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18/11/2017

Descartes

A modernidade: indivíduo, sujeito e sonho

Em 1615 Miguel de Cervantes publicou D. Quixote de La Mancha. Vinte e seis anos depois, em 1641, René Descartes publicou as suas Meditações Metafísicas. Dois séculos depois, essas obras já eram tomadas como elementos fundantes da chamada modernidade. Cervantes trouxe à baila a ideia moderna do indivíduo, aquele que é o autor de sua

O corpo que parece nosso – Heidegger, Nietzsche e Sloterdijk

Heidegger acreditava que Nietzsche não havia se desvencilhado da “metafísica da subjetividade”, uma das etapas, para ele, do trajeto condenável denominado “esquecimento do Ser”. Uma das “provas” fornecidas por Heidegger a respeito desse mal acabamento de Nietzsche foi a visão deste a respeito do corpo. De fato, o capítulo “Os desprezadores do corpo”, do Zarathustra,

Montaigne e a fundação da subjetividade moderna

O “conhece-te a ti mesmo” inscrito no Templo de Apolo, uma vez adotado por Sócrates, nunca significou qualquer sugestão para a introspecção, nem mesmo para o conhecimento de limites próprios como quando pensamos em nos olhar no espelho para fazermos uma reflexão sobre nossos desejos e possibilidades. Sócrates trabalhou com esse lema a partir de

O que é ser crítico?

A pior coisa que um crítico pode fazer é falar da palavra crítica sem saber o que ela significa. Em se tratando de gente que diz ter cursado filosofia de se propõe a sair escrevendo por aí, isso começa a ficar incômodo. Mais atrapalha os professores que ajuda. Crítica em filosofia não é “falar contra”

A vida (in)suportável contemporânea

“Os homens gastam seu tempo perseguindo uma bola ou uma lebre, é o esporte próprio dos reis.” Pascal é o autor dessa célebre frase, que está em seus Pensamentos. Por essa via, talvez seja mais fácil reconhecer nele o espírito dos tempos contemporâneos, os nossos tempos, deixando assim Bacon e Descartes, preocupados com domínio da

Peter Sloterdijk e a filosofia da boa caverna

Uma das mais famosas alegorias da história da filosofia é a da Caverna de Platão. Criada para ser usada como artifício didático para não filósofos, essa história visava proporcionar uma espécie de imitação do vivido pelo filósofo quando de sua fuga do mundo da cópia em direção à contemplação do real.

Peter Sloterdijk e a frase de Nietzsche sobre a música

“Onde estamos quando escutamos música?” A resposta a essa pergunta é motivo para Peter Sloterdijk traçar, em resumo máximo, o trajeto da filosofia contemporânea: “(…) expulsar as quimeras da subjetividade absoluta em favor de uma inteligência personalizada. Existencialidade em lugar de substancialidade; ressonância em lugar de autonomia; percussão em lugar de fundamento”.(1)

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