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18/11/2017

Foucault

Ainda o pênis, esse maldoso!

O pênis parece uma seta. Do mesmo modo que a seta fere e mata, essa simbologia se transferiu para outros elementos semelhantes, principalmente para o pênis, também um agente da morte. Gozar é morrer – ao menos por um pequeno tempo, mas com efeitos duradouros para os dias seguintes, uma imensa boa vontade para com

A revolução vegana é irreversível e rápida

Segundo as estatísticas projetivas de várias universidades americanas, em duzentos anos os veganos e vegetarianos serão maioria. Os consumidores de óleo diminuirão também. Isso será um fato! A indústria da carne e derivados está apavorada, pois segundo suas próprias projeções, em menos de dez anos, já haverá uma queda significativa nos seus lucros. Aliás, isso

Crise da representação

“Fulano de tal não me representa”. Temos visto esse tipo de manifestação, na Internet e nas ruas. Não só no Brasil. Os analistas da vida política falam em “crise de representação”. As pessoas delegam poderes para quem as pode representar na democracia liberal representativa, e logo se sentem traídas. Então, começam a desconfiar de que

Os bichos chegaram

Em 1985 nasceu minha filha. Em 1986 apareceu a doença da vaca louca. O primeiro boato era o de que se alguém comece a carne da vaca louca, principalmente crianças, ficava com os sintomas destrambelhados da vaca. A Inglaterra parecia ser o local da coisa. Mas logo vimos o Canadá não querer comprar nossa carne,

Intimidade e verdade: Montaigne e Rousseau

Há uma passagem de Montaigne a Rousseau que em geral negligenciamos. Um túnel que atravessamos sem nos darmos conta de que caminhamos do homem do Renascimento ao homem da Modernidade alinhados por um aspecto específico: o que fornece uma definição da intimidade como lugar da verdade, e também casa do critério de verdade, e ao

Foucault e a masturbação

Adriana Gonzaga presenteou-me com um texto chamado “O saber gay”, de Foucault (veja aqui). Não conhecia, e me parece que ela, Adriana, acertou bem na sua leitura. Trata-se de uma entrevista de 1978 não incluída em Dits et Écrits. Entre vários assuntos postos, Foucault volta ao tema da masturbação. Ele fala da novidade da interdição da

Eu não preciso agradar, entendeu?

O político vive de voto, precisar agradar. O escritor de auto-ajuda e palestrante vive de falar o que a sua claque quer ouvir, mais que agradar e acredita que tem de puxar o saco de seu grupo. Afinal, e se eles não voltarem? Diferentemente, nós filósofos somos livres, temos o privilégio de desagradar. Mas desagradar

Como ser historiador em tempos de PT?

Para a amiga Janaína Paschoal Hegel dizia que a filosofia é a apreensão de uma época em pensamento. Nos seus termos: apreende-se a história na interpretação dela, racionalizando-a, dando-lhe sentido. Assim, toda filosofia seria, em suma, uma filosofia da história. Hegel entendia que o filósofo, ou seja, o bom filósofo, realizava assim a tarefa de

O amor a partir do corpo utópico de Foucault

A modernidade não é o campo no qual mais é menos. Trata-se da situação em que mais é menos e menos é diferente. É assim que podemos entender a modernidade como definida pela vigência da “sociedade da leveza” e da subjetividade descrita por uma psicologia moderna, empobrecida pela eliminação do thymos, nos termos de Sloterdijk.

“O corpo utópico” de Michel Foucault

O que é o corpo? Foucault tem uma boa resposta: é lugar. Assim começa o texto “O corpo utópico” (uma versão aqui). É como se Foucault tivesse voltado à vida e consultado Peter Sloterdijk, um filósofo que insiste em ler Heidegger e aproveitá-lo para falar antes do espaço que do tempo.

Por que a Miss Bumbum perturba tanto no Ministério?

Milena Teixeira não fez ensaio nu no Ministério. Mas os de pouco cérebro e os derrotados gemeram diante da sua exuberância de modo semelhante ao gemido das feministas de cérebro zikado diante de Marcela Temer na Veja.  Como entender essa situação para além do jornalismo?

A mulher estuprada deve se matar

Kant dizia que a mulher posta diante do estuprador, deveria lutar até a sua própria morte para se defender, e rezar para que, não conseguindo, viesse mesmo a morrer. Todavia, se conseguisse escapar com vida, mas estuprada, a ela não restava outra coisa senão o suicídio. 

A interinidade de Temer pode ajudar a diminuir o patrulhamento da esquerda na universidade?

A universidade brasileira não é dominada pela esquerda, como vocifera a direita. Está longe disso. Mas os cursos de ciências humanas e até mesmo de filosofia são, e num sentido pouco louvável. Em alguns lugares a incapacidade cognitiva chegou ao extremo. Fiquei sabendo que há grupos organizando a “resistência ao golpe”. Sim! Sério, professores que

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