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17/08/2017

Sloterdijk

O defunto nosso de cada dia, comei hoje!

Peter Sloterdijk defende a ideia de que uma história que responda aos nossos dias deve ser uma história que saiba integrar e uma só narrativa o que se deixava de lado por não possuir história: o mundo da natureza. Também Bruno Latour, com a ideia de parlamento das coisas, participa da mesma tese. Sei bem

Somos todos terroristas – sociedade contemporânea e individualismo a partir de Buyng-Chul Han e Peter Sloterdijk

O terrorismo é um ato em busca de autenticidade. O filósofo germano-coreano Byung Chul Han endossa essa tese. Mas, o terrorismo também é provocado pelo excesso de leveza e consequente reação em busca de reoneração. Penso que o filósofo alemão Peter Sloterdijk endossaria essa tese. Nos resultados, essas teses possuem pontos em comum. Autenticar-se é

O parlamento das coisas

Heráclito não acreditava falar por si mesmo. Aliás, o “si mesmo”,  esta expressão, é uma invenção nossa, não dos antigos. Heráclito entendia que o logos do cosmos utilizava de sua boca para falar de sua organização própria, a harmonia cosmológica. O Humanismo moderno nos tirou essa possibilidade. Então, se as coisas querem falar, hoje em

Síndrome de Dédalo

Vivemos na “sociedade da abundância”. Ricos ou pobres, vivemos em uma sociedade que ganhou leveza e que se desonerou em um nível nunca visto antes em toda a história da humanidade. Energia fóssil, motor de explosão, luz elétrica, penicilina, tratamento hormonal, Viagra e pílulas de contracepção, alfabetização em massa, diminuição de mortalidade infantil, aumento da

A Loucura da Transparência

Diante da noção de intimidade, todo cuidado é pouco. Dizemos coisas bem diversas com esse termo aparentemente simples. Byung-Chul Han lembra que Richard Sennett, ao falar das “tiranias da intimidade”, está se referindo a um mundo íntimo que, na verdade, se exige mostrável. Em Sennett, sabe-se, a sociedade não é vista (e criticada) na completude

O stress da sociedade da leveza contemporânea

Não é porque estamos lutando pelo fim do sacrifício dos animais que o sacrifício nosso acabou. E aí a palavra “sacrifício” tem vários sentidos: do voluntariado de guerra ao trabalho árduo e deste para deveres morais nada fáceis. Essa minha tese, portanto, se insere claramente no debate contemporâneo em contraponto à tese de Gilles Lipovetsky,

A revolução dos não-bichos

Para Nana Lacerda Uma cenoura é diferente de um esquilo não no mesmo sentido que um esquilo é diferente de uma vaca. Muita gente que dá palestra por aí não sabe disso. Conhecem o tipo? Sim, até na Unicamp tem gente assim! É aquele que adora dizer que quem não mata uma vaca vai acabar

A tese do “dinheiro inteligente” contra direita e esquerda (Merchior não era inteligente)

“O mercado se rege por critérios de eficiência e rentabilidade, não de justiça ou de equidade. Ele é um soberbo órgão de criação de riqueza, mas não um mecanismo competente de distribuição de renda.”  Duvido que alguém possa levar a sério esse pensamento. São frases com quase verdades, mas colocadas juntas assim, são mera ideologia.

Um espectro ronda a modernidade: a maioria

A ficção de um dos episódios da série Black Mirror mostra um mundo onde todos são avaliados e premiados com nota a partir de uma continua votação via rede social. Por essa avaliação, cujos critérios são os mais frívolos possíveis, uma vez que são o da moda e decido pela maioria, redistribui as oportunidades gerais

Só um Deus pode nos salvar

A Oliver Cromwell se atribui a seguinte frase: ‘nunca um homem sobe mais alto do que quando não sabe aonde aonde vai’. A sentença é lembrada por Peter Sloterdijk no livro em que constrói uma “teoria filosófica da globalização”, que na língua portuguesa ganhou o belo título O Palácio de Cristal. O filósofo alemão cita

Crise da representação

“Fulano de tal não me representa”. Temos visto esse tipo de manifestação, na Internet e nas ruas. Não só no Brasil. Os analistas da vida política falam em “crise de representação”. As pessoas delegam poderes para quem as pode representar na democracia liberal representativa, e logo se sentem traídas. Então, começam a desconfiar de que

As mães podem diminuir a crueldade no mundo

“Pau que nasce torto morre torto”. Bobagem, árvores se dirigem segundo o sol, o vento e os alimentos. Não entorta aleatoriamente. Pode endireitar. Homens podem ser melhores por conta das antropotécnicas de sua produção, que contém um ingrediente sempre presente, fundamental e constituinte chamado mãe. Nesse caso, esse ingrediente precisa exercer sua função que não

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