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22/10/2017

“Só os outros serão prejudicados”


O que está acontecendo no Brasil com a prisão de ativistas que quiseram denunciar os desmandos da Copa é extremamente preocupante, além de ser um caso de falta de solidariedade humana. 

NA DEMOCRACIA LIBERAL MODERNA não há a pressuposição de Deus. Trata-se de um regime completamente laico na sua essência. Por isso mesmo é um regime que garante, inclusive, as manifestações de diversas religiões.

Em que sentido é um regime laico? No mais fundamental: só os homens podem governar a si mesmos, não há uma terceira força acima dos homens que possa, a qualquer momento, trazer a verdade que, então, deve ser seguida porque é a verdade. Não, os homens apresentam versões e os homens avaliam as versões.

Assim, o inimigo dessa forma de vida social (como americanos a tomam) e de governo (como europeus a tomam) é todo aquele que procura esconder perspectivas, calar adversários que possam trazer outras mais interpretações e outras denúncias. Na democracia liberal, o governo sempre é um co-governo, pois inclui no governo a oposição, principalmente quando ela é aguerrida — toda a oposição.

Quando mecanismos quaisquer, sob qualquer justificativa, proíbem protestos de vozes discordantes, a vida democrática se esvai rapidamente. A pior coisa que pode ocorrer na democracia é as pessoas começarem a endossar o refrão: “vale fazer oposição, mas não a sua oposição porque você não faz oposição, você é vândalo”. Essa é a frase de começo de término da democracia liberal. Ela é tão erva daninha da democracia quanto o poder econômico e o caciquismo.

O começo do fim não é a força militar nas ruas, mas o silêncio dos filósofos, dos intelectuais enfim, a respeito desse refrão. Quando começamos a rir de presos políticos porque eles não são da “nossa” política, azeitamos guilhotinas para nós mesmos e nossos filhos.

Paulo Ghiraldelli

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41 Responses ““Só os outros serão prejudicados””

  1. Aílton Nunes
    22/07/2014 at 14:16

    Mas olha só quanta transparência do nosso judiciário(links). Nessa altura dos acontecimetnos é bom não descartar a hipótese de a Globo poder fazer uso de sua mais alta tecnologia de edição de audio e video para engrossar as tais supostas evidências. Apenas não desconsiderar essa chance.

    http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/rj-policia-nega-a-juiz-acesso-a-inquerito-sobre-ativistas,297408ecfed57410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

    http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/tj-nega-liberdade-a-funcionario-da-usp-preso-em-manifestacao,80fbc943bde57410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

  2. LMC
    21/07/2014 at 11:00

    A extrema-direita apóia quem
    faz linchamentos,os
    justiceiros e milicianos que
    matam Pixotes e
    Amarildos e esperneia
    dizendo que,quem defende
    os direitos humanos
    está defendendo os
    bandidos.

    A extrema-esquerda
    apóia quem quebra
    agências bancárias,
    pontos de ônibus e
    os próprios ônibus,
    alguns grupos que
    repetem frases
    tiradas de letras
    de música
    (“capitalismo selvagem”),
    e repetem palavras
    como “machismo”,
    “globalização” e
    “neoliberalismo”.

    Pondé e Safatle?
    Deus me livre!

  3. Aílton Nunes
    20/07/2014 at 23:00

    Ghiraldelli, vou meio que discordar de vc sobre a questão da Palestina(Hamas X Israel). Acho que tu desconsiderou o fato de o Hamas ser também as pessoas do local, é a própria sociedade ali o Hamas como consciência, uma vez que já se acumulam a muito tempo o sofrimento de quem sobreviveu. Quase todo mundo tem um parente que morto nessa guerra, um filho, pai, tio ou irmão, e todas as humilhações, e então veem no Hamas o instrumento de vingança, de permanência da rivalidade e do ódio, somado ao contexto religioso. Criou-se um grande consciente coletivo. Logo, o Hamas é a marca daquele povo, e seu único meio de defesa e confiabilidade, o braço armado. O Hamas é fruto da própria politica de Israel, que o criou no passado no enfrentamento ao Fatah. O maior perigo em Israel é que lá existem grupos extremistas que buscam tão somente dizimar os muçulmanos em seu território na Cisjordânia e em Gaza, como no Velho Testamento: ao inimigo a espada.

  4. MARCELO
    19/07/2014 at 11:10

    Pensando bem,achei
    bom o Paulo escrever
    sobre isso do que
    o final da novela das
    nove ou coisas do tipo.
    O que o PG escreveu
    é o que realmente
    interessa a todos nós.

    • 19/07/2014 at 11:42

      Marcelo, Marcelo lembre-se de que é um direito dos esquerdistas chatos de falar, e muitas vezes são os chatos que não garantem democracia.

  5. Aílton Nunes
    17/07/2014 at 23:03

    Encontrei uma entrevista(Outras Palavras) que tinha lido onde sintetiza claramente o que aconteceu e ainda seguirá adiante, se não houver clamor popular em reação. Segue na íntegra a entrevista com João Batista Damasceno, que é juiz no Rio de Janeiro, doutor em Ciência Política e membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD).
    Compartilhem, pois é muito importante pelo momento.

    ——————

    -Segundo o chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, as prisões seriam para impedir que atos de violência ocorressem neste domingo. A lei permite isso?

    A Constituição dispõe que ninguém será considerado culpado sem que haja sentença condenatória transitada em julgado. Neste momento, estamos vivenciando casos de responsabilização antes que a pessoa cometa o fato tido como criminoso.

    Não se trata apenas de prisão temporária, visando à apuração do fato cometido. Nem prisão preventiva, para proteção do processo, ou seja, das testemunhas e garantia da execução penal, caso o acusado seja condenado.

    Trata-se de prisão antecipada ao fato, que não se pode afirmar que aconteceria. A militante Elisa [Elisa Quadros, conhecida como Sininho] estava no Rio Grande do Sul e certamente não viria ao Rio de Janeiro para as manifestações de encerramento da Copa.

    No Rio de Janeiro, já tivemos um chefe de polícia que se envolveu com o crime organizado internacional, no caso a máfia espanhola, apontada, na época, como responsável pelo tráfico internacional de drogas.

    Seria um absurdo defender a prisão do atual chefe de polícia a fim de evitar que pudesse – no futuro – cometer os mesmos crimes que teriam sido cometidos por aquele chefe de polícia no final do século XX.

    Perante a lei, o atual chefe de polícia merece a mesma consideração que os demais cidadãos brasileiros. A violação ao direito de uns permite que o direito de outros também seja violado, inclusive do próprio chefe de polícia.

    Mas é preciso lembrar que tais prisões foram decretadas pelo poder Judiciário, que tem funcionado como auxiliar da polícia e do governo na violação aos direitos dos cidadãos. Assim, não se espera que funcione como órgão garantidor dos direitos.

    -Essas prisões são ilegais então?

    Elas foram efetuadas a pedido da polícia, mas por decretação do Judiciário.

    Do ponto de vista formal, a polícia fez o que o Judiciário autorizou. Claro que na execução da medida no Rio Grande do Sul os policiais fluminenses não poderiam ter atuado. Eles agiram fora do limite territorial do Estado do Rio de Janeiro. Atuaram com excesso de poder.

    O delegado encarregado da diligência gravou vídeo da prisão da militante no Rio Grande do Sul, expondo indevidamente sua imagem, e disse estar em auxílio à polícia gaúcha. Mas vendo o vídeo percebe-se que toda a diligência foi efetuada pela polícia fluminense.

    Trata-se de uma polícia, que, desde a condecoração dos homens do Esquadrão da Morte nos anos 60 pelo governador Carlos Lacerda, atua à margem da lei.

    Do ponto de vista substancial, não há como defender a legalidade de tais prisões.

    Em entrevista, o chefe de polícia do Rio de Janeiro disse que tais militantes vinham sendo monitorados desde setembro de 2013 e que as prisões evitariam que participassem de manifestações neste domingo, final da Copa.

    Porém, violou-se o direito constitucional de liberdade de manifestação do pensamento e direito de reunião.

    Na prática, implementaram-se medidas típicas de um Estado de Sítio, sem que ele tivesse sido decretado. Isso é crime de responsabilidade. Num Estado de Direito efetivo, as autoridades envolvidas numa situação como essa seriam chamadas a se explicar e poderiam, eventualmente, ser responsabilizadas.

    -A Justiça determinou a prisão temporária. Por quê?

    A prisão temporária, de discutível constitucionalidade, visa restringir a liberdade de uma pessoa a fim de coletar prova de crime que se tenha cometido.

    A prisão temporária é uma prisão para preservar as provas, após a ocorrência de um crime. Trata-se de medida emergencial, por isso se afasta o suposto criminoso da cena do crime para a produção probatória necessária à sua acusação.

    No caso presente, os militantes estavam sendo monitorados desde setembro de 2013. Não havia prova a ser coletada emergencialmente.

    Fica cada vez mais evidente o reforço do Estado Policial, com exercício arbitrário do poder da polícia. Voltamos ao Brasil da Primeira República, quando a política se fazia com a polícia à frente. O estopim para a Revolução de 30 foi uma ação policial na casa da namorada de João Dantas, adversário do candidato a vice-presidente de Getúlio Vargas, João Pessoa.

    -A polícia do Rio apresentou várias coisas que teriam sido apreendidas nas residências dos presos. Pelas fotos publicadas na mídia, dá pra ver máscaras contra gás lacrimogêneo, viseiras, um revólver…

    O revólver foi apreendido na casa de um adolescente que milita politicamente. Só que o revólver é do pai desse ativista político, que tem porte legal de arma. A mídia tradicional tem a informação, mas não publica, legitimando a atuação da polícia.

    A polícia tratou o adolescente como se ele fosse o dono da casa. E diante da demonstração de que seu pai era o detentor de porte legal de arma, lavrou-se um registro de omissão de cautela. É uma forma de justificar a apreensão de uma arma que não poderia ser apreendida.

    A polícia buscou dar um aparato legal à apreensão, sob o fundamento de que aquele que tem a posse legal da arma não a guardou adequadamente, tornando-a passível de apreensão. Mas isto não foi levado ao conhecimento da sociedade.

    -Pesa o fato de estarmos em ano eleitoral?

    Com certeza, e a polícia quer mostrar eficiência na intimidação de opositores das políticas públicas lesivas aos interesses do povo.

    Curiosamente, essa mesma polícia que prendeu os jovens militantes não se moveu diante do que não foi apurado na CPI do Cachoeira. Tampouco diante do furto das vigas do elevado da Perimetral, no Rio de Janeiro. Eram vigas com cerca 20 toneladas! Essa mesma polícia não foi capaz de esclarecer a autoria do furto, apesar do grande volume e notável valor econômico.

    Igualmente não foram esclarecidos pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) os crimes cometidos por policiais. E a DRCI é que está atuando contra os militantes presos.

    -Explique melhor isso.

    Computadores de juízes fluminenses foram invadidos e hackeados e o fato somente se comprovou porque o Ministério Público o esclareceu. A delegada titular de então direcionou a investigação para as vítimas.

    No ano passado, crimes contra um magistrado, praticados por policiais pela internet, igualmente terminaram sem qualquer apuração. De nada adiantou a reunião do delegado titular da DRCI no gabinete da então chefe de polícia, Martha Rocha. Nada se apurou. As investigações são seletivas.

    Desde a morte do jornalista Tim Lopes formou-se uma perversa aliança da mídia com a polícia. Já não se denunciam as arbitrariedades policiais como se fazia antes. O fato se agravou com a morte do cinegrafista Santiago de Andrade durante uma manifestação recente.

    Não se registrou a morte do Santiago como uma fatalidade; nem que ele trabalhava sem os equipamentos de proteção que lhe deveriam ser fornecidos pela empresa de comunicação que o empregava.

    A morte dele foi consequência da irresponsabilidade de dois militantes, que não desejavam sua morte, mas que foram devidamente identificados e presos. No entanto, também aconteceu da culpa grave do empregador que não lhe forneceu os meios adequados para proteção na cobertura de uma manifestação que se sabia poderia resultar em confronto ou conflito, como ocorre no restante do mundo.

    A polícia fluminense se converteu na “polícia Mãe Dinah”, que investiga o futuro. Seria cômico se não fosse trágico ao Estado de Direito e não representasse um perigo de volta ao tempo sombrio da ditadura militar, notadamente quando vigente o AI-5, que suprimira o habeas corpus.

    A prisão de máscaras de carnaval, bandeiras vermelhas e até livros de literatura — pelo simples fato de terem a capa vermelha — é a prova do retorno da estupidez às práticas policiais. Durante a ditadura, a mesma polícia fazia apreensão de livros pela cor da capa. Naquela época, não era a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, mas o DOPS, Departamento de Ordem Política e Social. Mudou-se o nome, mas a política é a mesma.

    -O que representam essas prisões?

    O apogeu da escalada do Estado Policial. Mas não é coisa que tenha sido formatada apenas pelo atual chefe de polícia. É parte de uma política federal de repressão aos movimentos sociais. A atuação tem sido similar em outros Estados. No Rio de Janeiro e em São Paulo ocorre maior repercussão. Mas esse tipo de atuação se intensificou após reunião dos secretários de Segurança dos estados no Ministério da Justiça.

    É óbvio que nem tudo é coisa do governo federal; apenas a matriz. As polícias e o próprio Judiciário funcionam nesses episódios como forças auxiliares. O próprio chefe de polícia desempenha papel deste quilate.

    O povo, para certo de tipo de político, só é bonito visto do palanque, para onde vai aplaudir o candidato. Assim pensava Benedito Valadares, velho político mineiro, que cunhou tal frase.

    Anastácio Somoza, ditador nicaraguense derrubado pela Revolução Sandinista em 1979, dividia o povo em três segmentos: os amigos, a quem dava ouro; os indiferentes, a quem dava prata e os inimigos, a quem destinava chumbo.

    As atuais políticas públicas têm o mesmo viés. Mas quem ficou com o ouro foi a FIFA. Aos que não se domesticaram para receber a prata restaram demolições de casas, remoções de suas comunidades, repressão brutal e prisões.

    • MARCELO
      18/07/2014 at 10:37

      Meu caro Aílton,o Paulo
      resumiu muito bem em
      poucos parágrafos
      sobre essa questão.
      Só o último parágrafo
      teu resume tudo o que
      foi essa tal “Copa das
      Copas”(?)

  6. MARCELO
    17/07/2014 at 20:29

    Só espero que aquilo que a
    polícia disse seja tudo
    mentira.Juntar black blocs
    com torcidas organizadas
    pra agredir turistas
    argentinos como
    disseram seria muito
    medíocre.Repito,tomara
    que isso seja puro
    alarmismo.Não dá pra
    acreditar nisso,não.

  7. MARCELO
    17/07/2014 at 10:10

    Padre Júlio Lancelotti,Maria
    Madalena Arrependida?
    Só rindo.kkkkkkkkkkkkkkk
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • 17/07/2014 at 12:29

      Parece que você, Marcelo, gosta da liberdade só quando ela lhe convém muito particularmente.

    • Usp10
      17/07/2014 at 13:13

      Esse marcelo só aparece aqui para falar bobagens políticas. O que que tem um padre lutar pela soltura de presos políticos?

    • MARCELO
      17/07/2014 at 15:43

      Presos políticos eram o
      Mandela e os que lutaram
      contra o regime militar,
      tanto os vivos quanto os
      desaparecidos e os que
      já morreram.

    • 17/07/2014 at 16:56

      Sim Marcelo, agora, presos políticos que se manifestam na rua não são mais presos políticos, dado que você só acha que as prisões são ilegais se forem os que está do seu lado ideológico. É uma posição bem sacana. Aliás, você está junto com Pondé nisso e outros caras de uma direita carcomida.

    • Aílton Nunes
      17/07/2014 at 17:30

      o silÊncio do Pondé as vezes me envergonha!

    • 17/07/2014 at 19:58

      É mais que o silêncio, desta vez ele riu da prisões. Para ele é divertido quando há jovens, que não são o Lobão, presos.

    • MARCELO
      17/07/2014 at 19:48

      Se você acha que sou
      igual ao Pondé,se
      enganou.Não concordo
      com as coisas que
      ele diz por aí.
      Sou mais da direita
      do Churchill,modéstia
      a parte do que a do
      tal Pondé.

    • 17/07/2014 at 19:57

      É mais ou menos a mesma coisa, de direita com direitos que não são direitos, o direito de querer ver em na cadeia os que discordam de você. Só isso. A mesma mediocridade de sempre. Para que vir ler minhas coisas? Não é prá você!

    • MARCELO
      17/07/2014 at 19:56

      Só acrescentando o
      que disse abaixo,
      concordo com o
      que o Pondé
      pensa na MAIORIA
      dos textos que
      ele escreve.E,
      claro,também há
      uma esquerda
      carcomida por aí
      que acha alguns
      manifestantes
      como verdadeiros
      Messias enviados
      pra salvar o mundo.

    • 17/07/2014 at 19:59

      Meu caro, não venha mais ler nada aqui não. Não é para você.

    • Aílton Nunes
      17/07/2014 at 17:29

      Li todo o texto, os comentários e alguns vídeos postados por aqui e em outros espaços sociais. A minha conclusão é a mesma de quem conseguiu avaliar atentamente: Se trata de um absurdo em andamento. Ainda que fosse briga da direita com a esquerda, tipo na Venezuela, mas nem é. É sim, descaradamente uma violação do próprio direito usando-se dele mesmo como instrumento, através de manobras com a polícia, pouco transparente ao público, que tb não liga. Tem muita coisa forjada na cara dura. Puro revanchismo do governo contra àqueles que não aceitaram ser cooptados pelos partidos nas suas reivindicações locais. No RJ, então, é revanchismo do PMDB por saber não levar nas eleições dessa vez.

      …E o mais incrível é a conveniência da grande mídia. Se não fosse a internet…

  8. Jhonatan Ribeiro
    16/07/2014 at 18:10

    Obrigado por me responder sr. Paulo, acho q tem razaõ, nossa comodidade já era conhecida até antes né?
    Mas q eu me lembre naquela época os povos das grandes cidades participavam mais, então tudo foi abafado por anos.

    • 16/07/2014 at 18:42

      Jhonatan não há “comodidade”, há incômodos que incomodam só alguns de modo a causar reações produtivas. Dê uma olhada na nossa história, na nossa formação, por meio de autores como Boris Fausto, Alencastro e outros historiadores desse tipo.

  9. ANTONIO CLÁUDIO
    15/07/2014 at 22:41

    Meu amigo Paulo, é sempre bom ler seus artigos. Ainda bem que você não se esconde atrás das trincheiras da universidade.

    • 16/07/2014 at 12:50

      A universidade não é uma trincheira, ao contrário, ela é uma armadilha. Uma arapuca cujos pássaros somos nós filósofos. Ela nos dá salário e com isso podemos fazer a crítica social, mas ela não pode nos engolir.

  10. Adalberto Barreiros
    15/07/2014 at 21:28
    • Adalberto Barreiros
      15/07/2014 at 21:41

      Imagine os outros, são muitos os jovens em SP, RJ e BH.
      É a “prisão Diná”.

    • Maria Madalena
      16/07/2014 at 14:41

      Não somente prisão Diná, ela é puramente exemplificativa, intimidatória. E não sei até quando Fábio Hideki e o professor de História, Rafael Marques, ficarão detidos, talvez anos. Foi um grande conluio forjado. Estou chocada com o caso desse jovem. É importante todos verem esse depoimento. Uma campanha está sendo criada. Compartilhem.

      -Deputado Adriano Diogo:

      http://www.youtube.com/watch?v=4ziCwesOa2M

      -Padre Julio Lancellotti:

      http://www.youtube.com/watch?v=a4SI3s_rm-E

      -Quem é Fábio Hideki?

      http://coletivodar.org/2014/06/conheca-fabio-hideki-harano-o-terrivel-lider-dos-black-blocs-soquenao/

    • Jhonatan Ribeiro
      16/07/2014 at 17:55

      “Só os outros serão prejudicados”

      Título e texto além da visão do alcance dos comuns, meus parabéns. colocou o dedo na ferida, essa verdade q dói, mas cura.
      Eu acho o povo brasileiro muito preguiçoso e indiferente aos outros. falta o senso de defesa de si próprio, quando comunidade. é isso que falta ao brasileiro desde dos anos 60. A perseguição brutal da ditadura foi quem minou isso de nós roubando a coragem.
      Ficamos individualistas. os bons morreram ou não voltaram pra terrinha.
      A educação falida e o povo parece ñ ter mais tempo para NADA, a ñ ser cuidar da própria vida e olhe lá. terceirizando a sua cidadania.
      Vi aqui e já compartilhei, Madalena. obrigado por indicar esse blog. abraços.

      Mamãe corajosa, coisa rara:

      http://www.youtube.com/watch?v=ZtIt2ft9x3g

    • 16/07/2014 at 18:02

      Jonathan nossas relações sociais dependeram menos da ditadura, de só 20 anos, do que se diz. Essa história sua aí precisa ser repensada.

    • LMC
      22/07/2014 at 11:27

      Quando a polícia reprime
      ela é truculenta.Quando
      a polícia investiga e
      previne ela é Mãe
      Diná.Chegue num
      acordo,Adalberto!

    • 22/07/2014 at 14:59

      Marcelo, tem dó né.

  11. Afonso
    15/07/2014 at 15:04

    Texto muito lúcido.

    Talvez algo como nos lembra o poema:

    NO CAMINHO, COM MAIAKÓVSKI

    (…) Tu sabes,
    conheces melhor do que eu
    a velha história.
    Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor
    do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na segunda noite, já não se escondem:
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho e nossa casa,
    rouba-nos a luz e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer nada.”
    (…)

    EDUARDO ALVES DA COSTA
    Niterói, RJ, 1936

    • MARCELO
      18/07/2014 at 13:28

      Sininho rima com coxinha!

    • 18/07/2014 at 13:31

      Marcelo, faz tempo que você não está mais raciocinando bem. É hora de buscar um médico.

  12. Adalberto Barreiros
    15/07/2014 at 11:00

    PS: A sociedade está se permitindo, retrocedendo!

  13. Adalberto Barreiros
    15/07/2014 at 10:58

    Pelo que percebi não foram poucas as arbitrariedades, as injustiças, Paulo, poucos foram os que minuciosamente perceberam caso a caso, os defensores públicos.
    Acho mesmo que estamos a perigo como sociedade, caminhando para um estado tipo Singapura, China ou Rússia. Nada de socialismo, mas um capitalismo de estado autoritário!

  14. Maria Madalena
    15/07/2014 at 10:48

    Sucinto e categórico. Grato.

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