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25/09/2017

Só Temer acerta ao falar da mulher


Temer errou retoricamente ao falar da mulher como falou, enaltecendo valores que as feministas gostam de substituir por outros. Afinal, o feminismo quer sempre que os níveis de degradação e, quiçá de melhoria, cheguem não só para o trabalhador masculino, mas para todos. Então, o feminismo não gosta que gente em cargo executivo enalteça mulheres “do lar”. O lar explora pouco! É necessário, pensam as feministas, talvez, que a exploração atinja todos.

Mas, sem saber do que falava, quanto à verdade, Temer acertou. A mulher de fato é um animal do lar, do cuidado dos filhos, da casa etc. Todas as estatísticas brasileiras confirmam o que Temer disse. Antes a mulher típica era só do lar, embora desde há muito ela já tenha ido para a fábrica. Agora, a mulher está em todo lugar, mas continua sendo do lar. Ou melhor, muito mais do lar. Ela agora é a responsável inteira pelo lar, filhos e, de fato, ajuda o marido. Ajuda vários homens. A mulher atual brasileira trabalha fora de casa e continua trabalhando em casa, mas em casa, a situação não melhorou, pois ela agora é cabeça de casal. Não há mulher mais dona de casa que a atual. Tanto é verdade que os programas do tipo “minha casa minha vida” são feitos para colocar a casa na mão da mulher, como proprietária mesmo. Claro, ela não poder perder seu lar. Ele é seu primeiro ponto de trabalho. Ah, que não esqueçamos: a mulher que sai de casa não raro faz serviço fora de casa que se aproximam demais com os serviços do lar. Limpa chão de escritório, cuida de filhos dos outros. É professora!

Os Gregos não oprimiam mulheres, como feministas incultas pensam. Os gregos diziam que queriam uma sociedade masculina, pois sociedade, ou seja, o mundo da cultura, só pode ser masculino. Daí o homoerotismo. As mulheres nunca foram seres da cultura, pois, por conta da maternidade, estão presas eternamente à natureza. Ainda é hoje esse o drama da mulher. Ela sai de casa, trabalha, volta para casa agora como cabeça de casal, e trabalha de novo. Não raro, agora, sozinha.

A caverna é da mulher, ela fica em casa com a prole. Queira ou não, fica. Tem de ficar. A natureza a obriga. Com creche ou sem creche, fica. A vida fora da caverna é do homem. Não à toa ele olha para o horizonte, enquanto que a mulher olha para o perto, o pequeno, o detalhe. Todos quando perdem em casa alguma coisa gritam pela mãe. Ela abre a geladeira e pega a coisa certa, procurada por todos os homens da casa e não encontrada. A mulher continua sendo da caverna. Se ela agora sai para caçar, isso não muda sua herança antropológica. Seus dotes dados pelo espaço e pelas antropotécnicas são os mesmos. Não é uma questão de séculos, é uma questão de formação talvez anterior ao tempo em que nós ainda não éramos homens e mulheres.

Temer disse a verdade: a mulher é do lar. Ele pode ter pensado no esteriótipo da dona de casa dos filmes americanos dos anos 50. O marido entrava em casa e dizia “querida cheguei”. A mulher já tinha colocado os filhos na escola, estava com o mais novo já no berço e o jantar pronto. Esse esteriótipo é ainda a matriz não só da imagem, mas da realidade, a diferença é que hoje o marido não volta e, portanto, não diz “cheguei!”. Ele não chega. Quando chega, é outro. E vai embora. A casa é da mulher. Com o IPTU junto.

Paulo Ghiraldelli Jr, 59, filósofo.  São Paulo 10/03/2017

 

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17 Responses “Só Temer acerta ao falar da mulher”

  1. Fabiano
    22/03/2017 at 17:48

    As feministas gordas e destrambelhadas devem ficar fulas da vida quando veem uma bela mulher como esta dedicar-se ao marido octogenário imensamente rsrsrsrsrs.

  2. Gilmério dos Reis
    11/03/2017 at 10:50

    Parabéns pela ousadia do texto, sim, ousadia!
    Receberás diversas e pesadas críticas, porém, se garimpar não encontrará nada além do raso, do superficial.
    Espero que esse texto “esbarre” em muitos, pois a mim, marcas ficou…

    • 11/03/2017 at 11:00

      Gilmério a ideia da filosofia é sempre essa: a de cutucar o senso comum e os lugares fáceis.

  3. LMC
    11/03/2017 at 10:45

    Temer acha que é Itamar,mas no
    fundo é um Trump.Não é a toa
    que tem como aliado o Kim Kataguiri.

  4. 11/03/2017 at 02:49

    Boa abordagem

  5. Amalis Roque
    10/03/2017 at 22:26

    Professor, amei o texto. Receba meus parabéns como incentivo para escrever mais textos maravilhosos como este. Vivo e sinto na pele tudo o que o texto descreve. Existe uma beleza extraordinária em ser mulher a atender á natureza feminina. Beleza que infelizmente muitas mulheres não enxerga. Acham moderno enaltecer o conceito ridículo e deturpado do feminismo dito “atual”.
    A mulher foi para o mercado de trabalho, mas o homem não foi para o fogão, de modo que hoje temos várias jornadas de trabalho. Além de cuidar da casa e da prole, somos provedoras, e o acúmulo de tarefas nos exaure de tal modo que muitas mulheres dessa geração são acometidas de doenças tipicamente masculinas de outrora…
    Os ignorantes querem direitos iguais e obrigações diferentes e isso é impossível.
    Não existe nada mais injusto do que tratar pessoas diferentes, com necessidades diferentes, de forma igualitária.
    Hoje, o ” lar” do programa governamental Minha casa, minha vida é da mulher. E se fosse o contrário? Já se teria instaurado uma guerra civil? Encabeçada pelas feministas é claro, que se determinam assexuadas e nem querem ter filhos, mas comem, bebem e sujam pratos e banheiros, e quem será que limpa? A mãe ou a empregada, ou seja, outras mulheres…
    Sou mulher, branca, hétero, portanto não faço parte da minoria protegida pelos ativistas. Trabalho fora e principalmente em casa. Amo cuidar da minha casa, e cozinhar meus filhos e para os que amo. Cuidar é ainda a melhor forma de acolhida e consequentemente, a de demonstrar amor.
    O que nos mostra a diferença entre homens e mulheres é a própria biologia. A natureza reforça isso o tempo todo e aí, exatamente aí é onde reside toda a beleza dessa diversidade.
    Adoro seus textos. Nesse, particularmente me senti enaltecida. Muito obrigada.

    • 10/03/2017 at 22:50

      Amalis a biologia mostra diferenças sexuais, não diferenças de gênero. Entende? Cuidado.

  6. rio
    10/03/2017 at 21:12

    Estereótipo

  7. Mario Jonas
    10/03/2017 at 19:39

    A mulher é de onde ela quiser, principalmente do mundo do trabalho, já que hoje as mulheres trabalham fora. Precisamos acabar com certo discurso machista de relacionar a mulher a dona de casa, a comprar no mercado e a uma maternidade opressora. A mulher precisa se libertar dessa sociedade e ser cada vez mais uma mulher com voz ativa e que não dependa de homens.

    • Roberto
      11/03/2017 at 15:05

      A mulher tem o direito de ser o que ela quiser, inclusive dona de casa. Ser igual ao homem é um direito não um dever. #ficadica

    • 11/03/2017 at 18:09

      Roberto, acorda! Que coisa feia!

  8. Anderson Santiago
    10/03/2017 at 16:47

    Muito bom o artigo, pena que as feministas não vão entender, vão achar que é muito machista e opressor e que você vive no século passado.

  9. Rebeca
    10/03/2017 at 14:53

    Professor, li o texto e vi a minha avó (e um pouco a minha mãe, divorciada do meu pai). Quando pequena dizia “quero ir à casa da vovó Seny”. Poderia ser a casa do vovô José, mas uma mulher como minha avó… cuidava da casa, dos filhos, dos netos e ainda costurava (muito) pra fora e dava aulas de costura num curso comunitário… Ah, a casa era dela sim! Adorei o texto.

    • 10/03/2017 at 18:13

      Rebeca você adornou o texto ainda mais. Obrigado. Essa dimensão sim, também tem de ser posta.

  10. Valdir
    10/03/2017 at 13:45

    Comparando o discurso dele com o do 1º ministro canadense só posso dizer que Temer é uma caricatura. Bem feia, velha e enrugada. Do século xix mais ou menos.

    • 10/03/2017 at 14:19

      Valdir que pena que o meu artigo não lhe tocou, nem arranhou.

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