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22/10/2017

Não existe “complexo de vira-lata”


Os midiagogos inventaram de falar em “complexo de vira-lata”. Já vi um bocado de gente dizendo da existência disso que, enfim, não existe. “Complexo de vira-lata” é invenção de gente que não tem o que dizer, gente sem assunto. Não raro até professor que trabalha de graça de jornalista, anda falando disso. Falam disso baseados na observação de gente com menos assunto ainda que eles, e que anda pela mídia numa época de crise e competência baixa.

A indústria do entretenimento não vai bem. O Jornal Nacional e a novela das nove, a atual, é o que há de mais profissional na TV brasileira. O resto na TV brasileira tem sido uma continuação do vazio, do entendiante e, na falta de boa formação de quem comanda a coisa, um contar e recontar de casos melodramáticos de pobreza, abandono, desgraça etc. A transmissão das Olimpíadas, fora do campo do profissionalismo em alguns redutos pequenos, foi exatamente isso. Comentários sobre como atleta brasileiro é desgraçado. Show de gente vendendo limão para ser atleta. Nada de comentar o salário e as falcatruas do “amador olímpico” Neymar.

É o conteúdo melodramático de quem não tem o que falar, pois não sabe nada do esporte que transmite, que cria a choradeira que faz com que os observadores mais tolos ainda venham dizer da existência do “complexo de vira-lata” na consciência do brasileiro. Ora, se conversamos na rua com amigos, colegas, conhecidos etc., vamos ver que não há complexo de vira-lata nenhum. Ninguém fica chorando ou se orgulhando de modo bobo. Apenas se comenta os resultados e as performances, numa conversa bem diferente do conteúdo da TV. Mas os midiagogos, os que observam a TV e costumam falar de boca cheia a palavra “o Brasil” ou “os brasileiros”, caíram no conto da choradeira de tipo Galvão Bueno, e acabam então criando o tal complexo de vira-lata. Galvão não tem complexo nenhum, muito menos de vira-lata, que não existe; ele faz o que faz por falta de conteúdo, por não conseguir levar adiante um programa quando o telepromter não pode trazer nada, uma vez que as coisas estão acontecendo velozmente. Galvão é inapto e chato. Mais inapto ainda são os que querem batizar suas abobrinhas de “complexo de vira-lata”.

O Brasil carece de gente  que leve o entretenimento a sério. Carece de profissionais de TV que realmente entendam do que fazem. Não tendo, recriam situações abobalhadas. A cobertura desses Jogos Olímpicos, tirando a beleza e profissionalismo da Renata Vasconcellos, foi sofrível.

Paulo Ghiraldelli, 58, filósofo.

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19 Responses “Não existe “complexo de vira-lata””

  1. 22/08/2016 at 19:11

    KKKKKKKKK. O dono do blog nem se deu ao trabalho de responder aos dois últimos comentários: João Neto e Hugo Lopes de Oliveira… Bem feito! Dois patetas criticando os comentadores da mídia esportiva. Vão ler um pouco, dois rebotalhos!

    • 22/08/2016 at 19:27

      Geraldo, não respondi porque eles falaram o correto. Nossa mídia esportiva não entende de esporte. E quando pegam jogadores, pegam os que não sabem falar de esporte. O que Tandi e Giba falaram sobre voleybol? NADA.

  2. Luciano
    22/08/2016 at 16:00

    Na minha opinião na TV aberta não tem nada que presta. 107º no ranking de liberdade de imprensa. Monopólio midiático de apenas um grupo que não há comparação com nenhum outro país do mundo. Nesses tempos conturbados da política nacional ta melhor se informar pelos jornais estrangeiros do que os daqui.

    • 22/08/2016 at 17:41

      Luciano,culpa de nosso política de concessões.

    • LMC
      23/08/2016 at 11:00

      Luciano,o Nassif,Safatle e Paulo
      Henrique Amorim dizem a mesma
      coisa que você diz.Ah,e o Karnal
      também.

  3. LMC
    22/08/2016 at 14:26

    Nossa imprensa disse que Marta é melhor
    que o Neymar.Nossa mídia precisa de
    muito olho de peroba pra afirmar isso.
    É igual aos argentinos que acham
    Maradona melhor que Pelé.

    • Katia Gustmann
      22/08/2016 at 20:46

      Não é a mesma coisa. Marta não cheira e nao é cai cai com faixa de jesus na testa pra fingir ser legal.
      Ela é dez mil vezes melhor que isso.

    • 23/08/2016 at 00:59

      Katia, LMc quer se distanciar de várias coisas e então falha, produzindo sempre um mesmo tipo de pensamento.

    • LMC
      23/08/2016 at 10:58

      Kátia,você confundiu Marta com a
      Hope Solo,dos EUA.O Brasil
      finalmente ganha um ouro no
      futebol olímpico e torcedores
      daqui do Brasil são contra!
      É SURREAL!!!!

    • 23/08/2016 at 11:37

      Ninguém é contra a vitória, mas as pessoas ficaram realmente chateadas com o empenho das meninas e o não empenho de Neymar e sua forma de agir. Os brasileiros não precisam ser cachorros labradores o tempo todo.

    • LMC
      23/08/2016 at 14:39

      CONCORDO!!!!!

  4. Henrique
    22/08/2016 at 11:48

    A única coisa boa na TV de hoje acho que é o Jornal da Cultura pois é o único jornal de informação e formação. Lá tem filósofos e professores que discutem a notícia levando o telespectador a pensar. A Globo eu não assisto.

    • 22/08/2016 at 13:49

      HENRIQUE é o que eu acho de pior, e o que tem lá é o que eu aqui chamo de midiagogo. Pondé e Karnal pensam? Não mesmo.

  5. Fernando Henrique de Souza
    22/08/2016 at 11:29

    Existe sim e você provavelmente o tem: trata-se do complexo de inferioridade. Pesquise na psicologia as características de quem o tem e logo perceberá isso, sim.

    • 22/08/2016 at 13:49

      Fernando antes de pesquisa a psicologia vou pesquisar sua obra.

    • Paula Fernanda de Mattos
      22/08/2016 at 15:00

      Paulo Ghiraldelli, O comentário acima feito pelo Fernando Henrique de Souza é verdadeiro e você, em vez de buscar a verdade, prefere permanecer na ignorância e atacá-lo. De agora em dia, vou deixar de ler os teus artigos aqui e de ver tudo o que você publica na internet.

    • 22/08/2016 at 17:43

      Paula Fernanda, a filosofia é para todos mas não é para qualquer. Não sei quem você é, mas não a quero como leitora. É muito burrinha. Isso fica claro no “dr” no seu e-mail, típico do complexado.

  6. João Neto
    22/08/2016 at 10:31

    Exatamente, Paulo.
    Os comentadores e narradores quase sempre não entendem uma virgula do esporte que estão narrando. No meio da pobreza de assunto e dificuldade em interpretar ou explicar ao publico os detalhes de cada modalidade, as proezas, os erros e acertos técnicos ou os critérios de avaliação pelos quais se baseiam os juizes, insistem continuamente no discurso dramático e à entonação eufórica de sempre, a qual muitas vezes é descabida e desproporcional.
    E assim a imbecilização e a ignorancia vão se perpetuando, criando terreno para os autoditadas e McGyvers tenatarem descobrir a roda e inventar o fogo para um dia virem a vencer.
    Interessa ter um apresentador com uma duzia de cliches para gritar mas não interessa ter alguem com competência a narrar o que lhe seria de direito ?
    Abc e beba água, querido pensador.
    J

  7. Hugo Lopes de Oliveira
    22/08/2016 at 07:21

    A falta de bons profissionais em nossa TV é gritante. Os programas de auditório estão em decadência. Já é impossível se competir com a Internet, mas dessa forma aí chega a ser humilhante.

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