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27/03/2017

Debord

Gilles Lipovetsky vem aí. Mas como não viria?

Há dez anos, exatamente em 2007, Gilles Lipovetsky lançou com Jean Serroy o fácil A cultura-mundo, publicado no Brasil pela Cia. das Letras em 2011. Nesse livro, tentou falar do tripé que rege nossa vida: mercado, tecnologia e individualismo. Entre tantas denúncias que fez, retratando a fase de nossa modernidade, destacou no âmbito cultural como que viveríamos,

A vitória presa na garganta

As Olimpíadas antigas eram festa religiosa. As Olimpíadas modernas nasceram como uma das formas de substituição da religião. Em Du mußt dein Leben ändern (Suhrkamp, 2013) Peter Sloterdijk notou isso ao ver que a prática ascética é maior que a religião e a engloba, e não o inverso como Nietzsche afirmou. Sendo o lugar máximo da

O meu professor abusador, ahh!

O magistério compensa? A frase agora é equivalente, desgraçadamente, àquela “o crime compensa?” O professor no Brasil ganha um salário de não-sobrevivência. A carreira não é mais atrativa. Falta professor. Os jovens que buscam a licenciatura logo tomam pé da situação e desistem. Com a deterioração salarial vem a moradia ruim, a roupa sem grife

O corpo no centro da trama contemporânea

Deixando para trás a utilidade subjetiva de modo a ganhar valor de troca, a mercadoria põe-se como não tendo outra função que não a de se mostrar.  Adquire assim a condição de ser o que se mostra. Cria um mundo de espectadores e, portanto, faz da sociedade uma “sociedade do espetáculo”. Impera como imagem. Essa

Hiperatividade

Descartes deu um passo decisivo para a medicina ao criar a doutrina das três substâncias, a divina, a que tem extensão e a que é somente pensamento. Com isso, separou o corpo da alma e de Deus, colocando-o na mesa do anatomista. A Igreja não concordou muito com isso. Mas, às escondidas, o próprio Descartes

Olhos dirigidos ao paraíso gelado

O filme Kfraftidioten (2014) não pode ser resenhado por incultos. Pois no máximo eles dirão que se trata de um “gênero Tarantino”. Tem lances de humor e sangue que de fato seguem o estilo de Tarantino, mas a película norueguesa e sueca, do diretor Hans Petter Moland, traduzida por “O cidadão do ano” (procure traduzir

Estamos perdidos na sociedade contemporânea?

Indistinções: da sociedade do espetáculo às perdas semânticas. 1. Ilusão de ótica é uma coisa, ilusão metafísica é outra. A física, a fisiologia e outros campos do conhecimento podem cuidar do primeiro caso, só a filosofia cuida do segundo, afinal, trata-se de um invento só dela.