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14/12/2018

Feminismo

Há mulheres que votam em Bolsonaro?

[Artigo para o público em geral] Há pessoas que votam contra seus próprios interesses? Essa pergunta foi feita nos anos vinte e trinta do século XX por vários teóricos, em especial pelos filósofos da Escola de Frankfurt. Os trabalhadores haviam “perdido o ímpeto revolucionário” e estavam abandonando o projeto revolucionário pelo socialismo. Muitas vezes, preferiam

“Posso penetrá-la, senhorita?”

[Artigo para o público em geral] Peter Sloterdijk, em um livro de 1999, fez uma brincadeira com a versão americana do que é ter relações sexuais. Disse ele que se Freud afirmou que um casal na cama sempre implica em mais quatro pessoas juntas, os pais de cada envolvido, na América isso deveria equivaler a

Entrevista sobre abuso sexual

PERGUNTAS DE UMA JOVEM ALUNA DE FILOSOFIA Raquel Jacob pergunta: Boa tarde, eu sou estudante do 10º ano, é o meu primeiro ano a estudar Filosofia e estou a fazer um trabalho sobre os Abusos sexuais, estive a ver alguns artigos seus e pareceram-me bastante bons então eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas… espero

Chega de brincar de feminismo, OK?

[Artigo para o público em geral] “Se você tem medo que um homem na rua passe a mão na sua bunda, e se isso a paralisa, acho que você tem terror da sexualidade”. Essa é uma frase bombástica da Folha de S. Paulo, tirada da boca da escritora francesa Catherine Millet (28/04/2018). Talvez a Folha

Um novo útero para o macho

[Artigo indicado para o público em geral] A novidade do debate entre “o discurso de denúncia de assédio”, capitaneado pela fala de Oprah, e o manifesto assinado por Catherine Deneuve e mulheres intelectuais, que acusa o “denuncismo” de afrontar liberdade sexual, não diz respeito a um tema menor ou a uma disputa tola. Trata-se de

A imutável Barbie

[Artigo indicado para o público em geral] A ideia de igualdade entre homens e mulheres diante de condições sociais como o trabalho e afazeres correlatos só vai dar alguma demonstração de realização não quando meninos e meninas brincarem com boneca ou quando ninguém mais brincar com boneca. Veremos isso quando pudermos olhar para a boneca

As regras do “meu corpo minhas regras”

“Meu corpo minhas regras” é uma expressão  das ativistas do feminismo atual. “Minhas regras” pode significar normas de conduta que desejo ver seguidas por quem me aborda corporalmente. “Minhas regras” pode significar simplesmente minhas menstruações. O termo é propositalmente ambíguo. Sua ambiguidade tem a ver com os objetivos do feminismo atual: por um lato, há

O feminismo não entende nada de mulher? É verdade?

Para doloridas amigas feministas “O feminismo não entende nada de mulher” não é uma frase simplesmente pedante, mas fundamentalmente inculta. O objetivo do feminismo nunca foi o de “entender a mulher”, mas de construí-la. Antes do feminismo tínhamos mulheres, segundo o nome “mulher”, mas não seres humanos mulheres, e sim apêndices sociais. Após as lutas

“Gorda e burra” – é preconceito?

“Aquela mulher é gorda e burra”. Não há nenhum preconceito nessa frase. Ela é puramente descritiva. Uma mulher gorda é descrita como gorda, uma mulher burra é descrita como burra. Descrever não é conceituar ou preconceituar. É difícil entender isso? Preconceito haveria se a frase contivesse implicação: “Gorda, então burra”. A implicação tradicional: se p,

O pum dos estudos de gênero

Feminismo não existe mais, agora é “estudos de gênero”. Essa reviravolta já havia ocorrido nos Estados Unidos, ou seja, a incorporação por parte da academia do que era movimento social. Com isso, o que era algo relativamente necessário pode passar a ser alguma coisa do âmbito exclusivo do humor. Os “estudos de gênero” não raro

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