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20/11/2017

Nietzsche

Montaigne e a fundação da subjetividade moderna

O “conhece-te a ti mesmo” inscrito no Templo de Apolo, uma vez adotado por Sócrates, nunca significou qualquer sugestão para a introspecção, nem mesmo para o conhecimento de limites próprios como quando pensamos em nos olhar no espelho para fazermos uma reflexão sobre nossos desejos e possibilidades. Sócrates trabalhou com esse lema a partir de

Peter Sloterdijk: o que é o homem?

“O que é o homem?” Kant formulou essa pergunta como uma espécie de corolário de três outras: “o que posso saber?”, “o que devo fazer?” e “o que me é permitido esperar”? Sloterdijk se aproxima mais das duas últimas que das duas primeiras. “O que me é permitido esperar?” e “o que é homem?” são

História, filosofia e Impeachment

Escrevi certa vez que a história traz a vida e a filosofia a morte. A história conta sobre nossa contingência, incertezas e efemeridade. A filosofia tenta de toda maneira apontar para o perene. A história vai para um lado, a filosofia para outro. Assim foi na Grécia Antiga. Ainda hoje esse quadro tem a ver

Para onde pode correr nossas energias utópicas?

Quase ao final de seu belo livro Ira e tempo, de 2006, Peter Sloterdijk escreve, lembrando de trinta anos atrás, quando ainda existia o comunismo: “ninguém teria decaído outrora no patético slogan: um outro mundo é possível. O outro mundo estava entre nós e ele era terrível”. (1)

Será que sou original na minha crítica?

Há pessoas que nunca conseguem criticar. Há pessoas que aprendem a criticar de um modo, digamos, escolar, quase doutrinário. Esse segundo caso é o pior, principalmente se a pessoa não percebe que sua crítica é uma forma de não-pensar. 

O corpo no centro da trama contemporânea

Deixando para trás a utilidade subjetiva de modo a ganhar valor de troca, a mercadoria põe-se como não tendo outra função que não a de se mostrar.  Adquire assim a condição de ser o que se mostra. Cria um mundo de espectadores e, portanto, faz da sociedade uma “sociedade do espetáculo”. Impera como imagem. Essa

Seis livros necessários

Seis livros básicos para você ter alguma cultura filosófica sem ser filósofo. Mas, claro, exigem que você seja escolarizado, bem escolarizado. Fora isso, não leia. 

“Torna-te quem tu és”

“TORNA-TE QUEM TU ÉS”. Essa é uma frase de Nietzsche que, como outras, pega o desescolarizado em filosofia (de Pondé a Kataguri, de Frota a Mainardi) do mesmo modo que a frase de Simone de Beauvoir, a célebre “Não se nasce mulher, torna-se”.

O macaco, minha esposa e eu

“O que é o macaco para o homem? Uma coisa ridícula ou vergonhosa”. Nietzsche confeccionou essa frase para lembrar que assim seria também quando o Übermensch viesse a se por diante do homem. Este, então, seria o ridículo e o vergonhoso.

Em defesa da ingenuidade

Um cientista age corretamente quando diz: tenho uma hipótese sobre o que ocorre. Um religioso está no seu direito de dizer: tenho fé sobre o que conto. O artista às vezes fala: sei lá eu o que está ocorrendo! O filósofo, por sua vez, diz: o melhor seria que ocorresse o que nunca ocorreu. 

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