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20/07/2018

Platão

Pablo Ortellado e o embrulho do pacote na hora da campanha. Comunicação pública e comunicação política hoje.

[Artigo para o público em geral] Francielle e eu trouxemos para o programa da Flix TV, Hora da Coruja, o jovem professor Pablo Ortellado. Já faz um tempo isso. A ideia do convite foi do meu filho. Ele, Ortellado, veio e expôs sua visão sobre internet e política. Depois, com êxito em redes sociais, Ortellado

Da impossibilidade de ser um pensador trágico

[Artigo preferencialmente indicado para o público acadêmico] Admirar a tragédia é uma coisa, querer ser um pensador trágico é diferente. Nos nossos dias, fazer isso é, não raro, sinônimo de ignorância. Ou ignorância de quem não aprendeu as línguas ocidentais modernas (um alienígena entre nós) ou a ignorância tosca, ginasiana, de quem não entendeu o

Por que ela ama seu marido cafajeste? Teoria da placenta e o auto-engano.

[Artigo para o público em geral] Para minha amiga Leiliana Franco, que se interessa pelo assunto “Minha filha tem vocação para ser mulher de bandido”. “Nossa, minha mãe tem dedo podre para escolher namorado”. Não há quem não tenha presenciado avaliações desse tipo. Não é nada novo dizer que mulher adora um bandido, um cafajeste ou

Somos crédulos e só assim podemos viver

Artigo indicado para o público em geral Sociólogos, psicanalistas, antropólogos e outros do âmbito das “Humanidades” entendem crença de uma maneira, o filósofo é obrigado a conceituá-la de modo diferente. Para os primeiros, crença é crença num ideário adrede construído. Para o filósofo, diferentemente, crença é apenas aquilo que se expressa em “Eu creio que

“Hábitos alimentares” do cristão

Os platônicos pensaram a alma de modo tripartite, ilustrada de maneira maravilhosamente literária no Fedro, a imagem da biga com os cavalos branco e negro e o intrépido cocheiro. A visão tripartite só perdeu prestígio na modernidade, quanto o thymos praticamente desapareceu, e tudo foi reduzido ao dualismo razão-paixão ou, na linguagem da literatura de

O que fez o juiz da tal “cura gay”?

O fato: o juiz de Brasília indiretamente lidou com a homossexualidade como se ela pudesse sofrer intervenção clínica, e o fez em nome da “liberdade científica” (confira aqui a matéria do Estadão). Sobre esse assunto, há o aspecto jurídico e o aspecto filosófico, ou seja, metafísico. Abaixo, abordo ambos, de modo breve. Sobre o aspecto

O filósofo bobo da Corte

Ou se conhece Platão corretamente ou não se é filósofo. Todos nós sabemos disso. Todos nós, filósofos, não conseguimos não citar a frase de nosso colega de profissão Alfred North Whitehead: “A história da filosofia nada é senão um conjunto de notas de pé de página na obra de Platão”. Citamos e acreditamos nela. Conhecemos

O belo, a mentira e o desprestígio de Deus

A caminho da peregrinação em busca de um quentão de festa junina, Fran e eu paramos diante do jardim da casa de um vizinho para admirar uma flor. Belíssima. Muito antes de ter celular na mão, Fran sempre gostou de fotografia, então, nessa oportunidade, não deixou de registrar o quadro. Ao bater a foto, exclamou:

Quem foi Platão e qual o seu projeto

Platão passou uma parte da vida tentando mostrar aos atenienses que Sócrates não foi um sofista. Gastou outra parte da vida procurando formular a teoria de uma cidade justa, e que deu origem ao platonismo propriamente dito. Dedicou seus últimos anos a uma severa autocrítica, no interior mesmo de sua escola, a Academia, e terminou

A execração pública de José Mayer

NOS ANOS 60 o periódico Seleções do Reader’s Digest tinha o hábito de publicar histórias de crianças soviéticas que deduravam os pais para as autoridades do estado. Antes o socialismo que o amor paterno – era o lema. O símbolo do heroísmo soviético, segundo o periódico, era a degradação dos valores mais profundos do Ocidente,

Amor e feras de Calligaris

O amor não transforma ninguém. Quando se ama alguém e se acredita que esse amor vai transformar o amado, fazendo dele uma pessoa melhor, já se deu o passo para um poço cujo fundo são os espinhos da mentira. Caso o amor transforme, só o faz em aparência, e tão logo as coisas esfriem o

As crenças de um estudante de filosofia

Há uma esperança matreira na cabeça de muitos estudantes de filosofia. Eles imaginam que podem entrar num curso de filosofia e saírem sabendo mais e, no entanto,  com a mesma identidade. Ora, até podem, mas se isso acontece, não entraram num curso de filosofia, mas em um bacharelado de um algum saber de ordem não

Onde erram os que falam do “conhece-te a ti mesmo” délfico e socrático?

“Conhece-te a ti mesmo” era uma das inscrições do Templo de Apolo. Não a única. Junto dela estavam “nada em excesso”, “refreia o espírito”, “observa o limite”, “odeie a jactância”, “reverencie o divino”, “tema a autoridade”, “a glória não está na força”. Os filósofos antigos que deram atenção para o oráculo délfico – especialmente Heráclito

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