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14/12/2018

Descartes

Edgar de Assis Carvalho – um descaminhante sem devaneios e nada solitário

[Texto preferencialmente para o público acadêmico]  Nota sobre a transição do individualismo moderno para o contemporâneo O professor Edgar de Assis Carvalho, antropólogo, foi atropelado. Em 2005 ele publicou um livro sobre o seu itinerário de destruição e reconstrução. Carinhosamente, ele me presenteou com este livro. Li-o várias vezes. Mas demorei um pouco para entender

A farsa da interdisciplinaridade e flexibilidade curricular da Reforma Dilma-Temer

[Artigo indicado preferencialmente para o público acadêmico] Há uma bobagem pedagógica correndo o mundo. E o Brasil adora pegar carona nesse tipo de trem. Trata-se da diluição da grade curricular montada pelo positivismo do século XIX. Interdisciplinaridade, transdisciplinaridade, transversalidade e outros nomes gerados por pedagogos descabeçados – sempre ciosos de maquiarem a escola com mais

Modernidade e silêncio: Kafka, Agamben e Sloterdijk

[Artigo indicado preferencialmente para o público acadêmico] Em um dos textos mais fantásticos – e talvez o mais curto – da literatura ocidental moderna, Kafka vislumbra as possibilidades de Ulisses no mar das Sereias.[1] Num primeiro momento, põe a ideia de que elas talvez não tenham cantado. Assim, Ulisses, preocupado com os estrategemas da racionalidade

A modernidade: indivíduo, sujeito e sonho

Em 1615 Miguel de Cervantes publicou D. Quixote de La Mancha. Vinte e seis anos depois, em 1641, René Descartes publicou as suas Meditações Metafísicas. Dois séculos depois, essas obras já eram tomadas como elementos fundantes da chamada modernidade. Cervantes trouxe à baila a ideia moderna do indivíduo, aquele que é o autor de sua

O corpo que parece nosso – Heidegger, Nietzsche e Sloterdijk

Heidegger acreditava que Nietzsche não havia se desvencilhado da “metafísica da subjetividade”, uma das etapas, para ele, do trajeto condenável denominado “esquecimento do Ser”. Uma das “provas” fornecidas por Heidegger a respeito desse mal acabamento de Nietzsche foi a visão deste a respeito do corpo. De fato, o capítulo “Os desprezadores do corpo”, do Zarathustra,

Montaigne e a fundação da subjetividade moderna

O “conhece-te a ti mesmo” inscrito no Templo de Apolo, uma vez adotado por Sócrates, nunca significou qualquer sugestão para a introspecção, nem mesmo para o conhecimento de limites próprios como quando pensamos em nos olhar no espelho para fazermos uma reflexão sobre nossos desejos e possibilidades. Sócrates trabalhou com esse lema a partir de

O que é ser crítico?

A pior coisa que um crítico pode fazer é falar da palavra crítica sem saber o que ela significa. Em se tratando de gente que diz ter cursado filosofia de se propõe a sair escrevendo por aí, isso começa a ficar incômodo. Mais atrapalha os professores que ajuda. Crítica em filosofia não é “falar contra”

A vida (in)suportável contemporânea

“Os homens gastam seu tempo perseguindo uma bola ou uma lebre, é o esporte próprio dos reis.” Pascal é o autor dessa célebre frase, que está em seus Pensamentos. Por essa via, talvez seja mais fácil reconhecer nele o espírito dos tempos contemporâneos, os nossos tempos, deixando assim Bacon e Descartes, preocupados com domínio da

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