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22/10/2017

Heidegger

O que fez o juiz da tal “cura gay”?

O fato: o juiz de Brasília indiretamente lidou com a homossexualidade como se ela pudesse sofrer intervenção clínica, e o fez em nome da “liberdade científica” (confira aqui a matéria do Estadão). Sobre esse assunto, há o aspecto jurídico e o aspecto filosófico, ou seja, metafísico. Abaixo, abordo ambos, de modo breve. Sobre o aspecto

O que é arte e o que não é arte?

A diferença entre o erótico e o pornográfico todos sabem: o erótico mantém sutilizas que provocam a imaginação, o pornográfico elimina sutilezas e castra qualquer relação ficcional que o observador possa ter com o que é exibido. A diferença entre o que é arte e  o que não é arte tem algo dessa distinção, mas

O corpo que parece nosso – Heidegger, Nietzsche e Sloterdijk

Heidegger acreditava que Nietzsche não havia se desvencilhado da “metafísica da subjetividade”, uma das etapas, para ele, do trajeto condenável denominado “esquecimento do Ser”. Uma das “provas” fornecidas por Heidegger a respeito desse mal acabamento de Nietzsche foi a visão deste a respeito do corpo. De fato, o capítulo “Os desprezadores do corpo”, do Zarathustra,

Por que ler Peter Sloterdijk?

Escrevi Para ler Sloterdijk (Via Verita, 2017) em forma de livro. Penso que em forma de breve artigo cabe falar também em algo como “por que ler Sloterdijk?”. Sloterdijk é uma fonte de inspiração. Todavia, o elemento mais original de suas investigações, o que é propriamente exclusivo dele, é o que ele chama de antropotécnicas.

Por que devemos cometer suicídio?

Caso estivéssemos nos anos 80, Jô Soares seria o mais indicado para dizer algo como “é claro que dá vontade de cometer suicídio após ver 13 Reasons Why na Net Flix, mas não só adolescentes, qualquer um!”. Vi só um pedacinho. Não é lá coisa boa. Mas filósofo crítico de arte não é o que

“Jesus é Deus”

A existência histórica de Jesus é uma coisa, a divindade de Jesus é outra. Investigamos a primeira na disciplina história com a ajuda da arqueologia, da antropologia e de recursos das ciências naturais. A segunda é matéria da teologia. Não tenho a ver nem com uma e nem com a outra. Sou filósofo. Nós filósofos,

Como evitar que seu filho fique burro

Não é mais permitido no Brasil chamar um jovem de burro. Várias mães, muitas pedagogas e todas as psicólogas acreditam que a burrice é um mito. Segundo essas pessoas, há uma genialidade espraiada entre nós. É claro que não estou entre essas pessoas que acreditam nisso. Não há 200 milhões de gênios em ação no

O homem é homem se tem sua raposa

Meu avô foi um rábula. Um estudioso do Direito que, tendo como escola um bom escritório de advocacia, ganhou condições para prestar o exame da OAB e se tornar advogado. Com isso, chegou a ser advogado do Palácio dos Bandeirantes, na gestão de Adhemar de Barros. Foi um sábio, sem dúvida. Seu nome era Carlos

Nossa boa religiosidade atual: entre William James e Peter Sloterdijk

Um bom leitor europeu do pragmatismo americano tradicional? Este: Peter Sloterdijk. Melhor ele fica quando o autor escolhido é William James, nos estudos de religião. A nova publicação em alemão do clássico de James, As variedades da experiência religiosa, traz um estupendo ensaio de Sloterdijk. Neste, encontramos o significativo trecho: “Seu [de James] caminho foi

Só um Deus pode nos salvar

A Oliver Cromwell se atribui a seguinte frase: ‘nunca um homem sobe mais alto do que quando não sabe aonde aonde vai’. A sentença é lembrada por Peter Sloterdijk no livro em que constrói uma “teoria filosófica da globalização”, que na língua portuguesa ganhou o belo título O Palácio de Cristal. O filósofo alemão cita

Peter Sloterdijk: o que é o homem?

“O que é o homem?” Kant formulou essa pergunta como uma espécie de corolário de três outras: “o que posso saber?”, “o que devo fazer?” e “o que me é permitido esperar”? Sloterdijk se aproxima mais das duas últimas que das duas primeiras. “O que me é permitido esperar?” e “o que é homem?” são

Cinismo e fascismo: relações vitais

A moda no Brasil agora é acusar aquele que você não gosta de “fascista”. É tanta frase acusativa que, se computarmos o que ocorre, deveríamos concluir estupidamente que a Alemanha nazista nunca chegou aos pés do Brasil. Até manual simplório sobre “como lidar com fascistas” já existe no mercado. É uma espécie de auto-ajuda de

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