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28/06/2017

Hegel

Rocha Loures: o indivíduo exemplar

Rocha Loures é um deputado amigo do presidente Temer. Há um vídeo rodando na TV brasileira incessantemente, onde ele aparece saindo da pizzaria Camelo, um lugar de jornalistas e políticos na cidade de São Paulo. Sai apressado e joga em um táxi uma mala cheia de dinheiro. Propina. O presidente está na corda bamba por

Como ser historiador em tempos de PT?

Para a amiga Janaína Paschoal Hegel dizia que a filosofia é a apreensão de uma época em pensamento. Nos seus termos: apreende-se a história na interpretação dela, racionalizando-a, dando-lhe sentido. Assim, toda filosofia seria, em suma, uma filosofia da história. Hegel entendia que o filósofo, ou seja, o bom filósofo, realizava assim a tarefa de

O que é ser crítico?

A pior coisa que um crítico pode fazer é falar da palavra crítica sem saber o que ela significa. Em se tratando de gente que diz ter cursado filosofia de se propõe a sair escrevendo por aí, isso começa a ficar incômodo. Mais atrapalha os professores que ajuda. Crítica em filosofia não é “falar contra”

Escondendo a estrela vermelha

A estrela não pode aparecer. Essa é a ordem da sobrevivência política atual, até entre petistas quase roxos. Querem continuar vivendo da política, mas já não possuem nenhuma bandeira, nenhuma proposta e nem mais a estrela. Aliás, ela se tornou um estorvo, um símbolo da corrupção para uns, traição para outros e incompetência para muitos.

Para onde pode correr nossas energias utópicas?

Quase ao final de seu belo livro Ira e tempo, de 2006, Peter Sloterdijk escreve, lembrando de trinta anos atrás, quando ainda existia o comunismo: “ninguém teria decaído outrora no patético slogan: um outro mundo é possível. O outro mundo estava entre nós e ele era terrível”. (1)

Sloterdijk e a redescrição da liberdade

A sociedade antiga e a sociedade moderna diferem, entre outras cosias, fundamentalmente pela noção de liberdade. Os antigos eram livres para se virem capazes de cair sob a obrigação de seu ethos. Ser livre, portanto, era pertencer a um povo livre que, por não ser dominado por nada exterior, se dava ao prazer de poder

A arte de perder amigos

Conheço pouca gente que se dedica à arte de perder amizades. Uma dessas pessoas eu até conheço de um modo particular, sou eu mesmo. Todavia, tenho que ser sincero comigo mesmo. Apesar de me dedicar a uma tal arte, consegui pouco dela. Perdi muitos “achegados”, mas amigos mesmo, eu creio que pouquíssimos. Eram parecidos com

Lula boy: o rico consultor da Wikipédia

Nada envelhece mais depressa que o moderno. Sabemos disso. Mas, por que é assim? Talvez se possa dizer que a modernidade é a época da mercadoria, e esta está calçada por um produto que precisa ter uma data de validade. Não é nada alvissareiro para uma sociedade de mercado que existam produtos com a ousadia

Como usar do trágico para a filosofia – sem estupidez

Há uma modinha entre conservadores: vou ser trágico! Em termos historicamente mais amplos, isso acontece não só entre conservadores, mas também na esquerda há momentos do tragicismo. Quando seus representantes nunca conseguem comandar o que você imagina que eles deveriam comandar, então o mundo fica com destino traçado, de desgraça, e então aparecem esses trágicos.

A nossa linguagem é o nosso mundo

Há verdades descobertas, mas há muitas verdades inventadas. O senso comum não nota a diferença. Quando nota, se desespera. Afinal, a gravidade é uma coisa descoberta ou inventada? Que há algo que pode ser descrito como o que faz com que coisas acima da superfície se dirijam para a superfície, isso parece ser uma descoberta.

Por que Zizek não entende Sloterdijk?

Um debate popular entre Zizek e Sloterdijk, no Brasil, daria vitória de “ibope” para o primeiro. (1) Somos um país em que todos reclamam dos impostos que pagam, e com razão, porque aqui a devolução dos impostos em forma de benfeitorias e serviço público não é nada satisfatória, mas, ainda assim, os brasileiros ficariam a

Menos luta de classes e sexo

Talvez estejamos chegando na época de sabermos olhar o mundo também sem luta de classes e sem sexo. Não! Não estou dizendo que vivemos em um mundo sem conflitos classistas e, pior ainda, em um mundo em que o sexo não tem importância. Não estou falando das banalidades que sabemos. Estou falando da nossa prisão

Cecil, o leão

O campeão olímpico de natação Johnny Weiss Muller foi sem dúvida o mais famoso e melhor Tarzan do cinema. Eu não perdia um filme dele, em geral nas matinés de domingo à tarde, no início dos anos sessenta. Foi um pouco antes de eu virar fã do Western Spaghetti.

Qual o sentido da vida?

Minha caixa do Facebook se abre e lá aparece um rapaz (nunca uma moça, nesse caso): “qual o sentido da vida?”, ele pergunta. É claro que no primeiro impulso todo filósofo gostaria de dizer: “nenhum”. Filósofo que é filósofo não perde a chance de constranger um jovem. Todavia, às vezes tento contar até vinte, de

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