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28/06/2017

Descartes

Montaigne e a fundação da subjetividade moderna

O “conhece-te a ti mesmo” inscrito no Templo de Apolo, uma vez adotado por Sócrates, nunca significou qualquer sugestão para a introspecção, nem mesmo para o conhecimento de limites próprios como quando pensamos em nos olhar no espelho para fazermos uma reflexão sobre nossos desejos e possibilidades. Sócrates trabalhou com esse lema a partir de

O que é ser crítico?

A pior coisa que um crítico pode fazer é falar da palavra crítica sem saber o que ela significa. Em se tratando de gente que diz ter cursado filosofia de se propõe a sair escrevendo por aí, isso começa a ficar incômodo. Mais atrapalha os professores que ajuda. Crítica em filosofia não é “falar contra”

A vida (in)suportável contemporânea

“Os homens gastam seu tempo perseguindo uma bola ou uma lebre, é o esporte próprio dos reis.” Pascal é o autor dessa célebre frase, que está em seus Pensamentos. Por essa via, talvez seja mais fácil reconhecer nele o espírito dos tempos contemporâneos, os nossos tempos, deixando assim Bacon e Descartes, preocupados com domínio da

Peter Sloterdijk e a filosofia da boa caverna

Uma das mais famosas alegorias da história da filosofia é a da Caverna de Platão. Criada para ser usada como artifício didático para não filósofos, essa história visava proporcionar uma espécie de imitação do vivido pelo filósofo quando de sua fuga do mundo da cópia em direção à contemplação do real.

Peter Sloterdijk e a frase de Nietzsche sobre a música

“Onde estamos quando escutamos música?” A resposta a essa pergunta é motivo para Peter Sloterdijk traçar, em resumo máximo, o trajeto da filosofia contemporânea: “(…) expulsar as quimeras da subjetividade absoluta em favor de uma inteligência personalizada. Existencialidade em lugar de substancialidade; ressonância em lugar de autonomia; percussão em lugar de fundamento”.(1)

Rousseau e o primado da intimidade

Tornou-se célebre na história das biografias o desentendimento entre Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) e David Hume. O episódio não foi devido a qualquer problema filosófico, mas poderia ter sido. Rousseau esperava mais calor humano do que Hume, que o acolheu, poderia fornecer. Ora, se olharmos mais detidamente sobre como esses homens consideraram o dito enaltecido por

A esferologia de Sloterdijk

Tanto Sócrates quanto aquele que Platão chamou de “Sócrates tornado louco”, Diógenes, falaram da filosofia como uma “medicina da alma”. De um modo não completamente estranho ao dos gregos, Nietzsche viu o filósofo como “médico da cultura”. Tal formulação soa simpática a Peter Sloterdijk.

Francis Bacon e a experiência

Caso fosse possível escolher uma placa para colocar na entrada da Modernidade, creio que esta seria a mais emblemática: que só passe por essa porta aquele que tem predileção pelo erro.

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