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20/11/2018

O Indivíduo 50 anos depois do “Maio de 68”. A individualidade pastiche


[Artigo para o público em geral]

Minha trajetória de pesquisa tem uma marca central: o estudos sobre subjetividade, ou a minha curiosidade sobre o corpo e e ego. Pesquisando em filosofia ou filosofia da educação, há uma preocupação grande em meus escritos a respeito do indivíduo. Por quê? Por eu ser filho único ou por ser evidentemente um moderno que se tornou herdeiro dos Sixties?

Prefiro a segunda opção – só porque ela é mais charmosa. Comecei minha formação vivendo “68”, como criança, mas uma criança inteligente. E depois, lendo “as coisas de 68”, por exemplo, Reich e Marcuse. Sem o “Maio de 68” não existiria um Paulo Ghiraldelli Jr, como sou, um menino nascido em 1957 e filho de professores, com uma pergunta na cabeça do tipo “o que é o indivíduo?”. Para mim, não é difícil entender os um pouco mais velhos, como Peter Sloterdijk, quando ele, que viveu o “Maio de 68” na plena juventude, escreveu no pré-1998:

“nós éramos partidários das definições de Wilhelm Reich e julgávamos que a libido corria à esquerda”. (…) Hoje, anuncia-se uma coisa completamente diferente, qualquer coisa que não tem nada a ver com o nosso modelo heróico e ruinoso da sexualidade como fogo de artifício”. Era para nós uma parte da contra-cultura, a frente hormonal da grande revolução”. (Sloterdijk, P. Ensaio sobre a intoxicação voluntária. Lisboa: Fenda, 1999, p. 78).

Compreendo bem essas palavras, como se elas fossem antes minhas. São minhas, em grande parte. Não somos mais “a frente hormonal da grande revolução”. Os hormônios foram diluídos para todo lado, pois todos viraram adolescentes. E isso tirou a própria força do sexo e, enfim, deu novas conotações para a figura do indivíduo.

Em 1978, na universidade, eu sabia muito sobre o que havia vivido, e guardado na memória precoce, dos anos sessenta. Dez anos depois eu estava mais ou menos esperançoso a respeito de “conquistas de direitos individuais” da Constituição de 1988. Daí por diante, nas comemorações a respeito do “Maio de 68”, em 1998 e 2008, meus interesses pelas “questões do indivíduo” já estavam bem delineadas em pesquisas e textos. Agora, na comemoração de meio século do “Maio de 68”, não posso deixar de resgatar dois bons observadores daquela data, Michel Thiollent e Benilton Bezerra Jr. Eles dão a trilha do meu argumento, segundo o início que peguei citando Sloterdijk.

Também eles pensaram nessa minha preocupação a respeito do indivíduo. Respectivamente, eles falaram de “Maio de 68” em 1998 e 2008.

Em 1998, Michel Thiollent via o “Maio de 68” como em desfoque com o individualismo:

Em 1968, lia-se a crítica ao “homem unidimensional”, endereçada por Marcuse ao conhecimento moldado pela dominação capitalista. Hoje, trinta anos depois de 1968, o mundo é bastante diferente. A cultura valoriza mais o individualismo. O socialismo se tomou assunto pouco estudado e, aparentemente, não existe mais contestação por parte de estudantes universitários. As técnicas de gestão e o ideário do neoliberalismo ou da globalização são vistos como mais importantes que o conhecimento crítico. (Thiollent, M. Maio de 1968 em Paris: testemunho de um estudante. Tempo Social; Rev. Sociol. USR S. Paulo, 10(2): 63-100, outubro de 1998.)

Em 2008, Benilton Bezerra Jr. via as questões do individualismo como uma herança nítida de “Maio de 68”:

Em 68, havia a idéia de autonomia, de crítica aos padrões estabelecidos e às formas opressivas na vida política, cotidiana, amorosa. Esse conceito de autonomia era um centro de gravidade muito importante para esses grupos. No entanto, por um lado, surgiram movimentos localizados: negros, mulheres, imigrantes, homossexuais. No mesmo sentido, ocorreu um desmoronamento de grandes bandeiras universais que englobaram todos esses grupos em torno de uma visão de sociedade melhor a ser construída. Assim, conseqüentemente, a vida política foi se fragmentando na luta por interesses de grupos pequenos. (…) A autonomia é, hoje, mais ou menos intuitivamente pensada como um direito do indivíduo de fazer o que bem lhe aprouver. (…) Como diz o sociólogo francês Alan Ehrenberg, vivemos uma sociedade da autonomia assistida, porque somos autônomos, mas nunca tivemos tantos profissionais a quem consultamos para saber como viver a nossa vida em cada um dos aspectos. Assim, temos liberdade para escolher, ao mesmo tempo em que não nos sentimos competentes para decidir. Desse modo, nos deixamos governar pelos modelos que são distribuídos na cultura e, sobretudo, pela mídia. (Bezerra Jr., B. Entrevista. Maio de 68 quarenta anos depois. Revista IHU online 2008)

Escrever em 1998, como Thiollent fez, dizendo que a cultura atual valoriza o individualismo, não é propriamente um erro, é apenas banal. Mas um banal que era necessário ser dito. De um certo modo, Thiollent assim escreveu para lembrar que o individualismo do “Maio de 68” procurava uma harmonia entre os anseios de liberdade individual e o apreço pelo coletivo, inerente às bandeiras socialistas tremulantes daquele período.

Escrever em 2008, por sua vez,  como Bezerra Jr. fez, afirmando que vivemos o eco do individualismo do “Maio de 68” segundo um critério novo, que é o da liberdade individual assistida, nada tem de errado. Tendo a concordar inteiramente com ele. É a coroação da descrição de Thiollent.

Estamos sob o império de uma tese cara aos nossos dias. Eu chamaria essa nossa época de o Tempo da Expertise da Frivolidade Necessária. O frívolo se tornou o necessário, e isso é o núcleo central da vida individual que se reconhece como tendo direitos individuais, mas isso ocorre se realmente pudermos contar não mais com gurus e filósofos, e sim com doutores do saber da leveza.  Conto um exemplo, que dá a exata medida desse nosso tempo que Sloterdijk chamou de o tempo da ‘insustentável leveza do ser’.

Exatamente agora, passado meio século do “Maio de 68”, um cientista de 104 anos, londrino morador na Austrália, David Goodall, viajou até à Suécia para se submeter à “morte assistida”, uma eutanasia, permitida naquele país. Chegamos à situação que vai da linha do “Maio de 68” até à sua boa percepção, quarenta anos depois, na entrevista de Benilton. Nem morrer sem experts nos acompanhando é desejável hoje em dia. Esse homem de 104 anos poderia deixar uma carta feliz e se trancar em casa e, então, sob tranquilizantes, deitar-se em sua própria e aconchegante cama após ter ligado o gás. Mas não! Ele precisa da “morte assistida”. Ele precisa que sua individualidade seja respeitada até no último momento como uma individualidade que só faz sentido se observada por outros, os doutores da individualidade, que podem lhe autorizar a morrer e lhe proporcionar a morte sem a experiência do morrer. Nunca um homem de 104 anos foi tão pós-moderno! Não lhe bastou o mundo o assistir como biólogo renomado. Ele precisava dar um último showzinho.

Nunca alguém honrou de tal maneira aquilo que é o centro de narcisismo como ele se desenvolveu a partir da cultura fordista, que abriu o mundo para o consumo de massa, na linha teorizada e explicada por Cristopher Lash (The minimal self. N. York e Londres: Norton & Company, 1984).  Se o consumo é elevado a um grau máximo e tudo se mercadoriza, sendo que nós próprios somos objetos de consumo, a vida de escolhas ponderadas termina e nasce a vida em função dos que se profissionalizam no trabalho de dizer o que é bom e o que não é bom, no enorme mercado abarrotado de tudo. Há especialistas para dizer do melhor queijo a partir do paladar ou do queijo melhor para especificidades de saúde e outras frívolas questões criadas cotidianamente, e que se transformam em necessidades. O mesmo se repete para compra de carros, escolhas de parceiros em casamentos, profissiões, escola dos filhos, fraudas de novos rebentos, opções de laser, creme para o verão de hoje e do verão de amanhã, o melhor pet para a criança tímida, e, enfim, sobre como se deve não apenas viver, mas também morrer. O melhor socialismo, anunciado pelos gurus ideológicos, deu lugar para a melhor pessoa individual que podemos nos tornar se usarmos os melhores apetrechos, para cada caso, segundo a opinião do melhor expert de cada caso.

Posso voltar a Sloterdijk e dizer: trata-se de fato de um exercer da individualidade, sim, mas sem fogos de artifício, apenas como alguma coisa que não é mais o orgasmo ou a experiência do orgasmo livre. Tudo agora é preciso ser leve, suave. Sai o sexo para a procriação e entra o sexo para o divertimento e, então, para a saúde. O indivíduo existe, mas apenas para se comportar segundo o que ditam seus auxiliares. Na verdade, seus proprietários de novos desejos. E estes estão no mundo para proporcionar leveza. Cada um procura o seu coach, o seu personal training, o seu animador de TV preferido, o seu recado de Stand Up, a sua série de Net Flix. Cada pessoa tem o que é seu, individualmente. E junto disso, o que é mais seu, para além do psicanalista (“o meu psicanalista”, diz a madame e o palestrante), é o assistente do momento. Até empregada doméstica, hoje em dia, é chamada de “a minha secretária”. A individualidade ganhou todos os espaços, mas é uma individualidade que multiplicou um número infinito de muletas individuais para que ele ocorra.

A anedota do filósofo grego se fez real. Ele se pôs como escravo, carregando uma tabuleta: sou um escravo treinado na arte de mandar. Basta ser senhor para comprar inúmeros escravos experts de mil e uma frivolidades que tornaram o mundo leve, mas sob um novo peso, que é o peso do supérfluo. Atenção, olhem para mim, diz o expert: sou aquele que pode dar para o senhor a silhueta de ser um indivíduo cheio de “escolhas”. Sou um escravo do mando, diz o expert para o indivíduo que se torna indivíduo a partir dessa abordagem.

Não estamos propriamente vivendo o tédio descrito por Heidegger. Também não estamos de todo inseridos na auto-exploração que nos faz empresários de nós mesmos, denunciado por Byung-Chul Han. Essas imagens nós conhecemos, elas são verdades sobre nós, mas não toda a verdade. A individualidade necessariamente leve, que tem seu peso dado pelo excesso de profissionais laterais (e às vezes liberais) que a fazem leve, é a marca de nosso tempo. A marca do pós-pós 68. Afinal, não é isso que a TV e a Internet nos oferecem aos borbotões: chefs que dizem como devemos comer e a Fátima Bernades dizendo o que devemos fazer para sermos a nova minoria do momento, até chegarmos nos programas da tarde, com artesanatos. Ensina-se como relaxar e ganhar dinheiro fazendo o artesanato do momento. Surge o expert em economia doméstica, em como usar o cartão de crédito e, enfim, o expert em como tirar prazer usando economicamente apenas meio Viagra – em tempos de crise!

O “Maio de 68” anunciou a morte de gurus. O pós-Maio de 68 viu essa morte ocorrer. Agora, é hora do pastiche. O vendedor de auto-ajuda se tornou uma marca de nossa época de tal modo especializado que há gente posando de filósofo para vender “como se portar com blasé” ou “como fingir ser intelectual se dizendo pessimista”. O indivíduo precisa de indivíduos que são experts em individualidades para ser indivíduo e, enfim, honrar a felicidade – que tem que ser alcançada.

Nietzsche disse que os modernos riem de canto de boca por terem inventado a felicidade. Pois bem, o problema agora é vivê-la! Um número grande de professores se tornaram idiotas de auto-ajuda, nessa avalanche da felicidade máxima que é máxima se alcançada em doses homeopáticas durante um longo de dia marcada por uma agenda que atinge agora também as crianças. Criança não brinca, mas tem hora para brincar diversas brincadeiras que as “desenvolvem”, acompanhadas de personal trainings de todo tipo. Desaparece o preceptor e surge no lugar dele um bando de energúmenos que brincam com as crianças. O próprio pai é forçado isso! E isso torna os pais, não raro, crianças. A infantilização dos pais é uma marca de nosso tempo. Nos parques públicos frequentados pela classe média não é dificil encontrar um garoto gordinho acompanhado de um professor de basquete – que nunca jogou basquete – forçando-o a uma rotina de aprendizado de um esporte. Esse tipo de garoto está se preparando para, aos 104 anos, procurar a morte assistida.

Paulo Ghiraldelli Jr, 60, filósofo.

Foto: serviço de Delivery que entrega “comida surpresa”.  A individualização da surpresa fornecida por experts em surpresas alimentícias.

 

 

 

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12 Responses “O Indivíduo 50 anos depois do “Maio de 68”. A individualidade pastiche”

  1. José
    30/06/2018 at 11:10

    Talvez o máximo do individualismo seja o direito a morte assistida, já que tem toda uma “sociedade” que tem uma repulsa enorme. No Brasil isso vai demorar uma eternidade para acontecer. Apesar de todos os abusos em nome do indivíduo, é melhor assim do que antigos modelos estratificados, onde a vida de uma pessoa poderia simplesmente acabar se ela não rezasse na cartilha da política regional ou dos grupos de poder.

    • 30/06/2018 at 13:33

      Não José, o individualismo é mais perverso que isso, e o direito a se fuder ainda não é o máximo.

  2. LMC
    21/05/2018 at 12:49

    Pra variar,os governadores lulistas
    do Nordeste vão apoiar o Ciro contra
    quem for no segundo turno-menos
    Lula.São da turma “Sérgio Moro-é-
    agente-da CIA-imperialista-golpista-
    pau-mandado-da Globo”.

  3. 19/05/2018 at 14:53

    Paulo, sou seu admirador. Acho-o brilhante, com seus textos cujas linhas são verdadeiros lampejos de clarividência intelectual. E não estou jogando “confetes””, pois já sei que você detesta isso. Bom, sem maiores elongas, vamos ao que interessa. Lendo e relendo algumas análises críticas a respeito do pensamento de Augusto Comte, notadamente no que diz respeito ao seu conceito de indivíduo, o fundador da sociologia e do positivismo na França afirmava que o indivíduo não existia na sociedade científica senão como membro de outros grupos, desde o grupo familiar até o político. Minha questão: essa negativa do indivíduo e da própria individualidade em Comte não teria inspirado de algum modo todos os regimes coletivistas que viriam a surgir na Europa, entre os finais do século XIX e as três primeiras décadas do século XX, especialmente os totalitarismos de direita e esquerda, fascismos, nazismo e stalinismo soviético? Abraços.

    • 19/05/2018 at 18:21

      ESsa é uma hipótese. Muitos acusaram o positivismo de ser um braço romântico de políticas coletivistas. A moral de Durkheim, corporativa, está até hoje na nossa Constituição, herança da Constituição de 34 e da de 37. Bem, mas isso é menos importante que dizer que Comte estava preocupado e substituir de vez a filosofia pela sociologia, e colocar a “sociedade” como o objeto a ser estudado, algo no lugar de Deus e do Homem. Pode-se culpar as vertentes do romantismo: Hegel, Marx, Comte etc., como o berço do século XX com sua “sociedade administrada”, capitalista ou socialista.

  4. LMC
    19/05/2018 at 13:37

    A Carta Capital desta semana
    pôs o Ciro na capa.É o plano B
    do nosso super-herói Lula.kkkkk

    • 19/05/2018 at 18:24

      Ciro não tem nada a ver com Lula. Não é plano B. Caso fosse, teria sido no lugar de Dilma. Lula sabe que Ciro não se corrompeu e NÃO quer nada com ele. Tanto é que deu ordem para a Gleisi atacá-lo. Ciro lambeu o PT por razões de que pensa “a esquerda”, é daqueles que pensam “por cima”. Mas o próprio Ciro, no dia a dia, não suporta Lula e petistas.

  5. Henrique
    18/05/2018 at 18:25

    A título de correção:

    O fulano que se submeteu à morte assistida era australiano que viajou à Suíça.

    A propósito, belo texto.

    • 18/05/2018 at 18:36

      Henrique, que eu me lembre, ele era de Londres e vivia na austrália, ao contrário do que você falou.

  6. Aluno atento
    18/05/2018 at 16:09

    Janaina Paschoal, sua queridinha, no partido de Bolsonaro, daqueles pseudo-liberaloides… kkkkkkk
    https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/05/18/bolsonaro-cogita-chapa-pura-e-nao-descarta-janaina-paschoal-como-vice.htm

    • 18/05/2018 at 16:13

      Joaquim, parece que você não é nem aluno e nem atento. Eu tenho vários queridos, mas nunca em absoluto. Agora, no seu caso, nada há para gostar, nadinha, pois parece que você é bem burrinho.

  7. Rafael Costa
    18/05/2018 at 12:01

    Fugindo um pouco do assunto, mas também nem tanto. O senhor tocou em um ponto da infantilização dos pais que eu acredito que um filme francês pode ilustrar um pouco isso. Nestes dias eu revi o filme “O sopro no coração” do francês Louis Malle, que aborda a relação incestuosa de uma mãe com seu filho de 15 anos. O filme é extremamente interessante porque no decorrer do longa, percebemos uma família da classe média alta francesa da década de 50 que tem uma dinâmica peculiar. O pai e a mãe tem 3 filhos, o mais novo de 15 anos que terá a relação incestuosa e o mais velho que tem 19. Os três são criados em uma relação distante com o pai, que se restringe a conversas formais no jantar, com a mãe a relação é mais próxima, mas não é uma relação de mãe e filhos normal. A mãe naquela família desempenha um papel de irmã mais velha, ou de amiga do colégio, dá dinheiro para os filhos pagarem dívidas de boteco e bordéis abertamente, única frase que diz após isso é um leve “Você sabe que lá não é um lugar legal pra você frequentar”, e pronto, não há reprimenda, tapa, nenhuma atitude de mãe. A governanta da casa é que acaba fazendo esse papel de mãe.
    Na segunda parte do filme, a mãe e o filho que tem sopro no coração vão passar uns dias numa clínica para tratar esses tipos de doença. Lá, eles convivem com outras famílias da mesma classe. A mãe representada pela linda Lea Massari esbanja uma sensualidade juvenil, brinca e conversa de igual para igual com os outros adolescentes, torna-se uma paixão de alguns que a cortejam como uma garota mais experiente do colégio, não uma mulher mais velha. Há um contraste claro entre Lea Massari e as outras mães, não em relação a aparência, pois as outras mães também são bonitas, mas em comportamento.
    Essa leveza colocada no seu texto é representada no filme por meio do comportamento juvenil da mãe. Não sei se o senhor já assistiu a esse filme, se não, eu recomendo.

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