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25/03/2017

Sócrates

Como usar do trágico para a filosofia – sem estupidez

Há uma modinha entre conservadores: vou ser trágico! Em termos historicamente mais amplos, isso acontece não só entre conservadores, mas também na esquerda há momentos do tragicismo. Quando seus representantes nunca conseguem comandar o que você imagina que eles deveriam comandar, então o mundo fica com destino traçado, de desgraça, e então aparecem esses trágicos.

Os filósofos e o confronto ético

Os manuais de filosofia, ao falarem de ética, não raro começam pela etimologia da palavra: ética vem do grego ethos. É lugar comum na tradição filosófica também indicar que ethos possui duas grafias, eqos e  hqos. Foneticamente quase parecidas, ethos com e indicaria os hábitos mais arraigados e dominantes de uma sociedade enquanto que ethos

Peter Sloterdijk

Subjetividade filosófica dos filósofos

O estudo dos intelectuais pertence a um conhecido itinerário bibliográfico que vai de Max Weber a Sartre passando entre outros por Antonio Gramsci. Mas o estudo da subjetividade do intelectual e, especialmente do filósofo ou do homem teórico, escapa dessa trilha, não raro pavimentada somente com paralelepípedos sociológicos. A subjetividade do homem teórico é um

A prisão do Surfista Prateado

Quando era garoto me deparei com uma tragédia apavorante. No seu caminho pelo Universo, Galactus encontrou a Terra. Para ele, nada era senão mais um planetinha que deveria ser consumido, a fim de mantê-lo energizado para seguir seu caminho errante. No entanto, seu batedor, o Surfista Prateado, trabalhando para ele a contragosto, se opôs ao

Como enfrentar os fracassos cotidianos?

Para Nany Desaparecer na polis grega era impossível. Passar por um dissabor e, então, recolher-se, era praticamente impensável, quase incompreensível. Os gregos enfrentavam seus problemas conversando entre pares, e seus pares não estavam em casa, e sim na praça e no mercado. Homens livres conversando com homens livres. Em casa estavam aqueles que cuidavam da

Os que não sabem estudar

Há quem saiba estudar? No Brasil, é difícil. Qualquer forma de estudo, melhor ou pior, no Brasil, não é ensinada de modo algum. Além disso, a forma efetiva de estudo – a verdadeira e boa – é quase que desconhecida em uma sociedade de tradição escravista, autoritária, como a nossa.

Estamos perdidos na sociedade contemporânea?

Indistinções: da sociedade do espetáculo às perdas semânticas. 1. Ilusão de ótica é uma coisa, ilusão metafísica é outra. A física, a fisiologia e outros campos do conhecimento podem cuidar do primeiro caso, só a filosofia cuida do segundo, afinal, trata-se de um invento só dela.

A filosofia ofende

Um ensino em que os participantes do processo pedagógico envolvido não podem colocar em pauta uma frase ofensiva não é propriamente ensino, aliás, não é nada. É ridículo pensar na existência de uma relação pedagógica pautada pela polidez. O ensino autêntico não se faz segundo uma relação em que o aluno e o professor são

O filósofo, o político e o pastiche chamado coach

O que é um filósofo? Ele pode ajudar o político a decidir o que tem de decidir? Pode ir à TV e com uma barrigona encostada na mesa ficar falando sobre “o que é revolucionário”? Pode servir de coach em uma dessas “Casa do Saber” da vida? O filósofo é um guru, um sábio?

Peter Sloterdijk e a filosofia da boa caverna

Uma das mais famosas alegorias da história da filosofia é a da Caverna de Platão. Criada para ser usada como artifício didático para não filósofos, essa história visava proporcionar uma espécie de imitação do vivido pelo filósofo quando de sua fuga do mundo da cópia em direção à contemplação do real.

Por que filosofar?

A filosofia é grega e masculina. Com isso não estou falando sobre qualquer atividade de minorias sociológicas modernas, mas exclusivamente de um modo de ser do grego, definido por Péricles e recuperado por Hannah Arendt: “amamos a beleza dentro dos limites do juízo político, e filosofamos sem o vício bárbaro da efeminação”.[1]

A cultura do estupro

Nada mais masculino que a pederastia tradicional grega[1]. Era símbolo da virilidade além de ser uma instituição educacional bem em harmonia com a paideia. Por isso mesmo, as relações corporais, se existissem nesse contexto, eram de preferência frontais, e raramente com penetração. O aconselhamento, certamente nem sempre seguido, era o de não colocar o jovem

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