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23/06/2018

Marx

Como não entender narrativas históricas. O modo Safatle de não entender.

[Artigo escrito para o público acadêmico] Há uma história que não sabe procurar responsáveis, só culpados. Ela até ajuda, às vezes, o pensamento crítico, todavia, quando impregna a cabeça dos professores exageradamente, transforma-os antes em policiais que em verdadeiros pesquisadores. São absorvidos não por uma visão moral, mas por um moralismo de perseguição que rapidamente

Joel Pinheiro e a saga dos meninos liberais

[Artigo indicado para o público em geral] Há um problema com os liberais jovens brasileiros. Eles não entendem o conflito. Ou pior, eles não suportam viver em conflito. E mais ainda, eles se acham acima de ideologias, uma vez que o liberalismo, como doutrina e ideologia hegemônica no Ocidente, se passa como o pensamento de

Neoliberais são muito parecidos com leninistas

[Artigo para o público em geral] Todos os dias os conservadores da imprensa nos brindam com pensamentos hilariantes. Um deles nos fornece o liberalismo como a última moda e até como uma forma de “ser revolucionário hoje no Brasil”. Estes são os pensadores que, enfim, a própria imprensa denominou “neoliberais”. Eles disputam com o pensamento

Por que Marx seduz os intelectuais? Marx e o desencantamento do mundo

Artigo indicado preferencialmente para o público acadêmico “Tudo está repleto de deuses”, disse Tales lá nas costas da Turquia, quando ali era uma praia jônica. O nosso primeiro filósofo, segundo a historiografia oficial, começou a filosofia atentando para as possibilidades ou não do “dencantamento do mundo” (Weber). Viu as figuras misteriosas postas em cada cantinho

William Waack cai e alivia a Globo

Este artigo é indicado para o público em geral William Waack é aquele que fazia entrevistas convidando só pessoas de direita para explicar o que é direita e esquerda. O show de pedantismo de seus convidados irritava qualquer um. Mas, mesmo assim, ele reinava sendo mais pedante ainda. À noite, levando adiante o jornal de

Identidade moderna: a intensificação de si

Aprendemos no colégio, nas aulas de história, que as “grandes navegações” e o comportamento intrépido de gente que era chamada de “mercadores” deram o tom para a formação do homem moderno. Seguiram a estes os “empresários”, pessoas capazes de correr o risco com dinheiro investido tanto quanto os primeiros correram risco de vida. Max Weber

Peter Sloterdijk, filósofo da revolução

Peter Sloterdijk é taxativo: “eu concebo a filosofia como introdução à ciência revolucionária universal”. (1) Essa formulação é bem explicada por ele: Eu penso após a falsa revolução e no meio da alteração global das coisas. Eu trabalho numa teoria não-marxista da revolução e afirmo que a ‘revolução’ permanece o tema central verdadeiro do pensamento.

A sociedade da despedida da dor

Você já viu um porco morrer? Já olhou nos olhos de um boi antes um pouco dele ser abatido. No primeiro, os gritos são de socorro, no segundo, dá para perceber lágrimas. Os humanos, quando matam outros animais, fazem questão de dizer que não agem assim com outros humanos. Bobagem. Os humanos fazem menos drama

O capitalismo contra a direita

Nos anos trinta do século XX os Estados Unidos descobriram o chamado “novo liberalismo”. A ideia básica era semelhante àquela vinda da social-democracia européia, mas com uma marca profundamente americana, ou seja, um lastro antes da filosofia de Dewey que da de Marx. Por essa época, boa parte dos sindicatos americanos e dos intelectuais já

Os gays em ritmo de burguesia

“O comunismo foi uma fase do consumismo”. Sloterdijk diz essa frase e acerta em cheio. É uma verdade que ficou nublada durante bom tempo, justamente porque tínhamos na cabeça uma filosofia da história messiânica, judaico-cristã, chamada marxismo. A história nos levaria ao socialismo, à sociedade do proletariado e, depois, ao comunismo, a sociedade sem classes.

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