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19/07/2018

Arendt

O drama da Filosofia atual é o drama da Comunicação – alteridade e mídia na contemporaneidade

Artigo indicado para o público acadêmico “Os limites de minha capacidade  de transferência são os limites do meu mundo”. A frase é  de Peter Sloterdijk. A expressão “capacidade de transferência”, nesse caso, é a opção do tradutor do Bolhas, o professor José Oscar Marques, para a palavra “Übertragungsvermögens”. (1) A ideia aqui é, como Sloterdijk

Um espectro ronda a modernidade: a maioria

A ficção de um dos episódios da série Black Mirror mostra um mundo onde todos são avaliados e premiados com nota a partir de uma continua votação via rede social. Por essa avaliação, cujos critérios são os mais frívolos possíveis, uma vez que são o da moda e decido pela maioria, redistribui as oportunidades gerais

“Medíocres do mundo, univos”

O Nacional Socialismo queria uma sociedade hierarquizada, meritocrática e de forte tônus nacionalista. A ideia de democracia na Alemanha era jovem demais. A falta de experiência histórica da prática liberal democrática era um fato, e a bancarrota moral e econômica mais que um fato. Não foi difícil, nessa situação, ver muitas pessoas razoáveis cedendo ao

O pum dos estudos de gênero

Feminismo não existe mais, agora é “estudos de gênero”. Essa reviravolta já havia ocorrido nos Estados Unidos, ou seja, a incorporação por parte da academia do que era movimento social. Com isso, o que era algo relativamente necessário pode passar a ser alguma coisa do âmbito exclusivo do humor. Os “estudos de gênero” não raro

Cinismo e fascismo: relações vitais

A moda no Brasil agora é acusar aquele que você não gosta de “fascista”. É tanta frase acusativa que, se computarmos o que ocorre, deveríamos concluir estupidamente que a Alemanha nazista nunca chegou aos pés do Brasil. Até manual simplório sobre “como lidar com fascistas” já existe no mercado. É uma espécie de auto-ajuda de

Arendt e Sloterdijk: não durma com o inimigo

“Onde se está quando se está no mundo?” pergunta Peter Sloterdijk. “Onde se está quando se está pensando?” pergunta Hannah Arendt. Duas perguntas distintas, instigadas pelo mesmo filósofo: Heidegger. Mas, além disso, o que possuem em comum?

Bia e Bianca, gêmeas campeãs do nado sincronizado

O mundo é dos aleijados

Terminada a noite do rei com a nova rainha, os serviçais punham-se na janela dos aposentos reais antes para a prova de uma performance que para a mostra de castidade. O sangue nos lençóis era apresentado ao público como a consumação do casamento. O espetáculo do ato sexual podia ter sido presenciado por alguns da

Ainda há subversivos?

Nos anos setenta todos os professores com alguma dignidade inovadora queriam ser subversivos. O nome – “subversivo” – era perigoso. Podia indicar alguém comprometido com grupos de esquerda, perseguidos pela ditadura militar vigente. Podia colocar o professor na caixa dos “terroristas”, segundo a terminologia do regime político da época. Mas, para alguns jovens, valia a

Adultério nosso de cada dia

Os homens ainda traem mais que as mulheres, mas as estatísticas estão caminhando para uma situação igualitária. Além disso, o número de pessoas que traem também cresce de modo contínuo e veloz. Não tardará o dia em que todos nós, ao menos uma vez, teremos sido cornos.

Peter Sloterdijk e a frase de Nietzsche sobre a música

“Onde estamos quando escutamos música?” A resposta a essa pergunta é motivo para Peter Sloterdijk traçar, em resumo máximo, o trajeto da filosofia contemporânea: “(…) expulsar as quimeras da subjetividade absoluta em favor de uma inteligência personalizada. Existencialidade em lugar de substancialidade; ressonância em lugar de autonomia; percussão em lugar de fundamento”.(1)