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26/03/2017

Sócrates

Somos todos terroristas – sociedade contemporânea e individualismo a partir de Buyng-Chul Han e Peter Sloterdijk

O terrorismo é um ato em busca de autenticidade. O filósofo germano-coreano Byung Chul Han endossa essa tese. Mas, o terrorismo também é provocado pelo excesso de leveza e consequente reação em busca de reoneração. Penso que o filósofo alemão Peter Sloterdijk endossaria essa tese. Nos resultados, essas teses possuem pontos em comum. Autenticar-se é

Onde erram os que falam do “conhece-te a ti mesmo” délfico e socrático?

“Conhece-te a ti mesmo” era uma das inscrições do Templo de Apolo. Não a única. Junto dela estavam “nada em excesso”, “refreia o espírito”, “observa o limite”, “odeie a jactância”, “reverencie o divino”, “tema a autoridade”, “a glória não está na força”. Os filósofos antigos que deram atenção para o oráculo délfico – especialmente Heráclito

Toda opinião é intolerante

Reclamamos demais a respeito da intolerância. Mas não sabemos direito do que se trata. Em geral, fala-se “fulano de tal é intolerante no Facebook” ou “ele só dá opinião intolerante”, mas quando lá vamos verificar, nem sempre encontramos algo que chamaríamos de intolerante, trata-se apenas de uma afirmação dita taxativamente. Todavia, aí onde não achamos

Sócrates, o eu e as leis

É bem conhecida entre os filósofos a passagem de O crepúsculo dos ídolos em que Nietzsche fala do encontro de Sócrates com “um estrangeiro que entendia de rostos”. Foi este homem que disse ao ateniense, em público e sem pudor, que ele era um monstrum. Mas então ouviu uma réplica inesperada: ‘o senhor me conhece’.[1]

Montaigne e a fundação da subjetividade moderna

O “conhece-te a ti mesmo” inscrito no Templo de Apolo, uma vez adotado por Sócrates, nunca significou qualquer sugestão para a introspecção, nem mesmo para o conhecimento de limites próprios como quando pensamos em nos olhar no espelho para fazermos uma reflexão sobre nossos desejos e possibilidades. Sócrates trabalhou com esse lema a partir de

Definição de autodidata: entidade responsável pela sua própria burrice

Nenhum país do mundo faria uma política educacional que envolvesse o autodidatismo. Só o Brasil tenta isso. Nos Estados Unidos, eleito um Presidente, a imprensa corre para descobrir sua primeira professora primária, sua escola, quer saber de sua universidade. Aqui, essa preocupação não aparece. Escola, professor, educação escolar básica, tudo isso não importa. Não temos

“Pai, posso escolher a profissão de filósofo?”

Jovens pobres não escolhem profissão. Adaptam-se à sobrevivência, mesmo quando possuem escolarização. Os que escolhem profissão, ao menos no Brasil, são os jovens das classes médias. Desse modo, os pomposos conselhos sobre “vocação profissional” são para esses garotos e garotas. E para estes o que se ensina é sempre o tolo e o dúbio: escolha

A filosofia conservadora comete um erro teórico

Rousseau advogou a retirada do indivíduo da sociedade, num individualismo extremo. Buscou encontrar o homem sem máscara social alguma. Esse homem seria próximo de sua ficção teórica do “bom selvagem” ou de um Emílio-que-tivesse-dado-certo. Ele próprio experimentou essa busca da existência que deveria preceder o pensamento, e entendeu que a encontrou em um momento que

Como lidar com anjos?

Acreditamos em anjos que são oriundos das narrativas judaico-cristãs. Ao menos à primeira vista. Esquecemos de investigar as características de nossos anjos. Deveríamos fazer isso, aprenderíamos muito sobre eles, especialmente sobre os que mais confiamos, os anjos da guarda. 

Cinismo e fascismo: relações vitais

A moda no Brasil agora é acusar aquele que você não gosta de “fascista”. É tanta frase acusativa que, se computarmos o que ocorre, deveríamos concluir estupidamente que a Alemanha nazista nunca chegou aos pés do Brasil. Até manual simplório sobre “como lidar com fascistas” já existe no mercado. É uma espécie de auto-ajuda de

Em defesa da ingenuidade

Um cientista age corretamente quando diz: tenho uma hipótese sobre o que ocorre. Um religioso está no seu direito de dizer: tenho fé sobre o que conto. O artista às vezes fala: sei lá eu o que está ocorrendo! O filósofo, por sua vez, diz: o melhor seria que ocorresse o que nunca ocorreu. 

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