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19/08/2017

Os dias NÃO eram assim


A Globo não conta a história da Ditadura Militar no Brasil na série Os dias eram assim. Conta uma narrativa sobre amor de algumas pessoas nos anos 70. Mas vamos escutar de muitos que ainda não aprenderam a ler o gênero literário chamado folhetim, dado a insuficiência do nosso ensino médio, que a Globo está ensinando o que foi a Ditadura. E aí vamos ver alguns falando que ele ensinou bem e outros dizendo que ensinou mal. A tendência em achar que o sofá é sala de aula, inclusive para aulas medíocres de doutrinação, é muito grande entre pessoas que temem ser doutrinadas porque já estão doutrinadas.

Há pessoas que não conseguem até hoje entender o gênero literário cinematográfico praticamente criado com Doutor Jivago. Trata-se de uma narrativa simples até: conta-se uma história de amor de duas pessoas em uma época em que o cotidiano de alguns, talvez muitos, tenha de ser um cotidiano épico. Nós Ocidentais aprendemos isso desde nossas raízes. Na grande guerra relatada na Ilíada, um drama pessoal vivido por Aquiles e Pátroco ganha entrada no cenário maior. Na grande trama da vida da humanidade, a Bíblia, contada pelo ótica do mundo judeu, pega inúmeros dramas individuais, como os dos pais de Maria e também, depois, da própria Maria com seu esposo José. O cotidiano e o comum é alçado ao âmbito do extraordinário, do político, do maior. Esse modo de narrar faz nosso gosto literário.

A história da Globo é uma história de amor. Poderia ser posta em qualquer contexto histórico e geográfico. Foi posta no Brasil dos anos 70, mas num recorte muito específico: a trama da vida política do país, em certos setores urbanos, cruza com a vida pessoal de alguns jovens. Uns jovens que foram a minoria da minoria em termos de número. Pois a maior parte dos jovens, naquela época, mesmo estudantes, não sabia que estávamos em uma Ditadura, do mesmo modo que os jovens de hoje, mesmo com liberdade total de imprensa e Internet, sabem pouco ou nada a respeito de “delação premiada” ou “caixa dois”. A vida cotidiana de cada um de nós, nossos afazeres domésticos, é muito mais importante que tudo. E para cruzarmos nossas vidas diretamente com fios nitidamente políticos do país, é necessário rezar muito para que Deus invente um destino para nós que possa ser filmado. Nessa hora, Deus escolhe sempre poucos. Não há doutores Jivago dando sopa. As pessoas não têm suas vidas transformadas em dramas amorosos e políticos, só alguns. E isso tanto faz, seja na democracia ou da ditadura. Na verdade, para a maior parte de nós, os dias NÃO  era assim. Esse frase vale para mais gente do que o cinema pode admitir.

Pessoas hoje podem postar fotos de uma praia cheia de gente festando, no Rio, em 1970. Podem dizer: veja como era bom o tempo da ditadura. Pessoas podem olhar essa foto e dizer: há muita coisa por trás da foto. Nos dois casos, fala-se a verdade e fala-se a mentira. Cruzamos com gente na rua que vive em mundos geográficos quase iguais, mas em histórias bem diferentes, como se não estivessem no mesmo país. É assim hoje, foi assim ontem, será assim amanhã, mesmo que agora tenhamos uma integração maior e mais instantânea por meio da rede de Internet que nos une. Estamos ficando cada vez mais iguais na diferença. A diferença é para nos igualar. Essa é a regra, ou seja, a do desparecimento do distinto e negativo. Mas isso ainda tem um limite. Nesse exato momento a filha de um delator da Odebrecht pode estar noiva de um político delatado, com toda sua história e drama vivida nas catacumbas de uma democracia mórbida, em Brasília. Um casal assim, daqui alguns anos, contará a história da democracia do começo do século XXI no Brasil como uma história que nenhum de nós achará que foi a nossa história.

Meu filho nasceu em 1993. Em 1995 começou a Internet. Quando veio o “mensalão”, ele era criança, mas acompanhou tudo, como se fosse uma novela. Perdia horas vendo os debates. Sabe tudo hoje. Viveu a história política do país, ainda que como telespectador. Os jovens hoje da idade dele não sabem o que é o mensalão. Estavam jogando vídeo game, não tem a menor ideia do que falou ou não falou o tal de Roberto Jefferson. Meu filho terá amanhá, após o julgamento desse escândalo atual da Odebrecht, uma visão completamente diferente do Brasil e até de si mesmo que outros da idade dele que tenham visto este escândalo, mas que não viram o “mensalão”. Os fios da vida política cruzaram a vida dele, ainda que só pela TV. Outros, nem pela TV. Assim nasce a percepção de um povo a respeito de se os dias foram assim ou não foram assim. Os fios da narrativa de um folhetim, obviamente, diz dos dias como eles foram para os personagens da trama, não mais que isso. Não entender como se faz um folhetim nos leva à burrice de achar que todo lugar tem uma única história,  e que sentar no sofá para ver TV é abrir um livro didático de história que irá dizer, de modo unificado, como responder questões do vestibular. Pessoas que se acham politizadas fazem isso. São sempre mais burrinhas que as outras.

Os dias não serão assim.

Paulo Ghiraldelli, 60, filósofo. São Paulo, 18/04/2017

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39 Responses “Os dias NÃO eram assim”

  1. Marcos
    17/06/2017 at 00:05

    Acrédito que uma série que conte o que foi a ditadura no Brasil tenha de ser contada por pessoas que viveram aquela época como adultos e seria preciso as opiniões de ambos os lados pudessem ser ouvidas para que, quem não viveu estes momentos pudessem fazer um real juízo de valor.

    • 17/06/2017 at 11:43

      Marcos, não existiu ambos os lados, e sim centenas de lados. O mundo não é como a verdade jornalística quer, que é “ouvir os dois lado”. Além disso, a série é uma ficção. E está muito bem feita. De fato, a ideia do crápula empresário financiando a ditadura é a excelente.

  2. angl
    02/05/2017 at 11:04

    Lie reli o texto várias vezes. É uma visão interessante e esclarecedora. Eu vivi no tempo da ditadura, lá numa pequena cidade do interior, e não sabia que era ditadura. Meus pais nunca reclamaram e a escola também não falava. E concordo que um folhetim é uma história bem particular dentro de um contexto. Se fosse contada a minha história, não haveria explosões e nem tortura.
    É uma verdade e talvez uma mentira?

  3. Hideraldo da silva goulart
    01/05/2017 at 11:33

    Cara, os políticos que estão na famosa lista, são pessoas desclassificadas por DEUS, são os vermes que a podridão rejeitou, e as portas do inferno estão com a boca escancarada esperando por cada um deles. Nunca teve um ex militar político que ficou rico. João Figueiredo falou, quando era presidente da republica : ( Tudo bem, reconheço esse sindicato dos trabalhadores, como partido político, mais vai chegar um dia que o BRASIL vão querer tira-los do poder, so que vai ser a custa de muito sangue!) Abraço para todos os brasileiros classificados por deus,………….

  4. Gabriela Araujo
    28/04/2017 at 11:20

    Eu acredito que a crítica sobre a série da Globo, seja pela maneira maniqueísta que as personagens são tratados. Pelo menos na minha opinião a série perde qualidade, por se esforçar demais para que um lado seja os bons perseguidos e o outro seja dos maus e repressores. As pessoas e a época são muito mais complexas. A série tem um título um tanto pretensioso, pelo título eu esperava uma história mais ambiciosa e não com personagens tão rasos.

    • 28/04/2017 at 21:24

      Gabriela, eu vivi o período, e quanto a empresários conservadores, era exatamente aquilo. A série poderia ser melhor, mas aí o tempo de cada capítulo precisaria ser maior.

  5. a
    27/04/2017 at 14:54

    Num dos meus sonhos pessoas pensam que, durante a ditadura militar, existiam seres humanos no poder, tão suscetíveis à corrupção, a impulsos positivos e negativos quanto os tempos durante os quais a esquerda, a direita, o centro passaram pelo poder. Nesse sonho, também, pessoas escrevem folhetins com personagens capazes de refletir a riqueza de espectros do ser humano, assistidos por pessoas que a apreciam.

  6. Mito solariano
    23/04/2017 at 10:56

    Caro Filosofo.
    Caro Paulo
    Pelo que percebi em seu texto observei algumas criticas a respeito a esta vivendo momentos Historicos no pais e existirem jovens que nao acompanham esses momentos. Acredito que isso se da principalmente pelo o que os filhos veem em casa atraves dos pais, que se sentam a frente dos seus computadores e Tvs, e vivem esse mundo esquecendo-se do que realmente e importante. Conversar sobre politica com amigos, familia e quase tabu nas familias brasileiras por que? . Nos temos em nosso pais uma populacao de ideologia construida por meios de comunicacao, que a todos instante constroem e destroem novos personagens de forma planejada e bastante pensada visando um fim proximo “eleicoes 2018”, e qual seria a construcao desse personagem pela Glogo, atualmente se nao Joao e quem seria o alvo no caso desse folhetim se nao Jair. Essa novela simplesmente marca esse posicionamento da rede globo com relacao em atender as suas necessidades. Com relacao se os dias eram assim ou assado, cada pessoa que viveu aquela epoca tem a sua versao mais acredito que existia algumas coisas comuns a todos no Brasil existia liberdade para ir e vir. Coisa que nao existe mais.

    • 23/04/2017 at 16:14

      Mito!
      1) Pena meu texto não ter ajudado você. Meu texto foi escrito para quem já leu alguma coisa sobre o assunto, e vejo que não é seu caso, pois você parece não saber que a ditadura brasileira deixou o Congresso funcionando, deixou as eleições municipais da maioria das cidades funcionando, deixou partidos funcionando etc. De fato, foi uma ditadura peculiar. Não foi por “alienação” que jovens e outros não perceberam a ditadura, mas por muito mais coisa. Inclusive, antes do ciclo começado em 1964 terminar, houve reforma partidária etc.
      2) Sobre a leitura que você faz da Rede Globo, achando que ela é um partido unificado, e que faz tudo no sentido político, e não uma simples empresa de entretenimento, essa visão, me desculpe, é infanto-juvenil.
      3) Sobre liberdade de ir vir, não entendi, você diz que hoje não existe? Bem, se é isso, seu caso é mais grave.
      4) Jair? Você diz Jair Bolsonaro? Você acha que a Globo dá importância para o bobo da aldeia/ hahahha!

  7. Leonardo Medeiros Terra
    23/04/2017 at 08:49

    Isso tudo não passa de filosofia barata, estamos sim, vivendo por enquanto, momentos desconfortáveis. O brasileiro honesto que durante muito tempo fez ou tentou fazer um pé de meia na poupança está hoje no limite de suas economias e começa a sentir as consequências dá irresponsabilidade política que vivemos neste últimos anos. Médico, psiquiatra se faz necessário a quem não enxerga a realidade. Nós temos sim que caminhar a passos firmes por estrada definida a nos levar a luz dá dignidade perdida a muito tempo. Chega de premonições descabidas, pois o que nos interessa é um país responsável.

    • 23/04/2017 at 09:22

      Leonardo esse blog não é para você. Aqui tratamos de filosofia. E usamos a filosofia como crítica da cultura. Seu negócio não tem a ver com leitura. Não force.

  8. Marcia
    21/04/2017 at 14:53

    Globo comunista e oportunista

  9. João Paulo
    20/04/2017 at 11:27

    Paulo, saca os links abaixo. Um site de direita e outro de esquerda. Ambos criticam a globo com aquela visão ideológica (cada um com a sua), e para um a emissora é golpista e para o outro ela é progressista:

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-globo-vai-mostrar-seu-apoio-integral-a-ditadura-na-serie-os-dias-eram-assim/

    https://www.institutoliberal.org.br/blog/os-dias-eram-assim-e-poderiam-ter-sido-bem-piores/

    São exemplos de parte do que foi dito no texto e comentários.

    Abraço

    • 21/04/2017 at 11:28

      Bom trabalho João. Isso dá uma tese de mestrado.

  10. Siebte Krähe
    19/04/2017 at 23:05

    Não foi ditadura, foi uma intervenção militat! Os militares livraram o país de uma ditadura marxista (comunista).
    Apenas comunistas foram mortos e torturados pelos militares, pois quem era de bem não era preso.
    Deveríamos agradecer os 21 anos do governo militar, pois se não fossrm por eles, o Brasil estaria igual a Cuba.
    #OsdiasNAOeramassim
    #Bolsonaro2018

    • 21/04/2017 at 11:30

      Krähe fiquei com dó de você. Você precisa de um médio e carinho de sua mãe ou de uma mulher.

    • eduardo pereira
      24/04/2017 at 09:11

      Paulo Ghiraldelli…
      Que humildade sempre tratando aqueles que tem uma opiniao diferente ou não tao culta como a sua dessa maneira….
      De uma maneira sutil ofendeste monstruosamente o individuo Fischer e outros aqui de sua página.

    • 24/04/2017 at 09:39

      Eduardo a ofensa do ofendido é, em geral, ele mesmo que pede e não raro faz. Pense nisso antes de se declarar um perdedor.

    • Siebte Krähe
      24/04/2017 at 10:46

      Paulo Ghiraldelli, estude mais, bem mais.
      Posso até estar enganado, mas pelo visto, você apoia o socialismo-marxista. É uma pena, pois para um homem com sua idade deveria, no mínimo, ter a “cabeça no lugar”… pelo visto, você é como os eleitores do PT “os cegos quem não querem ver”,os famosos asnos.
      Vá estudar mais, talvez largue de ser alienado. Deu até pena!

    • 24/04/2017 at 11:14

      Eu apoio o socialismo? ha ha ha. E preciso estudar! Cara, você nem lê minhas coisas e quer criticar? Para criticar alguém é necessário, minimamente, ler esse alguém. Você é desonesto intelectualmente, desonesto com você mesmo.

  11. LMC
    19/04/2017 at 11:39

    O Prefeito de SP vai até Roma
    implorar que o Papa venha
    visitar(de novo)o Brasil.Só
    falta o Trump visitar o Brasil
    e pedir pro Edir Macedo
    fazer uma visita oficial aos
    EUA.Bzzzzzzzz…..

    • 19/04/2017 at 13:07

      Certíssimo ele. Somos a maios nação católica do mundo.

  12. 18/04/2017 at 22:24

    Eu ainda acho que um dia. Ao reconhecer que hj sim
    Os jovens são alienados e não tem compromisso com nada! Eu vivi naquela época , e era bem ativa e tudo com Ordem e não essa anarquia que aí está! Não sabem
    Votar e deu nisso aí!

    • 18/04/2017 at 22:56

      Regina você não viveu nada, você estava internada num manicômio. Saiu, mas não está curada.

    • Hernani
      22/04/2017 at 21:35

      Não adianta discutir com esquerdistas….
      Realmente endosso suas palavras…. Foram bons tempos…

    • 23/04/2017 at 07:12

      Hernani! Adeptos da ditadura de fato nunca discutem. A esquerda autoritária também não.

  13. professora roseli valentini
    18/04/2017 at 19:05

    Srs
    Os dias realmente não eram assim, eram bem, mas bem piores. Os jovens que não sabiam que vivíamos uma ditadura eram poucos e completamente alienados. A ditadura torturou e matou independente de participarem ou não de grupos de esquerda. Qualquer cidadão contra o Regime tornava-se suspeito. A tortura em si só é o crime mais abominável que o ser humano possa praticar. Ainda mais quando envolve bebes e grávidas. O homem quando que se torna um torturador deixa de ser humano. A esse respeito procurem ler livros como BRASIL NUNCA MAIS. Esse livro não é ficção mas sim uma terrível verdade.
    Quanto a dizer que não tinha corrupção durante esse infame regime e uma total falta de conhecimento e beira a infantilidade. Lembrem-se também que tínhamos uma feroz censura da imprensa então não era divulgado o que acontecia na realidade. Na vizinha Argentina, os responsáveis pela matança generalizada foram condenados a prisão perpétua e estou falando de generais 4 estrelas. Nessa mesma Argentina o regime durou só 7 anos, já no Brasil 21 anos. E dizer que tem gente que não sabe que vivemos uma ditadura é uma mostra que brasileiro não lê, não se informa e sai falando tolices. Lembrem-se que a “Historia não é linear nem tem lógica…..Nós, seres humanos somos os únicos capazes de tropeçar duas vezes na mesma pedra.”

    • 18/04/2017 at 21:46

      Já vi gente burra, mas esse texto é realmente de gente que não é só burra, é perturbada da cabeça. Meu Deus! Não sabe ler um folhetim.

    • Candido
      20/04/2017 at 01:07

      Foi uma “revolucao” massa essa ,olha o pais do jeito que estar.Lutaram para deixar o pais desgovernado e mal visto e sem respeito.Entao ,sintase livre para viver neste pais contaminado por corrupcao gracas a essa “revolucao” .

    • 21/04/2017 at 11:29

      Candido não entendi seu comentário ao meu texto. Não tem nada a ver com meu texto isso que falou.

  14. Hilquias Honório
    18/04/2017 at 16:06

    Professor, já faz tempo que acompanho o blog e sempre me surpreendo muito com os seus textos, que me ensinaram a pensar o mundo de outra forma. Eu sempre acho que a Humanidade deveria ter acesso a esse trabalho e recomendo a vários amigos. Mas eles preferem leituras simplistas tipo Pondé ou Karnal. Como você mesmo diz, a filosofia é pra todos, mas não é pra qualquer um. E essas turmas continuam sem entender as novelas, tropeçando nos erros básicos de sempre. É rir pra não chorar!

    • 18/04/2017 at 16:10

      Honório! É sorte que a filosofia seja de elite. Seria uma desgraça se não houvesse bobo da corte como Pondé ou Karnal. Alguém precisa cumprir esse papel histórico.

    • LMC
      19/04/2017 at 11:26

      O que são Pondé e Karnal perto
      de Sílvio Santos,o midiagogo da
      TV e Henrique Meirelles,o bobo
      da corte da economia?São
      aprendizes.kkkkkk

    • 19/04/2017 at 13:08

      Sílvio Santo estão bem longe de ser midiagogo. Henrique Meirelles é o cara certo na hora errada, mas não tinha outro.

    • Tony Bocão
      19/04/2017 at 13:43

      Também compartilho esse pensamento, manifesto gratidão ao professor, por gastar precioso tempo, em generosa exposição de reflexões; alguns textos, como todo texto de qualidade, mesmo sendo claros, me exige releitura, mas prazerosamente e não raro, sou agraciado em ter minhas certezas e lugares comuns, destruídas sumariamente. Obrigado filósofo, segue a vida.

    • LMC
      19/04/2017 at 14:46

      Ultimamente,o Bolsonazi está
      aparecendo em alguns
      programas da TV do Sílvio como
      Ratinho e Danilo Gentilli.Help!

  15. Fischer
    18/04/2017 at 13:21

    Porque o folhetim tinha que ser em cima da ditadura justo hoje que esta o Brasil nesta situação. A globo nao poderia fazer sobre outro prisma, outra época. Quis fazer agora pra chamar a atenção sobre a ditadura e esquecer a roubalheira.

    • 18/04/2017 at 13:45

      Fischer eu acho que você precisa procurar um médico. Mas antes, por favor, termine o ensino médio. Mas veja, o médico, ou melhor, o psiquiatra, é sim importante tá? No seu caso, urgente. Ah, uma dica, quando for ao médico, diga para ele o seguinte: “doutor, eu sou meio problemático, eu acredito que uma série da Globo é bolada, escrita e produzida em semanas, não em mais de ano”. Com isso, o doutor já terá uma base pra começar a tratá-lo.

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