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15/07/2018

Manuela D’Ávila, linda porém comunista


[Artigo para o público em geral]

As mulheres adquiriram uma aptidão fantástica para o sofrimento. Um homem doente berra, reclama, não tem paciência para a cura. Uma mulher com incríveis dores, sofre calada, faz bem menos pampeiro que um homem. Todo mundo sabe disso. Teria sido o destino da natureza, lhe dando dores do parto por conta de um filho que nasce sempre como um aborto, que lhe forjou assim? Talvez! O fato é que se há um fardo a ser carregado, seja ele qual for, não espere que um homem o assuma se há uma mulher por perto. É um tipo de lei da gravitação universal.

Assim é o comunismo. Ninguém mais o quer, e por isso o PCdoB se tornou um partido de mulheres.

O debate “socialismo versus capitalismo” se encerrou ao final do século XX definitivamente. O liberalismo pode ser invocado, mas é tolice vê-lo como proposta política contra o socialismo e vice versa, e sim como uma grande construção da suavização da vida introduzida pelo mercado. Os intelectuais de ponta falam hoje de “sociedade de consumo em fases adiantadas”, em “neoindividualismo”, em “sociedade da leveza” e coisas do tipo. Todos sabem que a ordem capitalista trouxe suavização da vida, mas ninguém arrisca dizer que trouxe felicidade para todos. Os pobres aumentam. Os ricos também aumentam em número. Mas, no segundo caso, criam mais problemas que os pobres, ou tanto quanto – os advindos do capitalismo que gera a sociedade da abundância colocam a cabeça do Planeta a prêmio. O mundo está mais leve para todos. Mas os novos pesos precisam ser estudados, pois adquirem a força dos velhos pesos. Brados anti-capitalistas ainda fazem sentido existirem, claro. Mas só um maluco masoquista iria querer assumir o passado do comunismo – com genocídios, totalitarismos de todo tipo, perda de liberdade e poder de consumo, avanço da corrupção em burocracias – como sendo a sua bandeira anti-capitalista de hoje. Mas existem tais malucos. Ou malucas. São as mulheres. No Brasil isso fica tão bem estampado quanto em outros nichos.

Eis aí que de Luciana Genro passamos para Manuela D’Ávila. Se apanhamos as propostas concretas de ambas, podemos ver uma série de elementos inteligentes e de bom senso, que estão na agenda de todo crítico necessário do capitalismo. E se olhamos para os rostos de ambas, não temos como não ver mulheres simpáticas, fortes, que podem conquistar sim um eleitorado. Mas, como disse, as mulheres não querem vencer. Elas precisam, antes de tudo, cumprir uma missão: querem vencer com uma cruz nas costas. Uma cruz que assumem por razões inexplicáveis, a não ser essa tendência natural ao masoquismo, que vem da mulher ter a função de gerar bebês e, pior, cuidar deles. O homem é um animal que tem mãe. E, sabendo disso, a mulher se fez masoquista para servir a tal propósito. Maria Mãe de Jesus se deu bem por conta disso – tem prestígio. É, aliás, o trunfo do catolicismo contra o evangelismo. Quando uma mulher não precisa sofrer, então, ela entra para um partido comunista, de modo a ficar dando explicações de crimes que não cometeu. Ela quer sofrer. É uma sina. É um gosto. Sim, um gosto – arrisco dizer!

Essa postura da mulher, que hoje fica estampado no rosto de Manuela D’Ávila, a faz vítima de moleques imbecis. O programa Roda Viva, da TV Cultura (cujo nome, “Cultura”, agora soa como ironia), levou o que há de pior no cenário brasileiro para servir de perguntadores diante de Manuela. Um deles, um energúmeno completo, falou que Hitler era de esquerda. Outro garoto, que não conseguiu ainda ter barba, fez perguntas típicas a respeito do passado do comunismo. Apresentou-se como o novo, um jovem liberal. Não sabe ele que o liberalismo é mais velho que o socialismo – em data e em espírito. O próprio New Deal foi o primeiro neoliberalismo, e existiu exatamente porque seus defensores reconheceram que o velho liberalismo, o de Locke, havia fracassado. A garotada liberal no Brasil não estuda, não sabe disso. Esse tipo de perguntador só pode aparecer por conta de gente como Manuela ter decidido ser sofredora do comunismo antes que ser candidata crítica do capitalismo.

Há algo na mulher comunista, que agora é o único ser no planeta que ainda é comunista (Fidel, Niemeyer e Saramago já morreram), um mistério. E não se pode aí falar de falta de sexo. Elas são violentamente capazes de satisfação na cama. E gostam da coisa. Não há piada machista que as possa pegar – não com isso. Até disso se livraram. Poderiam realmente emplacar numa eleição. Mas não podem vencer. São mulheres, e então devem disputar para perder. Dessa maneira, elas próprias se sabotam carregando uma foice e um martelo no peito. Coisa besta.

Manuela é um mulherão, mas o seu cérebro tem um limite muito antecipado, e o limite dela é o de não conseguir se livrar da cruz que carrega, ou seja, o emblema do punho cerrado, da estrela, da opção por “camaradas” e coisas do tipo. Querem escalar montanhas mas, sempre, não dispensam de levar um urso (russo) nas costas. Que pena que tenha de ser assim.

Paulo Ghiraldelli Jr., 60, filósofo.

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9 Responses “Manuela D’Ávila, linda porém comunista”

  1. Éderson Cássio Lacerda Ferreira
    03/07/2018 at 12:36

    Pessoal que enxerga “machismo” no texto não entende o que é ironia e provocação.

  2. Jediel Placeres
    28/06/2018 at 12:10

    Empiricamente, realmente elas são ‘violentamente capazes de satisfação na cama’. Freud chega muito perto de nos dar uma afirmativa neste caso, mas Jesus, creio eu, foi provavelmente mais certeiro. Amar antes a si mesmo que ao próximo é uma frase que vai de encontro direto ao cerne físico da ‘amante contemporânea do passado’: o excesso de pêlos!

  3. LMC
    28/06/2018 at 10:35

    A Manuela é só um daqueles
    candidatos a Presidente
    línguas de aluguel que tem
    aos montes nesta campanha.
    Foi Jânio quem começou
    com isso,quando foi eleito
    Prefeito de SP ganhando de FHC.

  4. Alex
    27/06/2018 at 18:37

    Paulo, apesar de concordar com sua critica a respeito da inutilidade da defesa do comunismo, preciso dizer que seu texto tem um viés machista. Principalmente quando faz a associação entre mulher e sofrimento. Tanta, mulheres morrem neste país, tantas outras sofrem com agressões, estupros e mutilações que acho sua ironia desnecesaria.

    • 27/06/2018 at 20:55

      Alex você deve ser jovem, presumo, agora, um coisa que não presumo, mas tenho certeza, tu é burro!

  5. Douglas
    27/06/2018 at 13:22

    Que texto horrível.

    • 27/06/2018 at 15:54

      Meus textos são ótimos, mas são para leitores inteligentes. Não é seu caso, Douglas.

  6. Henrique
    27/06/2018 at 11:03

    O comunismo como socialismo ou como Social democracia ainda tem muito espaço. O PCdoB acho que é atualmente um partido da Social democracia. É difícil pensar que ainda tenha comunistas no Brasil, só mesmo em grupos muito pequenos e com pouca ou nenhuma expressão pública.

    • 27/06/2018 at 15:55

      Henrique a social democracia tem espaço onde? Você não lê sobre economia mundial? Você não sacou que os estados ricos não estão conseguindo bancar o Welfare State? Acorda!

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