Go to ...

on YouTubeRSS Feed

20/11/2017

Marx

William Waack cai e alivia a Globo

Este artigo é indicado para o público em geral William Waack é aquele que fazia entrevistas convidando só pessoas de direita para explicar o que é direita e esquerda. O show de pedantismo de seus convidados irritava qualquer um. Mas, mesmo assim, ele reinava sendo mais pedante ainda. À noite, levando adiante o jornal de

Identidade moderna: a intensificação de si

Aprendemos no colégio, nas aulas de história, que as “grandes navegações” e o comportamento intrépido de gente que era chamada de “mercadores” deram o tom para a formação do homem moderno. Seguiram a estes os “empresários”, pessoas capazes de correr o risco com dinheiro investido tanto quanto os primeiros correram risco de vida. Max Weber

Peter Sloterdijk, filósofo da revolução

Peter Sloterdijk é taxativo: “eu concebo a filosofia como introdução à ciência revolucionária universal”. (1) Essa formulação é bem explicada por ele: Eu penso após a falsa revolução e no meio da alteração global das coisas. Eu trabalho numa teoria não-marxista da revolução e afirmo que a ‘revolução’ permanece o tema central verdadeiro do pensamento.

A sociedade da despedida da dor

Você já viu um porco morrer? Já olhou nos olhos de um boi antes um pouco dele ser abatido. No primeiro, os gritos são de socorro, no segundo, dá para perceber lágrimas. Os humanos, quando matam outros animais, fazem questão de dizer que não agem assim com outros humanos. Bobagem. Os humanos fazem menos drama

O capitalismo contra a direita

Nos anos trinta do século XX os Estados Unidos descobriram o chamado “novo liberalismo”. A ideia básica era semelhante àquela vinda da social-democracia européia, mas com uma marca profundamente americana, ou seja, um lastro antes da filosofia de Dewey que da de Marx. Por essa época, boa parte dos sindicatos americanos e dos intelectuais já

Os gays em ritmo de burguesia

“O comunismo foi uma fase do consumismo”. Sloterdijk diz essa frase e acerta em cheio. É uma verdade que ficou nublada durante bom tempo, justamente porque tínhamos na cabeça uma filosofia da história messiânica, judaico-cristã, chamada marxismo. A história nos levaria ao socialismo, à sociedade do proletariado e, depois, ao comunismo, a sociedade sem classes.

Os oito demônios ricos de hoje

A riqueza nunca foi um pecado. Ela sempre foi um contraponto. Os filósofos gregos não se indispuseram contra ela, apenas diziam que obtê-la não poderia ser um único objetivo na vida (Sócrates) ou uma fonte de preocupação (Epicuro). Jesus nunca falou diretamente contra os ricos, apenas mostrou que a riqueza poderia se tornar alguma coisa

O fim total do quarto monoteísmo

Bem antes do fim do Muro de Berlim Moscou já havia deixado de ser um lugar de peregrinação do Quarto Monoteísmo. Agora, finalmente, também é Havana que se despede desse posto, com a morte de Fidel. O próprio ditador, dizem alguns, havia pedido para não fazerem estátuas suas, para evitar o “culto à personalidade”. Na

A sociedade da apatia gerada pelo socialismo

A ideia básica do socialismo é a diminuição da disparidade econômica e social entre os indivíduos. A ideia básica do comunismo é da redução da jornada de trabalho e a eliminação do mercado e, no limite, do estado, liberando o homem para afazeres artísticos, culturais e de lazer. Não são coisas impossíveis de ocorrer, mas,

Os bichos chegaram

Em 1985 nasceu minha filha. Em 1986 apareceu a doença da vaca louca. O primeiro boato era o de que se alguém comece a carne da vaca louca, principalmente crianças, ficava com os sintomas destrambelhados da vaca. A Inglaterra parecia ser o local da coisa. Mas logo vimos o Canadá não querer comprar nossa carne,

Como fazer a profecia de Marx dar certo?

Marx historiou, teorizou e profetizou. Infelizmente uma boa parte dos seus leitores nunca quis ler a história e a teoria por elas mesmas, mas só em função da profecia: o capitalismo produziria o socialismo de maneira “natural”, como consequência de contradições internas do próprio capitalismo – e isso começaria pelo “polo mais desenvolvido do capitalismo”.

O feminismo não entende nada de mulher? É verdade?

Para doloridas amigas feministas “O feminismo não entende nada de mulher” não é uma frase simplesmente pedante, mas fundamentalmente inculta. O objetivo do feminismo nunca foi o de “entender a mulher”, mas de construí-la. Antes do feminismo tínhamos mulheres, segundo o nome “mulher”, mas não seres humanos mulheres, e sim apêndices sociais. Após as lutas

A juventude: obra da eletricidade, do petróleo e do demônio

Zygmunt Bauman diz: “tempos líquidos, nada é feito para durar”. Bauman não sabe o que é algo chamado capitalismo. Tudo é feito para durar com data exata para acabar. Chamamos isso de obsolescência programada. Não significa pouca duração, significa duração calculada. Nessa modernidade que vivemos, também a vida humana foi repensada em períodos de obsolescência. Principalmente após

A política é o ópio do povo

No século XIX havia a casa de ópio. Só o rico tinha acesso. Em um momento de liberação e concomitante novo estresse, por conta da entrada na modernidade industrial, surgiu então um lugar próprio para se fugir do mundo. Um século antes Rousseau tinha defendido a ideia anti-cartesiana do “não penso, logo existo”. Fez essa

Montaigne e a fundação da subjetividade moderna

O “conhece-te a ti mesmo” inscrito no Templo de Apolo, uma vez adotado por Sócrates, nunca significou qualquer sugestão para a introspecção, nem mesmo para o conhecimento de limites próprios como quando pensamos em nos olhar no espelho para fazermos uma reflexão sobre nossos desejos e possibilidades. Sócrates trabalhou com esse lema a partir de

O que é ser crítico?

A pior coisa que um crítico pode fazer é falar da palavra crítica sem saber o que ela significa. Em se tratando de gente que diz ter cursado filosofia de se propõe a sair escrevendo por aí, isso começa a ficar incômodo. Mais atrapalha os professores que ajuda. Crítica em filosofia não é “falar contra”

História, filosofia e Impeachment

Escrevi certa vez que a história traz a vida e a filosofia a morte. A história conta sobre nossa contingência, incertezas e efemeridade. A filosofia tenta de toda maneira apontar para o perene. A história vai para um lado, a filosofia para outro. Assim foi na Grécia Antiga. Ainda hoje esse quadro tem a ver

Older Posts››