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21/10/2018

aborto

O útero é o martírio

[Texto para o público em geral] Há homens que se excitam ao dizer para as mulheres que eles vão engravidá-las. A excitação é, no caso, um reflexo do prazer de dominação. Engravidar uma mulher é devolve-la à natureza “de onde ela nunca deveria ter saído”. O que mais dá prazer ao ser humano é imobilizar

Rosa Weber e Janaina Paschoal na sala do aborto

[Texto destinado ao público em geral] Poder fazer aborto sem ser criminalizada é o pedido da mulher moderna. O movimento feminista defende isso, e creio que ele acerta ao se dizer porta voz da “mulher moderna”, se tomamos esse termo sociologicamente. Mas, isso não significa que moderno seja o aborto e o não-moderno o não-aborto.

O aborto por microcefalia?

Não tenho nenhum argumento para convencer as mães que possuem fetos candidatos a microcéfalos a não abortar. Nenhum. Isso não seria um problema, caso eu não fosse filósofo. Sendo filósofo, essa falta de argumentos me coloca como um peixe sem barbatanas ou, pior ainda, como um flato pequeno e sem cheiro. 

Uruguai na frente? Mas há uma corrida desportiva por aí?

Imaginei o professor Wladimir Safatle escrevendo seu artigo “Uruguai na frente”: uma mão no teclado e a outra segurando fogos de artifício (Folha, 17/12/2013). Digitou comemorando entusiasticamente a descriminalização da maconha no Uruguai, mas não conseguiu perceber que o que colocou no mesmo saco são coisas bem diferentes. Afinal, junto da “maconha legal” ele festejou