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25/08/2019

Por que a mulher inteligente tem dificuldade em ser feminista?


Esquerda e direita não conseguem ajudar a mulher.

Virou moda agora tentar destaque na imprensa atacando o feminismo. As feministas criaram esse movimento contrário a elas, feito gora não mais pelos que as combatiam no passado, mas até por seus aliados ou potenciais parceiros. Muita gente passou a se irritar com o feminismo, inclusive uma boa parte das mulheres, quando o movimento deixou de lutar por mais direitos para as mulheres e se concentrou em aspectos comportamentais gerais, já sem parâmetro do que pode ou não pode ser uma boa bandeira.

Talvez eu consiga dizer mais claramente o que venho advogando por meio da questão da palavra “machismo”.

A maneira como as mulheres menos ou mais ligadas ao feminismo começaram a tratar o campo semântico desse termo o destituiu de qualquer legitimidade. Ou seja, é “machista” o namorado que não quer que a namorada dê bicotas em qualquer amigo, mas é igualmente “machista” o delegado que, recebendo uma queixa de abuso sexual, acaba registrando a queixa com má vontade, revelando claramente que está desaprovando a mulher por conta das roupas que ela está vestindo. Ora, é machismo? A primeira atitude é ciúmes. A segunda é descumprimento de função no serviço público. São duas coisas completamente diferentes. Ao coloca-las sob o guarda-chuva “machismo” eu não explico nada e, ainda por cima, acabo por não conseguir lidar com nenhum. Não vou compreender a atitude do moço ciumento e não vou ser capaz de responsabilizar o delegado perante seu superior.

Mas não é só nesse esgarçamento que a palavra “machismo” é um elemento péssimo por conta do feminismo emburrecido. Olha outro caso.

A mãe que coloca a filha para lavar pratos e libera o filho, logo após o jantar, sem ensiná-los a dividir o serviço, é a mesma mulher que aparece em rede social para me perturbar dizendo

Fu

Funk é feminista quando reivindica o prazer da mulher

que eu estou sendo machista ao postar a foto de uma mulher de joelhos fazendo sexo oral no namorado. Ela confunde tudo. Não sou machista por postar cenas de sexo sejam lá quais forem. No máximo, posso ser acusado de um indivíduo que gosta de pornografia, o que não me aborrece nem um pouco. Um filósofo como eu, que pesquisa o corpo, está acostumado a esse tipo de avaliação. (Além disso, avaliação de gente ignorante sobre o meu trabalho não me afeta, não no Brasil – afinal temos uma situação educacional péssima é há muitos de cabeças de bagre que não sabem o que nós, filósofos, realmente investigamos).  Ela é sim, moralistóide (e não moralista, o que é algo interessante até), pois não sabe como criar situações de igualdade entre homens e mulheres, mas se preocupa muito com a mulher quando a questão é sexo. Nesse caso, nota-se aí aquela velha preocupação de certo feminismo que nos deixa pouco alvissareiros, aquele que pune prostitutas ao invés de colaborar com elas, de ajuda-las numa profissão terrível.

Sim, eis aí outro problema do feminismo. As donas de casa de classe média que fazem lá seu mestrado ou, sem isso, frequentam as Casas do Saber da vida, possuem várias domésticas que elas tratam como escravas, e com isso ficam com tempo livre para acusar aqui e ali todo mundo de machista. Isso irrita e já é velho até. O que não é velho, mas já está irritando também, é essa mesma dona de casa se preocupando com a tal “violência” contra a mulher e, ao invés de ver como que sua empregada doméstica pode voltar para casa à noite, fica achando que violência vem da TV. O sexo e a violência na TV são culpados de todos os estupros do mundo. Aliás, esse feminismo se casa com o pior machismo ao falar da morte do estuprador sem que se use a lei e a justiça. Nessa hora todo o suposto aprendizado na Casa do Saber cai por terra. A dondoca de esquerda adere à nazista mais dondoca ainda.

A mulher pobre, negra, trabalhadora e excluída de tudo não tem feminismo. Sua vida não permite tal sofisticação. Está aquém de poder conter a prostituição das filhas. Ela mesma às vezes se prostitui. Quando cai nisso, perde os filhos. Aí todo o feminismo das ricas cai sobre ela, acusando-a de explorar as filhas. E se essa mulher aborta ou entrega um filho, meu Deus! aí sim as ricas aparecem e todo feminismo  e solidariedade veem por água abaixo. Aparece aí aquilo que chamei em outro lugar, sobre protestos dos energúmenos, de “ditadura do amor”. Quem é mãe tem de ser mãe. A qualquer preço. Não há perdão para a mãe. Entrou em depressão pós-parto, sendo rica, tudo bem, não sendo vira “mãe desnaturada”, “vagabunda que tem um monte de filhos”, “mulher aproveitadora que é incentivada pelas bolsas do Lula a ter mais filhos” e por aí vai. Some o feminismo, aparece só a face da política perversa eu põe o dedo no rosto da mulher pobre. A esquerda nessa hora apoia menos ainda, pois esquece da mulher, da mãe, para vir com a ideia de que aborto é coisa de saúde pública e se for legalizado todo os dramas da mulher acaba. Isso não é feminismo! Isso é simplesmente dizer para a mulher: mate seu filho que vamos dar costa quente por meio de nova lei.

pos-feminismo-webMas o pior de tudo mesmo é que o feminismo, como qualquer movimento de minoria, não raro gera o fanatismo militante. E no fanatismo, surgem as gangs que se aproveitam para massacrar adversários. Então, pessoas que caem sob a desgraça do feminismo oficial começam a ser tratadas como bandidos. Escritores, professores universitários, intelectuais de todo tipo começam a ser policiados: ou falam o que as tais “feministas” ordenam, igualzinho, ou então vai sofrer campanhas mentirosas que irão, ao final, levantar gangs que os farão perder o emprego. O feminismo começa então a gerar a face perversa não como feminismo, mas como lugar de máfias de mulheres de péssimo caráter. Na direita e na esquerda aparece gente assim, ainda que com distintas características secundárias.

Por isso tudo, o feminismo hoje não é bem visto pela mulher comum e é bem mal visto pela mulher acadêmica inteligente. Ela sente o cheiro de dogmatismo e maldade nisso tudo, e se afasta. Não quer pertencer a isso. Não quer ser ridícula, ainda que saiba que um bocado de bandeiras do feminismo foram úteis e são úteis.

2014 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo

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129 Responses “Por que a mulher inteligente tem dificuldade em ser feminista?”

  1. Helen
    29/05/2016 at 08:47

    Paulo, você apagou meu comentário?

    • 29/05/2016 at 10:25

      Não sei Helen, comentários muito burros ou só xingamentos, conforme a palavra, a máquina dela por elas mesma. Há um mata-burro automático aqui.

  2. Helen
    29/05/2016 at 07:00

    Oi paulo, não me bastou ficar horrisada com o texto, me deparei com comentários ainda mais abomináveis, que ultrapassam o tema feminismo. Acredito eu que te entendi, você não é contra o feminismo, você é contra temas nos quais muitas vezes o movimento defende, você é contra a generalização, embora foi ambíguo e à cometeu, você é contra o extremo do politicamente correto. Mas nada disso me incomodou mais, do que as respostas dos seus comentários, você buscava sempre demonstra superioridade sobre seus leitores, não duvido da sua inteligência e seu poder de retórica mas você nao precisa menosprezar ou ate mesmo alegar que o seu oponente está com problemas pessoas e deveria se tratar, ou até mesmo comparar a inteligência do mesmo com de galinhas, alegar que o linguajar dele é adolescente. Sei que irá buscar algum deslize nesse texto, pode apelar até dizendo que tenho linguajar adolescente, mas eu sou e não tenho problema com isso, irá provalvemente querer comprovar ser mais inteligente, ou até mesmo não irá nem o ler, mesmo assim tive empatia por você, acho que você deveria te-la mais com o próximo. Cheiro ?

    • 29/05/2016 at 10:27

      Helen eu respondo de acordo com o leitor, o leitor burro eu ensino, o burro que se acha sábio e vem xingando, eu faço uma piadinha com ele, outros riem, porque ele mesmo não entende. É assim que funciona para essa geração atual de gente que lê Pondé ou Tiburi ou Sakamoto, e segue Bolsonaro ou Sader.

    • Helen
      29/05/2016 at 18:55

      Virei sua leitora assídua, passei boa parte do dia lendo seus post. Preciso aprender um pouco do seu sarcásticos nos comentários para lidar com alguns seguidores de bolsonaro, tentar debater com os mesmo anda sendo uma tortura para meus neurônios. Cheiro

  3. Lucy
    29/05/2016 at 01:04

    Esse texto ta muito ultrapassado. Ou é um devaneio num universo paralelo.

    • 29/05/2016 at 02:35

      Lucy leia dez vezes, depois estude um pouco de filosofia, e então leia mais dez vezes. Uma galinha precisa de 400 vezes para entender uma ordem. Estou lhe dando só vinte vezes. É um elogio.

  4. Lidia
    28/05/2016 at 16:40

    Paulo adoro seus textos. Os movimentos socias são importantes mas o que ocorre é que as pessoas usam e modulam o machismo/feminismo etc a partir de seus interesses pessoais. Relativizam tudo quando as convém, querendo fazer de suas migalhas o prato principal. Daí fica difícil participar de algo que não é um movimento e sim a soma de vários interesses pessoais.

    • 28/05/2016 at 18:51

      Lidia meus textos são para os leitores que querem pensar diferente, não repetir jargões, ter insights novos. Obrigado.

  5. Luana
    28/05/2016 at 09:04

    Generalista e preconceituoso. Me considero feminista e não penso, necessariamente, da forma como expõe. O feminismo é um movimento em construção, com muitas discuções a serem feitas, seria muito bom se pessoas como você pudessem colaborar e não desconstruir dessa maneira. Passamos muito anos no escuro, é natural que nossos olhos levem um tempo pra se adaptar e exagerar a realidade objetiva. Tenho muitas críticas também a algumas ideias feministas, mas não preciso desconsiderar um movimento inteiro por conta disso. Então se você tem críticas a ideias, a pessoas, a posturas critique-as, mas não generalize. Assim a gente pode construir, evoluir. Ps. Conheço muitas mulheres inteligentíssimas, bem como homens também e que são feministas.

    • 28/05/2016 at 09:26

      Luana volte e leia dez vezes o texto. Uma galinha precisa de 400 vezes para aprender algo. Estou elogiando você dizendo que você com dez vezes pode começar a entender. Vai, tenta.

  6. Helô Cunha
    28/05/2016 at 02:16

    Triste ver como um movimento tão importante e q salva vidas pode ser ridicularizado por quem não sabe usar. A defesa das minorias têm que abranger minorias. Agregar. O objetivo dos movimentos deve ser esse. A inclusão. Feminismo é coisa séria, importante. Radicalismo nenhum é saudável. O patriarcado deixou e deixa marcas na vida das mulheres. Ponderar o q se diz é importante. Existe um abismo que separa a mulher minoria da mulher comum… mas ambas precisam do feminismo. Ambas sofrem violência e precisam de espaço. Umas mais, outras menos. Feminismo não é uma luta de classes, mas uma luta por igualdade. E não a igualdade que é conveniente, mas a igualdade como deve ser. Direitos, espaço, oportunidades… Apesar de não concordar com alguns pontos, seguirei refletindo. Na luta pela igualdade precisamos da divergência de opiniões. Obrigada pelo texto.

  7. Stephanie
    27/05/2016 at 22:50

    Não acredito que perdi tempo lendo tanta bosta e tanta distorção. Espero que estude mais antes de sair falando qualquer porcaria que lhe vier a cabeça acerca de algo que tu não vivencia.

    • 27/05/2016 at 23:20

      Stephanie o texto é para quem pode ler filosofia, já vi que não é seu caso. Pegue uma Julia ou uma Contigo ou Caras, OK?

    • Monique
      28/05/2016 at 19:30

      Stephanie ficou brava pois foi citada no texto.(rsrsrs)

  8. Mariana
    27/05/2016 at 22:45

    Esse feminismo que você fala não é um feminismo real.
    O feminismo real prega liberdade, igualdade e não fica “cagando” regra pra mulheres.
    Infelizmente hoje muitas mulheres que são feministas já sofreram por questões machistas que antes eram ignoradas e tentam lutar contra.
    Só que ao inves de propagarem um mundo com liberdade, propagam uma visão que tem que ser o inverso do anterior.
    Esse pensamento é mais proximo do femismo do que do feminismo.
    Por mais que eu não concorde com essas pregações não dá para negar que elas deram visibilidade ao movimento.
    É um movimento relativamente novo por isso acredito que tanto a sociedade quanto o movimento tem muito a crescer.
    E que alcancemos o respeito mútuo entre todas as pessoas.

    • 27/05/2016 at 22:48

      Mariana um feminismo inteligente, na militância e às vezes até mesmo na academia, está difícil.

  9. geraldo
    13/04/2016 at 11:03

    Paulo Ghiraldelli, eu sofri pressões causadas pelo Feminismo extremo e fiquei muito constrangido, pois percebi que infelizmente, parece que o amor e pureza verdadeiros ao próximo (quando se trata do sexo masculino) estão sendo ignorados por uma grande parcela das sociedades. E eu creio que, tanto o Machismo, quanto o Feminismo, se extremos, podem representar um grande perigo para ambos os sexos. Afinal, quantas pessoas de bem, talvez, foram ou podem ser penalizadas injustamente e sofre consequências terríveis, tudo “em nome da lei”.

  10. Robine
    18/12/2015 at 22:28

    Excelente texto,o feminismo atual não me representa,são tantas incoerências que tenho vergonha,percebi que machismo e feminismo se tornaram doenças terriveis,lamentável!

    • 19/12/2015 at 09:01

      Robine o feminismo “atual” tem outras faces que não a que mostrei, na maior parte, boas. Agora, machismo é um termo que não se equivale a feminismo, não é seu oposto, é uma prática. As feministas usam o termo, muitas vezes, em sentido maior do que ele é. Você pode ser feminista. Deve.

  11. Brenda
    13/11/2015 at 09:36

    Muito bom amei o seu post.as vezes sinto que as feministas, nao todas, mas a maioria que comecou a surgir atualmente, nem sabe ao certo oque estao fazendo, tudo aos olhos delas esta errado se nao for pra puxar o saco ..e dizer como as mulheres sao divas.
    Ninguem pode dizer um “A” que ja é machismo e ponto.
    Sem falar que tem aquelas que ficam mostrando os peitos fazendo coisas bizarras ao inves de ter um dialogo plausivel. Menos tempo pintando a cara e mais tempo usando a mente e respeitando o proximo. Quando alguem quer respeito tem que respeitar.

    • 13/11/2015 at 11:01

      Brenda poderíamos deixar os peitos de fora, é coisa linda, o problema é que virou uma “carreira” para estrelatos menores, que nem se trata mais de política. A moça de S. Carlos mostrou isso. Estava cobrando cachê alto para vir no Hora da Coruja, mais recentemente, abandonou tudo e casou com um… militar!

  12. Maria Izabel
    09/11/2015 at 22:13

    Eu acharia até engraçado esse seu post se n fosse tao desesperador ver como tem gente q n sabe absolutamente nd do feminismo e ai resolve q pode sair falando merda. Querido, acho q voc ta precisando de umas aulinhas viu?

    • 10/11/2015 at 02:00

      Maria Izabel vou comprar seus livros e aprender.

    • Tayssi Rocha
      28/11/2015 at 16:12

      Essa moça deve ser mesmo genial. Também vou comprar!

    • nayara
      27/05/2016 at 22:29

      Não há necessidade em comprar o livro da Maria Izabel. O senhor poderia ler os textos de Simone de Beuavoir, por exemplo, que se encontram de graça pela internet. 🙂

    • 27/05/2016 at 22:34

      Nayara não há necessidade de você querer aparentar saber do que não sabe. Beauvoir é uma que eu tenho certeza que você não entende, se é que leu. Você consegue entender a razão pela qual Beauvoir dizia que queria lavar as cuecas de seu namorado americano? Você sabe a razão pela qual ela levava garotas jovens para Sartre, quando este já estava velho?

    • Gleyciane de Sá
      17/12/2015 at 11:20

      Maria Izabel, ia dizer a mesma coisa. Esse boy tá precisando de uma aulinha sobre feminismo. Ele acha que feminismo é feito apenas por uma classe média alta que toma o movimento em defesa de interesses próprio. Não querido! E só uma observação. As ações não estão destituídas de valores, boa parte delas estão travestidas de machismo e o ciúme, como você exemplificou, pode ser só cíume, pode ser posse, pode ser posse machista. Você como filósofo deveria ver as várias facetas de uma única ação. Pensa!

    • 17/12/2015 at 11:24

      De Sá, não há boy aqui. Essa sua linguagem de adolescente precisa melhorar. Agora, descontando isso, você está certa, o machismo pode aparecer acoplado a várias coisas, mas não se deve trocar causas primárias por secundária e inverter a semântica. Preste atenção no texto e vai conseguir entender.

    • Nan
      27/05/2016 at 01:00

      E você precisa de umas aulas de Português…

  13. Felipe
    05/11/2015 at 03:28

    Puta texto legal e coerente! Ops! Não pode falar “puta”, é “machismo”, hehehe.

    Já presenciei a cena de uma feminista encalhada querendo brigar com minha namorada por não ser feminista. Chamou-a de machista, disse que ela deveria estudar, que não sabe nada sobre o feminismo, as mesmas falácias de sempre, até chegar à falta de respeito de chamá-la de acéfala. E o pior é não poder repreender uma mentecapta dessa, porque, segundo essas militontas, seria “machismo”. Defender a namorada é machismo. É brincadeira ou não?! Ainda bem que minha namorada é inteligente e fez a energúmena calar-se sem precisar usar de desinteligência, apesar de ter me dito depois que o que queria mesmo era dar uma bela surra naquela moralistóide.

    • Nayara
      28/05/2016 at 02:17

      Apaga que ainda dá tempo.
      Eu não posso desler, mas vc pode poupar as outras pessoas desse seu comentário.

  14. Daniel
    15/05/2015 at 08:13

    Mais um acadêmico querendo ditar regras sobre um moviemento do qual ele NUNCA poderá fazer parte. Não cabe a nós Homens discernir o que deve ou não ser pauta do feminismo caro filósofo, podemos apoiar a causa e defendê-lá, mas não nos apropriarmos dela. Não importa o quão solidário o homem seja, (ou pense que é) nunca entenderá de fato o que é ser uma mulher.

    • ghiraldelli
      15/05/2015 at 11:07

      Daniel eu NÃO SOU MILITANTE, sou filósofo. Acorda cara. Acorda porque seu sono é o da morte.

    • ghiraldelli
      15/05/2015 at 11:12

      VOLTO A DIZER: não é necessário perder as pregas para ser alguém capaz de falar das pregas estragadas de um ânus sofrido. Mas é necessário, é claro, saber bem de como é um ânus sofrido.
      Será que agora deu para você ou ainda não Daniel-Sonolento?

    • Maria Izabel
      09/11/2015 at 22:10

      Precisamos de mais homens como voc no mundo!!!

    • 10/11/2015 at 02:01

      Xiii! Maria Izabel, que desespero!

    • Desiludido
      28/11/2015 at 18:31

      “… Nunca entenderá de fato o que é ser uma mulher…” ????

      Simone de Beauvoir me enganou… Droga!

      🙁

    • Gleyciane de Sá
      17/12/2015 at 11:22

      Arrozou Daniel, dá pra vê que você sabe seu lugar e o seu compromisso social. Filosofia não é prática.

  15. Soraya
    12/05/2015 at 20:15

    Muito legal o texto, Paulo, mas eu tenho uma ressalva (embora não seja o foco aqui): não acho que uma mulher que paga outra pra ajudar em casa a trate como escrava. Vai tratá-la como escrava se tiver obrigando a outra a trabalhar pra ela. Fora isso, cada um ganha seu pão como pode. No mais, você falou boa parte do que é o feminismo atual pelo que tenho acompanhado, principalmente nos primeiros parágrafos. Acho que vou compartilhar este texto com umas mig@s hehe

    • ghiraldelli
      13/05/2015 at 08:51

      Soraya você não viu o modo como as classes mais ricas tratam os prestadores de serviços! Não queira ver.

    • Monica
      02/03/2016 at 01:52

      Mulheres se vestem para as mulheres, adoram falar mal umas das outras. São sim escravas na maioria dos trabalhos domésticos por suas “patroas” e tem muito mais a competição é acirrada. E elas que parem de dizer de que a mulher que não está de acordo com essa terceira significante onda feminista que lutam por axilas peludas e menstruação escorrendo pela calça são machistas porque os machos são elas!!!! Admitam que tem inveja dos homens e vão estudar e trabalhar para ser alguém.

    • 02/03/2016 at 10:17

      Mônica acho que você está com problemas pessoais, resolva-os.

  16. Lucia Rasak
    28/02/2015 at 01:40

    Bom o texto mas o feminismo é ainda muito pior do que foi falado aqui. Depois que eu li esse artigo (vou postar aqui) persebi que o feminismo nunca ajudou e nem nunca ajudará realmente as mulheres, só tapeia as mulheres para ficar com falsos créditos pelo desenvolvimento da democracia no que tange a igualdade de gênero. Quando li o artigo expondo tudo que o feminismo realmente é, persebi porque mulheres inteligente não são feministas, e é por muito mais motivos do que foi salientado aqui. Aliás, o feminismo lutar pelos direitos das mulheres, o tal do feminismo bom, também tá muito errado! Igualdade é lutar pelos direitos de todos!

    http://orglucidez.wix.com/verdadeshumanas#!feminismo/ckc2

    • 28/02/2015 at 03:14

      Lucia, antes do feminismo o importante é notar algumas coisas que não podem continuar no seu texxto: “persebi”. Não, o correto é “percebi”. Tome cuidado, esses erros podem ser tornar vícios.

    • Lúcia Rasak
      05/03/2015 at 01:30

      A compreensão do sentido do meu comentário e a compreensão do artigo que eu te convidei a ler são bem mais importantes do que a análise ortográfica. Mas obrigada pela correção, de qualquer forma.

    • 05/03/2015 at 02:07

      Lúcia infelizmente nem sempre acertamos. Sua sugestão tem pouco a ver com meus interesses.

  17. Aline Araujo
    25/11/2014 at 21:34

    Parabéns!
    Faço parte do time das inteligentes, porque o blábláblá feminista não me convence.

    • 25/11/2014 at 23:31

      Aline, é claro que há feminismo e feminismo. Há feminismo inteligente, embora o carcomido seja o que faz mais barulho e acaba representado todo o resto. Sem o feminismo não teríamos a mulher com mulher que temos hoje.

  18. G S
    18/05/2014 at 01:14

    É justamente por causa de homens como vc que inúmeras mulheres ainda sofrem a violência diariamente. Um comentário lamentável nos tempos de hoje para alguém que se diz intelectual…lamentável…perdi meu tempo lendo sua postagem…aff…

    • 18/05/2014 at 10:50

      GS, você amou o que leu, tanto é que perdeu seu tempo duas vezes, pois não só leu, como veio escrever aqui. Agora, você amou do desconhecido, pois sua cabecinha não conseguiu entender o texto. Leia de novo. Depois, de novo. Acho que na quinta vez já vai começar a mudar de opinião. Caso não, aí é grave.

  19. Leilane
    25/03/2014 at 09:03

    Olá. Eu gostei muito deste texto e a da sua linha de raciocínio. Venho me relacionando com ativistas feministas há alguns meses e cheguei até a pensar em me tornar uma feminista. Porém encontrei várias lacunas nos discursos feministas atuais. Vários furos e incoerências e esta situação me levou a crer que não sou feminista, pelo menos não da forma atual do feminismo. Eu sou uma mulher de 21 anos, deísta, solteira e universitária e não concordo com vários dos princípios do feminismo atual. Não consigo enxergar o brilho e até genialidade do feminismo antigo. Eu, mais do que apenas como uma mulher, mas como cidadã, reivindico direitos iguais a ambos os sexos. Não quero privilégios, quero respeito. Não considero os homens e o patriarcado como culpados pela dominação machista na sociedade (espero não ofendê-lo com estes termos caso o senhor os ache extremistas ou algo do tipo, mas é forma como eu realmente penso). Nós mulheres temos culpa no machismo sim, ao meu ver, pois muitas mulheres favorecem os filhos e oprimem suas filhas. As mulheres criam os filhos machistas e essa é uma das maiores lacunas no feminismo atual. Segundo a feministas atuais, a mulheres nunca podem ser consideradas culpadas em nada, tudo é culpa do machismo e do patriarcado. Ouvi diversas vezes que as mulheres são apenas bolas no jogo do patriarcado, e eu como mulher não me considero uma bola, vejo sim a mulher como um ser que foi muito oprimido e machucado, porém, as mulheres não são as donas de todas as mazelas do mundo. Eu sou indivíduo e cometo erros e não quero que nenhum homem seja culpado por meus erros. Enfim, gostaria de fazer a pergunta que me trouxe a este post se o senhor puder me responder: Eu posso lutar pelo direito das mulheres… Na verdade apenas pela igualdade entre todo “tipo” de pessoa (homem, mulher, gay, hétero, branco, negro) sem ser feminista???? E se houver um movimento ou filosofia que se encaixe no que eu procuro, qual seria o nome deste ativismo???
    Eu não me considero feminista.
    Se pudesse me responder eu agradeceria muito. Desde já Obg!

    • 25/03/2014 at 15:30

      Leilane, um ativista que age em favor de minorias deve ter uma coisa em mente: o que é uma minoria. Deve saber que minoria não é uma noção negativa somente, mas positiva. Muitos tomam a noção apenas pela identidade negativa, ou seja, consideram o indivíduo pertencente à minoria como “oprimido”. Mas minoria não é isso somente, ela tem um contorno positivo, que é o que lhe dá orgulho. Desse modo, é possível fazer do “thymos” algo que fomenta o orgulho, não só o ressentimento (sobre essa noção de Thymos, ela está em Sloterdijk, e há artigos meus no blog sobre isso).

  20. Luiz Filipe
    13/03/2014 at 22:25

    Adorei o texto, Paulo. Sou ainda muito jovem, 21 anos apenas, e recém-solto na “sociedade adulta”, por assim dizer. Nos últimos dois anos, tenho percebido cada vez mais fuzuê acerca de machismo e feminismo, e nunca soube dizer se isso sempre esteve presente em tamanha dimensão e eu comecei a perceber somente depois de instruir-me mais sobre o dia-a-dia do povo, ou se é apenas moda. Eu, particularmente, não simpatizo muito com o movimento feminista, pelo menos não com esse feminismo mais popular de hoje em dia. Talvez, realmente, o movimento tenha começado de forma nobre e valorosa; não tenho conhecimento o suficiente para fazer esse juízo de valor. Mas, hoje em dia, a maioria esmagadora das pessoas que se dizem feministas usam o movimento como forma de conseguir vantagens sociais sobre os outros. Não entendo o feminismo de hoje como uma tentativa de combater a opressão masculina e nem de igualar socialmente a mulher ao homem. As feministas (não todas, mas muitas) querem mais. Querem ter vários parceiros sexuais sem risco de julgamento, mas são as primeiras a taxarem de galinha e machista o homem que o faz. Se dizem indignadas ao serem chamadas de gostosa na rua, mas objetificam o corpo masculino da mesma forma. Algumas são extremamente violentas, chegando a agredir homens fisicamente, contando com a “segurança” que a Maria da Penha proporciona (e sim, conheço pelo menos duas feministas que fazem/fizeram isso). Nunca me considerei machista, mas também discordo de vários e vários pontos feministas. Aliás, essa é das dúvidas que me incomodam bastante acerca desse assunto, e gostaria de saber se você poderia tirar: Todo blog, site, post feminista que eu leio, incluindo as discussões nos comentários, me leva a crer que quem discorda de um ponto sequer do feminismo, é machista. Procede isso? Não existe um meio termo? Ou o movimento feminista é tão perfeitamente elaborado que tudo acerca dele é preto e branco, nada de cinza? Dizem as feministas que o movimento é, sumariamente, acerca da igualdade de direitos, não só entre homem e mulher, mas entre raças, sexualidades, etc. Então é bem ou mal? Simples assim? Em uma dessas discussões de internet, li um sujeito perguntando o porquê do nome do movimento ser “feminismo” e não “humanismo”. A autora, uma feminista influente na mídia, foi extremamente rude e desagradável e, apesar de não me lembrar da resposta na íntegra, recordo-me de pedaços como “não importa o nome”, “você perguntar isso é machismo” e “seu asno”. Como pode uma participante de um movimento social tão influente (e influenciador, diga-se de passagem) ser tão impaciente e intragável assim? E, por fim, existe alguma diferença REAL entre o feminismo popular atual e esse tal “femismo” que as feministas tanto gostam de citar como exemplo de “feministas que deram errado”?

  21. Ana
    10/03/2014 at 01:15

    Aliás, reli e o texto e percebi que falei bosta, HAHA.
    Realmente, você está certo. É esse tipo de coisa que estraga o feminismo.

    • 10/03/2014 at 01:21

      Melhor isso, Ana. Tente esse aqui, com cuidado: “A filosofia política para educadores” (Manole). Leia, venha discutir.

    • 10/03/2014 at 12:44

      MARAVILHOSO texto senhor, MARAVILHOSO. Mais uma ferramenta a ser usada contra essa lavagem cerebral que essas feministas descebradas (ou talvez não dado as suas estratégias e argumentos para ganhar mais militantes) promovem nas mulheres. Nada contra os movimentos feministas. Mas as mulheres não podem jogar seus peitos nuns em qualquer direção que uma líder lhe aponte, não sem antes pensar com a própria cabeça.No dia da mulher compartilhei um texto convocando as mulheres a honrar a morte daquelas funcionárias da fábrica(das quais todAS adoram falar tod dia 08 de março), estudando,se formando, criando seus filhos e filhas para serem pessoas de bem(Como disse um pensador a.C. as mães são as primeiras educadoras).Em fim ótimo texto.#Compartilhado.

    • 10/03/2014 at 12:47

      Regi, eu acho que as mulheres devem mostrar os peitos. Mas eu acho moralismo barato mostrar os peitos para dizer que os homens não devem tocá-los NUNCA, quase que colocando uma burca invisível sobre os peitos.

    • 10/03/2014 at 13:39

      Concordo senhor, há algumas décadas já é aceito que a mulher demonstre seu desejo e demonstre que gosta de ser desejada.O ruim é a forma como fazem isso, e muitas nem sabem o porque dessas movimentos com nudez!
      Como eu disse, parece que as mulheres não sabem o que fazer com os direitos adquiridos.
      Nossa luta é contra a violência, não contra os homens.E violência não só da mulher, mas de qualquer pessoa, violência contra o idoso, contra a criança, contra o homossexual, contra os presidiários… Como você mencionou, não adianta a mulher abandonar a educação , ou seguir os movimentos de olhos vendados.A educação dá as mulheres o poder de analisar e criticar qualquer informação de qualquer meio vinda de qualquer pessoa. Algumas/muitas são como chamam, massa de manobra, como analfabetos funcionais, sendo guiados cegamente, algo como feministas funcionais.

    • 10/03/2014 at 14:57

      Ataíde. há minorias que devem ter proteção especial. A mulher faz parte. Mas o problema é saber fazer isso. Temos de proteger a mulher sem atacar o “sexo”, o “fazer sexo” etc. Não estou dizendo que não deve haver leis contra homofobia ou exploração sexual de menores.

  22. Ana
    10/03/2014 at 00:26

    Lamento por você só ter conhecido esse tipo de feminista. É importante avaliar o que você diz, e saber reconhecer que existem várias facetas de um movimento. Ainda mais um tão grande como o feminismo.
    É fácil dizer que é “descumprimento do serviço público” sem avaliar o que levou a esse tipo de atitude. Sou feminista, e entendendo que não é legal dar “bicotas” em amigos, e posso te afirmar que todas as feministas que conheci também pensam assim. Não é questão de machismo, é traição.
    Você citou muitas coisas que eu, de dentro do feminismo, nunca vi. E se tivesse visto, também não concordaria. O problema de textos anti-feministas é que são extremamente superficiais, sem conhecer as causas ou a verdadeira essência do que o movimento propõe.
    Você coloca premissas baseadas apenas no que você interpretou, sem ter contato com feministas de verdade que levam o movimento a sério.

    Aliás, gostaria de saber também porquê levar porra na cara é degradante. Não existe degradação em uma relação sexual consensual. Se eu quiser levar porra na cara, é porque gosto, não existe opressão nisso.

    Sem falar que seu argumento do aborto foi péssimo. Feministas são a favor do aborto. Isso só prova que você realmente não sabe do que está falando.

    • 10/03/2014 at 00:56

      Ana, esse é o problema de algumas feministas: não conseguem entender um texto simples. A linha sobre o aborto mostra claramente que você não entende um texto jornalístico. Os movimentos de minorias criam muita gente assim, que adere sem procurar avançar intelectualmente para melhorar a defesa da minoria, mas aderem por mágoas e fogem dos estudos. Os estudos tornam difícil a militância.

  23. Juliana
    09/03/2014 at 16:22

    Interessante o texto.
    Venho tentado refletir sobre o feminismo e o porque dessa militância toda exagerada me irritar. Concordei em alguns pontos…
    A sensação que tenho é de que está todo mundo meio que perdido. As mulheres, os homens…a ciência…ninguém sabe muito bem pra onde ir e não há quem indique um caminho.

    • 09/03/2014 at 16:45

      Juliana, excelente encontrar você, leia mais aqui, vá ao lançamento do meu livro. Preciso de gente assim, com dúvidas!

  24. Sara de Farias
    09/03/2014 at 13:34

    Eu só sei que a mulher vive escravizada nessa sociedade falocentrica e machismo. É preciso uma luta muito maior para a libertação das mulheres dos seus opressores machistas e perversos. A cada minuto uma mulher pode sofrer violência e abuso sexual no Brasil, país em que o número de predadores sexuais tem aumentado a cada ano.

    • 09/03/2014 at 13:47

      Sara, enquanto você tiver esse discurso, garanto, você não muda nada. Mais e mais rótulos (falocêntrica?) só pioram. E essa conversa de predadores sexuais soa moralismo barato, não luta em favor de mulheres. Isso é burrice.

    • MARCELO CIOTI
      10/03/2014 at 10:55

      Sara,se já tem gente que grita na TV que é
      normal amarrar gente no poste pra dar uma
      “lição a bandidagem”,imagina quem sofre
      na mão de verdadeiros monstros em
      forma de homens.Acho o feminismo
      uma babaquice,mas torturar e até
      matar mulheres-já houve casos assim-
      não tem explicação plausível.

    • 10/03/2014 at 11:03

      O FEMINISMO NÃO É UMA BABAQUICE Marcelo, esse é o problema. Enquanto gente como você e o Pondé jogarem a água do banho atirando a criança junto, nunca vamos ter pensamento inteligente.

    • MARCELO CIOTI
      10/03/2014 at 11:50

      É só ver aquele site Escreva Lola,
      Escreva que vocês verão o que é
      feminismo militante da pior
      qualidade.Nada a ver com o
      Pondé,PG.Ele disse na TV
      quando prenderam aquela
      ativista brasileira na Rússia,que
      isso servisse de lição aos
      baderneiros aqui no Brasil.E
      nisso,eu DISCORDO DELE.

    • 10/03/2014 at 12:45

      Eu tenho medo do Pondé mais do que de mim mesmo. Eu sou capaz de jogar a criança com a água do banho. Ele não é capaz, ele joga.

  25. 08/03/2014 at 22:00

    Eu tendo a pensar que o machismo é um termo que acaba obscurecendo um pouco o panorama do sexismo como um todo.

    Só podemos pensar em machismo se aceitarmos que mulheres e homens devem ou podem ter as mesmas possibilidades dentro da sociedade e que, a partir disso, algumas estariam vedadas às mulheres e estimuladas aos homens, ocorrendo um favorecimento desse último grupo.

    O problema é que a sociedade não está colocada assim: homens e mulheres são pensados como tendo papeis diferentes e não os mesmos, mas com algumas restrições extras dadas às mulheres para que sejam inferiorizadas dentro dessa mesma situação.

    Assim, quando se fala em machismo, parece que há uma simples imposição dos direitos do masculino sobre o feminino e não a determinação social de um e de outro (que hoje queremos mudar) que veda certas coisas para um e permite ao outro. Acho que frequentemente o termo machismo apaga que exercemos papeis dados historicamente, para simplesmente dizer: – mulheres estão sendo oprimidas pelos homens. Perdemos de vista que estamos imerso em papeis sociais sexistas, o que é mais complicado.

    Não sei se o senhor concorda.

    • 09/03/2014 at 12:48

      Não, “sexismo” é outro termo que não diz nada. Esses termos que calam, que não nos deixam ver explicações, que não querem explicar, não servem. Substitua meus exemplos por “sexismo” e verá que piora. Podemos falar a quatro paredes de sexismo, machismo etc. Mas, ao colocarmos isso nos discursos públicos, encerramos a conversa. O delegado vira “machista” e “sexista”, e não é mais questionado sobre o como não está exercendo sua função.

  26. Felipe Pimentel
    08/03/2014 at 10:16

    Entendi a critica e concordo em partes. Entretanto, alguns argumentos não têm fundamento: Tratar doméstica como escrava não diz respeito à atitudes machistas ou feministas, e sim à questões éticas do individuo que o comete, como o não discernimento das questões sociais e morais desta relação patrão e empregado, por exemplo. Afinal, se existissem empregaods domésticos homens, esta mesma patroa não trataria diferente de sua empregada, ou seja, sem distinção de gênero.

    • 08/03/2014 at 12:05

      Felipe, desculpe-me ser seco: vocênão entendeu. Leia de novo sobre a empregada. Você leu depressa demais. Não está no quadro do machismo. (cuidado, o PISA mostra que o brasileiro não entende os textos!).

    • João Pedro Bohrer
      08/03/2014 at 14:11

      Realmente é um problema, chegando ao ponto de o autor não entender o próprio texto.

    • 08/03/2014 at 14:52

      João, nem sempre um autor inteligente como eu entende a si mesmo. Isso vale para todo autor inteligente. Por isso existe o outro filósofo. Nesse sentido, você acertou no que disse, mesmo sem saber do que eu e o texto estamos falando. Mas pode saber? Talvez.
      Agora, sobre feminismo especificamente, procure ver os trabalhos da Zezé, professor da filosofia e antropologia da PUC de Goiânia. Vá aprendendo por ali. Depois volte. E assim vai, indo e voltando.

  27. José Delfim
    08/03/2014 at 01:27

    Acredito de fato que exista um problema de mau uso da semântica no discurso feminista como você pontuou, isto talvez por causa da ambiguidade existente nos signos e que pode causar sérios enganos, o signo é constituído por significante e significado, o primeiro, a representação gráfica, o segundo, a imagem psíquica que será projetada pela evocação do primeiro, tal imagem é sobretudo convencional, assim o que uma palavra representa para uma determinada comunidade pode não ser o que representa para outra, os regionalismos são ótimos exemplos disto. Neste sentido existe um serio problema quando pensamos o signo em relação direta como o referente, ao enxergar o “Machismo” como a representação real da opressão infligida pelos homens às mulheres, as feministas acabam abusando desta expressão, atribuindo um sentido quase que dogmático ao combate a tudo que possa representar tal opressão e esquecendo que aquilo que pode ser visto como “Machismo” é na verdade convencional e variável de acordo com a perspectiva, ao esquecer-se disso, ampliam inconscientemente ou não o escopo do que seria tal opressão e reduzem tudo ao “Machismo” assim um marido que possa temer o fato de sua mulher trabalhar até tarde da noite em uma cidade violenta é visto não como preocupado em relação ao cônjuge mas como machista ao enxerga-la como frágil. Recordo-me de quando Barthes em sua aula no College de France afirma que existe um fascismo na língua tendo em vista que esta não apenas coibi o que se deve dizer mas obriga a dizer, assim ocorre neste caso, o termo “Machismo” obriga a enxergar todas relações entre gêneros buscando por qualquer coisa que possa parecer opressão e ignorando o caráter multifacetado de tais relações.

    • 08/03/2014 at 02:29

      Eu tenderia a não ir por aí, simplesmente for questão de formação intelectual minha. Eu tenderia a ficar apenas nos jogos de linguagem em que machismo pode ser usado. Diria então que quando ele começa a ocupar todo tipo de jogo de linguagem, por descuido, extrapolação etc., começa a entrar naqueles em que ele não tem qualquer valor de verdade e portanto nenhum significado. Tecnicamente é isso que eu diria, se o artigo não fosse “popular” e sim acadêmico.

    • 08/03/2014 at 03:28

      Faço aqui um contraponto, pois, conquanto a farta utilização do termo “machista”, este ainda carrega um forte significado nas mentes mais afeitas ao rápido julgamento.

    • 08/03/2014 at 03:33

      Porém, entendo que o abuso da termo “machista” acaba por esvaziá-lo de sentido. Mas tal esvaziamento se dá apenas para quem trata a linguagem com o devido respeito.

    • 08/03/2014 at 03:34

      Essa imagem da mulher loira e que parece estar com a cara cheia de porra, poderia passá-la? Copiando a imagem aqui diretamente da página fica uma bosta, muito pequena. Não nem pra ver o que está escrito.

    • 08/03/2014 at 12:14

      João, a imagem está maior no próprio texto, mais abaixo, é a segunda imagem

    • 08/03/2014 at 12:15

      Não, não trata a linguagem com devido respeito, trata a linguagem como bobo. Uma regra básica de termos que se tornaram conceitos é não achar que servem para cobrir o mundo, porque se servirem, não servem mais para nada.

    • 08/03/2014 at 12:16

      João e daí? Exatamente aí está o erro: é uma máscara forte que encerra as explicações, não percebe?

  28. Daniel Mota
    07/03/2014 at 23:28

    O fanatismo moral é perverso e quando os militantes dele acusam, eles não querem nem ouvir nem argumentar apenas apontar o dedo e gritar. Grupos moralistóides feministas acabam sendo os opressores dos opressores mediantes essas atitudes burras. Precisamos de quem escreva textos assim aqui na Internet: lugares como o Facebook estão cheios de gente assim, para censurar e ainda se dizem pautados pela direita ou pela esquerda e, como o senhor disse, invadem escolas e universidades para tomar empregos de professores e outros funcionários. Compartilharei. Abraço!

    • MARCELO CIOTI
      10/03/2014 at 12:11

      Também acho,Daniel.Quem não é
      “feminista” pra elas é machista,é
      sexista,é não-sei-o-que-ista,etc,etc,
      etc,etc.Aliás,como diz o PG,o que
      tem de dondoca de esquerda por aí….

  29. Eleanor
    07/03/2014 at 23:06

    Puta que pariu!

    • 07/03/2014 at 23:48

      Eleanor, e depois da puta que pariu?

    • Eleanor
      08/03/2014 at 14:22

      Foi só uma exclamação 🙂

      Concordei com praticamente noventa por cento de tudo que disse. Alguns detlhes me confundiram, só isso. Mas né, nem botei o pezinho no ensino superior ainda.

    • 08/03/2014 at 14:47

      Eleanor, então, esperamos logo suas objeções linda!

  30. Daniel
    07/03/2014 at 22:52

    Ótimo artigo, Paulo!
    A cantora Lily Allen fez recentemente um comentário sobre essa situação: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/lily-allen-diz-que-feminismo-nao-precisa-mais-existir.

    • MARCELO CIOTI
      11/03/2014 at 11:14

      A Lily Allen é bonita em todos os sentidos.
      Da cabeça aos pés,principalmente.
      Ótimo artigo,Daniel!

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