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Paulo Ghiraldelli on YouTubeRSS Feed

28/06/2017

Nietzsche

Somos todos terroristas – sociedade contemporânea e individualismo a partir de Buyng-Chul Han e Peter Sloterdijk

O terrorismo é um ato em busca de autenticidade. O filósofo germano-coreano Byung Chul Han endossa essa tese. Mas, o terrorismo também é provocado pelo excesso de leveza e consequente reação em busca de reoneração. Penso que o filósofo alemão Peter Sloterdijk endossaria essa tese. Nos resultados, essas teses possuem pontos em comum. Autenticar-se é

O eterno retorno em Black Mirror

A maior parte dos episódios de Black Mirror (TV Britânica, 2011-2014), que está agora na Netflix, diz respeito à interação homem-máquina. Mas não se trata de uma interação com qualquer máquina, e sim com as máquinas que funcionam no interior do cérebro humano, no casamento da inteligência artificial com a  inteligência natural. Associado a isso, uma

A igrejinha da Democracia

Pela primeira vez em nossa história a democracia liberal está se mostrando fraca, incapaz de nos satisfazer minimamente, sem que isso envolva qualquer tendência dissidente do tipo das que ocorreram no pré-II Guerra Mundial, com o nazi-fascismo de um lado e o comunismo de outro, ou ramificações dessas duas correntes. O mundo inteiro está vivendo

O indefeso

Imagine-se em um campo aberto, em uma praça nem um pouco hospitaleira, cercado de pessoas agressivas. Elas bradam contra você xingamentos de toda ordem. As acusações batem nos seus tímpanos. A violência verbal aponta para uma violência física. Todas elas começam a pegar pedras! Você não tem nada em mãos. Seu coração dispara, e você

Jesus e o xingamento filosófico

Jesus não dizia “fucky you”. Também não dizia “filho da puta”. Esse tipo de xingamento, não sei se faria sentido em sua época. Meu amigo Deonísio da Silva, escritor, deve saber. O que sei é o que todo mundo sabe, que Jesus não se poupava de dizer “hipócritas”. Era sim uma acusação forte. Uma afronta.

A juventude: obra da eletricidade, do petróleo e do demônio

Zygmunt Bauman diz: “tempos líquidos, nada é feito para durar”. Bauman não sabe o que é algo chamado capitalismo. Tudo é feito para durar com data exata para acabar. Chamamos isso de obsolescência programada. Não significa pouca duração, significa duração calculada. Nessa modernidade que vivemos, também a vida humana foi repensada em períodos de obsolescência. Principalmente após

Montaigne e a fundação da subjetividade moderna

O “conhece-te a ti mesmo” inscrito no Templo de Apolo, uma vez adotado por Sócrates, nunca significou qualquer sugestão para a introspecção, nem mesmo para o conhecimento de limites próprios como quando pensamos em nos olhar no espelho para fazermos uma reflexão sobre nossos desejos e possibilidades. Sócrates trabalhou com esse lema a partir de

Peter Sloterdijk: o que é o homem?

“O que é o homem?” Kant formulou essa pergunta como uma espécie de corolário de três outras: “o que posso saber?”, “o que devo fazer?” e “o que me é permitido esperar”? Sloterdijk se aproxima mais das duas últimas que das duas primeiras. “O que me é permitido esperar?” e “o que é homem?” são

História, filosofia e Impeachment

Escrevi certa vez que a história traz a vida e a filosofia a morte. A história conta sobre nossa contingência, incertezas e efemeridade. A filosofia tenta de toda maneira apontar para o perene. A história vai para um lado, a filosofia para outro. Assim foi na Grécia Antiga. Ainda hoje esse quadro tem a ver

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