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22/10/2017

Trump

Monumentos confederados não são inofensivos

Ninguém cultua a Santa “Rodovia Castelo Branco”. Nunca fiquei sabendo de gente que passa pela rodovia, no Estado de S. Paulo, e diz aos filhos: vamos parar aqui e orar pelo grande brasileiro Castelo Branco, que para nos salvar do comunismo (que não vinha de lugar algum!), nos colocou em uma ditadura de duas décadas”.

Trump, neonazistas e Bolsonaro

Cada país tem as suas chagas semi-abertas que não podem assim permanecer. Tentar fechá-las, quando elas de fato podem doer mais do que o portador delas aguenta, é obrigação dos médicos locais. Afinal, somos animais geradores de auto-imunização. Trabalhei nos Estados Unidos como pesquisador. Vivi na pequena Stillwater, no Estado de Oklahoma. Achava “folclórico” entrar

A Supremacia Branca toma uns tapas

“Supremacia Branca” não tem a ver com a cor da pele, ainda que esta seja o mote. “Supremacia Branca” e neonazismo ou qualquer coisa vinda da direita tem a ver com a ideia de que há hierarquias no universo que devem não só se impor por si só, mas que são sagradas e consagradas. Todos

Trump, transgêneros e a apologia do “natural”

Donald Trump diz que consultou “especialistas” para tomar a decisão que tomou, de não aceitar transgêneros nas Forças Armadas dos Estados Unidos. Como é de praxe, Trump não pensa no existente. Do mesmo modo que desconsiderou as pessoas beneficiadas pelo Obama Care, agora também desconsiderou que os transgêneros já fazem parte das Forças Armadas americanas.

O capitalismo contra a direita

Nos anos trinta do século XX os Estados Unidos descobriram o chamado “novo liberalismo”. A ideia básica era semelhante àquela vinda da social-democracia européia, mas com uma marca profundamente americana, ou seja, um lastro antes da filosofia de Dewey que da de Marx. Por essa época, boa parte dos sindicatos americanos e dos intelectuais já

Trump em guerra revela “a outra América”

Cinco pensadores entenderam a América: Tocquevile, Dewey, Rorty e Sloterdijk. Mas só dois, Dewey e Rorty, compreenderam sua dupla face no seu cotidiano. Eles foram filósofos americanos no sentido mais autêntico da palavra. Viveram os dramas da criação dos chamados Founders Fathers. Dewey deixou claro que a “América” era uma coisa e os “Estados Unidos”

Tocqueville, Trump e os jornais

Duvido que uma pessoa como Trump possa ler algum livro. Mas, pensando no que um presidente americano – e todo estudante brasileiro – deveria ler, não há dúvida que, no caso atual, o melhor seria A democracia na América. 

O fim da homogeneidade na política

Temos hoje no Brasil um equilíbrio entre direita e esquerda, ao menos em termos do debate público em termos retóricos, um maior equilíbrio que até bem pouco tempo atrás. No cenário internacional isso também ocorre. Trata-se do resultado do número de anos que nos distancia, agora, do fim da URSS e do desmantelamento do chamado

É possível um mundo sem muros?

Separar-se e criar um campo próprio imunitário é uma regra exposta nas antropotécnicas de Peter Sloterdijk. O homem é, para ele, um designer de interiores – desde sempre. Põe e repõe o útero. E então um dia percebe que a própria Terra é um tipo de nave espacial, um grande útero, que caminha pelo espaço.

Como fazer a profecia de Marx dar certo?

Marx historiou, teorizou e profetizou. Infelizmente uma boa parte dos seus leitores nunca quis ler a história e a teoria por elas mesmas, mas só em função da profecia: o capitalismo produziria o socialismo de maneira “natural”, como consequência de contradições internas do próprio capitalismo – e isso começaria pelo “polo mais desenvolvido do capitalismo”.

Obama e o porte de arma

ATIRAR EM OUTROS em universidades, estádios, boates etc., virou festa macabra corriqueira nos Estados Unidos. Mas isso nada tem a ver, de modo direto, com qualquer American Way of Life que inclua violência, mas sim com a maneira que a indústria de armas floresceu nas costas da tradição de um povo que desde o início