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20/11/2017

O ódio aos “de branco”


O ódio aos “de branco”

Não conheço um governo no Brasil que tenha buscado melhorar a educação por meio do aumento significativo do salário do professor. Isso não se discute. Ainda que o nosso professor, em geral, ganhe menos que mil e quinhentos reais, o que não permite que ele sobreviva por meio da sua profissão, o problema da educação é sempre o de falta de verbas, contanto que se as verbas vierem não se pague mais ao professor.

A explicação para isso só pode ser esta: os governantes não gostam de professores. O professor é aquele que lidou conosco em nossa infância e, portanto, não só ensinou, mas nos repreendeu e testemunhou nossas falhas mais vergonhosas. O brasileiro em geral se acha um gênio, nem se pode usar a palavra “burro” no ensino, pois por decreto psicopedagógico ninguém mais no Brasil é burro. Então, desse modo, logo que ficamos adultos, diminuímos em nossa memória a importância do professor em nosso aprendizado. Tudo que sabemos foi por conta de nossa genialidade intrínseca. Em nossa memória restam somente os episódios em que fomos admoestados. Entre nós, os que vão para cargos políticos devem ter sido mais admoestados que todos, talvez porque tenham realmente merecido, e então, uma vez no governo, mesmo que de modo pouco consciente, se vingam dos professores. No Brasil, não é difícil sustentar essa minha hipótese não!

O ressentimento do governo e de parte grande da sociedade com os médicos é parecido com o que existe em relação aos professores.

Também o médico é aquele que nos pegou em situação de fragilidade. Mesmo que tenha nos salvado, guardamos mágoa, pois em geral nós não somos somente gênios, somos também pessoas com um organismo fantástico que, segundo nós mesmos, se recupera sozinho. Ao recuperarmos a saúde, descartamos os médicos e, na verdade, guardamos na memória apenas a possível peregrinação de hospital em hospital, onde sofremos os maus tratos de um sistema de saúde inoperante. Culpamos os médicos injustamente por isso.

Mas a mágoa dos governantes com os médicos não se resume nisso. Ela tem um componente a mais.

O médico é aquele ex-colega que passou em um vestibular difícil, que estudou muitos anos e, enfim, ganhando bem ou ganhando mal, adquiriu um fantástico status em uma sociedade como a nossa. O médico é aquele que o governante encontra e se lembra do quanto ele, governante, foi medíocre na juventude, e foi fazer uma faculdade de beira de esquina ou um curso fácil, diante do colega que pegou o caminho difícil e “venceu na vida”. Quando o governante é médico, pior ainda. Ele vê seu antigo colega como sendo o que tinha vocação, enquanto que ele, que foi para a política, era exatamente o que jamais conseguiu sequer ver sangue – tinha diarreia, vômito e ficava como quando uma moçoila normalista tem chiliques. Desse modo, como não ser ressentido e invejoso diante do médico que, mesmo em um Brasil sem hospitais decentes, continuou trabalhando?

Assim, podemos notar que o governante tem tudo para odiar o médico muito mais do que tem para odiar o professor – e que o médico note a condição que esse tempo de ódio fez com a profissão do magistério!

Quanto mais medíocre um governo, mais ressentimento ele terá com as profissões que demandam disciplina de estudo e vida abnegada – e ele fará questão de fomentar esse sentimento na população, contra os médicos.

Pessoas medíocres odeiam aquele espelho feito de carne humana que diz para elas: “você tem o poder de mando, mas sou eu, seu espelho, que nunca vou sair daqui, que com a minha presença denuncio o seu mando como um lixo porque você é um lixo”. Políticos que enfrentam esse problema do espelho não podem fazer outra coisa senão criar uma legislação que venha a punir o médico por este ser médico, e que dirija sua ação no sentido de exterminar com aquele curso de medicina que, enfim, ele não conseguiu fazer. Estamos no Brasil, efetivamente.

© 2013 Paulo Ghiraldelli Jr., 55, filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ

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38 Responses “O ódio aos “de branco””

  1. Fernanda
    28/07/2013 at 12:39

    Perfeita analogia com o magistério! A medicina, muito em breve, será uma profissão que “não vale a pena”. Perderemos todos pois todos precisamos de médicos, inclusive os governantes que, ao primeiro espirro, correm como gazelas assustadas ao Sírio Libanês.

  2. Élise
    27/07/2013 at 16:24

    Eu só sinto muito…pelo país, pela saúde, pelo povo. Com essa “brincadeira séria” ( n sei se posso chamar assim) nosso governo está acabando com a “saúde”. Com a saúde de todos!!!!! Não entendemos o pq desse ódio…estamos trabalhando machucados pelo governo, pela falta de estrutura, pela população. Só ouvimos ofensas e reclamações por coisas q n dependem de nós, além dos males de cada um. Estamos lutando pela saúde sozinhos, pois a população(em geral) vê a nossa luta como de classe, eles n entendem! Só entenderão qdo for tarde demais, e nesse caso da saúde, o tarde demais pode n ter volta. O Brasil está adoecendo seus médicos!!! Parabéns pelo texto.

    • 27/07/2013 at 16:28

      Élise, se eu falar sozinho não adianta, e só sair às ruas também não. É necessário formar corrente, os médicos precisam ler o que escrevo e repassar e eu tenho de ler o que eles escrevem e não só repassar, mas interpretar. Ajuda aí!

  3. Esculápio
    26/07/2013 at 17:40

    Parabéns mil vezes. Sou médico recém-formado e estou impressionado com a identificação que tive. Parece que você é médico, como consegue sentir o que sentimos de maneira tão real? O povo tem inveja dos nossos conhecimentos e raiva de ter de nos procurar na doença. Reclamam para nós até dos preços dos remédios, como se nós fossemos culpados. Os advogados são os mais invejosos de nós, fizeram Direito porque nunca passaram em Medicina. Viva os Filósofos!!!!

    • 26/07/2013 at 18:00

      Esculápio, você evidentemente não é médico e, aliás, não é nada a não ser o campeão do concurso “Energúmeno de 2013”. Pegue a taça embaixo da sua cama.

  4. kat
    16/07/2013 at 11:30

    Achei o blog ao pesquisar no google, uma resposta, por que nesse país se odeia tanto assim os médicos? E vejo nas suas palavras um alívio, pois em meio a tanta gente cega, ainda existe lucidez. Ainda há quem enxergue por detrás das cortinas da demagogia. E só para ficar registrado aqui, concordei 100% com esse texto e as opiniões manifestadas.
    Fiz faculdade de medicina, minha mãe ganha menos de 2 mil reais como professora, meu pai vive de bicos. Estudei a vida toda em colégio particular, fiz também faculdade em uma instituição privada. Fui agraciada com uma bolsa de estudos na minha faculdade de medicina (bolsa oferecida pela instituição, não pelo governo). Passei muita dificuldade durante os estudos, como podem imaginar. Igual a mim, teve mais umas 10 pessoas pelo menos na minha turma, em situação financeira parecida. Havia filhos de taxista, filhos de empregada doméstica. É uma ignorância tremenda dizer que “médicos já são muito privilegiados”.. E mesmo que fossem, mesmo que todos tivessem tudo que sempre quiseram, ainda não é motivo que justifique essas medidas que aos poucos estão minando a classe médica. Aqui no Brasil, ser rico é um pecado imperdoável.

    • 16/07/2013 at 11:40

      Kat,mesmo que todos os médicos fossem filhos de rico, a política de saúde não pode ter isso em conta.

  5. Thiago Leite
    15/07/2013 at 17:56

    Dukatano, você não te o direito de agredir Paulo por causa do seu ódio classista e infeliz. O camarada quer descontar nos outros todo o rancor que tem da vida. Aí é demais vc não acha?

    • 15/07/2013 at 18:00

      Thiago, as agressões aqui são máximas. Eu não as coloco, são de olavetes, nassifetes etc., em geral apenas coisa de perdedor.

  6. Ozzi
    14/07/2013 at 13:02

    Médico – Uma vida de puta!
    Érico Veríssimo

    “Você trabalha em horários estranhos. Que nem as putas.
    Te pagam prá fazer o cliente feliz. Que nem as putas!
    Seu trabalho sempre vai além do expediente. Que nem as putas!
    Seus amigos se distanciam de você, e você só anda com outros iguais a você.Que nem as putas!
    Seu chefe tem um lindo carro. Que nem as putas!
    Quando vai ao encontro do cliente, você tem de estar sempre apresentável. Que nem as putas!
    Mas quando você volta, parece saído do inferno. Que nem as putas!
    O cliente quer sempre pagar menos e quer que você faça maravilhas.. Que nem as putas!
    Todo dia, ao acordar, você diz: NÃO VOU PASSAR O RESTO DA VIDA FAZENDO ISSO. Que nem as putas!
    Se as coisas dão errado, é sempre culpa sua. Que nem as putas!
    Você sempre acaba fazendo serviços de graça para o chefe, para os amigos e para os familiares. Que nem as putas!
    Apesar de tudo isso, você trabalha com prazer.
    Que nem as putas”

  7. John. J.
    12/07/2013 at 18:47

    Muito bom texto. Verdadeiro.
    O que precisamos fazer agora e` nao reeleger nenhum politico, seja vereador, deputado est,, fed,, senador, prefeito ou governador, para acabar com esses velhos encostados no cargo e esperando a morte chegar e que ficam so` sugando o pais.

  8. Gustavo Souza
    11/07/2013 at 16:34

    Acontece é que o governo sempre passou a “batata” da culpa da saúde precária no Brasil para os médicos, estes então se revoltaram e começaram a mostrar os reais dados e fatos da situação.
    Antes que a população começasse a ouvi-los, o governo já dá um jeito de chutar os “reclamões” e substituí-los por cubanos incapacitados, enfermeiros e afins (veto ao ato médico) e por estudantes (extensão de 2 anos no currículo de medicina).

    • 11/07/2013 at 17:06

      Gustavo, talvez seja interessante os médicos também serem cutucados e protestar.

    • Gustavo Souza
      11/07/2013 at 17:26

      Dia 9 de agosto ocorrerá uma paralisação geral dos estudantes de medicina. Aqui está o link do evento no Face: https://www.facebook.com/events/189368871229796/?ref=22. Vamos ver se vinga, já que dificilmente alguma manifestação ou protesto vinga no Brasil, vide este ultimo que teve que mobilizar o Brasil todo pra receber apenas algumas pequenas mudanças. Pra este funcionar, a manifestação tem que ser REALMENTE leva a sério.

  9. Cavalo manso
    10/07/2013 at 22:33

    “Brasil precisa de médico especialista em gente”.

    Jatene

    • 10/07/2013 at 23:12

      Infelizmente Jatene fala o certo e propõe o errado.

  10. Lucio
    10/07/2013 at 20:41

    é tão impressionante o descaso com que essas profissões são tratadas que tenho que concordar com o texto. A valorização do profissional com um salário digno é o primeiro passo para as melhorias dos setores de saúde e educação. Porque é difícil entender isso?

    • 10/07/2013 at 21:17

      Lúcio, talvez eu tenha razão, eu expliquei,.

  11. Dukatano
    10/07/2013 at 19:45

    Enfia seu curriculo no vosso rabo. Picareta.

    • 10/07/2013 at 20:20

      Vou deixar sua fala aqui para mostrar a todos como você é de fato o magoado, o ressentido de que falo. É uma olavete. E Olavo é o típico ressentido, não passou no vestibular, não fez faculdade. Ele seria um excelente quadro de parte do PT. É Dukatano, eu sei que você sobre. O Olavo e os tipos iguais a ele também sofrem.

    • paulo sergio g costa
      14/07/2013 at 22:36

      O Olavo não esta participando do debate, ou está? Portanto não está aqui para atacar ou se defender. Não entendi a analogia com o tal de Dukatano A essência da democracia é o debate sem fronteiras e sem limites mas se voce escreve um artigo interessante e diria até corajoso sobre a questão médica no Brasil deveria entender que pessoas como o Olavo se tornaram importantes como vozes dissonantes em um ambiente tão censurado, tão maniqueista e pasteurizado como o meio filosofico e intelectual brasileiro

    • 15/07/2013 at 00:24

      Paulo Sérgio, o lugar aqui é para quem ao menos passou no vestibular. O seu guru maluco não conseguiu isso. Algo inédito. Não se trata de um burro normal. Há casos de burrice, em que o cara não sai da faculdade, mas há casos como este, onde o cara não conseguiu entrar.

  12. Dukatano
    10/07/2013 at 19:09

    Sim, mas por vezes acho que algumas coisas parecem um pouco conservadoras, como essa sua defesa dos médicos. Acho que tem uma dramatização aí, um certo exagero seu e de outros por aí, que agora dizem que médico vai ser um escrado por ficar 2 anos no SUS. Médico já tem muito privilégio. Não moramos numa Suíça, como alguns acham.

    Sobre o Boris, parece que além de toda essa sua postura odiosa sobre os garis, ele foi agora acusado de pedofilia.

    http://www.youtube.com/watch?v=akC5ESQG0N0

    • 10/07/2013 at 19:18

      Bóris falou o que todos falariam, falou na brincadeira. Claro, ele é um conservador e a brincadeira dele foi conservadora. Sua postura em relação aos médicos é a que eu denuncio no artigo como ressentida. É uma postura de quem acha que penalizando médico, tornando-o “pagador” do estudo, pode popularizar a medicina. Isso é um erro.Vai é afastar as pessoas do ensino médico. Aliás, logo os melhores alunos começarão a ir para as faculdades particulares. Agora, você dizer que médico é cheio de privilégios, é ainda mais sintoma do que eu escrevi. Você reitera e aprova meu artigo. Você é o exemplo do ressentido. Sem tirar nem por. Não estou dizendo que é magoado ou invejoso. Estou dizendo que sua postura é o do ressentido. Faz com o médico o que fez comigo: sem saber de nada, acusa. Não, não sabe o que fala. Não sabe o que significa o Juramento de Hipócrates e não sabe do rigor dos conselhos de medicina com os “erros médicos”. Não sabe realmente de nada do que é ser médico. Aliás, você não sabe de nada do que é estudar.
      Agora, vir acusar Casoy de pedofilia, aí já é mais que maldade. Não venha mais aqui. Esse tipo de acusação não dignifica ninguém.

  13. Dukatano
    10/07/2013 at 17:57

    Te acho um cara elitista, Paulo. Duvido que vc defenderia garis ou outros profissionais que são massacrados por esse país a fora.

    • 10/07/2013 at 18:33

      Dukatano, você não sabe de nada, nunca leu nada, nunca viu nada. É apenas uma pessoa perdida tentando aparecer. Nem para abrir o meu blog e olhar meu currículo ou meus livros você presta. Isso, no meu entender, é desonestidade intelectual. Agora, preste atenção, eu não sou o Zorro, eu não tenho que defender ninguém. Nem estou defendendo os médicos. Eu estou defendendo é eu mesmo, pois eu vou precisar dos médicos e o governo está me tirando os médicos. Caso alguém me tire outros profissionais que eu preciso, eu reclamarei. Agora, se você quer uma Madre Teresa, aqui não tem não. Cai fora.
      Agora, se inventar de ser honesto: http://ghiraldelli.wordpress.com/2010/01/01/boris-casoy-o-filho-do-brasil/

  14. Jacqueline Ferreira
    10/07/2013 at 16:55

    Sempre acho que minha opinião sobre este assunto, dos médicos, está em construção.
    Mas você, filósofo, bate numa tecla importante dessa relação emocional entre o profissional, o público e os políticos.
    Existe uma ideia não sei exatamente a justificativa, de que o médico, assim como o professor, é como um sacerdote, que faz o que ama e não dá bola pra dinheiro. Mas já faz tempo que as coisas não são mais assim, nem os médicos, nem os professores e muito menos os sacerdotes …
    Mas não dá pra não ficar no mínimo chocada, com declarações de ódio, de médicos, que fazem um tipo de pronunciamento como esse que saiu no twitter: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/07/medicos-ameacam-homem-contrario-aos-protestos.html
    Ouvi hoje um trecho da fala do médico Adib Jatene em que ele dizia que os médicos que não são das faculdades federais fazem residência no SUS, essa seria uma justificativa para que eles retribuíssem ao Estado o benefício recebido. Outra coisa que ele falou, foi que a formação, das faculdades brasileiras, é para formar especialistas e que deveria haver uma mudança curricular para que a formação de médicos generalista, que é o que mais se precisa. Até por que, segundo ele, não existe país por mais evoluído que seja, onde em todos as localidades se tenha medicina e tecnologia de ponta para se diagnosticar.

    • 10/07/2013 at 18:35

      Jatene sempre foi malufista. A visão dele de escola pública é a do Maluf: a escola pública tem de ter carnê. É só isso. O resto que ele disse é bobagem pura. Aliás, ele dizer que não há médico clínico geral é uma burrice. Todo médico é clínico geral. Ora, ele quer que o médico pare de estudar?

    • Helton Delgado
      11/07/2013 at 00:44

      Jacqueline,

      Posso falar melhor sobre a formação do médico. Durante o curso de medicina nos primeiros dois anos a formação é voltada para as áreas básicas (anatomia, fisiologia, imunologia, etc…) que todos os outro curso estudam também, porém em uma quantidade muito menor de horas. Não chega a ser nem 75% da carga horária total. Nos dois seguintes anos é dado ênfase na formação clínica, onde estudamos as matérias médicas. Aprendemos como diagnosticar e tratar as pessoas. Devo ressaltar que temos também aulas de medicina social e medicina preventiva, que são as matérias básicas para a nossa formação de médico generalista. Ou seja aprendemos a escutar o paciente, entender seus problemas, não só em relação à doenças, mas tudo que está em volta da pessoa que nos está falando. E os últimos 2 anos são onde colocamos em prática tudo que aprendemos, ficamos frente a frente com pessoas que expõe toda sua vida pra nós. No final disso tudo nos formamos médicos generalistas. Isso quer dizer que podemos atender qualquer pessoa, mas temos nossas limitações e quando não conseguimos resolver, encaminhamos ao especialista.

      Nossa formação não é voltada para especialidade e sim uma formação geral e completa.

      Depois disso se quisermos, faremos uma especialização. Só ai serão no mínimo mais 4 anos de estudos e ganhando uma bolsa de R$2.900,00 que foi aumentada agora. – durante esse período ralamos muito mais que você pode imaginar. Somos quase escravos -.

      Terminando. O que o Dr. Adib Jatene fala é contra a realidade.

    • 11/07/2013 at 01:18

      Exato!

  15. Antônio Carlos
    10/07/2013 at 12:20

    Ghiraldelli, virei seu fã. Sério. Sua continuação de postagens está excelente e nunca vi textos tão explanativos sobre o caso. A questão não é interiorizar médicos, a questão é desvalorizar profissão de modo a colocar as coleiras estatais sobre eles. Sei que existem inúmeras outras formas melhores para interiorizar esses profissionais como a criação de um plano de carreira mas tristemente é uma coisa que não existe. Venho, leio e bato palmas. Abraços.

    • 10/07/2013 at 14:43

      Antonio Carlos, querem empurrar os médicos para a parede, querem colocar a população contra os médicos, querem desvalorizar a profissão. Já fizeram isso com o professor.

  16. Giovane Martins
    10/07/2013 at 11:59

    E agora, vejo pessoas concordando que os médicos tem que trabalhar dois anos a mais, praticamente de graça pro SUS, ainda mais se fizeram universidade pública — precisam devolver o dinheiro que “o governo gastou” com eles enquanto se graduavam. Os médicos estão sendo chamados de playboyzinhos, elitistas etc.

    Depois desse texto comecei a entender porquê tanto ódio contra essa classe.

    • 10/07/2013 at 14:44

      Giovane, nosso país trata quem estuda como bandido.

  17. Victor
    10/07/2013 at 11:52

    Eu sou a coisa mais burra que existe atualmente. Eu confesso, sou invejoso. Sou uma merda, sou o Vitor que é uma bosta. Confesso, confesso.

    • 10/07/2013 at 14:52

      Ok Vitor Sales, concordo, você é realmente uma besta.

  18. 10/07/2013 at 11:24

    Simplesmente genial essa sua análise. Nem sempre concordo com que você diz, mas desta vez me rendo. Talvez, por ser eu um professor de ensino médio, que no máximo consegui ser pós graduado eu me veja inserido na sua fala. Abraços.

    • 10/07/2013 at 14:45

      Omar, trate de concordar comigo. Quando a pessoa tem paciência, ela acaba concordando. Não escrevo por escrever. Obrigado.

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