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23/11/2017

“O negrinho do DEM”


Começo com um caso. Talvez verdadeiro.O menino negro foi brincar em uma construção. Lá encontrou um balde de tinta branco e teve a infeliz ideia de se pintar. À tardinha voltou para casa – branco! Os seus pais o repreenderam e o jogaram no tanque. Esfrega dali e daqui. Mas não conseguiram segurar o garoto ensaboado, que escorregou das mãos deles, pulou para fora da água e correu pelo quintal. Os pais correram para pegá-lo. E lá ia o garoto, metade negro e metade branco, afinal, o banho havia ficado incompleto. Quando alcançado, os garoto levou um cascudo do pai e umas chineladas da mãe. Voltou para o tanque chorando, e logo concluiu sociologicamente: “agora sei porque os brancos não gostam dos negros, veja só, eu que estou só metade branco já sinto uma raiva danada de dois negros”.

Esse chiste era contado no Brasil dos anos sessenta para setenta. Sua origem era americana. Nos Estados Unidos, era uma piada entre negros, interna ao Movimento dos Direitos Civis.

O ódio está na simbologia da cor, não mais na cor enquanto etnia, diziam os integrantes do Black Power. Por isso, não raro, apareciam negros que queriam ser brancos, se imaginavam brancos, ou seja, mesmo de cor negra queriam expor a simbologia da cor como uma outra simbologia. Queriam encarnar uma simbologia da cor branca.

Por esses dias vi dois casos assim. Um no discurso de uma negra na Campanha de Trump, outro na candidatura aliada de Ronaldo Caiado, de um garoto negro. São negros que querem ser brancos. A mulher americana negra discursou “pelos negros”, mas não conseguiu mostrar outra coisa senão sua verdade infeliz: era uma empregada da Fundação de Trump, e fez um medíocre discurso de lambe-botas dos patrões. Foi constrangedor até para os democratas! O garoto negro, do partido do Caiado, faz a mesma coisa por aqui: ele se pronuncia contra todo tipo de política social, inclusive, claro, contra a política de cotas. Ele não percebe, como a moça negra americana também não, que ele já está numa cota. Ele é a cota do DEM para negros. Os negros lacaios possuem cotas de lacaios. Tanto é verdade que um membro do partido do Caiado, conversando comigo, deixou escapar a seguinte frase: “o negrinho do nosso partido pensa que é branco, mas, enfim, é bom para nós o termos no partido”. É cota!

Os negros que querem ser brancos apostam na ideia de que a simbologia da cor pode ser deslocada da cor física. Negro é negro, mas pela simbologia incorpora adjetivos negativos e positivos: “forte”, “longevo”, “sexualmente potente”, “pênis avantajado”, e também, “ladrão”, “indolente”, “de cheiro forte” etc. O problema então é o de fazer a simbologia para negro perder seu lado negativo. Todavia, essa transição é feita exatamente pela política social, não pela negação dela e por um pulo mágico. Apresentar-se com a linguagem do branco, com a simbologia do branco,  mas negro, sem que a sociedade faça a transição para o fim do preconceito, é um remédio pior que doença. Dá a impressão, não raro verdadeira, que o que se quer é apenas fugir da cor, esbranquiçar-se por decreto, receber o aval do partido dos latifundiários e netos de donos de escravos, e então olhar para o espelho e se achar branco. Não dá certo.

O negro que fala “tenho orgulho da minha cor” e age contra tudo que pode quebrar o preconceito – e a política de cotas é um instrumento para tal – está simplesmente deixando claro que ele precisa de ser branco por um outro sistema de cotas, este sim perverso, que é ser “o negrinho do DEM”, como o próprio militante deste partido o chamou.

Paulo Ghiraldelli, 59, filósofo. Paulo Ghiraldelli, 26/08/2016

PS: O Brasil contabiliza 57 mil mortes por homicídio, por ano! É uma cidade por ano! A maioria dessas mortes é de jovens negros. O “negrinho do DEM” não quer saber disso.

Queridos conservadores que não sabem de nada: este meu texto me fez ficar bloqueado no facebook por 30 dias, pela política da Dilma junto do Facebook. Sacaram onde vai o petismo e o conservadorismo? Ou ainda não?

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335 Responses ““O negrinho do DEM””

  1. Jeferson
    11/05/2017 at 01:33

    Professor, o que acha?
    https://www.youtube.com/watch?v=hMRZk2D8psk
    Obrigado.

  2. Nietzsche da favela
    17/04/2017 at 17:50

    Ghiraldelli, quando você irá imitar o gesto de seu pseudo-herói Sócrates (o I.F. Stone arrasou com ele em O Julgamento de Sócrates) e irá beber a cicuta e deixar em paz os pobres atenienses como nós?

    • 17/04/2017 at 21:04

      Da Favela, você não é ateniense. Eles eram altivos, sua fala é de chorão fracassado.

  3. Gul Dukat
    08/04/2017 at 21:23

    OK, as cotas podem ser uma boa ideia. Faltou o professor explicar o seguinte:
    1- Quem vai dizer quando as cotas raciais não serão mais necessárias?
    2- Quem vai dizer quem é negro ou branco no Brasil? Fraudes e fintas malandras continuam ocorrendo.
    3- Quem vai reparar a “injustiça histórica” contra o branco pobre que perdeu sua vaga na universidade pública perto de sua casa para um negro rico (sim, nós existimos) de onde quer que seja? Chica da Silva? Himmler?

    • 08/04/2017 at 22:30

      Gul nenhuma das suas perguntas tem a ver com o projeto de cotas. Elas são preocupações ou falsas ou não importantes NO TOCANTE à política de cotas. Faltou entendimento da questão. Outra coisa: em nenhum momento eu defendo cota como reparação de injustiça histórica. Isso é não conhecer meus escritos e querer opinar. Tenta refletir: https://www.youtube.com/watch?v=eWEr5WNu-I0

  4. Jeferson
    02/03/2017 at 23:36

    Paulo, quando volta o Hora da Coruja?
    Poderia conversar sobre Monteiro Lobato com a Marisa Lajolo…

  5. Luciano
    04/11/2016 at 14:48

    Fernando Holiday, o maior idiota útil de todos os tempos!

  6. Dome
    22/10/2016 at 16:26

    Contrários à política de cotas, até 1920 o Brasil não tinha universidades. Os filhos da elite estudavam na Europa, utilizando vagas que eram reservadas para eles, ou seja, cotas. Capitanias hereditárias também, nada mais era do que cotas de terra. Cotas para brancos é aceitável, louvado historicamente, mas quando é para negro é mal visto. As cotas para pobres e negros são precipuamente, necessárias e passageiras. Tanto, para que haja um resgate da história. Quanto, para que haja pessoas dentro desses grupos com capacidade de traçar caminhos próprios.

    Refente ao texto de Paulo, não opino. Pois, Uma das coisas mais interessantes quando se gosta de filosofia é perceber que todos os filósofos parecem estar certos pra caralho. Mesmo aqueles que defendem posições excludentes parecem estar corretos. A melhor coisa é entrar em contato com o pensamento deles. Esse movimento faz com que o pensamento e a reflexão fiquem cada vez mais complexos, mais forte. Ao contrário do que se pensa: certeza é fraqueza. Ter consciência que o jogo está absolutamente aberto é força. Nem concordar, nem discordar, apenas refletir.

  7. 22/10/2016 at 11:46

    O professor e filósofo deve ser um branco querendo ser negro, suponho. Uma vez que ele não consegue dissociar as ideias de um indivíduo de suas características intrínsecas, me surpreende muito que ele como membro da classe, da raça e do gênero “opressores” consiga ser tão defensor dos “oprimidos”, mais do que muitos “oprimidos” conseguem ser.

    Professor e filósofo Paulo, o moço que te escreve é negro, paupérrimo, mas ele é, por exemplo, contra o sistema de cotas raciais (e também contra contas sociais), não porque ele quer ser branco como vossa excelência afirma, mas porque ele acredita que a reboque desta medida populista há uma série de resultados muito diversos de uma maior equidade na disputa por vagas públicas de emprego e ensino.

    Este negro morador de uma “comunidade” famosa aqui no Rio de Janeiro, o Complexo do Chapadão, percebe por suas leituras, por suas reflexões e por sua própria experiência pessoal (como atual aluno da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-aluno da Universidade Federal Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro) que os sistemas de cotas tanto racial quanto social servem muito mais à facilitação da entrada de gente bem vivida, de classe média pra cima, que “frauda” (chamo aqui de fraude, mas nem é necessário haver fraude do ponto de vista legal, apenas uma maquiagem das informações como não declarar os pais na composição familiar, o que não é ilegal a princípio) o sistema para ter maior facilidade no acesso, ou seja, contraproducentemente o sistema não facilita a vida nem de negros nem de pobres mas dos espertos, dos “Gérsons”.

    Este negro aqui também acredita que muito ao contrário de reduzir o estigma sobre a sua cor de pele, o sistema de cotas reforça este estigma de modo muito eficaz ao associar o mérito do indivíduo negro a uma maior facilidade na disputa, mesmo que não fosse real (eu por exemplo, nunca precisei de cotas para passar nas diversas universidade públicas em que fui aprovado, e não sou cotista na UFRJ).

    Isso significa que eu negue que haja aspectos especiais da minha vida que são negativamente afetados pela minha condição social ou racial?

    Obviamente que não, doutor Paulo, por exemplo: em 2004 eu fui aprovado nos cursos de Direito da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (não havia cotas) e no curso de Jornalismo da UERJ (havia cotas, eu era cotista, mas passei com nota superior à nota de corte dos não cotistas). Só consegui me formar agora, em Biologia, 12 anos depois… por quê? Porque como vendedor de bananadas nos ônibus do Rio de Janeiro, minha profissão àquela época, morando à muito quilômetros da UERJ, eu não tinha condições mínimas de acompanhar o curso com proveito.

    Abandonei, comecei outro, abandonei de novo, e só agora depois de bastante velho e com as minhas condições econômicas mais estáveis, consigo me formar e iniciar na sequência um segundo curso.

    Não senhor, homem branco heterossexual, quando membros de “minorias” enxergam as questões de “minorias” e suas “soluções” de maneira diversa da sua não é porque são negros ou mulheres ou gays submissos, não é porque são “capitães do mato” ou “negros da casa” ou “amélias” não, senhor filósofo.

    É porque tem experiências, leituras, reflexões diferentes das suas. Talvez a sua limitação esteja exatamente em do alto de sua branquitud e riqueza não ter visto a realidade dos mesmos ângulos que aqueles “dos tais negros que querem ser brancos”, ou talvez seja uma limitação intrinsica a você, como individuo, independente da sua cor de pele.

    https://fascistas.wordpress.com/2016/09/14/declaro-para-os-devidos-fins-que-sou-um-negro-loiro-de-pele-clara-e-olhos-verdes-e-que-moro-sozinho-na-casa-de-praia-da-minha-tia/

    • 22/10/2016 at 12:53

      Caro negro, não queira ser branco, seja negro. Tente.

    • Vaios Athanasios
      23/11/2016 at 12:39

      Paulo, o problema é como essa seleção de cotas é feita. Este é o problema. (Episodio de Veja dos irmãos gêmeos:http://generoediversidadenaeducacaoformalgp4.blogspot.com.br/2014/06/a-revista-veja-edicao-2011-de-especial.html)

      Quanto acelerar é louvável, mas o que é reprovável é impor… e cota querendo ou não é impor algo. E dizer que por obra apenas das cotas os negros tiveram acesso a chances igual nos EUA é uma visão parcial e tendenciosa. Eles tiveram sim chance mais pelo seu próprio esforço (ideal dos fundadores do leãozinho do norte), procuraram ler, apender e para conquistar. Isto é o mais difícil, porem o mais recompensador. Exemplo: A série Todo mundo odeia o Cris é ótima para exemplificar preconceito nos EUA. O preconceito existe? Sim, e muito… mas o fator capital (gerar riqueza) é que faz com que mentes mudem…. um fato e 1 de muitos outros.

      Eu como negro respeito sua posição, entendo seu compromisso (politico-ideológico) mas cotas não ajudam, a livre iniciativa sim. Como combater o preconceito? Incutindo na sociedade a ideia de que não existem raças! Simples assim!
      Prefiro ser visto como humano do que como só negro, o conceito de raça é anacrônico, inútil e atrapalha o desenvolvimento da sociedade por dividir…. e divisão da sociedade já se viu pela história, não dá certo…?

    • 23/11/2016 at 13:05

      Vaios você pega o esporádico. Mas não entendeu o mecanismo de cota ética. O seu texto mostra preconceito, sim, preconceito. Falta um pouco de liberalismo. Tente ler Filosofia política para educadores (Manole).

  8. Eduardo Nascimento
    30/09/2016 at 14:20

    O que esperar de um esquerdopata adepto da ideologia comunista,a mais intolerante e racista depois claro,da sua congênere,a nazista,esses são os “intelectuais” da esquerda brasileira….e como um dia um encabrestado amestrado,ou diria doutrinado esquerdopatético me falou “cara,como pode vc um negro ser contra o Lula e a Dilma e ser a favor das elites brancas” por se negro tenho que me ajoelhar e beijar os pés dos brancos e claro “elitistas” pois são milionários Lula e Dilma….apenas ….graças a Deus o povo Brasileiro através do voto ja irá mudar muita coisa esse ano….ninguém mais aguenta essa córja robotizada…

    • 30/09/2016 at 17:22

      Eduardo já vi que é burrinho e não conseguiu entender o artigo. Tenta fazer o ensino fundamental.

  9. Hamilton
    16/09/2016 at 19:57

    Texto desprezível. Mostra o que a esquerda pensa sobre o negro. Que ele deve continuar como escravo só que dessa vez para militar politicamente pela esquerda e com essa única serventia. Ataques lamentáveis também aconteceram com a deputada baiana Tia Eron que votou pela admissibilidade do impeachment. Como é isso de negro querer ser branco? Se ele grita “Fora Temer” ele é negro de verdade. Se ele grita “Fora Dilma” ele tem alma branca ou não tem alma. Risível, falacioso e muito desonesto. Paulo tratando o negro como um ser que não tem capacidade de decidir por si só e trilhar seu próprio caminho de sucesso. Entendo que deve dar um medo fudido na esquerda que outros jovens se inspire em Fernando Holiday e não adotem mais esse discurso vitimista esquerdopata. Faz um texto desse e diz que o Tiger Woods é um canalha desprezível. Seria divertido rir um pouco mais da sua cara.

    • 16/09/2016 at 22:15

      Hamilton já percebi que a ideologia dominou sua cabeça e não conseguiu ler o texto, se leu não entendeu. Ou entendeu, mas não consegue aceitar a verdade. A escola pública boa poderia ajudar gente como você. É isso que quero. Quero uma escola que faça gente como você não ficar como você, mas se alfabetizar, ser um adulto capaz de entender um texto simples.

  10. Estudante de cotas
    04/09/2016 at 21:12

    Boa noite.
    Sou universitário beneficiário do sistema de cotas do PROUNI, assim como meus irmãos. Esse assunto frequentemente me faz pensar, e os seguintes questionamentos me surgem:
    – Será que sou merecedor da vaga na universidade?
    – Qual o olhar da sociedade em relação as cotas?
    – Quando foram pagos os direitos trabalhistas dos escravos libertados, com uma mão na frente e outra atrás?

    Curso engenharia civil, atualmente faço estágio em uma prefeitura, nela atuam 11 engenheiros, e 4 arquitetos, sabem qual o percentual de negros? 0%.
    É fácil apontar o dedo aos que utilizam da cota para ESTUDAR. A pressão para que sejamos melhores para concorrer com com membros de outras etnias, vem de nós mesmos. Essa discussão já deu, não estamos usando “seu” dinheiro de forma estúpida, “seu” dinheiro será investido em educação, seu retorno será lento, porém, satisfatório. Serão mais pessoas profissionalmente capazes dentro de famílias desestruturadas, dando suporte e chances de crescimento.
    Aos maus informados o sistema de contas não é exclusivo aos NEGROS, abrange toda miscigenação.
    Se todos os argumentos não convenceram vocês, fica uma ideia sugestiva: a maioria dos encarcerados no sistema prisional, infelizmente, é negro ou mestiço, e repito infelizmente é um fato real. Sem chance, expectativa, se QUALIFICAÇÃO. Uma pessoa que ficou presa por mais de 3 anos, por ser realmente envolvida no crime, tem poucos chances de sair.
    Minha ideia é abracem o sistema de cotas, nosso dinheiro, nas mãos dos políticos já não é nosso. Mais vale a estruturação de famílias do que tentar recuperar ex-detentos, é mais sadio e barato.

    • 04/09/2016 at 21:24

      O sistema de cotas étnicas me é mais palatável do que o de cotas sociais. E o sistema do Prouni para mim é um lixo que só premia empresário que não quer pagar imposto. O que o estado gasta com o Prouni daria sim para fazer o aluno estudar numa universidade pública.

  11. Neguinha da Silva
    31/08/2016 at 23:53

    Prof.Ghiraldelli,para não me enganar também [que nem os outros],reli o texto.
    Me explica uma coisa [quando puder],
    tem algum jeito da pessoa de “outra cor” estar numa sociedade sem ficar engajada na história da própria raça?
    Seu texto sugere que isso é difícil.

    Eu concordei oitenta por cento com o que o sr.disse no texto.

    • 01/09/2016 at 07:01

      Neguinho, eu não vejo como a pessoa querer sair da história de seu povo. As tentativas boas são as próximas de políticas como as de cota, ou seja, políticas públicas dirigidas para o país, não para o indivíduo, as más são o salto na mágica do “seja cota da Casa Grande que eu te promovo”. O problema todo está no seguinte: os conservadores querem fazer o negro acreditar que ele vai ser chamado de vagabundo, mais do que já é pelos próprios conservadores, caso aceite a cota. Isso tem um peso. E gera negros que rechaçam a política de cotas. Há negros com mais consciência, que sabem que a política de cotas é o tipo de coisa que é transitória, e que resolve bem o preconceito. É um preço momentâneo. Claro, é um preço. É um risco. Mas ele se desfaz no tempo.

    • Neguinha da Silva
      01/09/2016 at 08:43

      Agradeço ao sr.pela réplica que deu à pergunta que fiz mais acima.
      [se é possível “ficar acima da cor que se tem”]

      Bom dia ao sr.,e repetindo um amigo seu, beba água.

    • 01/09/2016 at 09:13

      Neguinha, eu bebo água. Deveria beber mais.

  12. Fernando
    30/08/2016 at 10:09

    Você me ofendeu por eu não saber escrever corretamente. Que bom que eu não vivo de escrever, você vive de escrever estes textos imundos e o faz com uma inépcia inacreditável.
    Legal é que vc é tão insignificante e desocupado que perde tempo respondendo todo mundo que vem te criticar, a a maioria de forma ofensiva.
    Égo magoado depois de velho?
    Lamentável…

    • 30/08/2016 at 10:22

      Fernando o fato de ser uma pessoa que não entende um texto é problema seu. Um problema seu tem de fazer eu ficar magoado? Não! Sobre ser velho, isso é bom, dá para olhar com distância o jovem que não irá para frente. É seu caso.

    • Neguinha da Silva
      31/08/2016 at 23:43

      O prof.Ghi não respondeu a quase ninguém de uma forma ofensiva.
      Me surpreendi com a paciência dele! [li aos comentários todos]
      A maioria dizendo absurdos!
      O povo anda doido!

    • 01/09/2016 at 07:02

      Neguinha, eu faço questão de ser agressivo com certo tipo de leitor, porque é o tipo que vem querendo ofender e quer levar lambada.

  13. Fernando Naumann
    29/08/2016 at 19:14

    “Os negros lacaios possuem cotas de lacaios.”

    Chega a ser chocante tal afirmação, sendo que em nenhum momento o autor citou qualquer ofensa do Fernando Holiday a ele. Ao que parece, o autor está incomodado porque um negro pensa diferente dele, um suposto liberal. O autor deve pensar que é negro, que é porta-voz dos negros, que detém o oráculo dos deuses ou algo parecido.

    Nem sou adepto das idéias de Fernando Holiday, mas ler essas anedotas de negro com alma de branco para dizer que é contra o racismo chega a beirar a absoluta infantilidade.

    Infelizmente, o que o Brasil mais fez nas últimas décadas é formar “intelectuais” intolerantes, maniqueístas, com a empáfia de sabichões.

    O autor filósofo precisa mesmo é de um psicólogo: para cuidar da transferência (de culpa). Os dedos em riste e os discursos inflamados dos ditos bastiões da “verdade” são nada mais nada menos do que culpa diluída. Quando a psicologia curar a transferência e a real falta de vergonha na cara bater, o filósofo ainda terá um último ato; cometerá a trapaça das trapaças, meio que como o comandante do navio Costa Concordia: abandonará o barco, mas deixando o “lacaio” para se virar. A traição de classes.

    Me engana que eu gosto, Sr. Filósofo.

    • 29/08/2016 at 21:56

      Fernando você finge não entender o texto ou realmente tem problemas mentais? Não sabe a função das aspas? Não acredita que gente neta de escravocratas usem dos pobres e negros? Tá! Fingindo de ingênuo?

  14. Diego
    29/08/2016 at 11:56

    Nossa lendo os comentários agora percebo o nosso alto nível de analfabetismo funcional. As pessoas não conseguem entender um simples texto contra o racismo, aparecem para dizer coisas desconexas e incoerentes. Parabéns pela paciência Paulo.

  15. LMC
    29/08/2016 at 11:27

    Fernando Holliday?Eu pensei que
    era nome de travesti,PG.kkkkkkkk
    kkkkkkkkkkk

  16. Bruno Magalhães
    29/08/2016 at 09:41

    Qualquer negro que tenha destaque em qualquer atividade pode ser chamado de “negro das cotas”. Isso é discurso vazio e preconceituoso. Você é arrogante por pensar que sabe qual é o “lugar” dos negros.

    • 29/08/2016 at 09:46

      Bruno meu texto é para provocar reflexões. Vir aqui me xingar não adianta nada. Tente ler dez vezes. Por enquanto, fiz algo carinhoso só para você: http://ghiraldelli.pro.br/wp-content/uploads/para-você.mp4
      Gostou lindo?

    • Bruno Magalhães
      29/08/2016 at 13:15

      “Arrogante” não é xingamento, não. Você recomenda que as pessoas leiam seu texto dez vezes. Não tem noção do sofrimento que é tentar fazê-lo uma vez. Seja mais bondoso. Não tente submeter os outros a tamanho sofrimento apenas para inflamar seu ego.

    • 29/08/2016 at 17:33

      Bruno quando uma pessoa não entende na primeira leitura, deve ler mais vezes. Mas eu não falei isso para você mais que uma vez, pois sei que tem DCS.

  17. Pablo Antonio Rodrigues
    29/08/2016 at 08:35

    Apesar de ser de grande inteligência e de escrever de forma impecável (parabéns por isso), quero discordar do seu texto. Considero ele preconceituoso e racista. As idéias e o modo de pensar e agir de cada um não devem ser associadas à cor da pele. Idéias não tem cor. Somos todos iguais e todos temos o direito de pensar livremente. Ainda existe muito preconceito. Ainda existe muito desrespeito aos negros, isso é uma verdade. Porém textos como esse não ajudam em nada. Parece mais uma indignação pelo fato de um negro não odiar os brancos e de ter escolhido um caminho pelo qual pode espelhar atitudes semelhantes. Esse tipo de atitude sim ajuda a diminuir o racismo. Apesar de ter uma ideologia diferente da minha, o respeito. Nem todos os militantes da esquerda tem a sua perspicácia.

    • 29/08/2016 at 09:21

      Pablo o texto é uma denúncia ao racismo. Você não notou as aspas? Outra coisa, não sou militante de esquerda meu caro. Veja meus outros artigos. Sou filósofo. Filósofo militante é burro. Não sou burro. A cota do Dem é uma cota sórdida, e a conversa dos caras do DEM é sórdida ao falarem “nosso negrinho”. É tão ruim quanto a de Lula ao dizer “nossos pobres”, coisa que ele não diz mas pensa.

  18. Flavio Simoes
    28/08/2016 at 19:51

    Esquerdopatia tem limite…e este autointitulado filosofo ja cruzou o limite legal – apologista do estupro e racista! Suas opinioes devem ser tratadas nao na em foruns de discussao mas no tribunal e em instituicao psquiatrica…
    Esquerda = deficiencia mental + falta de carater

  19. Fábio Elker
    28/08/2016 at 17:39

    “e a política de cotas é um instrumento para tal”[para quebrar o preconceito(contra o negro)].

    Aham. Porque negro não consegue entrar numa faculdade/universidade pública e nem um cargo público efetivo concursado não porque teve acesso a um ensino público de PÉSSIMA qualidade e por isso não ter tido preparação o suficiente para ter uma boa colocação na prova do vestibular/concurso público, e sim pelo simples fato de ser negro, né? Isso porque vivemos numa sociedade tão racista que há muita gente tentando IMPEDIR negros de estudarem numa faculdade/universidade pública e/ou tomar posse de um cargo publico via concurso, mesmo tirando 100% dos pontos da prova, ne?

    E mais: cotas raciais não descontroem, e sim REFORÇAM AINDA MAIS o racismo, pois com esse tipo de “benefício social”, todo negro visto estudando numa faculdade/universidade publica e/ou trabalhando como servidor público efetivo, sempre sera visto pelas pessoas como alguém que está ali simplesmente porque conseguiu de “mão beijada” via cotas e nunca por inteligência e mérito próprio.

    • 28/08/2016 at 18:31

      Fábio não há negros em cursos de medicina e em vários lugares. Deficiência do negro ou preconceito racial? Temos de mudar isso, por uma politica lenta, da escola boa para todos, por uma política acelerada, para quebrar o preconceito. Uma não impede a outra. Mas, claro, há quem não queira isso para o Brasil. Uns por não entenderem, outros por má vontade, outros por quererem a preservação do preconceito. Você pode escolher o seu lugar. Já que gosta tanto de escolher, pode escolher. Pelo que falou, acho que tem um probleminha com o fim do preconceito.

  20. Yolanda Marzanasco
    28/08/2016 at 17:00

    Onde você quer chegar destilando toda essa arrogância nos seus artigos e respostas aos seus leitores? Fernando Holliday é livre para escolher o partido que vem ao encontro de sua ideologia, portanto, não o menospreze. Tenho plena convicção que jamais um assessor do DEM faria uma afirmação tão desconexa, esse tipo de expressões preconceituosas são peculiares da esquerda brasileira, que se acha acima do bem e do mal.

  21. Joao
    28/08/2016 at 11:05

    título e textos preconceituosos. Só alimenta uma luta desnecessária entre as pessoas, como se por definição as pessoas brancas e negras já se odiassem por natureza. Um negro não tem nada melhor nem pior do que um branco simplesmente pelo fato de ser negro. Privilegiar um em detrimento do outro não vai corrigir absolutamente nada, nao sou negro mas se fosse ficaria incomodado em ver uma pessoa dizendo que me representa e alimentando ódio entre as pessoas pelo fato de uma ter uma cor diferente da outra. Esse tipo de discurso só atrapalha e cria barreiras imaginárias entre as pessoas, Isso não faz sentido algum. Em um momento em que o país (e o mundo) precisam de incentivos a colaboração entre as pessoas, de relacionamentos sadios entre elas, de ajuda mútua.. o cara em momento algum incentiva pessoas a se odiarem por sua cor, é inteligente, e você vem exaltar que porque o cara é negro logo ele é a ralé ali e fica lambendo botas. Enquanto você fica botando as pessoas pra brigar e desincentivando-as a se ocuparem com coisas mais importantes como trabalho e relacionamentos saudáveis, ele está lá trabalhando e correndo atrás. Não ficarei nada surpreso se ele um dia virar presidente do partido ou presidente de onde quiser, mas se você não olhar pra frente ainda estará aqui o desmerecendo dizendo que ele só chegou onde chegou por pena ou por cotas ou seja lá o que for.. faça uma auto reflexão pra ver quem está sendo preconceituoso

  22. John Galt
    28/08/2016 at 08:43

    Burro, acabou de sepultar seu nome na história. Seu louco racista ignorante, como as pessoas ainda perdem o tempo com loucos como você.

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