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20/02/2020

A imaginação (tola) da esquerda


Patrícia PoetaA esquerda brasileira, especialmente o PT, inventou uma entidade imaginária. Chama-se PIG. Trata-se da sigla de Partido da Imprensa Golpista. Nessa sigla cabe tudo, até mesmo os jornais liberais tradicionais, quando por apreço à objetividade contrariam alguma fala oficial.

Bem, mas por que eu digo que essa entidade é um mostro imaginário, sem existência real?  Por duas razões. Primeiro: imprensa nenhuma é por si só golpista. Segundo: se um jornal (ou TV ou rádio) trama algum golpe, é necessário que tenha um braço armado ou esteja ligado a uma facção das Forças Armadas disposta a uma aventura desse tipo.  Caso o golpe premeditado seja um golpe branco, isto é, uma manobra no Congresso, então essa imprensa deve estar articulada a um partido altamente disciplinado, unido, capaz de fazer uma oposição ferrenha de modo a deixar o governo em papos de aranha em diversos momentos.  Sem essas condições, imprensa é imprensa e jornalista é jornalista, não derruba nenhum governo.

No Brasil não temos, felizmente, nenhum braço do Exército pensando em fazer qualquer movimento parecido com os que existiram antes de 1964, muito menos o próprio movimento de 64. Nem um grupo paramilitar atuando. Também não existe nenhuma intransigência radical da oposição (PSDB) em relação ao governo (PT-PMDB). Na pior crise de Lula, a do “mensalão”, quando então o “ibope” do presidente despencou mais do que o de Dilma agora em junho último, o PSDB não conseguiu levar adiante nem mesmo um esboço de pedido de Impeachment. O próprio Fernando Henrique Cardoso, na época, agiu com Lula do modo que Lula agiu com Sarney, quando este esteve para cair da presidência do Senado. Sarney não é qualquer um, disse Lula. Por sua vez, FHC disse: Lula não é qualquer um. Isso em 2005. Agora, com Dilma, FHC nem precisou dizer algo. Dilma caiu no “ibope” e agora se recupera, enquanto isso o presidente do PSDB, FHC, está é preocupado em se tornar imortal e tomar chá na Academia Brasileira de Letras.

Em outras palavras, jamais o Brasil viveu um clima tão longe de disputas no Congresso como nesses anos do PSDB na oposição. Nunca o Brasil viu as Forças Armadas em um clima de tamanha paz e de desejo de se manter longe da política. Fora do campo político, na sociedade civil, os sindicatos estão quietos. Os patrões também. A manifestação das ruas pelos jovens foi completamente pacífica e fora dos padrões partidários. Ninguém foi às ruas para derrubar governo.

Sendo assim, por que os petistas teimam em falar em PIG?

As coisas pioraram agora, para quem quer ainda falar em PIG. Até pouco tempo todo petista rezava na carcomida cartilha dos anos sessenta a respeito da mídia. Esta seria sempre enganadora, ideológica demais e, enfim, como a esquerda adora dizer, “alienante” (alguns ainda dizem “burguesa” – meu Deus!). Todavia, Lula e Dilma mostraram não acreditar nisso que os petistas falam. Bastou a Rede Globo lançar as notícias sobre a suposta espionagem de Obama sobre Dilma e eis que o governo levou a sério tudo que William Bonner e seus pupilos passaram a falar. Quando Patrícia Poeta falou, aí então a verdade ficou sagrada para os petistas. Dali para diante, a Globo vem pautando todas as ações do governo sobre o assunto espionagem. Justo a Globo, que seria uma das principais cabeças do monstro PIG!

De tudo que eu disse, então, a conclusão é simples. Realmente está na hora dos petistas pararem de falar em PIG. Está ficando chato. Está deixando de virar só uma imaginação boba, isso já está com cara de um pastiche de imaginação boba.

Paulo Ghiraldelli Jr., 56, filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ

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58 Responses “A imaginação (tola) da esquerda”

  1. Muiraquitã
    06/03/2016 at 18:11

    Pelo texto e respostas dadas aos comentários, interpreto que o professor acredita ser irrefutável. Para Weber, uma sociedade ideal seria aquela em que os indivíduos pudessem ter um ponto de vista radical e que mesmo assim, fossem respeitados por outras pessoas. Meu comentário é de cunho pessoal, não tem relação com o “texto”, e antes que me responda de sua forma clichê, lhe digo: Sim, eu sei ler! E o Senhor?

    • Muiraquitã
      06/03/2016 at 21:47

      Correção: E o Senhor? Sabe tolerar?

    • 07/03/2016 at 00:53

      Não tolero, acho a tolerância um preceito ruim. Eu prefiro gostar e desgostar. Gosto de inteligentes, desgostos de militantes, pois são estúpidos

    • 07/03/2016 at 00:54

      Muiraquitã, pelo que escreveu, deduzo que não sabe ler.

    • Muiraquitã
      07/03/2016 at 14:03

      Oh, Paulinho! Vira o disco, repete a mesma coisa sempre. Percebe-se que o Senhor é um homem amargurado. Além disso, observo que não tem o hábito da leitura, por isso lhe faltam argumentos para um debate civilizado.

    • 07/03/2016 at 14:23

      Bem se vê que nunca leu nada meu, Muira! Olha, ponha sua identidade real, sem ter vergonha de si mesmo. E leia algo meu, ao menos o Blog e um livro apenas, aí você pode se candidatar a interlocutor. Assim, ser ler nada, não dá. Vai, obedeça. Tente ficar adulto.

    • Muiraquitã
      07/03/2016 at 14:57

      Eu li seu texto, Senhor. Até a hermenêutica dele fiz, mas ele carece de informações concretas. Baseado mais no seu “achismo” do que nas certezas científicas, históricas e estatísticas. Não tenho vergonha de mim, apenas não acho necessário me expor para um midiático como o Senhor, que posteriormente possa usar meu nome para denegrir minha imagem.

    • 07/03/2016 at 15:08

      Mui, você leu um texto de blog, um só, e não há “hermenêutica” de meu texto, ela é muito simples, jornalístico, não cabe tal esforço interpretativo. Todo texto assim é achismo, pois o não achismo dele fica nos livros. Todo autor que faz filosofia acadêmica usa dela para fazer textos mais leves no jornal ou no mundo da Internet. Agora veja, se você é tão covarde que não pode colocar seu nome, que não se sustenta com o próprio nome, você deveria não ficar me procurando, mas procurando você mesmo, achar você mesmo. Ou seja, tente virar gente para seu próprio uso. Sua incapacidade de ser você mesmo o faz um tontinho. Sai dessa cara.

  2. Matheus Kortz
    04/08/2015 at 16:12

    Que vergonha, eu já usei o termo pig quando tinhas uns 14 a 16 anos, me achava o máximo por isso, mas hoje com 23, vejo vários colegas mantendo esse discurso, e gente mais velha, gente às vezes mais (mal) estudada, ainda bem que comecei a raciocinar e hj sinto vergonha por ter sido tão insano.

  3. anderson
    03/08/2015 at 20:07

    Alguns alimentam a esperança de um dia acabar de vez com a Globo. O que é uma idiotice. Mas negar que historicamente a grande mídia age como partido de oposição (quando no poder está algum governo popular) é ser tão idiota quanto os que querem “destruir” a Globo. A grande mídia tem lado, e não é o lado do povo.
    Afinal, como diz Chomsky: ” o papel da grande mídia é de manipulação”. E de manipulação a senhora rede globo é campeã, assim nos mostra a história do golpe civil-militar de 64 e tantos outros fatos narrados em nossa história.

    • ghiraldelli
      03/08/2015 at 23:37

      Anderson, meu artigo NÃO é sobre esse assunto seu. Leia de novo.

    • anderson
      04/08/2015 at 09:03

      Sim professor, compreendo sua crítica … apenas estendi mais a reflexão….

  4. Julia Veiga
    12/07/2015 at 23:05

    se o termo PIG te perturbou, é pq de algum modo vc se viu enquadrado?

    • ghiraldelli
      13/07/2015 at 00:47

      PIG é porco. Porco não enquadra. É um animal inteligente. Agora, quem inventou Partido da Imprensa Golpista deveria perceber que existe, pago por nós, Partido da Imprensa Governamental. Também PIG. E este recebe também, e muito. Não ver isso não é tarefa do PIG, mas do burro. É seu caso.

  5. Rogério
    13/10/2013 at 21:55

    eu sempre achei esse argumento da PIG bem infantil e ridiculo mesmo. Coisa de partido que sempre se acha a vítima. Infelizmente vão ficar no poder por muito tempo e não vai dar tempo de eu ver eles saindo do trono, já que estou velho demais e não fui agraciado com o dom da imortalidade, imortal só o FHC rss rss

  6. Filosofia Liberta
    30/09/2013 at 16:27

    Sem experiêcias, sem mudanças. Não é imediatismo.

  7. Filosofia liberta
    29/09/2013 at 13:50

    Olá Paulo,
    [Nada tem a ver com o seu texto, me desculpe.]
    Só queria lembrar por meio desse espaço que, vale muito a pena ver/ler o discurso do presidente uruguaio Mujica, no Conselho da ONU recentemente. Me surpreende que ainda existam pessoas com idéias lúcidas e progressista como aquele senhor.

    Abraços.

    • 29/09/2013 at 14:20

      “Filosofia liberta”, ele pode ser de esquerda num sentido sixties, com faz. Por uma razão simples: o Uruguai não apita nada, nem ponto estratégico é. Ele pode fazer experiências. É uma sorte. Tomara que não vire um azar.

  8. Assustada
    23/09/2013 at 17:46

    A democracia existe para os amigos, para os inimigos existe a morte.

    • 23/09/2013 at 22:56

      Assustada, eu acho que você está assustada com você mesma.

  9. Novin
    20/09/2013 at 21:25

    Paulo: O cara que ainda acredita na urna eletrônica.

    • 21/09/2013 at 12:11

      Novin, o cara que ainda acredita que é gente.

  10. Orivaldo
    20/09/2013 at 17:30

    É uma democracia e você não precisa concordar com tudo que acontece nela.

    • 20/09/2013 at 18:52

      O problema da democracia é que nós é que a fazemos, mas não percebemos, achamos que é o vizinho (que vota mal) e o governo (escolhido só pelo vizinho que vota mal).

  11. Orivaldo
    20/09/2013 at 11:02

    Democracia é isso. As vezes as coisas não saem do jeito que a gente quer, mas não é isso que importa, e sim se prevaleceu a democracia e dentro dela a força da lei. Fora dela só a força do mais forte que só nos parece justa quando está do nosso lado. E vamos continuar torcendo para que a justiça seja feita.

    • Rick
      20/09/2013 at 13:09

      Que democracia é essa em que a Corte Suprema (CS) parece sempre estar de conluio com os grandes corruptos? Que democracia é essa em que a CS vale tanto quanto papel higiênico usado? Que democracia é essa em que as instituições não tem a mínima credibilidade e o sentimento geral é de impunidade, o qual a SC faz questão de reforçar praticamente sempre? Isso não é democracia. É corruptocracia.

    • 20/09/2013 at 16:09

      É uma democracia, Rick. O que você quer nem no Céu existe.

    • Rick
      20/09/2013 at 17:44

      Vc está querendo me convencer de que tanta impunidade, corrupção generalizada e toda sorte de abusos da classe política é normal e faz parte da democracia? No Canadá, EUA, países europeus, Japão, Austrália, entre outros países democráticos, não há tal estado de coisas, embora haja, evidentemente, muita coisa errada.

    • 20/09/2013 at 18:51

      Rick, eu duvido que não esteja me entendendo. Está tentando isso, mas não creio. Acho que está apenas fazendo confusão por outras razões. É difícil acreditar que uma pessoa não saiba separar as coisas, ponderar etc. Caso fosse outra pessoa, um militante apaixonado, eu daria de ombros, mas, no seu caso, acho que se olhar tudo agora mais tarde, daqui uns tempos, irá achar meio pueril tudo isso. Pode ir morar no Canadá ou nãos Estados Unidos (a mais ampla democracia do mundo) e verá como que o sistema lá é muito menos objetivo que o nosso. Há até mais jurisprudência.

    • Rick
      22/09/2013 at 12:08

      Decisão do STF pode adiar outras sentenças

      A decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir um novo julgamento para parte dos condenados no processo do mensalão – a partir do acolhimento dos embargos infringentes -, pode beneficiar réus de 306 ações penais que se arrastam na Corte, sem previsão de conclusão. Enquanto advogados de defesa se empolgam com a possibilidade de lançar mão de mais um recurso, ministros e ex-integrantes do STF revelam apreensão com o “efeito dominó” da decisão.
      “Em outros casos, o efeito que se terá é esse mesmo, o efeito dominó”, afirma o ministro Marco Aurélio Mello, que votou contra os infringentes para o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e outros 11 condenados. “Persistindo a atual composição (do STF), a maioria de seis (ministros) vai confirmar o entendimento segundo o qual cabem os infringentes toda vez que o acusado tiver quatro votos a favor. E depois reclamam que a Justiça é morosa, não é?”
      Entre os réus que poderão ser beneficiados com a possibilidade de ingressar com esse tipo de recurso estão políticos como os deputados Paulo Maluf (PP-SP) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e os senadores Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e Jader Barbalho (PMDB-PA), que respondem ações por crimes.
      A aprovação dos infringentes – recurso que permite uma reavaliação da condenação por meio de um novo julgamento, com novo relator – no julgamento do mensalão foi sacramentada na quarta-feira pelo Supremo. O voto do ministro Celso de Mello, decano de uma Corte dividida, desempatou a contenda em seis a cinco a favor dos embargos infringentes.
      Além das 306 ações penais, atualmente no Supremo há 533 inquéritos criminais cujos réus são deputados, senadores ou ministros, que desfrutam do foro privilegiado. São investigações que podem se transformar em ações penais originárias (que tramitam no STF por causa do foro especial de pelo menos um dos réus) caso as denúncias sejam aceitas pela Corte.
      Inviável. Um outro ministro que rejeitou empurrar para 2014 o desfecho do mensalão é categórico. “Se entrar (embargos infringentes) para todas as ações nessa situação (com 4 votos), será a inviabilidade do tribunal. Já imaginou? Toda vez que tiver quatro votos vai ficar rejulgando? O tribunal não consegue nem julgar as ações originárias!”, diz o ministro, que pediu anonimato.

      http://atarde.uol.com.br/politica/materias/1535448-decisao-do-stf-pode-adiar-outras-sentencas

    • 22/09/2013 at 12:59

      Nessa hora, todo mundo faz julgamento político. O fato é que a lei é objetiva, a aplicação é caso a caso. Se você entendeu isso, me dou por satisfeito. Mas acho que você ainda não entendeu isso, ou seja, a parte que me cabe, que é a filosofia.

  12. SAULO
    20/09/2013 at 08:36

    Paulo é filósofo ou teórico do PIG? Existe imprensa golpista, mas vamos com calma Paulo. A definição de golpe não significa necessariamente envolvimento das forças armadas, substituição à força do poder democraticamente posto por outro ditatorialmente imposto. Essa questão envolve análise mais sutis. Chamar a imprensa tradicional de burguesa não é nenhuma esquisitice esquerdista. Basta filosofar: há quem serve a grande imprensa, não seria aos seus patrocinadores? quem são eles? algum operário? Paulo se diz filósofo, e deve ser mesmo, deve conhecer tudo sobre filosofia, só não sabe filosofar, exercício crítico, análise minudente, indagações. Ora, a globo e congêneres tratam com leniência os erros históricos de FHC, apoiou e desapoiou Collor, resistiu e resiste ao Lula e ao PT, não gosta de personalidades com perfil trabalhista, e nessa lista cabe Brizola. “Ponho a filosofia na frente”…quer transmitir neutralidade? Pergunta a filosofia, há sujeitos neutros? Só conheço sabão dessa qualidade. Abç.

    • 20/09/2013 at 12:17

      Saulo, há duas posições básicas quanto a isso. Uma que você conhece e a outra que você diz desconhecer (diz isso como se não existisse, pois seu texto é arrogante e, nisso, já se autodesqualificaria para outro cara, não eu, que dou de ombros). A que você conhece é a posição filósofo clássica: a filosofia (metafísica) fundamenta a política (ou a pedagogia, etc.). É o platonismo. A outra é a posição de vários contemporâneos, entre estes, Rorty ou Rawls, que fazem a política ir por um lado e a filosofia ir por outro. E no caso do primeiro, por conta disso, cria-se uma redefinição de filosofia. Eu tendo na prática, ir por essa via. Nesse caso, a sua pergunta “sujeitos neutros” não faz sentido, uma vez que essa filosofia, ao menos no meu caso, não trabalha com a dualidade sujeito-objeto. Bem, tudo isso é uma longa história, nascida com base em Nietzsche-Davidson. Veja o meu A filosofia de Donald Davidson, um livro da Multifoco.

  13. Rick
    18/09/2013 at 21:02

    Paulo, a nação brasileira ficou de luto após o STF ter decidido a favor dos mensaleiros. O que vc acha disso, está de luto também?

    • 19/09/2013 at 21:41

      Não, eu entendo a Justiça.

    • Rick
      19/09/2013 at 23:21

      E vc entende também de tecnicismos e firulas da Justiça?

    • 19/09/2013 at 23:55

      Por que “também”? Eu fiz o ensino primário, eu sei ler. Depois fiz o ensino médio, eu sei as regras mínimas do que cabe em tribunais. Eu tenho 56 anos, já enfrentei os juízes e promotores mais que a média dos brasileiros. Eu tenho faculdade de filosofia, a gente aprende filosofia do direito. Acho que dá. Não? Afinal, bastava mesmo só o ensino primário, ou seja, saber ler. Cumpriu-se a lei.

    • Rick
      20/09/2013 at 09:47

      Sim, cumpriu-se a lei, porém há jeitos e jeitos de se cumprir a lei, pois esta não é objetiva. As decisões acabam ficando muito em função das interpretações dos juízes, tanto que 5 juízes votaram contra os embargos e 6 a favor. E não faltaram excelentes argumentos para os primeiros fundamentarem seus votos, votos a favor da república. Mas os segundos optaram por gastar retórica em prol da corrupção.

      Em resumo, a lei acaba sempre sendo cumprida. No entanto, isso pode se dar do melhor ou do pior jeito. O jeito que a Suprema Corte do Brasil escolheu foi um que jogou a democracia brasileira na lona, que destruiu a credibilidade do STF, que fez o povo ficar de luto, que fez de palhaço especialmente aqueles que saíram às ruas em junho.

      Paulo, vc não pode ignorar a responsabilidade que o STF tem de zelar pelo bem da República e isso ele não fez ao julgar os embargos.

    • 20/09/2013 at 12:10

      Claro que a lei é objetiva. Se não fosse, não teríamos lei. As interpretações não ferem a objetividade, e sim as aplicações que são feitas, sempre, caso a caso.

    • Rick
      20/09/2013 at 12:58

      Se a lei fosse objetiva não haveria divergência entre os ministros do STF. Mas ela é pouca objetiva, tanto que no julgamento dos embargos deu empate e depois o Pilantra de Mello decidiu a favor dos corruptos.

    • 20/09/2013 at 16:11

      Vou tentar explicar por meio de uma analogia: a verdade é sempre objetiva, as justificações são interpretativas, ou seja, talvez subjetivas. A lei é o texto objetivo. Em geral bem objetivo, no máximo que conseguimos (embora existam formulações ruins às vezes). Agora, a lei é para todos os casos. Só que cada caso é um caso, não é o “todos os casos”. Então, aí cabe a cada caso, a interpretação. E agora, deu? Não responda, primeiro pense. Pois tá bem explicado.

  14. Fernando CR
    18/09/2013 at 10:53

    Olá professor, faz tempo que não passo por aqui, os textos continuam bons, mas os comentários…
    Esse texto foi no cerne, lógica e história, “como posso introduzir novos deuses e ser ateu?”.

  15. MARCELO CIOTI
    17/09/2013 at 16:11

    Jorge Nogueira,para de escrever besteira,pô!

  16. Maria Madalena
    15/09/2013 at 21:32

    Gostei do texto, muito lúcido.

  17. Jorge Nogueira
    15/09/2013 at 17:33

    Tá no caminho, daqui alguns anos você alcança o Olavão.

  18. Sílvia
    15/09/2013 at 12:56

    Ghiraldelli, vc não era de esquerda? Achei estranho vc agora se dizer de centro, sendo que vc sempre dizia ser um esquerdista.

    • 15/09/2013 at 21:55

      EU DISSE QUE SOU DE CENTRO? Como você conseguiu ler isso? Eu disse que não sou nem de esquerda nem de direita, que ponho a filosofia na frente. Ou seja, já escrevi mil vez que filosofia é filosofia, política é política. Tenho optado por não escrever de política para escrever sempre a partir da filosofia e, nesse caso, de modo independente, ou seja, de modo EXTERIOR à política. Isso está nos meus textos sobre o Rorty. E sobre minha maneira de fazer filosofia.

  19. Robson de Moura
    13/09/2013 at 14:55

    Quando um guri novo diz “mídia golpista”, a gente sabe que ele está bajulando a galera dele, que fala essas coisas onde ele quer ser aceito. Mas quando um cara com barba na cara sai do mestrado, lança livro e o escambau, falando “imprensa burguesa”, “PIG”, a gente tem a fé nas instituições de ensino abalada. Pior que essas expressões pegam mais que vírus da gripe. Por que tanta dificuldade de conviver na diversidade? Incapacidade de interagir com o mundo? Gente doida.

  20. 13/09/2013 at 10:02

    “Ponho a filosofia na frente”. Devo escrevê-la com maiúscula ou com minúscula, Ghiraldelli?

    • 13/09/2013 at 10:04

      No meu caso, com minúscula, por razões rortianas e agora por conta da nossa gramática.

  21. Orivaldo
    13/09/2013 at 09:07

    Fazer como o finado Chaves é duro de ouvir.
    A Globo é como aquela puta que de noite todo mundo quer comer, mas no outro dia nem conhece quando cruza na rua. Eu sou mais a Puta.

  22. Barrabás
    13/09/2013 at 00:25

    Ora Paulo, a globo assumiu que apoiara a ditadura -cresceu com ela, tomou conta de quase tudo sozinha-, a Veja nem esconde é só lembrar das capas e do editorial da época.
    O Lula teve muitos defeitos como político, entre eles fazer lobby p/ nos trazer essa maldidta Copa de 2014, e um dos mais graves foi de ter concedido a renovação de Tv à Globo logo no primeiro mandato, ele tinha que ter feito como o finado Chávez fez com a RCTV; ter dado chance à outra emissora.

    • 13/09/2013 at 02:06

      Barrabás, talvez seja interessante você ler o texto novamente… Ah, acho que não. Não. Casos como o seu acho que não adianta.

    • Marcelo
      13/09/2013 at 07:34

      Ei, Barrabás, tu é loko? Falar mal de esquerdista nesta página?

    • 13/09/2013 at 09:25

      Marcelo, se você ainda não percebeu que eu não sou de esquerda ou direita, que ponho a filosofia na frente, você realmente não tem nada a aprender aqui e nunca vai aprender nada em lugar algum. Aliás, meu Deus, não consegue nem ler.

  23. José Jesus
    12/09/2013 at 22:58

    Paulo
    Não se diz “papos de aranha” – “oposição ferrenha de modo a deixar o governo em papos de aranha em diversos momentos.”
    Na verdade são palpos de aranha…
    Os palpos são peças bucais dos invertebrados cuja função é essencialmente sensorial. São dotados de estruturas especializadas denominadas sensilas, ligadas ao sistema nervoso.Nos vermes poliquetas, há um par de palpos em volta da boca. Nos moluscos, a exemplo do mexilhão, a boca é contornada de palpos que permitem trazer os alimentos à boca. Os palpos existem também nos artrópodes.

    • 13/09/2013 at 02:08

      JOSÉ JESUS, VOCÊ está certíssimo, a Fran já havia me falado isso antes, por conta de outra coisas do tipo, de expressões que usamos já na forma popular. Algumas passam, essa minha, por exemplo, passa. Há outras piores, por exemplo “bicho carpinteiro”, que na origem era “bicho no corpo inteiro”.

  24. MARCELO CIOTI
    12/09/2013 at 16:25

    Os mesmos blogueiros que esperneiam contra a Globo,não sabem-ou não fingem
    saber-que vários atores globais fazem comerciais do governo federal como o
    BB,Caixa,Incra,Ministério da Saúde,etc.Em agosto,o Lula se encontrou com um
    dos filhos de Roberto Marinho em SP.Mas,os chapa-brancas da vida parecem sentir
    prazer em cospir fogo na Globo,quando alguns deles trabalham pro Edir Macedo,
    que apoiou Collor em 89 porque achava o Lula o candidato do demônio.

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