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15/12/2017

Rorty

Eram os gays astronautas?

Era garoto quando vi na biblioteca do meu avô o que logo depois seria o maior best-seller lixo de todos os tempos, fora o Mein Kampf., claro. Lá estava: Eram os deuses astronautas? Sabem o ano? 1968. Escrito por um suíço. Se todos estavam preocupados em mudar o mundo, os suíços, donos de relógios e dos

O preconceito não é uma questão de mais ou menos energia gasta

Este artigo é indicado preferencialmente para o pública acadêmico “Nos iludimos ao imaginar que o preconceito seja erradicável. Somos preconceituosos de saída, uma vez que nosso cérebro economiza energia ao catalogar nossas experiências”. Esta é fórmula da psicanalista Vera Iaconelli para explicar o preconceito, em seu blog na Folha (28/11/2017). Mas as coisas não funcionam

O que o neopragmatismo de Richard Rorty não é

Em um livro de título William James, a construção da experiência, publicado no Brasil pela Editora n-1 (2017), o autor David Lapoujade faz questão de dizer que o pragmatismo não é aquilo que Richard Rorty defende. A frase que ele usa é exatamente esta: “nada mais distante dele [James] que as recentes teses ditas ‘neopragmatistas’

Um topos para a maconha

AS DROGAS ENTRARAM de modo decisivo para a sociedade humana pela prática cultural religiosa. Confunde-se com a transição da pré-história para a história. E desse tempo até hoje, não saiu mais. Não há registro de uma sociedade sem drogas, calmantes ou estimulantes. Havia um lugar para as drogas na sociedade primitiva e antiga. Mesmo nos

Os gays em ritmo de burguesia

“O comunismo foi uma fase do consumismo”. Sloterdijk diz essa frase e acerta em cheio. É uma verdade que ficou nublada durante bom tempo, justamente porque tínhamos na cabeça uma filosofia da história messiânica, judaico-cristã, chamada marxismo. A história nos levaria ao socialismo, à sociedade do proletariado e, depois, ao comunismo, a sociedade sem classes.

Trump em guerra revela “a outra América”

Cinco pensadores entenderam a América: Tocquevile, Dewey, Rorty e Sloterdijk. Mas só dois, Dewey e Rorty, compreenderam sua dupla face no seu cotidiano. Eles foram filósofos americanos no sentido mais autêntico da palavra. Viveram os dramas da criação dos chamados Founders Fathers. Dewey deixou claro que a “América” era uma coisa e os “Estados Unidos”

Marcela Temer precisa nos dar um escândalo

Marcela Temer é linda, mas não estou procurando fotos dela nua na Internet. Nem do presidente – garanto. Também não estou procurando fofocas da vida íntima do casal, que poderiam estar no celular de Marcela, hackeado. Mas, segundo o entendimento de vários estudiosos do Direito, errou feio o juiz que autorizou a censura à Folha

A revolução dos não-bichos

Para Nana Lacerda Uma cenoura é diferente de um esquilo não no mesmo sentido que um esquilo é diferente de uma vaca. Muita gente que dá palestra por aí não sabe disso. Conhecem o tipo? Sim, até na Unicamp tem gente assim! É aquele que adora dizer que quem não mata uma vaca vai acabar

Tocqueville, Trump e os jornais

Duvido que uma pessoa como Trump possa ler algum livro. Mas, pensando no que um presidente americano – e todo estudante brasileiro – deveria ler, não há dúvida que, no caso atual, o melhor seria A democracia na América. 

Tudo é uma questão de ponto de vista, mas sem banalidade.

Falamos das coisas como divididas entre “características intrínsecas” e “características meramente relacionais”. Ou seja, há atributos de algo que avaliamos como pertencentes à própria coisa, que não podem mudar, e há atributos desse algo que são mutáveis, segundo nossa visão ou posição histórica ou geográfica, e que portanto podem mudar sem que o algo analisado

Só um Deus pode nos salvar

A Oliver Cromwell se atribui a seguinte frase: ‘nunca um homem sobe mais alto do que quando não sabe aonde aonde vai’. A sentença é lembrada por Peter Sloterdijk no livro em que constrói uma “teoria filosófica da globalização”, que na língua portuguesa ganhou o belo título O Palácio de Cristal. O filósofo alemão cita

A igrejinha da Democracia

Pela primeira vez em nossa história a democracia liberal está se mostrando fraca, incapaz de nos satisfazer minimamente, sem que isso envolva qualquer tendência dissidente do tipo das que ocorreram no pré-II Guerra Mundial, com o nazi-fascismo de um lado e o comunismo de outro, ou ramificações dessas duas correntes. O mundo inteiro está vivendo

A proteção dos animais é aristotélica

Não protegemos todos os animais do mesmo modo que nunca protegemos todos os humanos. Nosso sistema de inclusão é milenarmente paulatino, seletivo, e só abrimos a chave “ele é um de nós” à medida que o “ele” se torna um “eu”. Esse segredo foi revelado por Aristóteles. Platão olhava os deuses, Aristóteles voltou-se para os

Hilary perdeu por defender “gorda lésbica”

Hilary ganhou no voto popular, mas perdeu as eleições. A melhor análise das eleições americanas que li foi a do cientista político Francis Fukuyama (Folha de S. Paulo). Ele anuncia algo como que uma defasagem entre os eleitores americanos e seus grandes partidos. Para ele, o Partido Republicano se tornou um conglomerado de donos de

Zizek não é um pensador, e Scruton? O que é pensar?

Zizek é chamado por Scruton de “o príncipe palhaço da revolução”. Li o artigo com esse nome, tanto a parte já publicada no Estadão (22/10/2016), traduzida, quanto a parte ainda não traduzida. Tudo que Scruton fala contra Zizek é verdade: esquerdismo meio doentio, argumentos velhos porém mal feitos, teoria lacaniana ininteligível e conceitos mal feitos.

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