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20/09/2017

Heidegger

Reconceituando o estresse

Nada há de mais errado que acreditar que o estresse pode ser retirado de cena se trouxermos as pessoas para uma vida na calmaria das pequenas cidades ou do campo, ou que ele seria atenuado se nossas grandes cidades tivessem uma vida mais organizada.

Como surgem os terroristas de hoje?

A pedra é sem mundo, o animal é pobre de mundo e o homem é construtor de mundos. A essa sabedoria de Heidegger pode-se acrescentar a de Sloterdijk, de que vivemos no mundo da abundância, e de que não poderia deixar de ser diferente, pois somos seres, ontologicamente falando, da riqueza, do mimo e o

Rebeldes censores e censores rebeldes em 2015

Em entrevista recente no St John’s Divinity School no Reino Unido, Peter Sloterdijk disse que “o homem moderno e o pós-moderno não vivem somente na ‘casa do Ser’ (como Heidegger chama a linguagem), mas, implementadamente, no domicílio tecnosférico”. Essa observação dá o que pensar. Estamos longe, nesse caso, de qualquer expressão banal a respeito de

Peter Sloterdijk

Subjetividade filosófica dos filósofos

O estudo dos intelectuais pertence a um conhecido itinerário bibliográfico que vai de Max Weber a Sartre passando entre outros por Antonio Gramsci. Mas o estudo da subjetividade do intelectual e, especialmente do filósofo ou do homem teórico, escapa dessa trilha, não raro pavimentada somente com paralelepípedos sociológicos. A subjetividade do homem teórico é um

Arendt e Sloterdijk: não durma com o inimigo

“Onde se está quando se está no mundo?” pergunta Peter Sloterdijk. “Onde se está quando se está pensando?” pergunta Hannah Arendt. Duas perguntas distintas, instigadas pelo mesmo filósofo: Heidegger. Mas, além disso, o que possuem em comum?

Estamos perdidos na sociedade contemporânea?

Indistinções: da sociedade do espetáculo às perdas semânticas. 1. Ilusão de ótica é uma coisa, ilusão metafísica é outra. A física, a fisiologia e outros campos do conhecimento podem cuidar do primeiro caso, só a filosofia cuida do segundo, afinal, trata-se de um invento só dela.

A favor do mundo pior

Vivi o final dos anos cinquenta e início dos anos sessenta como criança. Nasci em São Paulo, mas morei também no interior. Lá tínhamos um quintal com animais. Os animais eram bem tratados. Mas nós não exitávamos em matá-los.

Adultério nosso de cada dia

Os homens ainda traem mais que as mulheres, mas as estatísticas estão caminhando para uma situação igualitária. Além disso, o número de pessoas que traem também cresce de modo contínuo e veloz. Não tardará o dia em que todos nós, ao menos uma vez, teremos sido cornos.

O que é a filosofia após o fim da filosofia?

Quando o personagem louco de Nietzsche declarou “Deus está morto”, muita coisa mais havia morrido. A busca pelo absoluto não interessava ninguém mais a não ser os físicos, que então acreditavam – como acreditam ainda – poder encontra-lo exatamente no pior lugar para se procurar, que é o mundo terreno, material e mutável. A filosofia

Lacan básico

O que disse Jacques Lacan (1901-1981) para a filosofia? Aparentemente, só disse alguma coisa para a psicanálise. Aparentemente. Não apenas nas entrelinhas como nas linhas, disse muito para filosofia. Exatamente à medida que releu Freud de um modo a privilegiar uma noção especial da linguagem, com instrumentos do estruturalismo de Ferdinand Saussure.

Peter Sloterdijk e as saudades de Mileto

“Tudo é água”, disse Tales. Seu discípulo Anaximandro acreditou que a água era excessivamente determinada para ser um princípio de todas as coisas, um arkhé; o que governa o cosmos é o indeterminado, em grego: ápeiron. Mas o discípulo de Anaximandro, Anaxímenes, preferiu voltar ao avô filosófico e encontrar algo entre o completamente indeterminado e a água,

Teoria contemporânea do pecado

Nos anos sessenta as jovens espantaram o mundo e se espantaram mostrando as tetas na rua e em sala de aula. Atualmente todo mundo pode mostrar os seios, não as tetas. Ou seja, o que não se pode fazer é dizer que mulheres têm tetas, ou até mesmo seios!

Nietzsche foi ao velório?

“Deus está morto”[1] – duvido que exista outra frase de Friedrich Nietzsche (1844-1900) mais popular que essa, e também penso que é uma das mais mal utilizadas.

Todos com a boca escancarada cheia de dentes

“Quem não quiser falar de vampirismo, deve calar-se também sobre a filosofia”. E o filósofo alemão continua: se uma frase assim se confirmasse, então “seria o tempo da segunda oportunidade de Marx”. Dessa forma ele termina seu capítulo sobre Marx em Temperamentos filosóficos – um breviário de Platão a Foucault (Lisboa, Edições 70, 2012). Trata-se

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