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18/11/2017

Bíblia

Por que é possível orar a Deus?

Na literatura filosófico-teológica, não é difícil encontrar o Velho Testamento sendo lido a partir de quatro esquemas simbólicos de apresentação de Deus. Citando Claus Westermann, Paul Ricouer lembra desses esquemas: o Deus que salva, ou seja, que liberta de um perigo exterior; o Deus que abençoa, isto é, que tem o dom da criação, da

A vida sob a obscenidade máxima

A Bíblia é impossível de ser proveitosamente lida com olhos pornográficos. A pornografia caracteriza-se  pela exibição da carne sem seus mistérios. A leitura da Bíblia de modo literal, sem hermenêutica, é a transformação do texto na banalização do facilmente visível. Trata-se, nesse caso, da leitura pornográfica. A leitura pornográfica da Bíblia, promovida pelos pastores das

A magia da Natividade

Como já havia ocorrido com sua mãe, Ana, Maria também engravidou por fora da relação oficial. Mas, exceto pela participação de anjos anunciadores, as histórias dessas duas mulheres diferem. A história de Ana não pertence aos Evangelhos canônicos e sim aos apócrifos: Protoevangelho de Tiago, Evangelho do pseudo-Mateus e o Evangelho da Natividade da Virgem.

Bíblia na escola – é claro que sim!

A Bíblia tem seu lugar garantido nas aulas de história, geografia, filosofia e sociologia. É patrimônio cultural do Ocidente. Tem que ser ensinada. Se vai ser bem ensinada, isso é outro problema que, aliás, as disciplinas todas sofrem. Isso não é problema curricular, mas de salário, de formação, de política educacional.

Bíblia sim, criacionismo não

A Bíblia é sagrada, não há dúvida. Por isso deve estar presente na escola. Ela é sagrada como documento antropológico. Não há como aprender ciências humanas e filosofia sem conhecer a Bíblia como um elemento antiquíssimo de valor intelectual antropológico riquíssimo, que fornece boa parte de nosso ethos ocidental.

A Bíblia sem pecado

O mistério da Bíblia não é outro senão a sua capacidade de ser um livro múltiplo. É um livro de história, sociologia e antropologia. Ao mesmo tempo, tem lances filosóficos, em parte por conta de uma ontologia e, por outra parte, por ser um texto normativo, um lance ético-moral. Além disso, é também um livro

O filósofo leitor da Bíblia

“Professor, o senhor é ateu?”. “Todos os filósofos são ateus?”. “Filósofo Ghiraldelli o senhor acredita em Deus?”. Quando se é um filósofo como eu, que está na conversação comum e não escondido em colunas de jornais ou colunas da universidade, perguntas desse tipo têm de ser enfrentadas.