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24/09/2017

Sócrates

O capitalismo contra a direita

Nos anos trinta do século XX os Estados Unidos descobriram o chamado “novo liberalismo”. A ideia básica era semelhante àquela vinda da social-democracia européia, mas com uma marca profundamente americana, ou seja, um lastro antes da filosofia de Dewey que da de Marx. Por essa época, boa parte dos sindicatos americanos e dos intelectuais já

Quem é Lula hoje?

Lula foi desmascarado uma centena de vezes. A única vez que se sentiu envergonhado e desconcertado foi na primeira aparição pública para explicar o “mensalão”, há mais de uma década. Pessoas que estão hoje dirigindo empresas ou fazendo seu doutorado ou dando duro para sustentar família eram garotos nessa época, não se lembram ou nem

Quem foi Platão e qual o seu projeto

Platão passou uma parte da vida tentando mostrar aos atenienses que Sócrates não foi um sofista. Gastou outra parte da vida procurando formular a teoria de uma cidade justa, e que deu origem ao platonismo propriamente dito. Dedicou seus últimos anos a uma severa autocrítica, no interior mesmo de sua escola, a Academia, e terminou

A execração pública de José Mayer

NOS ANOS 60 o periódico Seleções do Reader’s Digest tinha o hábito de publicar histórias de crianças soviéticas que deduravam os pais para as autoridades do estado. Antes o socialismo que o amor paterno – era o lema. O símbolo do heroísmo soviético, segundo o periódico, era a degradação dos valores mais profundos do Ocidente,

Somos todos terroristas – sociedade contemporânea e individualismo a partir de Buyng-Chul Han e Peter Sloterdijk

O terrorismo é um ato em busca de autenticidade. O filósofo germano-coreano Byung Chul Han endossa essa tese. Mas, o terrorismo também é provocado pelo excesso de leveza e consequente reação em busca de reoneração. Penso que o filósofo alemão Peter Sloterdijk endossaria essa tese. Nos resultados, essas teses possuem pontos em comum. Autenticar-se é

Onde erram os que falam do “conhece-te a ti mesmo” délfico e socrático?

“Conhece-te a ti mesmo” era uma das inscrições do Templo de Apolo. Não a única. Junto dela estavam “nada em excesso”, “refreia o espírito”, “observa o limite”, “odeie a jactância”, “reverencie o divino”, “tema a autoridade”, “a glória não está na força”. Os filósofos antigos que deram atenção para o oráculo délfico – especialmente Heráclito

Toda opinião é intolerante

Reclamamos demais a respeito da intolerância. Mas não sabemos direito do que se trata. Em geral, fala-se “fulano de tal é intolerante no Facebook” ou “ele só dá opinião intolerante”, mas quando lá vamos verificar, nem sempre encontramos algo que chamaríamos de intolerante, trata-se apenas de uma afirmação dita taxativamente. Todavia, aí onde não achamos

Sócrates, o eu e as leis

É bem conhecida entre os filósofos a passagem de O crepúsculo dos ídolos em que Nietzsche fala do encontro de Sócrates com “um estrangeiro que entendia de rostos”. Foi este homem que disse ao ateniense, em público e sem pudor, que ele era um monstrum. Mas então ouviu uma réplica inesperada: ‘o senhor me conhece’.[1]

Montaigne e a fundação da subjetividade moderna

O “conhece-te a ti mesmo” inscrito no Templo de Apolo, uma vez adotado por Sócrates, nunca significou qualquer sugestão para a introspecção, nem mesmo para o conhecimento de limites próprios como quando pensamos em nos olhar no espelho para fazermos uma reflexão sobre nossos desejos e possibilidades. Sócrates trabalhou com esse lema a partir de

Definição de autodidata: entidade responsável pela sua própria burrice

Nenhum país do mundo faria uma política educacional que envolvesse o autodidatismo. Só o Brasil tenta isso. Nos Estados Unidos, eleito um Presidente, a imprensa corre para descobrir sua primeira professora primária, sua escola, quer saber de sua universidade. Aqui, essa preocupação não aparece. Escola, professor, educação escolar básica, tudo isso não importa. Não temos

“Pai, posso escolher a profissão de filósofo?”

Jovens pobres não escolhem profissão. Adaptam-se à sobrevivência, mesmo quando possuem escolarização. Os que escolhem profissão, ao menos no Brasil, são os jovens das classes médias. Desse modo, os pomposos conselhos sobre “vocação profissional” são para esses garotos e garotas. E para estes o que se ensina é sempre o tolo e o dúbio: escolha

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