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24/04/2018

Trump

A guerra semântica de 2016 está em curso

[Artigo indicado para o público em geral] Um professor americano que se diz “amigo de todo mundo no Brasil, menos de Jair Bolsonaro”, James Green, iniciou uma coleta de assinaturas para um manifesto contra algumas falas do ministro da Educação no Brasil, Mendonça Filho (Folha, 12/02/2018). Quais falas? Aqueles infelizes dizeres informando que iria investigar

Monumentos confederados não são inofensivos

Ninguém cultua a Santa “Rodovia Castelo Branco”. Nunca fiquei sabendo de gente que passa pela rodovia, no Estado de S. Paulo, e diz aos filhos: vamos parar aqui e orar pelo grande brasileiro Castelo Branco, que para nos salvar do comunismo (que não vinha de lugar algum!), nos colocou em uma ditadura de duas décadas”.

Trump, neonazistas e Bolsonaro

Cada país tem as suas chagas semi-abertas que não podem assim permanecer. Tentar fechá-las, quando elas de fato podem doer mais do que o portador delas aguenta, é obrigação dos médicos locais. Afinal, somos animais geradores de auto-imunização. Trabalhei nos Estados Unidos como pesquisador. Vivi na pequena Stillwater, no Estado de Oklahoma. Achava “folclórico” entrar

A Supremacia Branca toma uns tapas

“Supremacia Branca” não tem a ver com a cor da pele, ainda que esta seja o mote. “Supremacia Branca” e neonazismo ou qualquer coisa vinda da direita tem a ver com a ideia de que há hierarquias no universo que devem não só se impor por si só, mas que são sagradas e consagradas. Todos

Trump, transgêneros e a apologia do “natural”

Donald Trump diz que consultou “especialistas” para tomar a decisão que tomou, de não aceitar transgêneros nas Forças Armadas dos Estados Unidos. Como é de praxe, Trump não pensa no existente. Do mesmo modo que desconsiderou as pessoas beneficiadas pelo Obama Care, agora também desconsiderou que os transgêneros já fazem parte das Forças Armadas americanas.

O capitalismo contra a direita

Nos anos trinta do século XX os Estados Unidos descobriram o chamado “novo liberalismo”. A ideia básica era semelhante àquela vinda da social-democracia européia, mas com uma marca profundamente americana, ou seja, um lastro antes da filosofia de Dewey que da de Marx. Por essa época, boa parte dos sindicatos americanos e dos intelectuais já

Trump em guerra revela “a outra América”

Cinco pensadores entenderam a América: Tocquevile, Dewey, Rorty e Sloterdijk. Mas só dois, Dewey e Rorty, compreenderam sua dupla face no seu cotidiano. Eles foram filósofos americanos no sentido mais autêntico da palavra. Viveram os dramas da criação dos chamados Founders Fathers. Dewey deixou claro que a “América” era uma coisa e os “Estados Unidos”

Tocqueville, Trump e os jornais

Duvido que uma pessoa como Trump possa ler algum livro. Mas, pensando no que um presidente americano – e todo estudante brasileiro – deveria ler, não há dúvida que, no caso atual, o melhor seria A democracia na América. 

O fim da homogeneidade na política

Temos hoje no Brasil um equilíbrio entre direita e esquerda, ao menos em termos do debate público em termos retóricos, um maior equilíbrio que até bem pouco tempo atrás. No cenário internacional isso também ocorre. Trata-se do resultado do número de anos que nos distancia, agora, do fim da URSS e do desmantelamento do chamado

É possível um mundo sem muros?

Separar-se e criar um campo próprio imunitário é uma regra exposta nas antropotécnicas de Peter Sloterdijk. O homem é, para ele, um designer de interiores – desde sempre. Põe e repõe o útero. E então um dia percebe que a própria Terra é um tipo de nave espacial, um grande útero, que caminha pelo espaço.

Como fazer a profecia de Marx dar certo?

Marx historiou, teorizou e profetizou. Infelizmente uma boa parte dos seus leitores nunca quis ler a história e a teoria por elas mesmas, mas só em função da profecia: o capitalismo produziria o socialismo de maneira “natural”, como consequência de contradições internas do próprio capitalismo – e isso começaria pelo “polo mais desenvolvido do capitalismo”.

Obama e o porte de arma

ATIRAR EM OUTROS em universidades, estádios, boates etc., virou festa macabra corriqueira nos Estados Unidos. Mas isso nada tem a ver, de modo direto, com qualquer American Way of Life que inclua violência, mas sim com a maneira que a indústria de armas floresceu nas costas da tradição de um povo que desde o início

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