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23/03/2017

O sumiço das abelhas


As abelhas (ou a falta delas, melhor dizendo), vão ferroar as democracias. E ninguém se sairá bem!

As abelhas estão sumindo. Ou melhor, já sumiram. Não há mais abelhas para polinizar a agricultura mundial. Isso vai fazer os alimentos desaparecerem da mesa de muita gente, vai elevar preços de alimentos e, consequentemente, vai gerar menos estabilidade política em todos os lugares.

O Terceiro Mundo vai verá a fome e as convulsões sociais e políticas. O Primeiro Mundo verá ver crises e extremismos políticos irracionais. Ninguém ganha. As causas são várias, inclusive o aquecimento global, com prognósticos do relatório de Al Gore de dez anos atrás, que agora se confirmam. Mas a causa mais imediata são os inseticidas e pesticidas que foram usados e estão sendo usados no mundo todo.

Para parar isso é necessário uma forte pressão em cima desse veio da agroindústria, o que não é fácil. Não é fácil porque os proprietários desse tipo de indústria são os mais cabeças duras, e não é fácil porque o lado da atividade agrária sem pesticidas ainda é pouco incentivada.

Novamente o tal do capitalismo livre terá de ceder às intervenções estatais inteligentes. Mais uma vez a direita política estúpida vai chiar. Mas ou se faz isso ou vamos amargar uma situação social e mesmo física de catástrofe, e será para agora, 2015. Quer apostar?

Paulo Ghiraldelli

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3 Responses “O sumiço das abelhas”

  1. Maria Madalena
    02/08/2014 at 20:42
  2. Aílton Nunes
    21/07/2014 at 16:32

    Grande verdade. Seria desastroso termos que passar por outra crise de alimentos, mas dessa vez com maiores proporções.

  3. Adriano Apolinário da Silva
    21/07/2014 at 01:47

    Voltei este fim de semana de Jales, cidade do meu pai, pela primeira vez em 11 anos sem nenhum mel na bagagem. Ele, que está no ramo de produção e venda de mel há 40 anos, disse que alguns agricultores da região estão alugando caixas de abelha dos apicultores para que fiquem em suas propriedades com o objetivo da polinização, o que, claro, não adianta se não mudarem de postura em relação aos pesticidas, como você colocou, Paulo.

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Filósofo