O grego Sócrates identificou o eu com a alma, o cristão Pascal mostrou o eu como o nada (1). Estranho, não? Isento de qualquer contaminação judaica, Sócrates traçou uma distinção entre corpo e alma, colocando o “si mesmo” como sendo a razão ou a inteligência, o que para ele nada mais era que a alma. Completamente imerso na devoção cristã, Pascal descasca o eu de suas qualidades para dizer que, sem elas, o eu não é senão o vazio.









