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29/03/2017

Pascal

Milagre não é mágica

Milagre não é mágica. Mágica não é milagre. O papa Francisco I falou novamente disso, comentando que Deus não é um mágico com uma varinha que vai atendendo desejos. A ideia de milagre cabe na filosofia, a ideia de mágica cabe no palco. São coisas diferentes. Bem diferentes. Milagre é um evento que não cai

Os games eletrônicos em busca de seu Chapplin

Escrevi que os americanos jovens estão gastando mais tempo em jogos eletrônicos do que fazendo qualquer outra coisa (ver aqui). Muitos reclamaram porque eu disse que estamos, com essa prática juvenil e agora adulta, endossando um aumento da burrice e da falta de afeto. A parte boa da reclamação é aquela que pode ser colocada

A vida (in)suportável contemporânea

“Os homens gastam seu tempo perseguindo uma bola ou uma lebre, é o esporte próprio dos reis.” Pascal é o autor dessa célebre frase, que está em seus Pensamentos. Por essa via, talvez seja mais fácil reconhecer nele o espírito dos tempos contemporâneos, os nossos tempos, deixando assim Bacon e Descartes, preocupados com domínio da

Pequena biografia do Espírito a cavalo

O estado em que Kant deixou a filosofia incomodou sobremaneira Hegel. Kant havia dito que para a existência da pessoa, ou seja, do sujeito moral, era necessário que o indivíduo humano viesse a se comportar contra a sua inclinação e a favor do seu dever. Como assim? Bem, todo cuidado aqui é pouco!

Pascal

“O eu é odioso”. Essa frase de Blaise Pascal (1623-1662) faz parte da tosca e penetrante ideologia da humildade? É mais um daqueles elementos popularescos de certo tipo de cristianismo, cujo serviço é o de tirar das pessoas o orgulho próprio e submetê-las ao orgulho de outros?

A Bíblia sem pecado

O mistério da Bíblia não é outro senão a sua capacidade de ser um livro múltiplo. É um livro de história, sociologia e antropologia. Ao mesmo tempo, tem lances filosóficos, em parte por conta de uma ontologia e, por outra parte, por ser um texto normativo, um lance ético-moral. Além disso, é também um livro

O paradoxo da humildade (*)

O grego Sócrates identificou o eu com a alma, o cristão Pascal mostrou o eu como o nada (1). Estranho, não? Isento de qualquer contaminação judaica, Sócrates traçou uma distinção entre corpo e alma, colocando o “si mesmo” como sendo a razão ou a inteligência, o que para ele nada mais era que a alma.