Go to ...

Paulo Ghiraldelli on YouTubeRSS Feed

26/09/2017

Bauman

Gilles Lipovetsky vem aí. Mas como não viria?

Há dez anos, exatamente em 2007, Gilles Lipovetsky lançou com Jean Serroy o fácil A cultura-mundo, publicado no Brasil pela Cia. das Letras em 2011. Nesse livro, tentou falar do tripé que rege nossa vida: mercado, tecnologia e individualismo. Entre tantas denúncias que fez, retratando a fase de nossa modernidade, destacou no âmbito cultural como que viveríamos,

O stress da sociedade da leveza contemporânea

Não é porque estamos lutando pelo fim do sacrifício dos animais que o sacrifício nosso acabou. E aí a palavra “sacrifício” tem vários sentidos: do voluntariado de guerra ao trabalho árduo e deste para deveres morais nada fáceis. Essa minha tese, portanto, se insere claramente no debate contemporâneo em contraponto à tese de Gilles Lipovetsky,

Bauman como exemplo da degradação da cultura

Em meados dos anos noventa, eu já estava pelas tampas com as aulas em cursos de licenciatura em universidades públicas. Os alunos já não mais acompanhavam raciocínios, queriam só frases esparsas. Eu acreditava que havíamos chegado no fundo do poço. Meu Deus, que falta de visão a minha! Foi então que surgiu a Internet. Anunciava-se

Como ser energúmeno e ler tudo errado?

Quando Rorty falou que a verdade vinha por consenso, houve quem entendeu que o filósofo dizia algo que defendia o “Consenso de Washington”. Essa expressão referia-se a um encontro de economistas ocorrido em 1989 na capital americana, no qual se pregava uma doutrina de renovação do liberalismo, de cunho fortemente anti-social democrata. Nada tinha a