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19/08/2018

Uma nação inteira refém de um tal de Luiz Ignácio


[Artigo para o público em geral]

Os americanos têm Trump e os russos têm Putin. Não há dúvida que as últimas eleições nos países desses povos não deram bons frutos. Isso nos serve de consolo? Nossa democracia é pior que a deles? Nossa democracia não vai mal não. Funciona até que muito bem. Mas, conjunturalmente, temos os nossos próprios peculiares problemas. Ou melhor, temos mesmo é um único problema. Seu nome é Lula. Ao menos em 2018 o problema é este indivíduo.

Ficamos todos reféns de Lula. A direita não decola sem ele. A esquerda parece não conseguir criar coragem para ir às eleições sem ele. Até os candidatos mais ao centro começam a desejar que ele não saia de cena. Como cavaleiro da esperança ou como sparring responsável por ladroagem, Lula se tornou a chance de todos poderem disputar a eleição na base de paixonites e nenhum programa.

Lula é alguém que, se for inocente como seus partidários fanáticos dizem, então é a segunda pessoa mais estúpida do mundo. Só não pega o primeiro lugar é por que ele próprio criou Dilma, a nova crítica de cinema que vai alertar os líderes mundiais de que a NetFlix faz filme de ficção. Lula e Dilma colocaram tantos corruptos no governo, sustentaram a máquina de roubalheira do PT-PMDB-PP de um tal modo, que foram capazes até de envolver o PSDB nisso. Não que Aécio não fosse corrupto por ele mesmo, mas ocorre que a corrupção da Era Lula foi de tal monta, que virou um “mecanismo” que pegou quase todo mundo. Generalizou-se a tal da corrupção passiva. Mas ocorre que Lula, não por méritos próprios, teve a sorte de fazer um segundo mandato em meio a condições internacionais boas, e passou a impressão, para um povo cuja demanda de consumo sempre foi reprimida, que fez um bom governo. Agora, nos setores mais pobres, mais dependentes do estado, ocupa o lugar que todo populismo de esquerda (e às vezes de direita) se aloja.

A direita poderia querer vê-lo morto. Mas não pode. Sem ele, a direita não decola, pois não tem programa algum para oferecer para uma nação que é, antes por sentimento que por razão, social-democrata (qualquer enquete mostra isso – as da Folha e as dos institutos vários). Por sua vez, a esquerda, mesmo a parte honesta (por exemplo, muitos deputados do PSOL), tem um medo danado de ser chamada de “fascista” pelos petistas que, enfim, para usarem da força material e simbólica não pensam duas vezes quando querem destruir alguém (a máquina de blogs mentirosos do PT é ainda a maior). A esquerda honesta tem medo de ser rotulada e perder seu eleitorado. Além do mais, o próprio candidato do PSOL, que caiu no partido de para-quedas, é um lulista-dilmista de carteirinha, o Boulos.

É interessante lembrar que o PT, quando nasceu, era quase o defensor de um udenismo de esquerda e, agora, é o porta voz da ideia de que a corrupção, mesmo essa gigantesca que Moro e os procuradores souberam pegar, não pesa na nossa balança. Mas pesa. E o peso do dinheiro ainda está aí, fazendo das suas.

Mesmo cambaleante, o PT saca dinheiro não se sabe de onde para pagar advogados para Lula, fazer caravanas, arregimentar professores universitários (bem, isso é até barato), alguns sindicatos (isso já não é tá barato) e blogueiros falsários para colocar uma bandeira estranha nas eleições. Estranha mesmo. É a primeira vez que o PT vai com um programa que defende o direito à propriedade em primeiro lugar: o direito de Lula ter um triplex na praia dado por um empresário amigo. Que direito! Alguns petistas são tão cínicos que dizem que isso é pouco perto de corrupções de fulano e sicrano etc.

E assim estamos agora. O ex-ministro da Justiça, o Cardozo, justamente o cara que fez valer a lei anti-terrorismo que é mais terrível que qualquer lei da Ditadura Militar, vem a público para ameaçar todos: se Lula for preso haverá comoção social, revolta etc. – assim ele diz. Nessa bagunça toda, ninguém mais nem sabe se houve mesmo tiro no ônibus em que Lula não esteve e nunca estará. Já não dá mais para confiar numa palavra vinda do petismo, embora exista bolsonarista burro o suficiente para atirar mesmo nos petistas. Mas, sejamos sinceros, a quadrilha petista faz qualquer negócio. Age hoje de tal maneira perversa que permite que a NETFLIX trate o Bolsonaro, o candidato do neonazista Olavo, como “amiga louca”. Ou seja, até os neonazistas viram piada, folclore, num país onde os perigosos são esses da esquerda que nos colocou como reféns de Lula.

Paulo Ghiraldelli Jr., 60, filósofo. 28/03/2018

Foto: março de 2018, Lula em São Leopoldo. Foto da Reuters

 

 

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4 Responses “Uma nação inteira refém de um tal de Luiz Ignácio”

  1. Matheus
    29/03/2018 at 17:26

    Agora sim! Se Lula ganhar é capaz da Dilma voltar como ministra da economia e se Bolsonaro ganhar teremos Frota como ministro da cultura!

    Deus nos livre desse triste fim de Policarpo Quaresma

  2. Bruno
    29/03/2018 at 02:30

    “o próprio candidato do PSOL, que caiu no partido de para-quedas, é um lulista-dilmista de carteirinha, o Boulos”

    Deve ser por isso que o “crítico” de cinema, Pablo Villaça, em entrevista no canal de Youtube da Revista Fórum, afirmou que, quando viu Boulos, pensou que aquilo era o “futuro do Brasil”.

    Isso fora algumas coisas reveladoras que ele afirma nessa entrevista:
    https://www.youtube.com/watch?v=6hUKxFazv5g

  3. Edival Medeiros
    28/03/2018 at 13:44

    Os tiros no ônibus são apenas uma cortina de fumaça para encobrir o fiasco da “caravana” e justificar sua interrupção. Para quem conseguiu transformar a morte de Celso Daniel em “crime comum”, gerar um atentado sem vítimas e de autoria desconhecida é como empurrar bêbado na descida.

  4. LMC
    28/03/2018 at 10:37

    Protesto de verdade quem fez
    foram os estudantes americanos
    contra Trump.Não aqueles
    gaúchos macacos de imitação
    do Bolsonazi que jogaram ovos no Lula.

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