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01/05/2017

Dewey

Trump em guerra revela “a outra América”

Cinco pensadores entenderam a América: Tocquevile, Dewey, Rorty e Sloterdijk. Mas só dois, Dewey e Rorty, compreenderam sua dupla face no seu cotidiano. Eles foram filósofos americanos no sentido mais autêntico da palavra. Viveram os dramas da criação dos chamados Founders Fathers. Dewey deixou claro que a “América” era uma coisa e os “Estados Unidos”

Tocqueville, Trump e os jornais

Duvido que uma pessoa como Trump possa ler algum livro. Mas, pensando no que um presidente americano – e todo estudante brasileiro – deveria ler, não há dúvida que, no caso atual, o melhor seria A democracia na América. 

O drama da verdade em filosofia a partir de Tocquevile

O pragmatismo é uma corrente filosófica que a América reivindica, com razão, como sendo de sua propriedade criadora. Seus três grandes heróis nasceram no século XIX: Peirce, Dewey e James. Os escritos desses homens construíram uma parte da história da filosofia no século XX, encorpando trabalhos sobre lógica, epistemologia, teoria moral, política da democracia, estética,

O corpo no centro da trama contemporânea

Deixando para trás a utilidade subjetiva de modo a ganhar valor de troca, a mercadoria põe-se como não tendo outra função que não a de se mostrar.  Adquire assim a condição de ser o que se mostra. Cria um mundo de espectadores e, portanto, faz da sociedade uma “sociedade do espetáculo”. Impera como imagem. Essa

Hiperatividade

Descartes deu um passo decisivo para a medicina ao criar a doutrina das três substâncias, a divina, a que tem extensão e a que é somente pensamento. Com isso, separou o corpo da alma e de Deus, colocando-o na mesa do anatomista. A Igreja não concordou muito com isso. Mas, às escondidas, o próprio Descartes

O paraíso marxista no capitalismo

A Finlândia estuda tornar o trabalho opcional. O trabalho será para quem quiser, com todos recebendo salário. Os programas de assistência social serão agrupados num só, e de modo a não deixar ninguém de fora dos benefícios adquiridos. Cada habitante poderá receber um salário caso não tenha emprego ou não queira ter um emprego, por

O socialismo na América – hoje!

Em A condição humana de Hannah Arendt há um dos melhores ensinamentos sobre o tema do trânsito da liberdade. A “condição humana”, isto é, o que pode nos dar condições de nos chamarmos de humanos, foi na antiguidade a liberdade. Mas se tratava da liberdade do homem-cidadão de uma cidade-estado livre. A “condição humana” moderna

A favor do mundo pior

Vivi o final dos anos cinquenta e início dos anos sessenta como criança. Nasci em São Paulo, mas morei também no interior. Lá tínhamos um quintal com animais. Os animais eram bem tratados. Mas nós não exitávamos em matá-los.

Peter Sloterdijk e as saudades de Mileto

“Tudo é água”, disse Tales. Seu discípulo Anaximandro acreditou que a água era excessivamente determinada para ser um princípio de todas as coisas, um arkhé; o que governa o cosmos é o indeterminado, em grego: ápeiron. Mas o discípulo de Anaximandro, Anaxímenes, preferiu voltar ao avô filosófico e encontrar algo entre o completamente indeterminado e a água,

Rorty e Sloterdijk

Mantendo-se na tradição holista do pragmatismo americano, o filósofo Richard Rorty desinteressa-se das dicotomias metafísicas como “espírito versus matéria”, ou as da filosofia da ciência como “mentalismo versus fisicalismo”. Também desdenha as dicotomias epistemológicas do tipo “idealismo versus realismo” e, por isso mesmo, Rorty sai do paradigma moderno, cuja principal invenção em teoria do conhecimento

Sloterdijk: novos mundos, nova noção de subjetividade

A fórmula de Wittgenstein “os limites do meu mundo são os limites da minha linguagem”, se levada a sério, nos permite entender a razão pela qual temos uma enorme dificuldade de olhar para o mundo segundo uma ótica de Richard Rorty ou de Peter Sloterdijk, filósofos não substancialistas e não essencialistas.