filósofo, segundo a historiografia oficial, começou a filosofia atentando para as possibilidades ou não do “dencantamento do mundo” (Weber). Viu as figuras misteriosas postas em cada cantinho

Advogado – que animal é este no Brasil de hoje?

O pensamento político moderno nasceu sob o comando da dicotomia esquerda-direita em um sentido muito específico: a fixação ou não de hierarquias e supremacias, ligadas rapidamente ao mundo do trabalho. Estabeleceu-se no século XIX a ideia da política como resolução de conflitos estritamente trabalhistas. O movimento operário e a contra-revolução burguesa passaram a tratar apenas

Identidade moderna: a intensificação de si

Aprendemos no colégio, nas aulas de história, que as “grandes navegações” e o comportamento intrépido de gente que era chamada de “mercadores” deram o tom para a formação do homem moderno. Seguiram a estes os “empresários”, pessoas capazes de correr o risco com dinheiro investido tanto quanto os primeiros correram risco de vida. Max Weber

Um topos para a maconha

AS DROGAS ENTRARAM de modo decisivo para a sociedade humana pela prática cultural religiosa. Confunde-se com a transição da pré-história para a história. E desse tempo até hoje, não saiu mais. Não há registro de uma sociedade sem drogas, calmantes ou estimulantes. Havia um lugar para as drogas na sociedade primitiva e antiga. Mesmo nos

O capitalismo contra a direita

Nos anos trinta do século XX os Estados Unidos descobriram o chamado “novo liberalismo”. A ideia básica era semelhante àquela vinda da social-democracia européia, mas com uma marca profundamente americana, ou seja, um lastro antes da filosofia de Dewey que da de Marx. Por essa época, boa parte dos sindicatos americanos e dos intelectuais já

A igrejinha da Democracia

Pela primeira vez em nossa história a democracia liberal está se mostrando fraca, incapaz de nos satisfazer minimamente, sem que isso envolva qualquer tendência dissidente do tipo das que ocorreram no pré-II Guerra Mundial, com o nazi-fascismo de um lado e o comunismo de outro, ou ramificações dessas duas correntes. O mundo inteiro está vivendo

Sloterdijk e a redescrição da liberdade

A sociedade antiga e a sociedade moderna diferem, entre outras cosias, fundamentalmente pela noção de liberdade. Os antigos eram livres para se virem capazes de cair sob a obrigação de seu ethos. Ser livre, portanto, era pertencer a um povo livre que, por não ser dominado por nada exterior, se dava ao prazer de poder

Peter Sloterdijk

Subjetividade filosófica dos filósofos

O estudo dos intelectuais pertence a um conhecido itinerário bibliográfico que vai de Max Weber a Sartre passando entre outros por Antonio Gramsci. Mas o estudo da subjetividade do intelectual e, especialmente do filósofo ou do homem teórico, escapa dessa trilha, não raro pavimentada somente com paralelepípedos sociológicos. A subjetividade do homem teórico é um

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