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30/04/2017

Sloterdijk

Crise da representação

“Fulano de tal não me representa”. Temos visto esse tipo de manifestação, na Internet e nas ruas. Não só no Brasil. Os analistas da vida política falam em “crise de representação”. As pessoas delegam poderes para quem as pode representar na democracia liberal representativa, e logo se sentem traídas. Então, começam a desconfiar de que

As mães podem diminuir a crueldade no mundo

“Pau que nasce torto morre torto”. Bobagem, árvores se dirigem segundo o sol, o vento e os alimentos. Não entorta aleatoriamente. Pode endireitar. Homens podem ser melhores por conta das antropotécnicas de sua produção, que contém um ingrediente sempre presente, fundamental e constituinte chamado mãe. Nesse caso, esse ingrediente precisa exercer sua função que não

É possível um mundo sem muros?

Separar-se e criar um campo próprio imunitário é uma regra exposta nas antropotécnicas de Peter Sloterdijk. O homem é, para ele, um designer de interiores – desde sempre. Põe e repõe o útero. E então um dia percebe que a própria Terra é um tipo de nave espacial, um grande útero, que caminha pelo espaço.

Hilary perdeu por defender “gorda lésbica”

Hilary ganhou no voto popular, mas perdeu as eleições. A melhor análise das eleições americanas que li foi a do cientista político Francis Fukuyama (Folha de S. Paulo). Ele anuncia algo como que uma defasagem entre os eleitores americanos e seus grandes partidos. Para ele, o Partido Republicano se tornou um conglomerado de donos de

O feminismo não entende nada de mulher? É verdade?

Para doloridas amigas feministas “O feminismo não entende nada de mulher” não é uma frase simplesmente pedante, mas fundamentalmente inculta. O objetivo do feminismo nunca foi o de “entender a mulher”, mas de construí-la. Antes do feminismo tínhamos mulheres, segundo o nome “mulher”, mas não seres humanos mulheres, e sim apêndices sociais. Após as lutas

Inteligência de filhos tende ser mais materna que paterna – sabia?

As pesquisas últimas de cientistas que trabalham com neurologia, hereditariedade e inteligência, associados aos que trabalham com investigações sobre meio social e inteligência, mostram que traços tipicamente considerados como os da ordem da inteligência são passados pelo parceiro feminino. Essas pesquisas foram feitas em ratos, através de trabalho em genética, e com humanos, a partir

Foucault e a masturbação

Adriana Gonzaga presenteou-me com um texto chamado “O saber gay”, de Foucault (veja aqui). Não conhecia, e me parece que ela, Adriana, acertou bem na sua leitura. Trata-se de uma entrevista de 1978 não incluída em Dits et Écrits. Entre vários assuntos postos, Foucault volta ao tema da masturbação. Ele fala da novidade da interdição da

Otávio Frias: ainda precisamos de um partido social democrata. Será mesmo?

No artigo “Miséria e glória do PT” (Folha, 09/10/2016), Otávio Frias Filho termina dizendo que “é óbvio que o Brasil não pode nem deve prescindir de um amplo partido democrático de centro-esquerda”. Além disso, comenta que “é cedo para dizer se o partido [o PT] será substituído por um PSOL, por exemplo, que parece repetir seus passos iniciais rumo

Sloterdijk: a fortuna e o homem do Renascimento

Michel de Montaigne é o típico homem do Renascimento. Nele se aglutinam forças de pensamento helenista relativamente contrárias, criando uma situação quase impossível de ser pensada na origem dessas filosofias. Estoicismo e ceticismo convivem no coração desse ensaísta, aquele que disse ter por assunto preferido ele mesmo. Sempre entendi isso. Ou achava que estava entendendo.

Peter Sloterdijk: o que é o homem?

“O que é o homem?” Kant formulou essa pergunta como uma espécie de corolário de três outras: “o que posso saber?”, “o que devo fazer?” e “o que me é permitido esperar”? Sloterdijk se aproxima mais das duas últimas que das duas primeiras. “O que me é permitido esperar?” e “o que é homem?” são

O erro de Gilles Lipovetsky sobre a moda

Uma das teses de Lipovetsky sobre a moda, em um livro seu recente, Da Leveza (Grasset et Fasquelle, 2015; Edições 70, 2016), diz que a nossa relação com a moda se tornou mais adulta, justamente porque não a levamos mais tão a sério. Não a tomamos como algo que realmente importa no jogo das hierarquias

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