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18/06/2018

Jesus

Jesus sob tentação – a verdade

Mini-estória Jesus foi ao deserto para meditar. Queria pensar na vida. Estava naquela dúvida de jovem, se casava ou fundava uma religião. E realmente ficou lá solitário, jejuando. Bem, jejum é uma coisa dos diabos, não é? Quem faz regime sabe disso. E de fato, se jejum é coisa dos diabos, não tardou para que

José vai ao inferno

[Mini conto para todos] José que, na juventude, havia desistido de ser padre, após uma vida longa veio a falecer. Foi parar num lugar cheio de padres. Era um lugar feio, como uma catedral decadente, mal cheirosa e escura. E para todo lado que se andava, havia um padre. As graduações desses padres variavam. Havia

Jesus: tragédia e comédia numa só tacada

Este artigo é indicado para o público em geral O filósofo romeno Emil Cioran escreveu: “Se Jesus houvesse acabado sua carreira na cruz e não tivesse se comprometido a ressuscitar, que belo herói de tragédia teria sido!”. Mas por que Jesus iria ficar com a tragédia, desconsiderando a comédia? Se não tivesse ressuscitado, Jesus seria

O adeus ao rosto de Deus

Texto indicado preferencialmente para o público acadêmico Uma das mais significativas diferenças entre o mundo moderno e o mundo antigo diz respeito à face da divindade. Entre as inúmeras religiões, cada qual apresentando seus deuses, a religião de Moisés se destacou por uma esperta singularidade: a face de Deus ninguém vê. Por essa via, a

Acorde! Não existe “hacker do bem”!

Um martelo não representa um produto de tecnologia. A tecnologia não se caracteriza pelo uso de instrumentos. A modinha agora é dizer que o mercado quer gente “especialista em segurança e combate à pornografia infantil na Internet”. São os “hackers do bem”. O nome é infeliz. É de uma ingenuidade que só poderia, mesmo, vir

Capitalismo Emocional

Quase todos os analistas distinguem o capitalismo de produção do capitalismo de consumo de massa. Os filósofos sociais tendem a tirar conclusões psicopolíticas dessa segunda condição que, segundo eles, nos mostram características essenciais do modo de vida contemporâneo. O capitalismo de hoje não é aquele analisado por Weber. Todos sabemos disso. O filósofo germano coreano

Por que devemos cometer suicídio?

Caso estivéssemos nos anos 80, Jô Soares seria o mais indicado para dizer algo como “é claro que dá vontade de cometer suicídio após ver 13 Reasons Why na Net Flix, mas não só adolescentes, qualquer um!”. Vi só um pedacinho. Não é lá coisa boa. Mas filósofo crítico de arte não é o que

“Jesus é Deus”

A existência histórica de Jesus é uma coisa, a divindade de Jesus é outra. Investigamos a primeira na disciplina história com a ajuda da arqueologia, da antropologia e de recursos das ciências naturais. A segunda é matéria da teologia. Não tenho a ver nem com uma e nem com a outra. Sou filósofo. Nós filósofos,

O espaço do rosto

Espacializamos o tempo para entendê-lo e dominá-lo. Ele é fugidio, mas nós o enclausuramos modernamente nos relógios. Ferramos o tempo com ponteiros e, depois, com visores digitais. Mas esse tempo assim espacializado pertence ao mundo dos mortos. No mundo dos vivos, nossa tentativa de apreender o tempo é uma via de mão dupla. Tentamos apanhá-lo,

O papa Francisco por entre as frestas das pedras

Um senhora postou no Facebook algo contra a minha explicação a respeito de Direitos Humanos e da chacina na prisão de Manaus: “ah, querer melhores prisões todos nós queremos, mas que não nos obriguem a sentir pena dos mortos, eram bandidos”. Uma outra postou, contra o papa: “esse papa é dessa esquerdalha, reza pelas famílias

A magia da Natividade

Como já havia ocorrido com sua mãe, Ana, Maria também engravidou por fora da relação oficial. Mas, exceto pela participação de anjos anunciadores, as histórias dessas duas mulheres diferem. A história de Ana não pertence aos Evangelhos canônicos e sim aos apócrifos: Protoevangelho de Tiago, Evangelho do pseudo-Mateus e o Evangelho da Natividade da Virgem.

O indefeso

Imagine-se em um campo aberto, em uma praça nem um pouco hospitaleira, cercado de pessoas agressivas. Elas bradam contra você xingamentos de toda ordem. As acusações batem nos seus tímpanos. A violência verbal aponta para uma violência física. Todas elas começam a pegar pedras! Você não tem nada em mãos. Seu coração dispara, e você

Jesus e o xingamento filosófico

Jesus não dizia “fucky you”. Também não dizia “filho da puta”. Esse tipo de xingamento, não sei se faria sentido em sua época. Meu amigo Deonísio da Silva, escritor, deve saber. O que sei é o que todo mundo sabe, que Jesus não se poupava de dizer “hipócritas”. Era sim uma acusação forte. Uma afronta.

Finalmente a democracia admite o rico?

A passagem do século XIX para o XX marcou o aparecimento da democracia liberal de massas. Este tipo de democracia, chamada de democracia moderna, paulatinamente obrigou a todo tipo de candidato, conservador ou não, progressista ou reacionário, a adotar um só discurso a ser proferido: “estamos aqui para sermos votados, e queremos ajudar os trabalhadores

2016: o ano que lutaremos por mais desigualdades

A tarefa dos filósofos em 2016 é a continuação da luta sintetizada por Rorty na expressão “podemos ser versões melhores de nós mesmos”. Seremos nós mesmos, mas quem vier pintar nossos quadros de rosto, deverá usar vários pinceis. Talvez só um químico poderá ajudar o pintor. Pois serão necessárias novas cores. 

A importância do bem

Ser boa pessoa virou “brega”. Querer “um mundo melhor” virou pecado. Cristãos conservadores odeiam o papa Francisco I por ele reintroduzir na Igreja o que é a essência do cristianismo: a caridade, o amor, a bondade. Estranho não?

A não banalidade do perdão

Had Gadia é em português a canção “A velha a fiar”. Aquela que começa assim: “Estava a velha em seu lugar. Veio a mosca lhe fazer mal. A mosca na velha e a velha a fiar. Estava a mosca em seu lugar. Veio a aranha lhe fazer mal…”. Had Gadia é um nome aramaico que indica um filhote ou

Os donos de Jesus

Respostas à pergunta “o que é o homem?”, tão atrativas para os modernos, se tornaram sem graça para os contemporâneos. O Humanismo se desgastou, é claro, e isso deu um tom démodé à pergunta sobre a tal da “natureza humana”. Além do mais, parece que há uma resposta no ar, talvez não explicitada, mas que

Para compreender Jesus, o homem moderno

O termo “subjetividade” é antes da filosofia continental que da analítica. Os filósofos de linha anglo-americana preferem, não raro, falar em filosofia da mente que em filosofia do sujeito. Tanto isso é verdade que suas contribuições à noção de sujeito são, não raro, no sentido de negar o substancialismo mental, como fez Hume, ou por

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