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23/10/2017

Machado de Assis

O que é “Bicho”, de Lygia Clark?

Existe o “dentro” e o “fora”? Sabemos que no mundo ocidental essa pergunta não era importante com os gregos, mas que recebeu atenção quando Santo Agostinho inventou a interioridade. Com o filósofo-bispo Deus passou para dentro do homem, por meio de leis incrustadas no coração humano. Séculos depois, Rousseau deu ainda mais importância – como

Pascal

“O eu é odioso”. Essa frase de Blaise Pascal (1623-1662) faz parte da tosca e penetrante ideologia da humildade? É mais um daqueles elementos popularescos de certo tipo de cristianismo, cujo serviço é o de tirar das pessoas o orgulho próprio e submetê-las ao orgulho de outros?

Silvano e Azevedo

Silvano foi libertado como todos os outros, pelo ato da Princesa Isabel. Mas, diferente de seus colegas de infortúnio ali da fazenda, ele não saiu da senzala. O próprio capitão do mato, meio atordoado, mas contente porque o Dr. José de Azevedo não havia lhe despedido, foi até o buraco fedorento de Silvano e gritou:

O paradoxo da humildade (*)

O grego Sócrates identificou o eu com a alma, o cristão Pascal mostrou o eu como o nada (1). Estranho, não? Isento de qualquer contaminação judaica, Sócrates traçou uma distinção entre corpo e alma, colocando o “si mesmo” como sendo a razão ou a inteligência, o que para ele nada mais era que a alma.