110813-Abencoar-as-criancas

Pedofilia saudável. Jesus era pedófilo

A palavra pedofilia é uma daquelas que torna muita gente não pensante. Não deveria. As pessoas deveriam pensar justamente quando incomodadas. Mas essa regra não vale. Ao menos não vale com certas palavras, uma delas é essa mesmo: PEDOFILIA. 

A palavra é grega e indica quem gosta de criança. Philia indica filiação, amor de amigo ou sócio ou parceiro. Eu me filio a tal clube ou partido, eu venho de tal filiação paterna, sou filiado a tais e tais ideias etc. Não é amor eros ou agape, ou seja, não se trata de relacionamento erótico ou de amor cristão pelo semelhante. Assim, o pedófilo é um amigo da criança, um cuidador, como o pedagogo, embora não seja escravo e nem deva levar criança para a escola, como este fazia. Jesus era evidentemente pedófilo nos termos do mundo antigo. Ele tornou isso claro: “vinde a mim as criancinhas”, disse ele. Jesus gostava de criança.

Seu comportamento, o de Jesus, não era diferente do nosso quando vemos crianças, cães-bebês e decotes femininos. Sorrimos espontaneamente, sem perceber. Uma verdade empírica e estatística. Sorrimos para essas três coisas, e os homens do marketing têm observado esse dado com entusiasmo! No caso dos cães, está provado, eles (e só eles entre os animais) ativam nossa ocitocina, o hormônio que produz leite e tem a ver com a maternidade. Muito provavelmente tivemos uma vida com eles, os cães, primitivamente, antes de os reencontrarmos e os domesticá-los (será que foi preciso?). É muito provável que tenhamos vivido com eles antes deles serem cães e antes de nós sermos humanos. Daí essa relação tipicamente simbiótica. Ora, quando Jesus chamou as crianças, agiu como nós hoje com bebês, cães e decotes. Ficou feliz. Talvez até quisesse dar de mamar às crianças. Muitos pais (homens, sim!) dão de mamar às crianças, pois só a presença e o choro delas desenvolvem glândulas mamárias de adultos sensíveis próximos.

Esses dados sempre aparecem aqui e ali, para justificar premissas filosóficas das do tipo de Rousseau, que apelou para a ficção do “bom selvagem” no sentido de falar de uma “natureza humana” boa. As crianças fazem parte disso, nos deixam alegres. Despertam em nós o nosso lado bom, nossa pedofilia quase que instintiva. Há em nós um Jesus pedófilo, felizmente. Ou seja, em termos não modernos, um Jesus que gosta de crianças.

Após a entrada da modernidade, principalmente com a forte presença do modo de vida burguês e de uma certa grosseria no entendimento do grego e do latim por parte da burguesia, muitos termos foram mudados segundo critérios pouco sábios, tornando-se serviçais do moralismo que, enfim, na Era Vitoriana, deixou para sempre sua marca e sua caricatura. Foi aí que “pedofilia” perdeu a sua evidência como philia e estranhamente ganhou um parentesco inusitado com eros. Gostar de criança, para muitos, deixou de ter conotação eroticamente neutra e passou a ser um ato confundido com o que se deveria dizer de pessoas que não amadureceram, que tiveram disfunções psíquicas, que se mantiveram infantis e, então, buscam se descobrir investigando o corpo do outro, como toda criança faz. Mas, claro, isso é de fato uma disfunção psíquica se ocorre num adulto. O adulto atraído pelo corpo da criança se vê ele próprio como criança. E isso causa uma profunda luta interna na sua alma.

Que exista o célebre “troca troca” entre crianças é normal, mas não que um adulto queira fazer um “troca troca” com a criança, ou seja, o menino ou a menina na idade pré-escolar (na minha terminologia velha, pré-escolar tem menos de 6 anos). É tão normal o descobrimento do corpo entre crianças, e todos sabemos disso que, enfim, já nos cansamos de ver figuras de criancinhas olhando dentro da calça do outro. Meninas se espantando com meninos que, afinal, possuem pipi, e vice versa. É preciso ser uma pessoas muito ignorante e extremamente perturbada para achar que essa atividade entre crianças tem conotação moral ou é perversão etc. Aliás, alguém que pensa assim não deveria ter filhos. Uma pessoa assim é ignorante demais para poder cuidar de  criança.

Um adulto com problemas de amadurecimento, pode vir a querer fazer o “troca troca”com crianças. Isso prejudica a criança psicologicamente e, claro, às vezes, fisicamente. O sexo adulto envolve dominação e, por isso mesmo, em determinado momento, objetificação. Dois adultos se objetificando para fazer sexo é uma coisa, um adulto objetificando uma criança é agressão. Uma criança tentando se objetificar ou objetificar o adulto, para cumprir um jogo (sexual ou não sexual) requisitado, também é agressão ou, melhor, auto-agressão. Há marcas e preços futuros quanto a isso. Mas essa situação, só na conta de um total desvio da palavra, deveria ser chamada de pedofilia. Todavia, os médicos começaram a usar o termo moralizado-burguês também. E pegou. Eles vieram a chamar de pedofilia a disfunção psíquica citada. Só que o legislador ocidental, principalmente brasileiro, não deu uma de inculto. Os que  confeccionaram nossas leis entraram na tradição histórica e filosófica, e logo perceberam que não poderiam usar a palava pedofilia para casos de abuso sexual. Se assim agissem, iriam prender gente cuja cultura (no sentido antropológico) está aquém (ou além) dessa transformação da palavra e iriam prender também pessoas cujo saber médico atual mostra, antes de tudo, como precisando de tratamento psíquico, não cadeia. Foi assim que o legislador não colocou no código penal, nem vai colocar, a palavra pedofilia. Ou seja, no Brasil pedofilia não é crime. Pode ser expressão cultural e/ou pode ser doença. Não se tem de confundir isso com abuso sexual, ainda que em alguns casos o abuso sexual possa ter como agente um pedófilo. Aliás, isso é raro.

É raro porque o abusador sexual de crianças é sempre um abusador sexual do que não é criança. Abusa de mulheres, homens e animais que estiverem fragilizados. Em geral, sua gana é a de poder submeter o outro. O sexo aí funciona como elemento simbólico de submissão, e a questão propriamente sexual, de tirar prazer, só aparece se a dominação se exerce. Não raro, portanto, o abusador infantil pode abusar de mulheres mais velhas ou qualquer outra pessoa que ele possa submeter.

Claro que em alguns casos o pedófilo e o abusador estão na mesma pessoa. Mas, na verdade, as estatísticas mostram que o abusador infantil não é pedófilo, e é alguém das imediações da criança abusada, não raro um familiar. Aliás, pessoas ligadas ao trabalho escravo de criança e à prostituição infantil adoram levantar acusações de pedofilia por aí, justamente porque com isso desviam a atenção para casos esporádicos que atraem o público, e escondem o drama maior no Brasil, que são os mal-tratos em crianças, o uso da criança em todas as circunstâncias que a lei proíbe. Se há uma coisa a se desconfiar no Brasil são as campanhas de caça-pedófilos, em geral levadas adiante por gente com certa afinidade a empresários que não se preocupam nem um pouco com o trabalho infantil.

Agora, que se fique claro, tudo isso, sobre pedofilia, é referente a relações entre adultos e criancinhas. Não entre adultos e jovens ou mesmo pré-adolescentes. Falar de pedofilia entre moças e homens mais velhos, aí já nem cabe conversa, trata-se de algo de pessoas que realmente não sabem sequer consultar um dicionário. Menores para a atividade sexual são menos de 14 anos, perante a lei. A pessoa que cria problema com garota de 17 anos com relacionamento com adultos está, ela sim, com problema grave. (1)

Ninguém vai aconselhar uma pré-adolescente a se envolver sexualmente com homem algum ou vice versa (embora seja comum incentivar os meninos nessa prática de serem “pegadores” de qualquer mulher). Aí não importa a idade. Pré-adolescente não tem a ver com vida sexual. Todavia, dizer que a pré-adolescente não possui atração por pessoas mais velhas, é bobagem (e se elas não atraíssem todo tipo de homem, não seriam tão procuradas por agências de modelos). Uma boa parte dessas garotas é atraída pelo protótipo do adulto, ou seja, o garoto de dezesseis ou dezessete ou até dezenove anos. Depois essas meninas crescem, ficam adolescentes, e não poucas ampliam a idade dos parceiros – já não querem mais “Os Menudos”, mas algum ídolo até já meio grisalho. Nesse caso, não há regra. Mocinhas de 15 ou 16 anos namorando pessoas mais velhas, de toda idade, é algo comum na nossa cultura e, no passado entre nós, brasileiros, não era chamado de pedofilia. Claro que não. Até pelo fato de que no passado uma boa parte da classe média tinha frequentado alguma escola pública boa, e sabia consultar ao menos um dicionário. Aliás, era até comum em certos lugares um homem mais velho atrair meninas, ou prometidas pelos pais ou realmente envolvidas com tais homens. A ideia do homem mais velho que leva “tombo” de garota é só ideia. No geral, as garotas se apaixonam pelo mais velho, até pelo mais velho de 50 ou 60 anos. O casal Chaplin é sempre significativo nesse caso.

Bem, está tudo descrito aí, na milésima tentativa de tornar ao menos o meu público leitor mais habilitado para lidar com o público que não é meu, aquele público que não consegue saber como funcionam as palavras.

Paulo Ghiraldelli, 58, filósofo.

(1) Cabe aqui adendo. Nossa lei permite relacionamento amoroso (com sexo) entre maiores de 14 anos e adultos, mas isso não significa “pode tudo depois dos 14 anos”. Ou seja, alguém maior de 14 anos continua sob a proteção de leis que protegem a criança e o adolescente. Por exemplo: há uma série de situações que podem ser interpretadas (e aí surgem os “casos”) como sendo a de prostituição de menores. E isso é crime. Um caso: um homem de 50 anos com uma menina de 16 anos se relacionam de modo consentido, mas ele lhe dá presentes e, em uma hora de complicação do relacionamento, a menina ou alguém inventam de “denunciar” esse homem para a lei, dizendo que ele esteve forçando o relacionamento, como num tipo de prostituição, que coagiu a menina por conta da sua pobreza ou coisa parecida. E mais: simplesmente a moça de 16 anos sai com o homem mais velho e, então, se esquece que continua menor, e consome bebida alcoólica. Ora, eis aí o crime. O maior de idade que a acompanha, ou seja, seu namorado, pode ser posto perante a lei. A troca de fotos pode ser problema. Pois expor o menor por meio de fotos em público dá margem a interpretações da lei perigosíssimas. E por aí vai.  Mas, nesses casos, cabe aqui uma discussão filosófica mais ampla, pois remete a tudo que envolve adolescência, que é a situação estranha criada pela modernidade pós-Atenas antiga. Não sabemos o que fazer com o voto, carteira de motorista, o trabalho, a punição etc., na faixa de 14 até 18 anos. O Ocidente criou a infância e adolescência há muito pouco tempo e não sabe regrar a segunda ainda. E talvez não saiba educar a primeira.

PS 1. A idade do consentimento (para relacionamento amoroso) é de 12 anos na Holanda, 13 na Espanha, 14 na Itália, Alemanha e Canadá, 15 na França, 16 na Inglaterra e no Japão, e de 14 a 18 anos nos Estados Unidos (dependendo do Estado). Veja a tabela para mais informações.

PS 2. Abraçar e beijar não é considerado ato sexual e não se sujeita a regras de proibição.

PS 3. Olha o começo, acima: A palavra pedofilia é uma daquelas que torna muita gente não pensante. Não deveria. As pessoas deveriam pensar justamente quando incomodadas. Mas essa regra não vale. Ao menos não vale com certas palavras, uma delas é essa mesmo: PEDOFILIA.  [Leiam os comentários agora]

538 comments

  1. Se tudo(bem e mal)fosse de imediato posto em prática,de modo eficáz,haveria menas turbulencias das partes,não gosto de debater,tampouco dissimular,ainda não sei quem está certo nisto tudo,até porque não posso prever o futuro,se bem que não me parece mui seguro.

  2. A filosofia não é acolhedora, ela é reveladora. Quem deseja ficar com suas crenças silenciosas, fique. O prisioneiros da caverna de hoje em dia estão vendo as imagens pela NetFlix.

    1. Não, a filosofia é acolhedora, filosofia é investigação conjunta, de confraria, a confraria acolhe na medida que a investigação conjunta acolhe. A filosofia tem a ver com eros. A parte reveladora da filosofia é uma ilusão nossa necessária, talvez.

  3. Interessante …
    Mas…
    ?
    Bem original a abordagem…
    Até inusitada…
    Leva a uma curiosidade instigante. ..

  4. O Filósofo, sei lá porque, decidiu abordar este tema. São muitas as palavras que em uma época tinha um sentido e, na atualidade, tem outro, foi se transformando. Falar sobre isto não vejo problema, mas acho totalmente desnecessário porque as reações não agregam nada de positivo. Parece-me que o Sr.Paulo Ghiraldelli não tem muito o que fazer, pois fica muito tempo dando respostas tolas que em nada edificam. Uma arenga de meninos buchudos.

    1. Sofia esse é o meu afazer, sou filósofos: dou respostas e faço perguntas. Mas respostas tolas são reservados aos tolos. Você não sabia que filósofos são moscas na sopa?

  5. Caro filósofo Ghiraldelli,

    Como as pessoas não estudam, vem aqui falar asneiras e impropérios para o senhor. Elas devem achar que estudar filosofia é muito fácil, quando não é! Na verdade elas ‘entendem’ o que querem entender, e acusa o senhor de pedófilo (no sentido negativo da palavra). Mas ainda que sigamos a mente pervertida/hipócrita desses acusadores, podemos ver que muitos líderes cristãos levam ao pé da letra o ‘deixai vir a mim as criancinhas’, pois são inúmeros os padres (principalmente) e pastores que abusam de seus fiéis.

    1. Brancaleone, nós filósofos não podemos fugir da democracia, temos de tolerar a ignorância e continuar insistindo. Mas veja, outros filósofos falam aqui e ali, mas não escutam, não respondem, se colocam acima de tudo. Eu não.

  6. parabens amigo paulo pela escolha do tema. certamente um assunto complicado. antes parabenizo a escolha claro. vc não está errado, no mínimo é inocente. não me expulse do seu blog antes que leia meus comentários não me odeie também por discordar ou acrescentar algo. sou seu amigo, não sei irrite comigo. gosto de vc. considero sem conhecer um professor. dou razão, alimento a discussão. ja estudei filosofia mas sou leigo. o assunto é longo por isso nem me estendo. mas tb não costumo ser ateu, mas na verdade gostar de crianças é pecado? este era o assunto. de qualquer forma? na nossa cultura subentende-se este absurdo ou perversão, tanto faz. Depende a faixa etária como vi em vários países e também o sim do suposto menor, que pode ser incapaz de escolher certamente. mas por vezes o sexo existe no menor e desde o seio , freud diz ser nosso primeiro ato sexual existente, portanto excluir sexo dos menores também é outro crime, sei bem disso, pois já fui criança. escreveria outro texto, mas me abstenho por enquanto, tema polemico, por isso nao foram abordadas todas as questões possíveis e afluentes envolvidas.

  7. Oi meu nome é jair .Gostaria de conhecer vc pessoalmente.lhe daria uma surra seu velho filho da puta.

    1. Jair, o problema é que ao me encontrar, ficará apaixonado, abaixará as calças, e docemente oferecerá o bumbum. Mas, então, terei de dizer o que sua mãe já deve ter ouvido: não faço zoofilia.

  8. Vc me dá nojooo
    Pra mim, VC é um pedófilo enrustido….seu nojento !!
    E outra, não se brinca com a fé de ninguém seu merda.. Vem e fala de Jesus e quem é vc heim otário pedófilo nojento!!
    Vindi a mim as criancinhas é pela inocência e não sua maldade seu verme.

    1. Experimenta lavar a gamelinha. Pode ser que alguém arrisque a linguiça dentro dela.

  9. Gostei! O Paulo Ghiraldelli disse uma grande verdade.Os que o criticam de maneira grosseira Paulo,podem ser os mesmo que na calada da noite entram nos quartos de suas filhas certo? Esquenta não.Eu li e entendi.Quanto aos outros que continuem sendo hipócritas,fingidos e pedófilos enrustidos!

    1. Galbiatti, se nos fiarmos nas estatísticas, você tem razão, e por isso mesmo as pessoas ficam com raiva do que escrevo. Quanto mais raiva de mim, mais sinal de ser abusador de criança parente.

  10. O canalha vai rebolar semanticamente pra dizer que não entendemos as merdas que ele disse… e assim devagarinho rebuscadamente vai se destruindo os princípios cristãos blasfemando contra o próprio cristo e reabrindo as portas pra essa prática banida a séculos pela moral cristã: A pedofilia…

    1. Daniel, sabe que eu acho mesmo, eu acho que você quer um homem para abusar de você. Sinto isso. Agora, sobre Jesus, você não é dono dele e não sabe nada de cristianismo.

  11. Quem entendeu o texto poderia dizer que Paulo Ghiraldelli é pedófilo na mesma medida que o católico é cristão.

  12. Não sou filósofo nem nada , nem quero usar de um português muito belo nesta mensagem , apenas faça o seguinte , VÁ SE FODER SEU VELHO DE MERDA , você é um lixo , e só quem compartilha desse mesmo pensamento que você é os cabeças fracas , os covardes , espero que você se foda aqui mesmo , não é no juízo final não seu otário , espero que morra agonizando e com o cú fodido.

  13. Vai trabalha mano fica escrevendo merda.
    Policia de olho em mais um pedofilo que se acha filósofo.

    1. Andre, estou trabalhando, eu sei que o energúmeno não entende o meu escrito e não sabe o que é trabalho intelectual e, claro, vai usar a palavra “mano”. E estou rezando por você, linda.

  14. Não vi citações de autores da época imediatamente pré-vitoriana, onde a palavra ainda tinha o sentido original, como no grego. Nem de autores da época vitoriana, evidenciando a progressiva mudança de significado. Nem de autores imediatamente pós-vitoriana, mostrando o novo significado já estabelecido. Sem isso fica difícil corroborar o que o autor diz. Ficam sendo afirmações soltas no ar. Pesquisa histórica, pouca. Achismos, muitos. Pronto, pode me ridicularizar como quiser, o texto já deixa claro que o autor não possui algo além disso para usar.

    1. Luciano, um texto de filosofai demanda leitor treinado, o blog pressupõe um leigo, mas culto (a revolução vitoriana todo mundo que fez colégio sabe o que é e o que seu deu!). Tá tudo no texto, de modo claro. Artigo assim não é tratado, nem é o caso de referências. Acorda!

      1. Por que o senhor não coloca sobre mulher pedófila? Acaso as mulheres seriam tecnicamente inferiores aos homens e assim ficariam subintendidas como uma pedofilia permitida por omissão, até omissão filosófica? Explique filosoficamente!

        Creio que as mulheres têm um modo de demonstrar sua pedofilia e os homens têm outro, então o fraco amadurecimento emocional e intelectual nos faz optar pelo que seria, teoricamente, menos danoso, quando na realidade adultos independentemente do sexo, quando submete uma criança a sua autoridade desproporcional com a realidade de seu tempo, de ter sido criança e sucumbido num adulto fracassado emocionalmente ao entendimento da criança lesada…

        Então, a pedofilia reversa entra em ação, é uma pedofilia de auto defessa sucessiva que germina lentamente no íntimo de qualquer comunidade ou sociedade, no homem e na mulher, gerando uma auto disputa dos sexos em relação aos sentimentos humanos adultos (Maduros)…

        1. O fator intelectual é ignorado pelas crianças, sendo este fator o impositor que causará danos psicológicos nas crianças – quanto mais inteligente e esperta for a criança, menos danos psicológicos à afetará.

          1. Daniel, mais recursos a criança tem para se desviar, mas o dano de uma relação sexual entre criança e adulto é um dano que às vezes a esperteza não consegue ludibriar. Nós humanos somos seres de estufas.

        2. Daniel, esse é um elemento interessante: a mulher pedófila pode! Pois a sociedade nossa gosta de fazer alarde, mas como “o homem é um ser que tem mãe” e precisa disso, precisa da mulher para tudo, não vai criminalizar algo que é sua sobrevivência. Entende?

          1. Endeusar o útero é um erro comum dos grandes filósofos. Devemos sempre lembrar sobre alguns animais machos como o cavalo-marinho macho que engravida, a ema e o pingüim machos, os quais chocam os ovos e não a fêmea etc. Assim, o ser humano tem suas peculiaridades paternais às quais cabe a cada espécie viva. Ao ver uma mulher amamentando um bebe sobre seus cuidados, vemos uma segurança interna e uma vulnerabilidade externa, e ao ver um homem com um bebe no peito, vemos uma vulnerabilidade interna e uma segurança externa.

            À primeira vista é o que vale para nós humanos, então damos preferência à mulher, mas não que isso seja a melhor opção de sobrevivência da espécie (como o senhor já colocou); pois é um conjunto, onde a decisão é do homem em deixar o filho (a) com a fêmea desde que o macho esteja a observar. Não por acaso os homens eram os que cuidavam das crianças “nos tempos das cavernas”.

            Conforme os medos, que antigamente eram uteis, vão se convertendo em medos uteis atuais, a inteligência aumenta, e amaneira de o macho observar seu filho muda, ou seja: Onde o macho deixa seu filho também muda de lugar e, lentamente, a fêmea já não é mais tão útil para sobrevivência da espécie, então o número de relações fiéis entre humanos macho e fêmea, deixam de existir gradativamente.

            Como a qualidade do que faz é atribuído aos humanos machos, num futuro o macho optara pelo filho adotado ou conseguido por inseminação artificial, pois, teoricamente, a mulher será um importuno na criação eficaz dos filhos (as).

          2. Daniel sua antropologia não bate. Homem cuidando de criança “nas cavernas” e outras coisas … nope. E no resto, nem pensar. A antropologia atual e mesmo as mais antigas elas tem uma boa descrição. Uma boa esta na “reconstrução fantástica” em Nicht Gerettet de Sloterdijk.

      2. Quanto a revolução vitoriana e o colégio, não é tão evidende assim que todos que tenham feito colégio saibam o que é. Você deve ter passado pelo colégio a muito tempo, porque hoje em dia o ensino é péssimo. E mesmo que ainda tratem do assunto no ensino atual, nada indica que o façam segundo o fato histórico real, posto que sempre há a possibilidade do ensino da história como instrumento de propaganda, com distorção do fato, donde a necessidade da pesquisa a partir de fonte credíveis. Pedir como base de sustentação do seu argumento a mera aceitação do que disse o professor quando você era criança é simplismente ridículo. Indique algumas referências aqui, quero pesquisar melhor. Acho que enquanto não disponibilizar essas referências, mesmo que só nominalmente, a credibilidade do artigo estará em dúvida. Você pressupõe um leitor culto, e os leitores cultos gostam de referências, para verificar a realidade do que está sendo dito. Confiar em referências alegadas mas não mostradas é ingenuidade. Até os cultos podem ser ingênuos, mas não os inteligentes, mesmo quando incultos.

        1. Luciano o fato de alguém fazer o colégio e não saber sobre Revolução Vitoriana faz o sujeito não ser apto para o meu blog. Filosofia é para todos mas não é para qualquer um. Meu blog é para leitores capacitados ou ao menos curiosos.

          1. Leitores capacitados ou ao menos curiosos, ok. Eu não sei se estou capacitado, mas sou curioso. Cite o nome de autores para que eu satisfaça minha curiosidade (o site é para curiosos, não é). Se furtar a isso parece indicar falta de fontes para comprovação da tese. É facil fazer, então porque não? Estará ajudando alguém (ou vários) a se capacitar e reforçando seu argumento. Se o artigo foi escrito baseado-se em fatos verificados na literatura da época, e não na suposição de que exista tal literatura (achismo), estes fatos estão à mão! É fácil se foi feito pesquisa antes da elaboração do artigo, porque este se fundamentaria na pesquisa. Só há dificuldade se o artigo foi escrito sem pesquisa, sob a suposição de encontrar a posteriori literatura que o confirme. Foi escrito baseado em fatos comprováveis? Ou não (achismo), e agora tem preguiça de buscar fundamentação? Há realmente tal literatura que o fundamente? As respostas que tem dado demandam mais do que somente escrever o nome de alguns autores e respectivos livros, e isso acabaria com todas as dúvidas. A não ser que não tenha tais autores à mão, o que torna o artigo um achismo, ou na literatura mesma, o que o torna uma hipotese sem fundamento.

          2. Luciano BOBOSKI, você começou bem, mas ao pedir “comprovação de tese” mostrou não saber o que significa gênero literário. E terminou pior ainda. Leia blogs religiosos. Este, definitivamente, não e´para você.

      1. Poxa Paulinho. Tento ler seus textos mas são muito difíceis. Queria ter toda sua inteligência e gostosura para conseguir casar com uma mulher jovem e inteligentíssima e continuar publicando no facebook que tipo de amante gostosa, nós, os gostosos, podemos e devemos ter.
        Beijinhos,
        gato.

      2. O Papa é uma rara exceção. A prova disso está na maior parte dos comentários relacionados ao seu texto.

  15. Boa tarde, para ser franco não gostei do artigo. Ela é desnecessária, pois ignora o fato de que o termo é utilizado como eufemismo para os casos de pessoas que com frequência abusam de crianças. Desconsiderar esse fato é incoerente. Além disso nossa cultura brasileira não é tão rigorosa quanto a técnica etimológica (embora não seja o ideal). Portanto, desnecessário o homérico trabalho a respeito do “verdadeiro” sentido do termo.

    Além disso, e sabendo do significado cultural e eufêmico (espero que sim já que se trata de um estudioso), tenta forçar sua tese na pessoa de Jesus, gerando um incomodo completamente desnecessário (a não ser que o senhor apenas queira um pouco de publicidade!).

    Cria um mal-estar pelo jogo de palavra que, se não por perversidade, por erro distancia os leitores do conteúdo, ao ligar Jesus com a pedofilia (moderna – o que é inevitável, logo uma ofensa calculada ou não prevista).

    Essa inconveniente associação gera dúvidas quanto ao espírito do texto, o que se confirma no seu decorrer, pois ataca agressiva e desnecessariamente aqueles que são contra ao “troca troca” como “ignorante” e “extremamente perturbada”. Cadê o espirito de “conversação”? Enfim, apoia certa promiscuidade.

    Então o que se inicia com conotação familiar – amor às criancinhas – se encerra com conotação sexual. E aí? O escritor se perdeu na essência ou quer mesmo dizer de sexualidade? A verdade é que todo o texto se presta a promover a sexualidade e usa a pessoa de Jesus como atrativo.

    Se o escopo é chamar a atenção, parabéns. Se era ser técnico ou culturalmente útil, falhou.

    1. Sandro você não gostou pois não entendeu. O assunto: revolução semântica da era vitoriana curiosamente não pega médicos e a lei. Leia por essa via que poderá, talvez, entender. Meu blog exige um leitor que é o leigo culto.

      1. Caro filósofo, fácil dizer que não gostei porque não entendi. Não pode ser “não gostei”, justamente porque entendi?

        Depois, sustenta que somente “cultos” podem entender. Assim é facial e conveniente. Não debate, ofende. Deve ser a nova moda por aqui também “hate speech”

        Aqui impera seu jeito de pensar, os demais são meros tolos que não alcançam a excelência de sua sabedoria. Depois, vem outros achincalhar os cristãos porque pensam, analisam e respondem.

          1. Deixo te dizer uma coisa caro filósofo, primeiro tenho certeza que seus colegas professores não concorda com o seu pensamento, até porque a palavra pedofilia hoje em dia tem um significado diferente na sociedade atual, entenda não estamos nos séculos passados, hoje o que impera é a atualidade, devemos sim obter conhecimentos do passado, mas nem tudo que tinha algum significado nos séculos passados tem o mesmo significado hoje, então para de ser um esperto que usou a palavra Pedofilia para promover seu post, tenho que admitir que você foi bem esperto para atingir seus objetivos, pois colocou Jesus e Pedofilia na mesma frase, meu caro filosofo vai estudar mais você é um dos únicos professores que põem lenha na fogueira, se tiver o mundo todo contra o seu pensamento ainda assim você achará que estrá certo. Me poupe de suas conversas fiadas, se quiser ter respeito vai fazer Doutorado em Havard depois você pode vim falar a bobagem que for, até porque se um dos filósofos de Havard descordar do que você disse eu quero ver com que cara você vai ficar, mas no mínimo que eles vão dizer é “Trocar a palavra Pedofilia, pois o seu significado que você quis passar com essa palavra não significa a realidade de hoje”.

          2. Adrian, tá nesse artigo ainda? E mesmo já sendo artigo velho, não leu 10 vezes? Leia dez vezes, ok? Acho que éo que precisa para começar a entender.

  16. Segundo o Houaiss, pedofilia é uma “perversão que leva um indivíduo adulto a se sentir sexualmente atraído por crianças; prática efetiva de atos sexuais com crianças”. O artigo, que pessoalmente considero infame, não condiz com a realidade. Hoje, que pai deixaria seu filho aos cuidados de um pedófilo? Penso que o autor não teve a intenção de informar, mas, sim, de chocar, pois, na prática, defende uma conduta inadmissível.

    1. Claudemir o fato de ter consultado o dicionário e não ter conseguido entender que o artigo fala da revolução vitoriana e da história do termo, mostra que você não está preparado para ler esse tipo de blog de filosofia como crítica da cultura. Dou-lhe a chance de ler mais vezes. Não passe vergonha.

  17. Paulo meu querido, vc é sensacional! Olhe, vou te falar uma coisa viu, nunca me diverti tanto com suas respostas a um monte de “tolos” e supostos fanáticos religiosos… Para tolices, a melhor resposta é essa mesmo: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…
    Gostei do artigo! Nunca tinha tido curiosidade, como um bom filósofo, de estudar sobre a etimologia da palavra. Partindo desse pressuposto, o Salvador era sim pedófilo, pois gostava de crianças: “deixai vir a mim as criancinhas”… Ai senhor, acho q tb serei processado! Amigo, conto com o seu advogado, pois n tenho onde cair morto!!!
    Brincadeiras à parte, vamos mesmo incomodar esse povo e fazê-los os pensarem um pouco… Filosofar é preciso!
    Axé!!!

    1. Jaires, só um adendo: não fiz etimologia da palavra, fiz uma incursão pela revolução vitoriana que modificou a palavra e que, curiosamente, não pegou de teodo a lei e os médicos.

    1. Boa tarde

      O texto é muito bem articulado, escrito por alguém com muito conhecimento. Parabéns!
      Entretanto, sua fala é deturpada, existe uma busca intencional de se mostrar um jesus do seu ponto de vista. Jesus, o Cristo, o filho da Maria, nunca foi um pedófilo, ainda que a palavra através do seu texto se viu muito mais amena do que de fato ele é em especial o seu significado no Brasil, pedofilia é pedofilia e não há o que se discutir dentro de um outro contexto ou dentro de um outro significado estamos no Brasil, país de lingua portuguesa e o que vale é o significado pátrio e ressalto Jesus nunca foi pedófilo, pelo contrário, trouxe um evangelho de amor e santidade!

  18. O texto nem foi lá grande coisa! Bem articulado, esclarecedor, claro, sim, mas não foi pra tanto gemer e ranger de dentes. O que me divertiu foram as respostas do Ghiraldelli…
    Chora Olavetes!

      1. Sabe o que mais choca nessa estória? que os mesmo que te criticam pelo seu jesus pedófilo, são os mesmos que buscam na etimologia grega da palavra “homofobia” o significado da época para tirar do contexto atual, relativizar, suavizar e continuar praticando, mas com os usos atuais. São uns bastardos mesmo!

  19. A palavra tinha um sentido e acabou adquirindo outro, como é muito comum. Então, não não adianta os “intelectuais” ficarem aferrados ao seu sentido original, por vaidade e para sentirem-se superiores. É bom explicar direitinho o que está dizendo, antes que leve um soco na cara, que aliás, seria muito bem dado. Não se faz gracejos com coisas tão sérias. Outra coisa, não considero coisa normal o “troca-troca” mencionado pelo articulista. Não fez parte de minha infância e jamais presenciei tal prática entre meus familiares, as crianças, ou amigos de infância.

    1. Claro… Você não presenciou, logo, tais coisas jamais aconteceram, não é mesmo? Sabe de nada, inocente!
      A prática do “troca-troca” depende da região. No planeta Terra, por exemplo, a prática é comum.

  20. Para aprimorar o debate, é importante esclarecer o significado moderno de pedofilia, definido com precisão pelas Nações Unidas (ver CID-10, código F65.4), ou seja, “preferência sexual, em adultos, por crianças pré-púberes”. O termo “criança pré-púbere” já é uma redundância, mas ajuda a evitar ambiguidades. Em suma, para caracterizar a pedofilia, precisa ser uma preferência sexual, tem de ser em adultos, e tem de ser uma preferência por crianças antes da puberdade.

    O debate sobre qualquer assunto deve começar sempre pela definição dos termos. Neste caso, você complicou um pouco mais, pois adicionou ao debate o significado arcaico em contraposição ao moderno, e botou Jesus no meio. As palavras têm energia. Indiretamente, você tocou num nervo exposto da Igreja Católica, que embora não seja a única representante do Cristianismo, é ainda sua força dominante.

    1. PH, Filosofia não é debate, não do modo que a faço. Ela é conversação. Numa conversa não se define termos. Meu artigo é simples, é sobre a revolução vitoriana.

      1. Significados semâticos mudam com o tempo, a exemplo da palavra Homofobia. Que define uma patologia, mas hoje é vulgarmente usada para pessoas que não gostam de gays ou pensam diferente deles. Porque também não rever o real sentido semântico desta palavra também? Mas como esta não foi mudada pela “burguesia”, então deixa pra lá. Não é?
        Você é tipo pedófilo intelectual, usando de um pressuposto apelo a autoridade e sapiência, relativiza fatos para sustentar suas “idéias”, e convencer quem tem menos acesso a informação. Ou você acha que alguém se esqueceu que você gostaria que a Sherazade fosse estuprada?
        Vou te dizer a nova definição da palavra filosofia: Filo – sem, sofia – emprego. Não fosse o ambiente acadêmico, você seria só mais um vagabundo. A Filosofia que você defende, não contribui em nada para a sociedade.

        1. Italo, meu bebê,
          Chegar aqui para ofender apenas revela mágoa do fracassado. Como sou um vitorioso, respondo mesmo com sua ofensa. “Burguesia” não é um termo valorativo no meu texto, é convencional. O que mostro no meu artigo é que a revolução vitoriana não mudou o termo como queria, pois a lei e a medicina não a seguiram tanto. Ou seja, o termo se alterou no senso comum para um lado, mas o lado técnico ficou com um pé atrás e seguiu outro caminho. De resto, querido, fiquei com pena de você, pois com menos ódio e menos ideologia, você até poderia entender o artigo.

      2. Eu sou o Stopato, sei que sou imbecil mais eu te odeio, quero matá-lo.

      1. Quando o cara sabe que a própria ideologia politico-social é uma porcaria, obviamente vem a fazer um texto de tamanha ignorância como este, é como se fosse um rato preso em um labirinto.
        Claro que Fidel, Che, Stalin, são todos Jesus de suas épocas, como nunca tinha pensado que esses seres perversos são personificações do filho do salvador da moralidade. Acho que todos deveríamos ser pedófilos e socialistas, afinal passar fome e aliciar é tudo que precisamos.
        Essa sim, é a filosofia dos tolos e tapados.

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