Go to ...

on YouTubeRSS Feed

15/12/2017

Se não fui assediada sexualmente, não sou gente!


A ideia de relatar o primeiro assédio ganhou os jornais no mesmo patamar que, no passado, se falava de “a primeira vez” ou “meu primeiro sutiã”. O jornalismo brasileiro (e mundial) está em crise. Ninguém lhe dá crédito, as vendas caíram e o desemprego é o horizonte. Já não se sabe mais o que fazer para chamar a atenção. Então, em forma de falsas campanhas de proteção a não sei quem, volta-se ao tema sexual. Mas o problema da repetição da história é que ela fica falsa, ou mais degradante ainda, pastiche.

Exceto o depoimento de Elke Maravilha, boa parte do resto dos depoimentos é tão ruim ou até pior que o próprio assédio que relatam. É uma peça textual que dá vergonha alheia. A pior coisa que um aluno pode fazer é se achar poeta e mostrar a poesia para seu professor, dizendo que ela vai ser publicada. A pior dor que se pode contar é aquela dor que, revelada, banaliza todas as dores do mundo e ainda por cima torna a dor verdadeira indizível, aquela que, dali para frente se envergonha de aparecer.

O campeão dos depoimentos que causam vergonha alheia é o da primeira dama da cidade de São Paulo, Ana Estela Haddad, que é o assédio que nem mesmo ocorreu! Todavia, como que ela, já que todo mundo foi assediado, deveria ficar de fora? Veja, ela foi num cinema à tarde sozinha e viu um homem se masturbando e, então, saiu sem que o filme terminasse. Não saiu imediatamente, mas depois. E o homem não mexeu com ela, talvez nem a tenha visto. Putz!

Li muitos depoimentos e sei que eles estão transformando tudo no assédio da Xuxa, que uma vez deu um depoimento onde tio-avô, avô, professor, primo etc., todos a haviam assediado quando tinha 12 anos. O mundo virou Tons de Cinza de Andressa Urach. Ela dá para o irmão e para o cachorro, mas isso não pode ir para a revista Caras, só o assédio light. Jornais, jornais – por que não vendem? TV, tv por que ninguém mais a vê?

Na próxima reforma política vou pedir a um deputado de coragem para fazer passar em nossa legislação a seguinte cláusula: caso a qualidade do depoimento não seja igual ao daquele da Elke Maravilha, não é permitido contar sobre o primeiro assédio. Em alguns casos, nem mesmo sobre o terceiro assédio. Uma lei assim protegeria o feminismo, que, aliás, com esse tipo de coisa, torna tudo uma piada. Há certas coisas que precisam ser ditas só por pessoas inteligentes, e há certas coisas não deveriam ser ditas fora de hora, pois se esvaziam e banalizam até mesmo o humor. Bobo da corte é coisa desnecessária onde não há corte.

Quem fizer objeção à minha lei, dizendo que é ridícula, eu lembro que na Constituição de 1934 um deputado militar propôs que ficasse proibido “carregar porquinho de ponta cabeça na cidade do Rio de Janeiro”.

Paulo Ghiraldelli, 58, filósofo

Depoimento de ELKE MARAVILHA, 70, atriz:
“Tinha uns dez anos, morava na roça e ía para a escola de bicicleta. Parei para tomar água. Apareceu um cara e mostrou o pênis. Virei as costas e fui embora. Quando acontece algo assim, não se trata de sexo, mas de poder. Mais velha, um cara tentou me estuprar. Tirei a roupa e disse: vem! Ele brochou”. (Folha de S. Paulo, 08/11/2015)

Tags: , , , ,

53 Responses “Se não fui assediada sexualmente, não sou gente!”

  1. 21/08/2016 at 00:04

    Voltei para lhe dizer que gostei muito do seu artigo “Republicanizando a República”. E quero pedir-lhe desculpas por fugir tanto ao tema de seus artigos. É que sou formada em História pela USP, da turma de 1966, quando eu tinha apenas 26 anos. Amo Filosofia, mas, tenho muito que aprender. Ainda estou “engatinhando” nas lições de Palas Atena! Espero que o senhor tenha paciência comigo! Penso que o senhor foi um feliz achado para mim, pela sua aguda visão das coisas, da política e da cultura, em geral. Gosto de suas análises e de seus tirocínios, sempre precisos e certeiros. Pretendo comprar todos seus livros e mandar digitalizá-los para que eu possa “lê-los” em meu PC. Já encomendei, também, um tablete para que eu leia os seus livros e outros também na cama.

  2. 17/08/2016 at 17:49

    Obrigada, meu bom filósofo. O senhor é um cavalheiro. Estou aqui na minha fazenda, na varanda que dá para o pomar, tomando o meu chazinho das cinco. Faz pouquíssimo tempo que aprendi a lidar com computador e mexer nessa geringonça infernal e nessa nessa Internet, pela qual nutro os sentimentos mais contraditórios, um misto de fascínio e terror. Enfim, nada mais ambivalente e paradoxal que essa tal Internet. Ambivalente como é a vida, a natureza e todas as coisas humanas. E a tecnologia, que é um produto da ciência, da inteligência humana, não poderia escapar desse resultado, a um só tempo, bom e ruim, positivo e negativo, esperançoso e aterrador, fascinante e terrível. Por outro lado, penso que cabe a cada um de nós escolher o que fazer da tecnologia, que pode ser uma faca de dois gumes, servindo tanto ao Bem quanto ao Mal. Eu, de minha parte, escolhi ficar com a primeira opção, graças a Deus e à Virgem Santíssima. Como fui acometida há cinco anos por um glaucoma incurável, que levou-me à cegueira total, dependo muito do computador e da Internet para tudo. Para tanto, utilizo em minha máquina, um leitor de tela que me ajuda a navegar na Internet, escrever, digitar e enviar e-mails, entrar no Yotube, no Facebook, etc. EEsse leitor de tela de que disponho “lê” tudo o que vem na tela através de uma voz sintetizada quase perfeita, quase humana, que é uma mão na roda para quem não enxerga e necessita de usar o PC. Sou tradicionalista e sou moderna, ao mesmo tempo, senhor filósofo! Aliás, “moderna”, não: “Pós-moderna”!

  3. 17/08/2016 at 15:32

    Meu filho, sou uma senhora de 76 anos, Católica Apostólica Romana, com muito orgulho. E Filha de Maria, também. Vou à missa todos os dias. Quando morei no bairro de Higienópolis, em São Paulo, frequentava sempre as reuniões da TFP, Tradição, Família e Propriedade. Meu esposo e eu fomos, nos anos 60 e 70, muito amigos do fundador da TFP, Plínio Correa de Oliveira. Aliás, não poderia nunca deixar de mencionar, amissíssimos, também, de sua santa mãe, Dona Lucília! Pois bem, senhor filósofo, nesses dias que correm estou cada vez mais estarrecida com a degradação dos costumes e com a decadência moral e cultural de nossa sociedade e, por que não dizer, de nossa Civilização Cristã Ocidental? E essa Elke Maravilha, que Deus e a Virgem Maria a tenham, não é um bom exemplo de virtude e bons modos que se espera de uma mulher cristã. Ela se casou oito vezes e teve o sacrilégio de fazer um aborto. Que absurdo, meu Deus! E essa história de assédio sexual não passa de uma tremenda conversa fiada, para boi dormir! Uma mulher verdadeiramente cristã e fiel seguidora dos ensinamentos de Jesus e Maria, nunca será assediada, pois saberá colocar o seu suposto agressor no seu devido lugar. “Alto lá, tarado! Meu corpo é um templo e aqui só penetra o Divino Espírito Santo”!- ela bradará ao meliante, que sairá numa carreira só! “Vade retro, Satanás”! Nunca fui assediada sexualmente na minha vida. E olhe que nunca fui de se jogar fora, modéstia a parte! E, ainda, beirando os oitenta, sou uma belhinha bem apetitosa… Mas, apenas o Espírito de Deus é capaz de “profanar” este “templinho” aqui, entre as minhas santas partes pudendas!

    • 17/08/2016 at 15:40

      Adorei o seu “alto lá, tarado”! Muito bom mesmo!

  4. Daniel
    29/11/2015 at 18:29

    Um “filósofo”que acha que está filosofando e criticando a cultura! Eu tenho ódio de você ghiraldelli. Seus comentários para os leitores e principamente o fato de você postar fotos da sua mulher pelada. ( o que por si só já mostra um narcisismo e uma relação de poder embutidas).

    • 29/11/2015 at 18:43

      Daniel você não vai ter cura não! Nem com reza brava você sai dessa mágoa. Aliás, mágoa que não é contra mim, e contra você mesmo.

    • Daniel
      29/11/2015 at 18:51

      Gente, seu caso é patológico! você simplesmente desconsidera o que eu falo. Você é uma farsa! E

    • 29/11/2015 at 19:11

      Daniel, você entende de patologia. Pela sua reação, você entende.

    • André
      29/11/2015 at 18:55

      Não liga para esse cara aí em cima,Paulo! Caras assim só querem aparecer. Ele sabe que seu blog tem milhares de visitas diárias e só quer aparecer, ou como eu digo, e desculpe o linguajar – ele quer gozar com a sua pica!

      abraços

    • André
      29/11/2015 at 18:57

      Não liga para o comentário desse cara, Paulo! Ele só quer aparecer às suas custas porque sabe que seu blog recebe milhares de leitores/dia.. ë como eu digo, ele só quer gozar com a sua pica! Desculpe o linguajar

    • 29/11/2015 at 19:09

      André, a gente aqui precisa atender as vítimas do Zica Vírus. Estou planejando um vídeo só com os comentários desse pessoal. É divertido.

  5. Julio
    09/11/2015 at 23:26

    Caro Paulo, o relato de Elke Maravilha mostra que ela (e talvez apenas ela, num mar de gente) compreendeu que o assunto do assédio não diz respeito a alguém ser nojento ou obsceno, e sim a um exercício de poder, e como tal pode e deve ser enfrentado, a depender das condições.
    O assediador é um poderoso frágil, que se desmonta com facilidade, ele teme a mulher, e só consegue se relacionar com ela mediado pela posição do poder.
    Creio, se não me engano, que Miriam Leitão enfrentou o torturador que ameaçava estuprá-la, dizendo que estava na seca e louca por sexo, o cara, assim como o assediador de Elke, brochou.
    As duas compreenderam de fato o momento que viviam: o assediador conta com o medo e o sentimento de inferioridade da vítima, se ela não participa do jogo, ele não vai saber como agir.

  6. LMC
    09/11/2015 at 12:38

    A mulher do Ruy Castro escreveu
    na Folha que o Profeta Gentileza
    era um assediador sexual……
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

    PS:quem é esta mulher que não
    aparece na foto?Deve ser muito
    bonita…..uau!!!

  7. Karen
    09/11/2015 at 10:25

    Banalizar um assunto tão delicado é a demonstração que chegamos ao fundo do poço msm no modo de se expressar. Todos querem participar, ser, aparecer a qlq custo. Seja jogando um balde na cabeça, tirando uma foto cretina com uma banana enquanto ainda ri de piadas racistas e julga os outros pela cor ou seja para trocar a foto do Facebook por a colorida sendo que menospreza o primo gay ou faz comentários do tipo “ele eh gay mas eh muito inteligente”. Agora a moda eh “fui assediada”…. please! Eu lembro de a conversa com minhas amigas muito antes disso, na verdade tem uns 3 anos que me marcou muito. Onde quase todas nós tínhamos um relato de abuso ou assédio ou ato obseno que sofreu ou presenciou, enfim, quase todas passamos por isso, contamos rindo e descontraída, mas no olhar parece que reviva um medo ou algo se justificava na cabeça de cada uma como “nossa, aquele dia, um divisor de aguas”, enfim, algo delicado que nunca poderia ser banalizado. Cada uma que passa por isso sabe a dor e medo que sentiu e o que aquilo pode ou não ter refletido dentro de si. O objetivo da campanha deve ter sido alertar as pessoas de que o assédio e abuso eh tão comum na sociedade que mulheres de todo tipo passou, mas amiga, se não tem nada a dizer, não diga! Ng precisa mentir ou exagerar uma história para colaborar. Apenas saiba que vivemos uma sociedade de poder, onde um se sobrepõe sobre o outro e esse eh o machismo, seja ele contra mulheres ou contra homens, impondo modelos e postura. Todos sofremos com a cultura do poder

    • Karen
      09/11/2015 at 10:29

      Ato obsceno. Me desculpem. Celular corrigiu errado. E mais algumas palavras sem plural.

  8. José Silva
    08/11/2015 at 19:56

    Na boa, a história da mulher do Haddad tem 90% de chances de não ser verdadeira. Ela só falou um caso pra poder dar aquela aparecida.

  9. Micaías Souza
    08/11/2015 at 19:35

    Não pretendo fazer uma extensão do texto, mas diante de tantos comentários raivosos é impossível ficar em silêncio. O texto é claro! Basta lê-lo sem preconceitos definido a priori. O que não perceberam: vocês vociferam à favor do “ismo” (feminismo, machismo, etc), mas estão tão cheios de pré- julgamentos que isto atrapalha a leitura. Outra coisa, há diferença entre os relatos apresentados no texto, portanto o que devemos considerar é como podemos trabalhar com eles. Outro ponto, os relatos não são neutros, pois geralmente é um jornalista que trabalha com eles. Outro ponto: cabe, sim, definir o que é assédio, aliás a lei necessita desta definição para enquadrar, evidentemente, o evento criminoso. Outro ponto: o fato de aumentar a representatividade feminina não, necessariamente, diminui o machismo – na história da escravidão temos este exemplo (sobre o racismo, evidente!). Outro ponto: o excesso de uso da palavra machismo, sem o devido cuidado, abriu portas para uma literatura que faz “sátira” com este tipo de movimento – feminismo -, tentando, inclusive, desmerecer todos os movimentos de direitos de minorias (Pondé, recentemente, faz parte desta literatura). Logo, o uso do termo, em excesso e sem o devido cuidado, faz com que o mesmo perca seu significado no meio social – vejam o que aconteceu no ENEM, texto da Simone – o Brasil dá mais ouvidos ao Pondé que a Simone! Isto em termos culturais é sério, pois o texto da Simone é um clássico.
    Entendo que alguns relatos encorajem outros, mas uma denúncia infundada, em um país com um sistema processual que comete erros e é lento (mas deve sê-lo, pois justiça rápida não é justiça), onde o lema ” bandido bom é bandido morto” é mais forte que o princípio legal ” todos são inocentes até que se prove o contrário”, uma denúncia pode significar a morte de um inocente (Isto já ocorreu inúmeras vezes no Brasil). A população , não envolvida no fato, apoia a execução sumária, pelo menos boa parte dos internautas que se deparam com tal fato. E, por vezes, esquecemos que a única forma de impedirmos esta é garantir a ampla defesa do acusado. Portanto, toda denúncia de assédio ou abuso deve ser acompanhado pelo processo de defesa do acusado (acusado não é culpado). E mesmo quando culpado a lei que define sua punição.

  10. Bruno
    08/11/2015 at 18:18

    Pois é isso mesmo, naquela pagina ”meu primeiro assédio”. Entre 10 relatos de mulheres horrorizadas que levaram um ”gostosa” na rua ou presenciaram um idoso se masturbando, no meio de tudo isso, tem aquele caso de violência ocorrido repetidas vezes por um abusador.
    Depois de cair de tanto rir é difícil ficar sério.

    • 08/11/2015 at 18:44

      Pois é Bruno, as mulheres inteligentes riem daquilo. É a banalização de tudo por conta de um jornalismo burro, salvo pelo Elke.

  11. 08/11/2015 at 18:08

    o assunto suscita diversas reações, como é de se esperar. a Midia, evidente, criou o espaço depois que apareceu a oportunidade de ganhar vendagem/audiência. o fato é que a mulher ainda é uma pessoa de segunda classe. quando [e se] houver espaço para a mulher nessa sociedade machista, sexista e patriarcal, casos como os relatados por mulehres serão tão anacrônicos quanto meninos escrevendo a filosofia “da real”…

    • 08/11/2015 at 18:10

      “Sociedade machista, sexista e patriarcal” – Roberto, da próxima vez que for repetir clichés que não significam nada, afinal, são clichés, ache outro lugar. Aqui não. Não aguento mais a pouco inteligência até de gente que poderia querer ser melhor.

    • 09/11/2015 at 12:29

      todo discurso tem um clichê, professor, inclusive o do sr… mas eu darei um comentário mais extenso no outro texto que o sr publicou.

    • 09/11/2015 at 12:40

      Roberto, não tem! Garanto. Essa frase sua, apenas defensiva, é pior.

  12. katia
    08/11/2015 at 17:45

    A MEDIDA QUE A MULHER SE OFENDE, AQUILO É CARACTERIZADO COMO ASSÉDIO. OU VOCÊ ACHA QUE TEMOS QUE VER UM HOMEM SE MASTURBANDO EM QUALQUER LUGAR E ACHAR NORMAL? EU MESMA PASSEI POR ESSA SITUAÇÃO AOS 8 ANOS.
    VOCÊ É MAIS UM DOS IDIOTAS MACHISTAS DESSE PAÍS.
    HOMENS QUERENDO DETERMINAR O QUE É ASSÉDIO, O QUE É ESTUPRO, E COMO A MULHER DEVE SER TRATADA DEPOIS DELE. VOCÊS NÃO SABEM O QUE É SER UMA MULHER, COMO ELA SE SENTE, COMO FUNCIONA SEU CORPO. VOCÊS HOMENS DECIDEM LEIS E COMPORTAMENTOS SEM CONSULTAR AS MULHERES. PARA UM HOMEM É MUITO FÁCIL DIZER QUE UMA MULHER ESTÁ EXAGERANDO OU MENTINDO E É COM ESSA DESCULPA QUE MUITAS SÃO ABUSADAS DENTRO DO PRÓPRIO LAR POR PARENTES. MEU, VOCÊ É UM OTÁRIO QUE NÃO SABE DE NADA. VÁ TER RELAÇÕES COM HOMENS PORQUE DE MULHERES, VOCÊ NÃO ENTENDE NADA!

    • 08/11/2015 at 17:55

      Kátia, já vi que não sabe ler. E o pior, nem escrever: tente pedir para uma criança ao seu lado desligar o cap look. Você não conseguiu ver algo simples, escrito didaticamente: a banalização do assunto, e é isso que está no texto. Kátia, tente outra vez.

    • Kelson JS
      10/11/2015 at 18:26

      Feminista modo caps lock, ativado!

  13. Daniel
    08/11/2015 at 17:37

    Nunca vi um blog com tanta merda! Tá incomodado com as denúncias de assédio por que? Pra você tudo bem se tiver um cara se masturbando em local público né? Ou uma encochada no ônibus como você mostra na sua foto do facebook. Pois espero que você sofra tudo o que foi relatado e depois fique choramingando pra todo mundo tirar sarro da sua cara! É revoltante ver uma opinião tão BABACA!!!

    • 08/11/2015 at 17:56

      Daniel meu blog é filosófico. Usa da filosofia para a crítica da cultura. Não é para pessoas desescolarizadas como você. Ao menos isso você consegue entender, não?

  14. Beatriz Regina Alvares
    08/11/2015 at 16:09

    Paulo Ghiraldelli, não se trata de um concurso literário, mas de uma catarse. Sentimentos e emoções reprimidos durante tanto tempo, por medo e repressão vieram á tona. Infelizmente, se toda a jovem tem a experiência do primeiro sutiã, pelo número de depoimentos sobre assédio sexual parece que a grande maioria das mulheres também teve esta primeira experiência. Este fato deveria provocar vergonha e servir de reflexão, não o texto nem sempre bem escrito daquilo que foi relatado por estas mulheres. Quanto à primeira dama, um homem masturbar-se ao lado de uma jovem, convenhamos é para lá de estranho. A menina não era uma estátua e há um grande número de relatos de homens que se masturbam próximos às jovens de forma ostensiva, sem tocá-las. Se não é assédio, o que representa isto?

    • 08/11/2015 at 18:02

      Beatriz se você não percebeu como que catarse com texto banal banaliza as coisas, você não entendeu ainda que somos animais falantes. O texto não é das pessoas, mas do jornal. O texto das pessoas sai no jornal, preparado pelo jornalismo. É a banalização. É a banalização por conta de depoimentos tolos misturados aos depoimentos objetivos. É o que os filósofos às vezes denuncia na mídia: a notícia o urso nascendo se equivale à chacina de oito pessoas, isso é tão no mesmo pacote que às vezes o jornalista tem de trocar de expressão falsamente no fluxo do noticiário. O fato de você não conseguir perceber como a Elke fez o depoimento dela e como a Haddad fez, e como o jornalismo montou a coisa (um evento “meu primeiro sutiã”) é porque você não viu que meu blog é de um filósofo fazendo crítica cultural (veja meu livro A filosofai como crítica da cultura – Cortez). Obrigado por ter lido meu texto.

    • Beatriz Regina Alvares
      08/11/2015 at 18:45

      É que eu penso que num momento em que as mulheres estão conseguindo ter espaço na mídia para denunciar abusos e assédios, o seu enfoque deveria ser outro. Não li todos os depoimentos, mas acho que ao contrário do que você falou, nenhum depoimento deve ter sido “tolo”, pois todos se referem a experiências sofridas por estas mulheres e devem no mínimo ser lidos com sensibilidade. Sobre o depoimento de Ana Estela Haddad, você questionou inclusive o assédio que ela relata ter sofrido. Conduta aliás muito comum em delegacias, quando mulheres vão prestar depoimentos sobre assédios, estupros e violência física, submetendo as vítimas à um constrangimento adicional. Sugiro a você que saia um pouco de sua postura de”filósofo fazendo crítica cultural” e entre no espírito da campanha # Agora É Que São Elas”, cedendo seu espaço para que uma mulher relate seu caso de assédio, alguém que você conheça, por exemplo. Seria bastante simpático de sua parte e talvez lhe ajudasse a entender melhor as mulheres.

    • 08/11/2015 at 18:47

      Beatriz faz o seu texto, o meu é o meu e você não conseguiu entender. Agora, sobre entender as mulheres, fica tranquila, as inteligentes eu entendo. As que não conseguem entender um texto simples como o meu, eu tenho paciência e eu fiz mais um. É o sobre o vazio do militante. Vai, leia lá e saia dessa sua postura de repetição que só leva à banalização. Vai, estou convidando você para ser inteligente. Venha. (sobre Haddad e delegacia, tem dó, não faça mais isso, você não é estúpida).

    • Beatriz Regina Alvares
      08/11/2015 at 19:05

      Eu entendi perfeitamente tudo o que você escreveu. Por falta de argumentos, não saber ouvir críticas e sugestões você tenta desqualificar a minha fala de forma deselegante e ofensiva. Não combina com a postura de alguém que se diz “filósofo fazendo crítica cultural”. Considero perda de tempo continuar este debate.

    • 08/11/2015 at 21:38

      Beatriz, pelo que você acabou de escrever, você não entendeu. Outra coisa, não estou debatendo. Nunca faço isso. Estou conversando. O que você falou não tem a ver com o que eu escrevi. É outra coisa, outra pegada, outro assunto. Tentei explicar isso para você.

    • Guilherme
      08/11/2015 at 18:52

      Paulo, consigo comprar direto de vc autografado? Me responda por email se possivel.

    • 08/11/2015 at 21:39

      Livro? Fale com a Fran. Se existir, ela sempre dá um jeito.

  15. Micaías Souza
    08/11/2015 at 14:49

    Interessante o Depoimento da Elke, o estuprador é um brocha? Alguém que não consegue seguir as regras do jogo do sexo. O sexo erótico é um jogo sútil entre possuir e ser possuído! Um sexo sem a posse de ambos é sempre um sexo ruim!

  16. Evandro
    08/11/2015 at 14:20

    Vou fazer uma ressalva…Eu por ex estou num ônibus e por motivo de lotação eu tenha que parar atrás de uma mulher e no vai e vem das ruas esburacadas e motoristas imprudentes ela esfrega a bunda em mim…A culpa é minha, ela poderia sair mais para o lado ela poderia chegar mais para a frente…Sim podem haver tarados, mas da mesma forma podem haver mulheres que fazem de proposito e ate mesmo a foto que esta no post mostra isso obs a distancia entre o homem e a mulher e o espaço entre a mulher e o banco a sua frente…E vou mais alem…Já vi o motorista do buzão para o veiculo e pedir para as pessoas irem para o fundo do ônibus que estava vazio agora eu pergunto…Tinham mulheres? Sim! Tinham homens? Sim! Elas estavam levando encochadas? Provavelmente! E porque estavam no meio do vuco vuco e reclamam tanto…Para mim a resposta é hipocrisia!!!

    • 08/11/2015 at 14:34

      Evandro! Hipocrisia não é palavra aplicável. Só Jesus pode usá-la, e usou mesmo. Para nós, não serve. Meu artigo não é sobre assédio, mas sobre o texto da Folha, a forma de tratamento do assunto.

    • Georges
      08/11/2015 at 17:00

      Hipócrita é palavra aplicável.
      um erro não justifica outro, ninguém precisa ser santo para reclamar ou apontar algum falha maldosa de outra pessoa. E Jesus é assim segundo a tradução falha da biblia, que mesmo no hebraico ainda não é fonte suficientemente confiável.

    • 08/11/2015 at 17:58

      Georges no seu caso não adianta ler outra vez. É caso perdido. Tente fazer o ensino fundamental numa boa escola.

    • Roberto
      08/11/2015 at 19:28

      O texto acima, do Georges, parece um recorte de jornal, daqueles que a professora pede para um aluno do ensino fundamental fazer. Ele pegou várias frases clichês do planeta, colou uma depois da outra e postou aqui, sem ler o texto. Interpretação de texto, ou entendimento do que realmente o que se quer dizer é uma das coisas mais difíceis que existe. Já era assim no meu tempo de fundamental, ensino médio e até universidade. Mas continua assim hoje.

  17. Fernando
    08/11/2015 at 14:15

    Verdade Paulo, vemos este assunto sendo tratado na mídia e redes sociais de forma muito superficial. Vão-se comentários.. “Nossa que ruim.. Deveria ser preso…” outro dia estava conversando com minha esposa (pedagoga) sobre este tema… Deveria existir no currículo do ensino médio algum conteúdo que aborada-se Piaget (fases do desenvolvimento) e Freud (gênero e sexualidade) não acha? Um abraço.

    • 08/11/2015 at 14:17

      Fernando, no ensino deveria haver ensino, ou seja, professor bem pago e pronto. Só.

    • Fernando
      08/11/2015 at 15:13

      Estás certo Paulo..

      Assédio, abuso, violência(s)(sexual ou não), valores morais, relações de poder…. Parece que assistimos a uma confusão generalizada e a um desinteresse no conhecimento destes temas… As pessoas compartilham as suas experiências de assédio/abuso/violência apenas repetindo e reproduzindo o que ja foi dito enfraquecendo o discurso.. Aí eu me pergunto onde estão as referências acadêmicas que poderiam nos auxiliar nestes assuntos? Cadê Piaget/Freud/foucalt? …aí me olho no espelho e vejo o que falta mesmo é atitude.

  18. 08/11/2015 at 13:35

    Problema sério esse. Essa banalização acaba mais velando e ridicularizando a questão.

    A Elke realmente colocou um elemento interessante a ser discutido ao falar da relação entre assédio sexual e poder.

  19. Matheus Kortz
    08/11/2015 at 13:25

    Elke sendo elke! Um dia ainda irei num recital dela…

  20. Silvana
    08/11/2015 at 13:11

    Assédio é asqueroso, porco. Os assediadores precisam ser severamente punidos.

    • 08/11/2015 at 13:14

      Silvana eu esperava tanto que viesse uma pessoa inteligente comentar! Mas não! Putz!

    • Rodrigo
      08/11/2015 at 16:06

      Qual a distância do assédio para a paquera/cantada? Às vezes você está simplesmente “investindo” numa pessoa, mas a mentalidade doentia dessa época classifica isso de assédio. Até parece que Silvana não gosta de ser assedida… Hipócrita moralista, como ela conseguiu namorados (Se é que consegui…)?

    • 08/11/2015 at 18:04

      Rodrigo a palavra hipócrita não ajuda muito. Veja, o assunto do assédio é secundário, meu texto é de filosofia como crítica da cultura e, nesse sentido, o objeto dele, como deixo claro, é o jornalismo que, enfim, só foi salvo pela posicionamento da Elke, que lembrou que assédio sexual não é sexual, mas uma forma de exercer poder.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *