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27/04/2017

A geografia política da vitória de Dilma e do Brasil


Dilma ganhou no nordeste e separou o Brasil? Onde está o mapa eleitoral? O que ele diz?

O mapa diz algo simples, mas que nem por isso pode ser lido por simplórios. Por exemplo, gente da extrema direita em geral não entende o mapa por razões de que a ideologia é capaz de criar fantasmas paranoides. Mas não é para estes que escrevo. 

Dilma ganhou no Nordeste e não foi mal no Sul e Sudeste. Aliás, ganhou em Minas Gerais, terra de Aécio. Perdeu de modo mais decisivo em São Paulo. Regionalmente é isso. Agora, econômica e socialmente é mais ou menos o seguinte: o nordeste depende de investimentos do governo federal e sempre tendeu a votar no partido da situação, até quando os situacionistas o ajudavam somente com a alimentação da “indústria da seca”. Essa máquina da “indústria da seca”, que começou a funcionar já no Império, proporcionou o crescimento de São Paulo, pois trouxe para a parte que se industrializou (durante a imigração estrangeira) a mão de obra barata necessária para o nosso tropeçante capitalismo. E assim ficamos, desiguais regionalmente porque desiguais em termos classistas e desiguais em termos classistas porque divididos em classes por abismos sócio-econômicos.

D. Pedro, Vargas e a Ditadura Militar tentaram lidar com o problema. Mas nunca puderam dilma3quebrar o fluxo migratório. Ele foi estrutural durante anos na forma de funcionamento do país. Mexer nele era desestruturar o capitalismo brasileiro. Lula e Dilma foram os primeiros a tentar seriamente barrar a migração e investiram na homogeneidade das regiões. Venceram as resistências negociando com os coronéis do nordeste, prometendo mundos e fundos, e deram duro para convencer os empresário paulistas de que a homogeneização era possível sem encarecer demais a mão de obra aqui em baixo. Por isso tudo, se o nordeste sempre foi mais situacionista sem boa ajuda, imagina então com ajuda! Deu no que deu.

dilma dilma 2Assim, o mapa eleitoral se distribuiu. A parte de formadores de opinião da burguesia do sul, principalmente a paulista, não aceita essa troca. Esses formadores de opinião baratos não entendem o que precisam entender, ainda que seus patrões, principalmente os mais inteligentes, saibam que a tal homogeneidade, agora, os beneficia. Aliás, há muitos empresários paulistas que deixam a revista Veja falar bobagem e permitem que suas esposas repitam frases de ódio ao Lula e à Dilma em algum SPA, isso mais para manter a ordem dentro de casa, mas eles sabem bem que seus negócios estão funcionando por conta da política econômica de pleno emprego da socialdemocracia dilmista. É fácil conversar nos Jardins com gente rica e notar isso. O dono da casa nem sempre repete a bobagem falada pela Veja, pelos seus filhos em casa e pela esposa perua. Não raro, ele nem a escuta, pois passa as melhores horas com a amante novinha.

Bem, se contarmos com o fato de que o PT fez o “mensalão” (e dezenas de outras bobagens do tipo, inclusive brigar com um aliado que deveria ganhar medalhas, o Barbosa) e expulsou de suas fileiras uma boa parte de gente boa, e se contarmos o quanto o PT se desgastou em doze anos de governo com uma base aliada fisiológica e faminta (carregar o PMDB nas costas, sempre o maior partido, foi mais duro do que fazer o que FHC fez, que foi carregar o PFL/Dem nas costas!), é possível dizer que Dilma fez muito voto no sul do país. O necessário para vencer. O projeto do PSDB de ficar vinte anos no poder, como foi explicitado verbalmente no passado, não deu certo. O do PT deu certo, talvez porque não tenha nunca sido falado abertamente. Talvez porque não tenha sido sequer pensado. A mão invisível do capitalismo o fez assim.

Desse modo é que podemos ver a geografia política dos votos. A especulação de voto de bresser-pereiracabresto via Bolsa Família para o nordeste é tolice. Tal programa já está dentro do projeto de empurrão do nordeste, mas, cá entre nós, esse aporte é um mecanismo que se tornou indispensável para o capitalismo brasileiro. O mundo lá fora, se pudesse, faria o mesmo!

A geografia brasileira não é entendida pela direita, mas falo aqui da  direita imbecilizada. Não falo de gente estudada. A burguesia brasileira que fez escola no meu tempo sabe, como a dona do Magazine Luíza sabe, que a equação é simples: mais bolsa é mais dinheiro em casa, mais dinheiro na casa do humilde é o que dá a condição de busca de emprego, mais gente empregada é mais dinheiro rodando e mais dinheiro rodando é mais emprego e tudo isso faz as casas de negócios prosperarem. O estado brasileiro é um estado que sempre deu a Bolsa Empresário, agora, juntou isso com o Bolsa Família. Funcionou. Se nisso ganham mais os bancos e o próprio comércio e menos a indústria, aí sim devemos responsabilizar os problemas de infra estrutura apontados pela oposição. Mas isso não é fácil de resolver em um país continental, com escolarização ruim e com a própria burguesia meio incompetente para fazer as obras que faz sem participar da corrupção que seus jornalistas depois denunciam, culpando só a esquerda.

Todavia, que a geografia daqui para a frente vai ter que ser mudada mais do que já mudou,  disso ninguém duvida.

O investimento no nordeste tem de aumentar. O programa Bolsa Família tem de serimages (3) generoso e ampliado. Não é necessário dar ouvido para a dona de casa aecista e fascistóide que fala que é “esmola para deixar o povo vagabundo”. Nenhum bom economista acredita nisso. Os programas de transferência direta de renda acabaram sendo incorporados pelo candidato Aécio, da direita, e ele mesmo quis assumir uma suposta paternidade do plano. A dona de casa aecista, meio fascitóide que fala mal do Bolsa Família, talvez junto com algum médico bobo e magoado, não tem valor algum para os intelectuais da própria burguesia nossa. Economistas de verdade, um Delfim Neto ou um Bresser Pereira, para citar um liberal conservador e um social democrata, sempre acharam que um pacto entre classes no Brasil é o necessário para administrar bem nosso capitalismo. Aliás, agora ambos acham que FHC  e seus herdeiros não são os homens certos para guiar tal pacto, mais à direita, mas que Lula, e seus herdeiros, mais à esquerda, fazem isso melhor. Há mais de uma década esses dois economistas e outros se mudaram para o projeto petista.

Mas é só isso? Não! Há um verdadeiro mapa por debaixo desses mapas eleitorais, e esse precisa ser mexido. Esse é o mapa que  preocupa tanto quanto o dos portos sem investimentos e outras questões de infraestrutura. Trata-se do problema do mapa não da  “educação”, mas do salário do professor.

Enquanto continuarmos falando de “educação” não estaremos falando corretamente. O dilmapoptermo “educação” diz hoje menos que o termo “machismo”. Com a palavra “educação” eu consigo pegar uma bagatela boa de dinheiro para dar para um projeto de construção de um lixão bem grande administrado pela Mãe Lucinda, de onde supostamente sairiam as melhores e mais educadas pessoas. Por isso, contra isso, a geografia do Brasil tem de ser mudada a partir do mapa salarial do professorado. E para tal é necessário acabar com o piso salarial e deixar as negociações voltarem a ocorrer naturalmente no Brasil. Piso salarial é piso de salário mínimo. Não é necessário outro piso que, enfim, nunca é pago e ainda por cima, em alguns lugares, jogou o salário para baixo. Tirado o piso, o governo tem de tornar a carreira do magistério atrativa. Que governo? O Federal. Por mecanismo direto ou indireto é necessário acordar com os estados a intervenção do governo federal no campo salarial dos professores. É necessário que cada estado possa contar com a União para um aporte substancial no bolso do professor. É necessário que o professor ganhe para dar aulas, planejar aulas e estudar. O bolso do professor deve deixar de ser o lugar de residência de sua atual mágoa, de seu atual desprestígio e o ponto responsável pela evasão na carreira do magistério.

A última coisa que se pode fazer nesse setor é a política preconizada por Aécio e do PSDBLeonel Brizola Dilma Rousseff de Alckmin, a do “bônus por mérito”. Essa política mata qualquer professor. Ele sempre se sente antes injustiçado que incentivado. A melhor política é a do bom salário, pago com aporte do governo federal de modo que um o ganho mensal desse profissional fique equiparado com os outros salários de profissionais com os mesmos anos de estudo universitário. Com isso, a médio prazo, o mapa que tem de ser mudado realmente mudará. Com isso, a própria universidade ficará atrativa. Hoje ela não é atrativa, tanto é que o programa do PROUNI não consegue dar todas as bolsas que arrecada. Porque o estudante pobre não pode fazer curso integral, faz curso noturno, e esses cursos noturnos são os de licenciatura. Ora, para fazer a licenciatura, ser professor e se sentir motivado a trabalhar como professor  é necessário que esse serviço tenha remuneração que valha a pena no mercado de trabalho. Hoje em dia, não vale. Nem como status de gaveta o diploma de professor serve.

Mudando aí na questão salarial do professor, e da maneira que o país está, com pleno emprego e com as outras políticas de investimento caminhando, podemos não virar uma nação industrial, mas não seremos uma nação infeliz, de disparidades e de vida ruim. Aliás, não é necessário ser um país industrial para ser um país próspero. É necessário que a mão de obra seja suficientemente inteligente para, uma vez no trabalho, inove, crie, faça acontecer.  Nossa mão de obra em todos os setores fica aquém da mão de obra de outros países e economia parecida. Nossa cultura está decadente.

Tenho dificuldades de acreditar que isso vá acontecer. Infelizmente o PT e o governo possuem uma visão equivocada a respeito do professor e do trabalho pedagógico, inclusive do conteúdo escolar. E nossa sociedade, já faz duas décadas, perdeu pensadores e filósofos da educação que pudessem intervir. Eles migraram! A área perdeu tanto o prestígio que ninguém nem quer ficar mais nela para pensá-la, quanto mais para trabalhar em sala de aula (eu mesmo há décadas não vou mais em reunião da ANPEd, ainda que continue indo na da ANPOF). E isso está difícil mudar. Esse mapa é o que emperra outros.

A vitória de Dilma deveria ser mais que uma vitória eleitoral.

Paulo Ghiraldelli, 57, filósofo.

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43 Responses “A geografia política da vitória de Dilma e do Brasil”

  1. Ricardo Monteiro
    29/10/2014 at 01:47

    Não tenho que ser politicamente correto, por isso digo mesmo que sou contra dar dinheiro a quem não trabalha. Meus impostos não são para sustentar vagabundo, obrigado.

    • 29/10/2014 at 02:00

      Ricardo SÓ UMA PESSOA complemente desinformada diz isso que você diz. A transferência de renda direta é uma miséria, ela empurra o cara para poder ter alguma roupa e ir para a fila do emprego. E isso movimenta a economia que ajuda você mesmo. Você querendo ou não a decisão dos brasileiros, na eleição, foi por fazer a economia ficar aquecida por meio desse mecanismo. Você não compreende? Pior para você, passar por burro.

    • Hayek
      29/10/2014 at 10:41

      Os caras preferem que os pobres passam fome do que pagarem imposto para o bolsa família!

  2. Marcelo Santos
    28/10/2014 at 13:09

    Caro Paulo,

    O plano do PT nunca foi ficar 20 anos no poder, você está certo nisso, o plano é ficar o tempo que der. Por isso a transferência de renda direta vem sozinha, sem educação, saneamento básico, saúde e infra estrutura. Acho pouco provável que você veja a valorização dos professores neste governo e o mais importante, o dinheiro não tem geração expontânea, só serviços sem a indústria, não consegue sustentar toda despesa do assistencialismo e da corrupção que estão aí hoje. Difícil prever o futuro, mas tudo indica que teremos um tempo difícil a frente.

    • 28/10/2014 at 22:57

      Marcelo temo que você tenha razão, por enquanto a sociedade brasileira quer diploma, educação ainda não. Sobre a saúde, talvez aí seja diferente. Sobre infra estrutura, acho que o PAC vai continuar.

  3. ana
    28/10/2014 at 12:30

    Depois de muito tempo sem ler seus textos (pq você já estava bem chato), me surpreendi com esse. Muito bom.

    • 28/10/2014 at 22:58

      Ana não venha ler textos de filósofos chatos como eu, vá ler aquele que falam o que voCê quer escutar. Eu não falou o que você quer escutar, tanto é que vou mudar meu próximo texto para que você não goste. Eu odeio leitor que faz esse crítica burra que você fez.

    • ana
      30/10/2014 at 11:19

      Burrice pra mim é não conseguir responder uma crítica sem tentar ofender quem a fez. Realmente, tenho coisas muitos melhores para ler. Isso aqui é piada.

    • 30/10/2014 at 14:13

      Ana Vargas você não tem coisa melhor para ler porque você mostrou que não sabe ler. E você não fez crítica, você apenas veio externar sua mágoa. E fez isso de novo. E vai voltar e tentar ler, mas de novo não vai entender. Tem de carregar essa carcaça de burra a vida toda. Agora se por um milagre, um dia, você conseguir entender e realmente fizer um crítica válida e inteligência, receberá uma resposta boa. Por enquanto, não deu.

  4. Alan
    28/10/2014 at 12:11

    Paulo, fico contente quando você insiste na questão salarial. Sou novo, começei a trabalhar nas escolas a pouco tempo e por mais que eu goste de lecionar, todos os dias eu fico ponderando se vale mesmo a pena, se não é melhor partir pra outra área. E olha que aqui no meu estado, MS, o salário está um pouco acima do de outros estados. Em SP uma colega relatou que tirou 500 reais no fim do mês, recebendo 9,75 a hora-aula, tendo que substituir várias disciplinas, um absurdo! A situação do concursado não está tão diferente.

  5. Maria José Nunes Marques
    28/10/2014 at 11:25

    Li o artigo e parabenizo
    O Brasil precisa mudar esta realidade, acredito que o PT, possa fazer com que essas categorias sejam mudadas, obviamente que já teve um grande avanço.
    Vejo também, a necessidade de mudança, na área administrativa com referência aos aposentados não só da previdência social, mas previdência dos Estados.
    Isso é muito importante.

    • 28/10/2014 at 23:00

      Maria José o PT voltou a ter militância espontânea, mas essa volta não foi um cheque em branco.

  6. Valmi Pessanha Pacheco
    28/10/2014 at 11:14

    PAULO
    Não posso deixar de lembrar o velho Friedrich Wilhelm NIETZCHE: “não existe História, o que existe é interpretação”.
    No seu caso, com a devida vênia, a interpretação da interpretação, da interpretação, da interpretação…

    • 28/10/2014 at 23:00

      Por isso Paul Ricouer chamou Marx, Nietzsche e Freud mestres da suspeita: falam de textos, não de “realidade”.

  7. LMC
    28/10/2014 at 09:56

    Aquele projeto do PSDB de
    ficar 20 anos no poder deu
    certo,mas ao contrário.
    Em vez do Palácio do
    Planalto,o Palácio dos
    Bandeirantes.

  8. 27/10/2014 at 23:40

    Oi professor, o que vc acha do crescimento do Partido Militar?http://www.partidomilitar.com.br/

  9. 27/10/2014 at 23:34

    Ótimo artigo, disse tudo!!!

  10. Romildo Bocão.
    27/10/2014 at 23:27

    Está aí, e agora, satisfeito, sr. Ghiraldelli? O sr. sabe que tem parcela na culpa, né? Depois não adianta fazer texto chorando reclamando as pitangas!

    • 28/10/2014 at 01:11

      Romildo Bocão você teve de engolir essa heim? Queria ver o Brasil na mão do cara que bate em mulher porque você bate em mulher. É isso? Ei cara, dançou.

    • LMC
      28/10/2014 at 09:46

      O Netinho de Paula bateu em
      mulher também,mas apoiou
      a Dilma.Perdeu pra senador
      e deputado federal.
      Bem feito!

  11. Ana Paula
    27/10/2014 at 21:40

    Boa noite querido Paulo. Essa é a visão mais inteligente que eu li diante de tantas “besteiras” que os internautas ficam postando nas redes sociais. Parabéns pela sua capacidade de enxergar além de um oceano de mentiras ideológicas. Tem todo meu carinho, respeito e admiração!

  12. LIANDRO SOUZA SANTOS
    27/10/2014 at 21:15

    Excelente abordagem. Gosto da ousadia, polêmica e liberdade em seus textos. Definitivamente é um Filósofo. E a sensação que me causou ao término foi de preocupação no que se refere aos profissionais da educação. Fica cada vez mais descarado o abandono e descuido ao trabalho desses profissionais, e da sua importância para o crescimento do país. Em uma cidade da zona metropolitana de Porto Alegre, chamada Sapucaia do Sul, a prefeitura está acabando com o ensino médio e os professores com diploma são obrigados a servir outras disciplinas e a resistência e luta de alunos e professores não “causou” o suficiente para impedir essa barbárie. Me preocupa ser um país governado por pessoas que se negam a recorrer ao seu Mestre para resolver complexas equações. É por isso que vemos essa torrente de ódio e valores morais tortos após as eleições, onde já se viu querer separar o país em norte e sul? Enfim, seria muitoooo pior com a vitória do Aécio.

    • 27/10/2014 at 23:18

      Liandro obrigado!

    • LMC
      28/10/2014 at 09:50

      Liandro,a prefeitura de
      Sapucaia do Sul é
      governada pelo PT e
      você escreveu sobre
      o Aécio?Putz….

  13. Ferdnand
    27/10/2014 at 18:10

    Hummm. Excluída a possibilidade desse texto ser uma espécie de afago no PT (afinal, até alguns posts atrás o genial professor não desancava o PT?), é um texto claro, límpido e que esclarece bem as coisas.
    Difícil dizer isso, mas: ao que parece, parabéns!

    • 27/10/2014 at 23:19

      Ferdnand um filósofo não é um militante. Por isso meus textos não são alinhados.

  14. Guilherme Gouvêa
    27/10/2014 at 17:21

    Paulo, o professor já foi uma profissão bem remunerada e respeitada num passado remoto… Aquele ranço com os profissionais especializados de nível superior, típico dos militares (odiavam estudantes, professores, escritores, músicos etc. – para eles, tudo vagabundos), passou para a nova geração de governantes?

    • 27/10/2014 at 23:19

      Às vezes eu acho que só uma explicação psicanalítica nos faça saber o que ocorre com o ódio da sociedade ao professor

    • Carlos
      28/10/2014 at 05:47

      O foda é eu,que sou Doutor em Matemática por um dos maiores institutos de matemática do mundo, e que lido com coisas que o prezado cuzão demoraria talvez umas 8 encarnações para começar a ler , preciso ganhar,numa universidade federal, o mesmo que um escrevinhador de meia tigela como esse ganha. Viva a igualdade, né não cuzão do caralho??!!!

    • 28/10/2014 at 23:03

      Carlos! Fiz o curso de física inteiro e vi muito matemático de cabecinha ruim como você. Vi um outro trecho seu onde você acentua “cu”. Ou seja, nem português você sabe. Sua ira comigo é a ira do magoadinho por ver que o seu candidato que bate em mulher apanhou de um mulher.

  15. Lino
    27/10/2014 at 16:52

    Boa tarde Paulo, gostaria da sua opinião sobre os CIEP do Brizola. CIEP: Centros Integrados de Educação Pública. Eu sei que era tempo integral, tomava café da manhã, almoço e o estudante voltava para casa depois de jantar, arquitetura linda. E na parte pedagógica?

    Outra coisa, no nordeste nunca circulou tanto dinheiro, todo mundo hoje tem poder de compra, faculdades na região semiárida e muitas escolas técnicas, construção de açudes de porte médio, implantação de pequenas indústrias, o nordeste é outro, creio inclusive que não está havendo migração.

    • 27/10/2014 at 23:21

      Lino segundo a estatística o PT conseguiu barrar a migração sim. Tá descendo menos gente. Sobre os Cieps a crítica na época é que Brizola abandonou a rede comum. Mas esse não é o problema e meu texto diz isso.

  16. Roberto William
    27/10/2014 at 15:17

    Infelizmente eu sempre me atrapalho quando vc utiliza essas expressões “liberal conservador,social democrata”. Vc já escreveu algum livro esclarecendo o significado desses termos políticos?

    • 27/10/2014 at 23:23

      Roberto nessa terminologia eu sigo o convencional. Não é necessário explicar. Veja um dicionário de ciências políticas.

  17. Aílton Nunes
    27/10/2014 at 14:47

    E os 10% do PIB para a educação, não passou?
    Ademais, a Dilma já disse em vídeo que pretende enxugar o currículo escolar do ensino médio, tirando a filosofia/sociologia, segundo ela, é desnecessário.

    Ela também vai enfrentar uma oposição conservadora e revanchista no Congresso.!

    PS: A propósito, o Pondé já fez o texto dele? Pois o Azevedo e o Constantino já vociferaram com os resultados das eleições

    • 27/10/2014 at 23:23

      Aíton meu texto não é sobre educação, é sobre o professor.

    • Carlos
      28/10/2014 at 06:15

      O Azevedo e o outro “vociferaram” contra as eleições????Que ousadia deles não é? esses golpistas!!!!!!reacionários!!!!!!homofóbicos!!!!!!!iletrados!!!!!!!que mais…ah, lembrei,….”fascistas”, “fascistoides”, “anti-democráticos”!!!!! Como eles podem se opor a uma inocente democracia que pretende ficar 32 anos guiados apenas pelas suaves mãos do capitalismo???Como eles ousam????

      Ghiraldeli, você não tem perdão,ao contrário dos sofridos nordestinos. Você, tanto quanto esses teus aluninhos filhinhos de papai metidos a “sei lá o quê” que frequentem esta merda desse espaço.Vocês são a ralé política de que fala Hannah Arendt, entretidos com uma defesa “sofisticada” de algo tenebroso, vocês são o texto chique da tirania vindoura, e,por isso, eu desprezo vocês do fundo do meu ser. O posto na história para vocês é o do escárnio e o do ridículo. Ghiraldeli, vamos fazer o seguinte, arrume um consolo tamanho Cicciolina para reforçar teus gozos de filósofo “acima das ideologias” e me dê a tua esposinha para mim foder o cú dela como um homem deve fazer. Aliás, já vi ela pessoalmente por aí e é gostosa pra caralho, além de dá uma bandeira maluca….enfim, esta é a última da madrugada. Portanto, vá chupar piroca de ditador…..(Lembra de Ulysses Guimarães–postura que o Neves deveria ter adotado nessa campanha–como o anti-candidato? Estou pensando seriamente em ser o teu anti-comentarista, o que acha?Tu não é chegado a uma rebeldia? Que tal ser satirizado e anarquizado.Tu é sátira pronta, cara, é difícil de resistir)

    • 28/10/2014 at 23:02

      Carlos você não sabe o que fala e o que eu falo. Nunca leu nada de nada e muito menos meu. Caiu de paraquedas aqui apenas para xingar o PT achando que sou petista, mas isso porque você é burrao.

    • Hayek
      29/10/2014 at 10:38

      Nossa Professor! Como a direita está raivosa esse ano!

    • 29/10/2014 at 11:18

      Hayek é que o PT e a esquerda deram chance. Aprontaram demais.

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About Paulo Ghiraldelli

Filósofo