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25/05/2017

Davidson

Por que há devotos de políticos?

“Por que as pessoas só enxergam a vilania dos homens públicos das outras correntes políticas?” Esta é uma das perguntas de um artigo (Folha, 20/2017) do advogado criminal Luís Francisco Carvalho Filho. O calor da política é sempre mais popular que a inverno da filosofia. A questão de Carvalho Filho, que ele não responde, só

Tudo é uma questão de ponto de vista, mas sem banalidade.

Falamos das coisas como divididas entre “características intrínsecas” e “características meramente relacionais”. Ou seja, há atributos de algo que avaliamos como pertencentes à própria coisa, que não podem mudar, e há atributos desse algo que são mutáveis, segundo nossa visão ou posição histórica ou geográfica, e que portanto podem mudar sem que o algo analisado

O relativismo não cético

Relativismo não implica em ceticismo, não implica em termos uma distância de paradigmas um do outro que tornam nossa vida impossível. E garantido isso, podemos pensar em educação. 

Como ler Peter Sloterdijk? (*)

Não falo aqui de um simples “como ler Peter Sloterdijk”, mas também de como entender um novo modo de pensar que ele inaugura, e de como que lê-lo nos leva a ter de praticar esse novo pensamento.

Os games eletrônicos em busca de seu Chapplin

Escrevi que os americanos jovens estão gastando mais tempo em jogos eletrônicos do que fazendo qualquer outra coisa (ver aqui). Muitos reclamaram porque eu disse que estamos, com essa prática juvenil e agora adulta, endossando um aumento da burrice e da falta de afeto. A parte boa da reclamação é aquela que pode ser colocada

O que é a filosofia após o fim da filosofia?

Quando o personagem louco de Nietzsche declarou “Deus está morto”, muita coisa mais havia morrido. A busca pelo absoluto não interessava ninguém mais a não ser os físicos, que então acreditavam – como acreditam ainda – poder encontra-lo exatamente no pior lugar para se procurar, que é o mundo terreno, material e mutável. A filosofia

Derrida e a (in)segurança dos textos

A filosofia clássica e, de um modo geral, toda a filosofia até os tempos contemporâneos, sempre quis nos dar um porto seguro. Nossos tempos se distinguem de todo o passado, e por isso o reconhecemos como “uma época”, porque justamente a filosofia resolveu dizer que talvez o melhor que possamos esperar dela é a de

Davidson e Spinoza

A divisão na filosofia acadêmica entre “analíticos” e “continentais” nem sempre ajuda. Ainda hoje, mesmo após Richard Rorty, há muitos professores de filosofia que continuam presos em um desses campos, sem poder ter o prazer de redescobrir a filosofia “do outro lado”. Baruch Spinoza (1632-1677) tem sido vítima dessa visão, ou melhor, falta de visão,

Rorty e Sloterdijk

Mantendo-se na tradição holista do pragmatismo americano, o filósofo Richard Rorty desinteressa-se das dicotomias metafísicas como “espírito versus matéria”, ou as da filosofia da ciência como “mentalismo versus fisicalismo”. Também desdenha as dicotomias epistemológicas do tipo “idealismo versus realismo” e, por isso mesmo, Rorty sai do paradigma moderno, cuja principal invenção em teoria do conhecimento

O filósofo leitor da Bíblia

“Professor, o senhor é ateu?”. “Todos os filósofos são ateus?”. “Filósofo Ghiraldelli o senhor acredita em Deus?”. Quando se é um filósofo como eu, que está na conversação comum e não escondido em colunas de jornais ou colunas da universidade, perguntas desse tipo têm de ser enfrentadas.

O filósofo contra a ideologia da mídia

Nos anos oitenta o tema da filosofia era a ideologia (só perdia para o tema da dialética). Hoje poucos falam nisso. Aliás, hoje há até confusão entre filosofia, doutrina e ideologia. Como o filósofo perdeu de vez a “perspectiva do Olho de Deus”, ou seja, aquela perspectiva que não era uma perspectiva, então agora toda

Marcelo Coelho em ritmo de selfies e daimons

Os selfies incomodam? Marcelo Coelho, meu amigo colunista da Folha de S. Paulo, não anda de bom humor com tal prática fotográfica via celular. Ou talvez esteja de excelente humor, apenas ridicularizando aquele que, com o próprio artigo de Marcelo nas mãos, fez um selfie e o enviou para o Facebook. (1)

Cioran e os fervorosos

Talvez a pior coisa que possamos ter diante de nós são os que querem fazer o bem. Principalmente aqueles que nos querem fazer entrar no paraíso aqui mesmo na terra.

Sloterdijk: novos mundos, nova noção de subjetividade

A fórmula de Wittgenstein “os limites do meu mundo são os limites da minha linguagem”, se levada a sério, nos permite entender a razão pela qual temos uma enorme dificuldade de olhar para o mundo segundo uma ótica de Richard Rorty ou de Peter Sloterdijk, filósofos não substancialistas e não essencialistas.

Será que lá há vida inteligente?

Será que lá há vida inteligente? O homem pisou na Lua.  1969. Eu estava colado no televisor vendo tudo. Abria-se uma nova era e nós, crianças da classe média brasileira, fazíamos mais ou menos o que as crianças americanas faziam, brincávamos de astronautas. Queríamos ser astronautas. Afinal, era a única profissão que conciliava três elementos