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26/04/2018

Sloterdijk

O rosto entre Butler e Sloterdijk

Este texto é indicado preferencialmente para o público acadêmico Foi com Sócrates que “o rosto” entrou para a filosofia. E assim fez no âmbito dos dois grandes eixos do pensamento ocidental, formalizado principalmente após Aristóteles: um campo teórico ou do conhecimento e o campo prático ético-moral. Rosto no âmbito teórico. Zópiro, um sábio persa, disse

William Waack cai e alivia a Globo

Este artigo é indicado para o público em geral William Waack é aquele que fazia entrevistas convidando só pessoas de direita para explicar o que é direita e esquerda. O show de pedantismo de seus convidados irritava qualquer um. Mas, mesmo assim, ele reinava sendo mais pedante ainda. À noite, levando adiante o jornal de

Identidade moderna: a intensificação de si

Aprendemos no colégio, nas aulas de história, que as “grandes navegações” e o comportamento intrépido de gente que era chamada de “mercadores” deram o tom para a formação do homem moderno. Seguiram a estes os “empresários”, pessoas capazes de correr o risco com dinheiro investido tanto quanto os primeiros correram risco de vida. Max Weber

Esquerda e direita em Peter Sloterdijk

Podemos falar em direita e esquerda atualmente? Claro que sim! Mas seria tolice, em filosofia social e política, não notar os deslocamentos dessa divisão na vida contemporânea, para além da prisão – e banalização – do vocabulário jornalístico. No meu entendimento, Peter Sloterdijk é quem melhor apreende as vicissitudes semânticas pelas quais estamos passando nesse

Peter Sloterdijk, filósofo da revolução

Peter Sloterdijk é taxativo: “eu concebo a filosofia como introdução à ciência revolucionária universal”. (1) Essa formulação é bem explicada por ele: Eu penso após a falsa revolução e no meio da alteração global das coisas. Eu trabalho numa teoria não-marxista da revolução e afirmo que a ‘revolução’ permanece o tema central verdadeiro do pensamento.

O corpo liso, esse protagonista contemporâneo

Cresce o número de jovens masculinos, ao menos no Brasil, que não suporta o cheiro de vagina. Não fazem sexo oral com suas parceiras! Além disso, exigem que elas se depilem. A tricotomia é internacionalmente conhecida como produto brasileiro. E mais: entre as mulheres, cresce de modo assustador o “clareamento anal”. Acrescento: o Brasil passou

Um topos para a maconha

AS DROGAS ENTRARAM de modo decisivo para a sociedade humana pela prática cultural religiosa. Confunde-se com a transição da pré-história para a história. E desse tempo até hoje, não saiu mais. Não há registro de uma sociedade sem drogas, calmantes ou estimulantes. Havia um lugar para as drogas na sociedade primitiva e antiga. Mesmo nos

Como ser inteligente no século XXI?

Um concurso mundial para eleger a maior ignorância que caracterizou o século XX, no meu entender, daria o primeiro prêmio à forma dos intelectuais de dividir livros, autores, pensamentos filosóficos, literatura e humor em modelos criados a partir de caixinhas ideológicas, notadamente “esquerda” e “direita”. Isso é algo que desapareceu na maior parte dos bons

O que é a linguagem, afinal?

SE VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA nos Estados Unidos então você está pregnant. Se é uma brasileira nos Estados Unidos, grávida, pode entender “pregnant” muito bem, pois tem em sua língua o termo “impregnado”. Algo cheio está impregnado. Importa aí a quantidade. Mas se você está grávida na Espanha ou na Argentina e lugares do castelhano, você

O corpo que parece nosso – Heidegger, Nietzsche e Sloterdijk

Heidegger acreditava que Nietzsche não havia se desvencilhado da “metafísica da subjetividade”, uma das etapas, para ele, do trajeto condenável denominado “esquecimento do Ser”. Uma das “provas” fornecidas por Heidegger a respeito desse mal acabamento de Nietzsche foi a visão deste a respeito do corpo. De fato, o capítulo “Os desprezadores do corpo”, do Zarathustra,

O capitalismo contra a direita

Nos anos trinta do século XX os Estados Unidos descobriram o chamado “novo liberalismo”. A ideia básica era semelhante àquela vinda da social-democracia européia, mas com uma marca profundamente americana, ou seja, um lastro antes da filosofia de Dewey que da de Marx. Por essa época, boa parte dos sindicatos americanos e dos intelectuais já

Dos inumanos será a Terra

É bem provável que jamais abandonemos as palavras homem e mulher neste século. Talvez nunca. Mas a vinculação das palavras masculino e feminino para gerenciar práticas humanas variadas como, por exemplo, as categorias desportivas, e para falar de preferências sexuais e modos de fazer sexo, isso certamente irá desaparecer. E será algo mais rápido do

A sociedade masturbatória

Nós nos masturbamos. É o que nos restou. Quando veio a AIDS, nos anos 80, voltamo-nos ao sexo solitário. Mas agora, a masturbação não é mais só sexo, é um estilo de vida. Faz parte, de modo distintivo, da nossa transição ético-moral do mundo moderno para o mundo contemporâneo. No mundo moderno criamos o individualismo,

Os gays em ritmo de burguesia

“O comunismo foi uma fase do consumismo”. Sloterdijk diz essa frase e acerta em cheio. É uma verdade que ficou nublada durante bom tempo, justamente porque tínhamos na cabeça uma filosofia da história messiânica, judaico-cristã, chamada marxismo. A história nos levaria ao socialismo, à sociedade do proletariado e, depois, ao comunismo, a sociedade sem classes.

Rocha Loures: o indivíduo exemplar

Rocha Loures é um deputado amigo do presidente Temer. Há um vídeo rodando na TV brasileira incessantemente, onde ele aparece saindo da pizzaria Camelo, um lugar de jornalistas e políticos na cidade de São Paulo. Sai apressado e joga em um táxi uma mala cheia de dinheiro. Propina. O presidente está na corda bamba por

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