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27/06/2017

PT? Não mesmo! Tenho cérebro, e gosto dele!


FIQUEI NO PT seis meses. Só. Foi no ano de 1992. Saí antes de Weffort e bem antes de Hélio Bicudo, porque vi que Zé Dirceu controlava os diretórios, e fazia a cabeça até de amigos meus, inteligentes. Eles recebiam uma deliberação tirada pelo voto no diretório e, uma vez na convenção, votavam o oposto, com o Zé Dirceu.

Lula mandava e desmandava. Percebi que tinha havido mais democracia no PMDB, e até no MDB, então dominado por grupelhos comunistas, que no PT. A promessa do PT de ser um partido de esquerda democrático interna e externamente, estava já encerrada para mim. Saí e nunca mais voltei e nunca mais votei. Só justifiquei voto em todas as eleições, até hoje.

Nunca compactuei com a “política do PT”, o que é bem diferente de apoiar medidas de caráter social-democrata que um dia ou outro o PT lançou, mas que logo transformou em populismo, estragando tudo. Nunca aceitei a razão petista, que é uma razão cínica: dou um prato de comida e então adquiro o direito de fazer o que quiser no estado. Não! O PT destruiu a esquerda brasileira, e tenho dúvidas de que os políticos de esquerda que sobraram sabem pensar senão com as mesmas frases tolas do petismo. Isso não significa que vou ficar de namoro com a direita brasileira, que tem uma dificuldade imensa de pensar para além do que é mesquinho. Mas significa que não sou obrigado a andar com bandido, com gente burra, com colegas de universidade que sabem só três palavras, “neoliberalismo”, “fascista” e “golpe”. Não dá. Eu tenho um cérebro, e gosto dele.

Paulo Ghiraldelli, 59, filósofo. São Paulo, 04/09/2016

Foto: petista clássico recebendo ordens de Zé Dirceu pelo celular.

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One Response “PT? Não mesmo! Tenho cérebro, e gosto dele!”

  1. Orquidéia
    06/09/2016 at 23:46

    Falar em golpe é mole quando sobrevivemos um calote de um governo que nasceu com uma sentença de morte…

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