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25/05/2017

Subjetividade

Sócrates, o eu e as leis

É bem conhecida entre os filósofos a passagem de O crepúsculo dos ídolos em que Nietzsche fala do encontro de Sócrates com “um estrangeiro que entendia de rostos”. Foi este homem que disse ao ateniense, em público e sem pudor, que ele era um monstrum. Mas então ouviu uma réplica inesperada: ‘o senhor me conhece’.[1]

Montaigne e a fundação da subjetividade moderna

O “conhece-te a ti mesmo” inscrito no Templo de Apolo, uma vez adotado por Sócrates, nunca significou qualquer sugestão para a introspecção, nem mesmo para o conhecimento de limites próprios como quando pensamos em nos olhar no espelho para fazermos uma reflexão sobre nossos desejos e possibilidades. Sócrates trabalhou com esse lema a partir de

Para compreender Jesus, o homem moderno

O termo “subjetividade” é antes da filosofia continental que da analítica. Os filósofos de linha anglo-americana preferem, não raro, falar em filosofia da mente que em filosofia do sujeito. Tanto isso é verdade que suas contribuições à noção de sujeito são, não raro, no sentido de negar o substancialismo mental, como fez Hume, ou por

Pascal

“O eu é odioso”. Essa frase de Blaise Pascal (1623-1662) faz parte da tosca e penetrante ideologia da humildade? É mais um daqueles elementos popularescos de certo tipo de cristianismo, cujo serviço é o de tirar das pessoas o orgulho próprio e submetê-las ao orgulho de outros?

O sujeito como vestimenta do aborto

O homem é um erro da natureza. Pode até ser um erro daqueles do Mr. Magoo, mas ainda assim é um erro. Ele se fez por meio de um processo falho, esquisito, fora de eixo. Sabe-se lá quando, uma fêmea abortou um filhote cuja cabeça havia crescido demais, e que então, no último momento em

Finalmente chegamos ao mundo do divertimento

Estamos sem inimigos. Pela primeira vez em sua história, a burguesia e seus herdeiros, nós mesmos, os modernos escolarizados, estamos todos sem inimigos. Todas as doutrinas que faziam inimigos, o nacional socialismo, o comunismo e variantes disso já não existem mais. Bin Laden está morto. Talvez o próprio Terrorismo Internacional já tenha perdido sua condição

Marcelo Coelho em ritmo de selfies e daimons

Os selfies incomodam? Marcelo Coelho, meu amigo colunista da Folha de S. Paulo, não anda de bom humor com tal prática fotográfica via celular. Ou talvez esteja de excelente humor, apenas ridicularizando aquele que, com o próprio artigo de Marcelo nas mãos, fez um selfie e o enviou para o Facebook. (1)

Há identidade que não a sexual?

Ninguém mais é “burguês” ou “proletário”. Alguns até dizem que são “comunistas”, mas são tão poucos que caberiam no banco traseiro de um… Lada! (Lembram?). Há os que proclamam que são ateus, mas, quando inteligentes, antes para afastar religiosos chatos que por querer negar Deus. Há os que se afirmam negros, mas nem sempre! Aliás,