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22/10/2017

Intelectuais de direita, uma poça rasa.


A direita brasileira é tosca, todos nós sabemos disso. Mas, afinal, por que ela é tosca?

Paulatinamente, por várias razões (entre elas os Sixtes como ocorrência mundial e a Ditadura Militar como ocorrência específica), nossos conservadores começaram a ter de exercer as profissões intelectuais, quando era o caso, em lugares cada mais distantes da academia, ou seja, da universidade. Ser um professor universitário no Brasil, principalmente no campo das Humanidades, e ao mesmo tempo defender teses conservadoras, tornou-se algo vergonhoso. Então, a direita, dentro da universidade, recolheu suas garras, e se por um acaso conseguiu soltar algum rugido, o fez fora desta, especialmente no jornalismo. Magoada por não poder ser “da universidade”, passou a atacar esta, em particular a universidade pública – a USP, em específico. Depois, a PUC-SP e, de vez em quando, hoje em dia, sobra até para o Mackenzie (!).

Esse movimento criou um tipo de intelectual extremamente contraditório. Ele quer se apresentar à sociedade com mais inteligente que os professores universitários, mas, ao mesmo tempo, ele precisa negar a cultura universitária e, assim fazendo, não raro se torna um inculto. E sendo este tipo de pessoa, em geral aproveitado somente no jornalismo, acaba mais ainda tendo de viver do efêmero, do superficial, ficando na impossibilidade da pesquisa e de continuar a ler mais e melhor.

Não raro, o jornalista de direita ataca os filósofos, sociólogos e historiadores da universidade, diz que não lê os grandes trabalhos destes e, pior ainda, acaba criticando – sem conhecer – tudo que é referência internacional desses professores. Nega a cultura. Mas, para se por como inteligente e culto, necessita mostrar outras referências que não aquelas negadas. Sofre nisso. Pois ao fazer separações da cultura por meio do crivo político, repete o que há de mais energúmeno no campo cultural: lê de modo politizado tudo e, pior ainda, não lê ou o faz de modo preconceituoso quando tem nas mãos o que é politicamente diverso do que quer ouvir.

Vou dar um exemplo, para que o leitor possa ter claro o que quero dizer. É um exemplo representativo.

Um dia vi um artigo de Reinaldo de Azevedo, dizendo que Marilena Chauí era um lixo e blá-blá-blá. Logo em seguida, se confessou incapaz de aguentar a ler o enorme livro da filósofa sobre Spinoza. Ou seja, acabou expondo o que não queria expor, sua incapacidade diante de uma obra que, quer ele queira ou não, foi feita sob os méritos universitários que ele desejaria ter. Mas, ao fazer isso, ele acerta no seu erro: conquista um público. Mas erra no seu acerto: conquista o leitor medíocre. O leitor medíocre adora esse desdém pela cultura que alguém, que supostamente é culto (sabe escrever!), pode vomitar, principalmente contra a USP, pois esta é justamente o lugar em esse leitor (um Danilo Gentili?) gostaria de ter entrando, mas não conseguiu (alega pobreza, mas o certo é que é incompetente).

Isso poderia ser um jogo de cena de Reinaldo de Azevedo. E em parte é um jogo de cena. Mas é um jogo perigoso, porque faz do jogador não o atleta, mas a bola. Pois a partir daí não é ele quem chuta, mas é ele que é chutado. Tem a ilusão de que “forma opinião”, mas apenas reitera a opinião do leitor medíocre, pois é este o verdadeiro autor do chute. Depois de poucos anos, não pode mais mudar! Teme perder seu público fiel. Ficou refém do que há de mais burro na população.

Reinaldo de Azevedo também é exemplo bom sobre o que ocorre com o jornalista de direita, após algum tempo. Conforme passa o tempo e este jornalista publica um livro, ele entra para o circuito dos autores. Ao invés de ficar satisfeito, fica mais magoado ainda, pois a Universidade não dá bola para o seu livro. Bate o desespero e ele olha de um lado e de outro e está cercado de idiotas – um Lobão, um Constantino. Ele chora então. É salvo pela existência de seu anjo da guarda: Pondé. Este é professor universitário e cita uma bibliográfica que ele, já em desespero, copia em sua coluna e grita: “vejam, há sim gente inteligente, da universidade, do meu lado, leiam este filósofo, leiam, vejam como somos inteligentes, nós da direita”.

A figura patética de Reinaldo de Azevedo dizendo isso ganha então uma caricatura nas ressuscitações fracassadas da “Marcha da Família”. Nesta, apareceu um maluco, meio que vestido de militar, que batia nos outros com um livro do Olavo de Carvalho gritando “eu sou inteligente, vejam, eu li isso, eu estudei”. É como se ele fosse um Reinaldo de Azevedo atlético, segurando nos bastidores da revista Veja, algum livro mais popular do Pondé como Moisés segurou a Tábua das Leis, gritando como um Malafaia tresloucado: “vejam, eu sou inteligente, eu vou comprar os livros do Burke que o Pondé citou aqui”.

É claro que tudo isso transforma esse tipo de intelectual de direita, hoje, em alguma coisa que nasce como um arremedo e morre como uma farsa. E o que é pior, uma figura assim acaba arrastando um Pondé para junto de um desescolarizado e maluco como o Olavo de Carvalho. E assim a direita se afunda. Perde o pé e fica muito longe de sua tradição culta no Brasil, a de Alceu Amoroso Lima.

É uma pena que isso ocorra, pois uma direita assim fomenta uma esquerda pior (Safatle só existe nesse contexto), e ambas ruins incentivam uma politização das piores. É o que temos no país de “cada um com sua banana”.

Paulo Ghiraldelli, 56, filósofo, autor de A filosofia como crítica da cultura (Cortez, 2014)

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56 Responses “Intelectuais de direita, uma poça rasa.”

  1. Jaime
    06/09/2017 at 12:27

    Rsrs conheço alguns mini olavinhos e a cada vez que vejo um tenho mais certeza da necessidade de se conhecer e popularizar a psicanálise.

    • 06/09/2017 at 12:32

      Jaime, para Olavo e olavetes o melhor é tratamento tradicional: camisa de força e choque elétrico.

  2. Breno
    16/08/2017 at 23:04

    Não haveriam melhores palavras pro tópico em questão. Uma pena não ter tido a oportunidade de ler antes, mas de toda maneira, continua irretocável.

  3. Marcelo
    19/06/2016 at 17:08

    Muita retórica fiada e arrogância pro meu gosto. Abra uma empresa com 30 funcionários e veja se consegue sobreviver por uma ano. Esquerda tosca!

    • 19/06/2016 at 18:36

      Marcelo você não consegue nem tomar conta de um bar de pinga. Empresa com 30 funcionários? Este é seu ideal, seu parâmetro. Pobre é uma desgraça.

  4. André Azevedo
    20/11/2015 at 13:54

    A direita e seus atributos conservadores têm estado sob forte ataque dos setores mais à esquerda. Acho que podemos extrair aprendizado dessas manifestações, por isso entendo haver muita responsabilidade em jogo quando argumentos, em qualquer direção, são publicados por formadores de opinião. Com todo respeito professor, entendo que ataques à direita por frestas circunstanciais (ditadura) e com viés individualista (Reinaldo Azevedo, Luiz Felipe Pondé), numa tentativa de personificar posições ideológicas e assim, criar estereótipos, pode até funcionar como instrumento a serviço da didática vigente, cuja doutrinação não existe, segundo o senhor.
    Contudo, peço vênia para afirmar que, quando colocado em perspectiva, o enredo que o Senhor deu ao seu texto soa simplista e não contribui para aclarar o conhecimento acerca das formas de organização da sociedade e suas contribuições para o atingimento de metas estruturantes. Com destaque para a redução das desigualdades e o nivelamento das oportunidades. Sendo este último condição sine qua non para que o mérito, que é nivelador, possa ser aplicado como forma de fortalecer a sociedade.
    Entendo que nem todos os elementos que identificam grupos como conservadores devam ser totalmente desprezados. Assim como há méritos nas teses desenhadas por grupos de esquerda. Parece-me que os fracassos tanto da esquerda, quanto da direita ao longo da história devem ser enfrentados e os processo históricos que motivaram tais derrocadas vasculhados, para que se possa compreender tais fenômenos sociais e assim fortalecer nossa sociedade e fazê-la desenvolver. A palavra desenvolver, quando aplicada ao contexto social, deve ser ressignificada ao ponto de não mais comportar antinomias. Dessa forma acredito que possamos nos desapegar dos preconceitos, viabilizados por estereótipos construídos a partir de um arremedo do método alegórico em Benjamin.

    • 20/11/2015 at 16:46

      André meu texto é para inteligentes. Se não entende, esqueça. Uma leitura só já deveria bastar.

    • André Azevedo
      20/11/2015 at 20:27

      Depois que os textos são publicizados eles deixam de ter destinatários determinados. Desculpe professor, mas o senhor não tem o poder que pensa ter. Seus texto são bons, bem elaborados.
      Não tente torna-los especiais a partir de classificações vagas sobre seus leitores. O bom texto é o inclusivo, convidativo, direto, inteligível. Seu texto é compreensível, não há qualquer problema com isso. São os sentimentos que imprime neles é que tento aqui fazer contraponto. Aprendo quando leio seus conteúdos ou as sugestões de leitura. Não que mereça ser desrespeitado por isso. Não seja tão rabugento!

    • 21/11/2015 at 02:46

      André eu não faço classificação, menos ainda vaga. Para cada leitor eu respondo exatamente o que ele merece. E a resposta dele, às vezes nervosinha, mostra que acertei. Meu leitor mesmo, dos meus livros, é inteligente. A maior parte é acima da média. Mas não posso ter no blog sempre inteligentes, pois é grátis, aqui vem todo mundo, e claro, vem o burrão. O burrão eu chamo de burrão. Pois ele vem esperando atenção é quer sofrer. É o auto-didata.

  5. Vitor
    11/09/2015 at 23:16

    Anda desinformado hein professor?! O movimento liberal cresce a cada dia em todas as universidades do Brasil, espere só até ele chegar até você.

    • 12/09/2015 at 10:08

      Mas e daí Vitor? Qual o problema. Há liberais inteligentes e há liberais que nunca leram Adam Smith. Veja seu caso em que pé está.

  6. Leonardo Azambuja
    30/09/2014 at 16:50

    Olha, meu chapa: Já que é tão mais culto, sofisticado, acadêmico, isento e sem rabo – preso, por quê não desafia ou aceita o desafio de alguns desses nomes para um debate? Humilhe-os, faça com que eles se recolham as suas respectivas insignificâncias, talvez até aprendam com você… Porque não? Era uma ideia… Não sei… Até porque você também poderia deixar bem claro que ninguém é capaz com um professor formado, pela USP ainda.

    • 30/09/2014 at 20:33

      Leonardo por eu ser culto, sofisticado, acadêmico e sem rabo preso é que eu não faço isso que você falou. Porque filosofia não é debate e muito menos arma de humilhação, mas é investigação para nosso gasto pessoal. O que eu escrevo é para ajudar as pessoas a, comparando com o que elas pensam, elas terem mais parâmetro para tocar a vida. Sei que o desescolarizado não entende isso. Ele está preso ao jogo adolescente do “aparecer”. Mas, mesmo assim, tento explicar isso para você.

    • Leonardo Azambuja
      01/10/2014 at 16:45

      Mas aí é que está o ponto: Por exemplo, um debate no “real time” seria mais interessante, ao meu ver, pelo fato de se ter, de fato (redundância) um debate de fato (redundância 2 a missão, eh, eh, eh)

    • 01/10/2014 at 18:06

      Leonardo já vi que é durinho de cabeça. Já expliquei para você que filosofia não é desfile de “quem sabe mais”. Cara, vai procurar um parque de diversões.

    • Vitor
      11/09/2015 at 23:06

      Parabéns.

    • tadeu
      05/12/2015 at 10:18

      Leonardo este Ghiraldelli faz parte dos muitos esquerdistas que se acham iluminados por Deus e são seres especiais, o professor Olavo de Carvalho já lhe deu uma lição acadêmica e ele nada aprendeu. É um engajado politico e deveria apenas ser politico não trabalhar na educação que deveria apenas formar com fatos não com sandices aliás é muito interessante o pensar desta gente eles são tão cultos e inteligentes porém sempre vivem as custas de empregos públicos e de verbas federais é um verdadeiro democrata do dinheiro alheio

    • 05/12/2015 at 10:52

      Tadeu, o professor Olavo não é professor, ele ainda não conseguiu terminar a terceira série do ensino fundamental. Por isso ele acha que o adoçante da Pepsi é feito de feto humano. Então, Tadeu, você escolheu um cara para ensinar você que é muito igual a você. Tente melhorar.

  7. Wagner
    16/05/2014 at 01:09

    Esse pessoal da direita, principalmente na área jornalística, está mais preocupado em desenvolver a arte de se ter razão diante de um público do que propriamente defender grandes ideias. O que me assusta não é a petulância e desonestidade intelectual da conversa, e sim a penetração, ao meu ver, crescente, desse discurso nas gerações mais jovens. Na internet e fora dela o que se vê são pessoas que defendem a família, os valores cristãos, e se auto proclamam cidadãos do bem, mas todos com sangue no olho e doidinhos pra partirem pro tapa verbal e até mesmo físico. Aplaudem linchamentos e simplesmente odeiam os não pertencentes ao seu grupo ideológico. Nutrem por esses “intelectuais” um verdadeiro fascínio que beira a religiosidade. Esse pessoal é perigoso em vários aspectos, você não acha?

    • 16/05/2014 at 01:48

      Wagner, eles são semelhantes ao pessoal da esquerda dogmática. Em ambos os casos, a ideologia os faz estúpidos, incapazes de aprender. A diferença é que na esquerda há uma camada mais acadêmica, com alguma sofisticação, que não é a do jornalismo rudimentar da direita.

    • Wagner
      17/05/2014 at 00:05

      É preciso não nutrir um amor físico às ideias. Uma direita inteligente acabaria ajudando a esquerda e a democracia como um todo? Em um cenário de conflitos majoritariamente dogmáticos, uma postura aberta e moderada é a mais coerente?

    • 17/05/2014 at 19:14

      Wagner pessoas inteligentes não se submetem à política.

    • Wagner
      19/05/2014 at 16:24

      Heidegger pensou e errou como poucos. Longe de ser um idiota, foi capaz de grandes idiotices. Não foi o único!

    • 19/05/2014 at 17:04

      Wagner, comparar Heidegger com jornalistas? Nem de longe.

  8. Gérson
    09/05/2014 at 19:37

    O Reinaldo quando tinha a ”Primeira Leitura” tentava uma articulação com a universidade, tinha textos bem elaborados na linhagem da direita. Mas não vingou, um pouco por causa daquilo que o texto explicita – o leitor do pensador de direita nacional é medíocre e não consumiria a finada revista. Por outro lado, tal leitor é ávido por polêmicas como a de seu blog, seus clichês políticos (”petralha”, ”esquerdopata”, etc). Além disso, há a mídia eletrônica tradicional que é essencialmente direitista, historicamente direitista e o que Sheherazade fez é algo corriqueiro em emissoras de rádio e tv no Brasil. Nos EUA, o rádio AM foi salvo do ostracismo pelos ”talks shows” dos direitistas doentes e seus programas que exalam reacionarismo ao longe.

    • 10/05/2014 at 08:50

      Gérson, quando um cara é bom, ele não fica ruim.

  9. Dançando no inferno!
    09/05/2014 at 13:38

    Depois desse texto eu posso concluir que o Ghiraldelli é da turma do PMDB!

    • 09/05/2014 at 14:18

      Depois desse texto você tem mais um no conta do que você não entende. Mas é natural, você sempre foi cabeça durinha.

  10. rafhael
    08/05/2014 at 16:15

    Mentiras falando sobre mentiras. Ignorante é dizer que a direita só fala abobrinha. Se bem que partido de direita no Brasil não há. Apenas neoliberais. Por isso somos manipulados por aleijados, canhotos e mancos.

    • 08/05/2014 at 17:28

      Rafhael, não fique nervosinho, a “direita” a que me referi diz respeito ao artigo. Acalme-se, talvez algum ídolo seu, um nazista, não tenha sido maculado.

  11. Robes da Silva
    08/05/2014 at 15:15

    O Olavo é muito nervoso, tem vídeos dele que tenho a impressão que ele vai sair na porrada.

    • 08/05/2014 at 15:25

      Robes, ele não nervoso, ele é apenas desescolarizado e, por isso, ressentido. Tem mágoa do mundo. É um tonto. Não entende o que lê.

  12. José Delfim dos Santos Pereira
    08/05/2014 at 15:04

    Este ressentimento contra a Academia só tende a empobrecer as discussões e esgotar as possibilidades de dialogo. A nova moda de desprezo a Academia na qual se sustentam “pensadores” como o Azevedo, fomenta uma agressão ao intelectual, apenas por ser intelectual, não pelo que pensa ou expressa mas por pertencer a Academia, pois faltam argumentos para retrucar no campo das idéias e a agressão se torna portanto mais atraente

    • 08/05/2014 at 15:08

      A América tem esse problema, agora, ele também atinge o Brasil de modo igual.

    • Alexandre
      08/05/2014 at 16:12

      Acho que no caso específico do Reinaldo Azevedo o problema é mais com o PT. Os intelectuais (alguns talvez não o sejam na acepção da palavra) por ele atacados são identificados com o partido ou mesmo ideólogos dele. De qualquer forma, a discussão está mesmo muito pobre, e boa parte disso decorre do que foi apontado no início do texto.

    • 08/05/2014 at 17:29

      Alexandre, eu peguei o Azevedo porque ele é histriônico e porque representa bem o que nos Estados Unidos se chama de “antintelectualismo dos jornalistas”

    • Alexandre
      09/05/2014 at 11:30

      Imaginei que sim, Paulo. E eu citei o Azevedo porque o rapaz utilizou-se dele como exemplo de um certo grupo de pessoas que nutre desprezo pela Academia, o que achei inadequado pelo motivo que expus (ali a questão seria mais específica). Bom, esqueçamos o sujeito, pois o texto não depende da existência dele, especificamente. Como você, acho uma pena (e um grande prejuízo para o país) que a direita esteja mal representada no debate acadêmico, mas não só nele.

  13. Erik
    08/05/2014 at 14:16

    Boa Tarde !

    Dr. Paulo, observo algumas coisas e queria entender sua visão sobre o´que vou escrever abaixo:

    – Porque a direita brasileira bate na tanto na tecla que os intelectuais brasileiros são tão omissos quanto a política ?
    – estamos em estado de extinção intelectual no País ? tanto de esquerda quanto de direita ?
    – Hoje vemos tantos doutores nas universidades de baixo nível (Unip, Uninove e etc), porém com quantidade intelectual (livros, artigos) muito curto, (estudo numa dessas e tenho muitos professores doutores) o critério está deixando a desejar ?
    – Outra questão própria dos direitistas é que nas universidades públicas é ensinado apenas uma ideologia que seria a marxista, luta de classes tal e assim formam pessoas “frouxas” , na sua opnião procede ?

    Belo texto, abraço

    • 08/05/2014 at 15:13

      Erik
      — A direita não fala nada que sirva. É só abobrinha. Até Pondé, meu amigo e bom intelectual, ontem me escreveu um e-mail dizendo que ninguém da academia o enfrenta. Putz, o que dizer? Talvez eu seja o único que considera seus textos e responda! Os outros não ligam. Mas, mesmo que ligassem, ele parece temer dar uma resposta. Assim, ninguém o “enfrenta” mesmo! Agora, a academia participa ativamente de toda a política brasileira, acho que até demais, veja os jornais e TV.
      — As universidades particulares que apontou são de “baixo nível” porque querem, ou seja, não cumprem a lei e, por isso, ficam na merda. Poderiam ser melhores. Se cumprissem as leis, já seriam.
      — Sobre marxismo na universidade, isso é uma bobagem. Fora o curso de ciências sociais, os marxistas estão longe de serem maioria. E há bons marxistas. O marxismo chulo, vulgar, é claro que existe, mas é setorizado.

  14. MARCELO CIOTI
    08/05/2014 at 11:19

    Repare,PG.A mesma direita católica
    e evangélica aqui no Brasil,vive
    repetindo o mantra que o aborto
    é um absurdo,blá,blá,blá…Só
    que eles na maior cara-de-pau
    NÃO DIZEM que o aborto foi
    legalizado em países católicos
    como Portugal,França,Itália
    ou em países de maioria
    crente como os EUA.Por
    quê o Pondé e o Olavo
    não diz isso aos seus
    leitores?Por preguiça?

    • 08/05/2014 at 11:29

      Mas a Igreja católica tem de participar do crime do aborto? Ou seja, nós vamos fechar os olhos para o fato de que há uma interrupção da vida? A interrupção da vida é algo livre, sem mais, sem que tenhamos sequer uma reflexão sobre isso?

    • MARCELO CIOTI
      08/05/2014 at 12:07

      O que quis dizer foi que a nossa
      direita ponderiana e olavete pega
      esse tema e se segura tal qual
      o Tarzan segura no cipó pra
      dizer que,na esquerda só tem
      bicha,comunista e maconheiro.

      Alguns católicos tiveram o
      senso ridículo de protestar
      contra o musical Jesus
      Cristo Superstar!Jã não
      bastam os Malafaias e
      Edires Macedos da vida?

  15. Alexandre Ferreira
    07/05/2014 at 22:26

    Paulo

    Excelente texto, infelizmente ninguem quer perder tempo pensando e lendo coisas que possam ao menos trazer alguma luz.
    É mais fácil pegar um intelectuóide com sua inteligência fast-food e sair repetindo.
    Eu sinto que estamos vivendo um momento patético no país, será que o Brasil tem solução, as vezes acho que não.

    Alexandre

    • 07/05/2014 at 22:38

      Alexandre, sim, estamos vivendo momentos em que o Pondé, em escrito para mim via e-mail, num ataque louco de megalomania, disse que “não há na academia quem o enfrente”. Ora, agora já nem sei qual ponta é a mais estrambólica, se é a do jornalista ou se é a do seu ídolo, na direita, na universidade. Esse pessoal perdeu o pé!

  16. Abílio José
    07/05/2014 at 21:08

    E os grandes filósofos brasileiros, onde estão hoje? Quem produz filosofia no Brasil?

  17. Lino
    07/05/2014 at 18:08

    Paulo, você foi brilhante até na conclusão. Eu leio seus textos no trabalho e repasso para outras pessoas. Posso considear que são intelectuais de direita, Artur Cesar Ferreira Reis, Gilberto Freyre, Luís da Câmara Cascudo, Nelson Rodrigues e até mesmo o Carlos Lacerda?

    • 07/05/2014 at 18:26

      Lino, não estava me referindo ao passado, claro, mas só ao presente. Tanto é que apontei para Alceu de Amoroso Lima como uma tradição perdida. Mas há uma linhagem de intelectuais do passado. Agora, sobre a distância deles com a universidade, era menor e menos ressentida.

    • Robson de Moura
      08/05/2014 at 15:25

      Paulo, no Merquior você via (vê) como quem tinha algo ou nada (eu não o conheço mais que alguns artigos de revista).

    • 08/05/2014 at 15:27

      Robson, sinceramente, era fraco.

  18. Luciano
    07/05/2014 at 15:01

    Vi a cena deste cara batendo nos outros com o livro do Olavo. Como é que o elemento consegue provar que é um idiota e ao mesmo tempo querer que o outro entenda que ele não é por meio de gritos? Tem cura pra burro que não sabe que é burro?

    • 07/05/2014 at 15:40

      Mas ele não é o problema, ele é burro e com um livro de um desescolarizado na mão, o triste e´ ver o outro fazendo o mesmo, ainda que virtualmente, com o livro de um professor na mão.

    • Luciano
      07/05/2014 at 16:09

      Tem razão.

    • Abílio José
      07/05/2014 at 22:08

      O Olavo de Carvalho não é formado? Achei que era.

    • 07/05/2014 at 22:11

      Abílio, o maluco fascistóide não conseguiu terminar o terceiro ano primário. Não consegue fazer um regra de três.

    • Ana
      07/05/2014 at 23:57

      Tem um miniolavinho na Universidade em que estudo, vive a dizer que já é filosofo, que já escreveu livros (que só publicará após a formatura) e que está lá só para ter o diploma e reconhecimento da academia, que vai fazer sua própria teoria original… Pois bem provavelmente não leu nada além de Nietzsche , diz que não vai se formar pra repetir o que os outros já disseram (os outros são Platão, Aristoteles e etc esses fracos ora pois!), chega no meio da aula e faz colocações sobre algo que o professor já falou antes dele chegar achando que encontrou a pólvora. No inicio me irritava bastante mas agora desligo quando o miniolavinho começa a falar… E assim tem muitos na Universidade, os sabidões que leram e não entenderam, o que nem leram e acham que sabem de tudo…e o pior é que tem doido que apoia e acha lindo… E uma criatura dessa ainda corre o risco de se formar e dar aula para os nossos jovens… espero realmente que a seleção natural nos ajude nessa hora…

    • 08/05/2014 at 09:41

      Ana, o triste é ver o Pondé, agora, posando de mini olavinho, achando que pode falar frases contra Marx ou Nietzsche e fazer virar pó, escrevendo que ninguém pode “enfrentá-lo” na academia etc. Eu acho que há um tipo de distúrbio hormonal nisso tudo.

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